Glória Eterna
10 Rue de Montmorency, 51.
Notas iniciais
–Louis...? – Claire murmurou. – Deve ser o Louis! Fleur,Louis está nos nos procurando! Rápido. Lance um sinalização no céu!
Só então, Claire notou que a amiga estava desacordada.
–Ah, não! Agora não! Louis estaá tão perto!- Ela suspirou. — LOUIS!!! – E gritou o mais alto que pôde.
~♦~
Louis!!!
O garoto ouviu seu nome.
– CLAIRE!!! – Ele gritou, reconhecendo a voz da amiga. — Claire?! Fleur?! Onde vocês estão!?
– Louis! – Uma voz respondeu. Não parecia longe! Porque ele não conseguia vê-las? – Louis, venha rápido!
–Onde vocês estão?
–Dentro de uma armadilha! Um buraco no chão.
–Está tudo bem? – Louis perguntou enquanto achava a borda do poço, assim que a encontrou apoiou-se nela para procurar pelas amigas. Viu Claire, Fleur molemente apoiada na amiga e, no chão, cobras. Muitas cobras.
– Nada bem! A Fleur precisa de ajuda URGENTE.
~♦~
Com muito esforço e depois de desmaterializar muitas serpentes, Claire e Louis conseguiram trazer Fleur para cima.
–Rápido! Você trouxe alguma poção para veneno? – Perguntou Claire.
–E-eu não sabia que...
–Trouxe?!
–Não. – Ele respondeu abaixando a cabeça. Pelo tanto de cobras dentro do buraco e a julgar pelo tornozelo de Fleur, Louis pode presumir o que tinha acontecido. Mas não, ele não havia trazido algo para aquela situação.
– Então vamos ter que leva-la para o acampamento. Rápido. Ajude-me a carrega-la.
Claire e Louis usaram casacos e cordas para fazer uma espécie de rede e carregar Fleur até o acampamento. Enquanto isso, A menina desacordada suava e se contorcia de dor.
Finalmente, eles chegaram ao perímetro dos feitiços. Louis correu para a barraca e voltou com a valise marrom e a entregou para Claire.
–O único lugar onde a poção pode estar. Então, vamos torcer para que ela esteja.
Louis mordeu os lábios, estava tenso. Enquanto isso, Claire tirava freneticamente todos os frascos de dentro da pequena bolsa.
–Achei! –Ela gritou contente. Segurava um pequeno frasco de vidro azul que continha uma substância escura. – Rápido, abra a boca dela...
Claire derramou a poção entre os lábios da amiga.
–Vamos, Fleur. – Sussurrou Louis. – Acorde.
Mas ela não reagiu. Eles esperaram.
–Ela está ainda mais pálida. Não está melhorando em nada.
–O pulso dela está mais fraco! – Louis falou segurando o braço da amiga.
Decepcionado e com raiva de si mesmo, Louis bateu no chão com força.
–Aquela cobra... Deve ser encantada de alguma forma. A poção normal não vai conseguir cura-la. – Disse Claire. – Nós temos que ir para Paris.
–O que?! Como você pode estar pensando em Paris? Fleur está morrendo!
–E-eu sei. E é tudo culpa minha! Eu que a fiz vim para cá e ainda por cima não cuidei dela... – Grossas lágrimas rolavam dos olhos de Claire até chegarem ao solo, marcando pequenos círculos escuros no chão de areia – Mas eu conheço alguém que pode cura-la.
– O tal alguém está em Paris?
–Sim.
–Então, temos que sair logo desta floresta e aparatar em Sauletronc. Mesmo ainda estando cedo.
Claire enxugou as lágrimas.
–Vamos logo!
~♦~
Escondido da orla da floresta, Claire e Louis levando Fleur nos braços (já que a rede que eles montaram não aguentara muito tempo) esperavam uma oportunidade para sair de trás do arbusto onde estavam.
–Você está vendo alguma coisa? – Perguntou Louis.
–Não... Acho que podemos passar.
Os Três colocaram Fleur deitada atrás de uma lojinha.
–Como vamos aparatar sem chamar muita atenção?
–Agora não importa. Se... Quando eles ouvirem, não estaremos mais lá. Não temos tempo para essas precauções.
–Então... agora?
–Agora. Segure a mão da Fleur e a minha.
Louis obedeceu, eles fecharam os olhos. Aparatar era sempre mais fácil assim.
– 3... 2... 1...
~♦~
Quando abriram os olhos, estavam em uma estreita e escura passage.
–Estamos em Paris? – Perguntou Louis.
–Sim! – Claire sorriu. Era bom estar em um locar familiar novamente. Ela e seus pais viveram lá por muitos anos, mas não havia tempo para lembranças. – Estamos perto, você consegue carregar Fleur por mais alguns minutos?
Louis acenou positivamente.
–Então vamos. Com cuidado, ainda não queremos chamar muita atenção.
As passages passavam por dentro dos quarteirões e era possível ver a movimentação das avenidas e ruas lá fora. Apesar de já ser relativamente tarde, havia muitos trouxas andando nas calçadas e passando em seus carros nas ruas.
– Por aqui! – Claire disse e puxou Louis pela manga.
O garoto caminhava distraidamente e só notou uma pequena porta na parede esquerda da viela quando Claire lhe chamou a atenção.
–Esta porta vai nos levar para mais perto do nosso destino.
Louis entrou e, só então, notou que estava dentro de um armário. Claire fechou a porta. Quando abriu de novo, eles estavam em uma nova viela, ainda mais escura e estreita.
– Era um armário sumidouro? – Perguntou Louis surpreso.
–Oui! Existem muitos aqui em Paris. Eles ficam embutidos nas paredes e nos levam de um canto a outro da cidade. – Enquanto explicava ela andava e mostrava o caminho para Louis. — Aqui perto tem outro e seu par está perto da Notre-Dame. Eles funcionam quase como um transporte público, mas só para os poucos bruxos que os conhecem. O único problema é quando eles dão defeito.
Louis ficou imaginando o que deveria acontecer. Ele já tinha ouvido histórias não muito agradáveis de pessoas que usaram armários sumidouros que não estavam funcionando corretamente.
–Você os usava muito, quando era pequena? – Louis perguntou. E apressou o passo. Claire estava com uma boa distância.
Merlin, Como ela anda rápido!
–Eu os descobri quando tinha cinco anos, descobri sozinha. Meus pais não sabem de nada sobre eles (nem eu conheço todos). Naquela época, estavam abandonados e muitos deles não funcionavam. Eu aprendi a concerta-los e passei muito tempo fazendo isso.
No colo de Louis Fleur murmurou alguma coisa. Ela estava ainda mais pálida.
Eles se esgueiraram por mais vielas e passages da parte mais antiga de Paris. Até que chegaram a uma casa de muro de pedras e com portas e janelas de madeira que davam diretamente para a rua.
–Chegamos.
–Onde nós estamos? – Perguntou Louis.
–51, Rue de Montmorency... A antiga casa do Nicolau Flamel.

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