Give me a sign

1 Pepper and cake


Notas iniciais
Escrevi essa fic sobre Justin Young, vocalista do Vaccines, porque não encontrei nenhuma. Então, se assim como eu, você é fã dos caras, curta, comente e acompanhe essa fascinante história
Mais uma tarde e lá, estava Emma novamente na fonoteca da Biblioteca Britânica. Era sua rotina. Todos os dias, após a aula, ela seguia para o seu lugar preferido, era o seu escape do mundo, dos problemas, de tudo. Era um lugar solitário, poucas pessoas iam ate lá, talvez porque poucas soubessem que aquele local existisse, já que quando se fala em biblioteca, as pessoas só pensam em livros. Todos os funcionários a conheciam, era praticamente patrimônio daquele local, já que frequenta a fonoteca desde os 10 anos.

Ela ficava hipnotizada com o acervo musical. Nem percebera que há 4 dias, um garoto a observava. Ele também passou a ir sempre no mesmo horario e sempre encontrava a garota de cabelos castanhos claros desgranhados, com estilo meio grunge, e belo rosto, um dos mais lindos que já vira. Era a delicadeza e a atitude numa só pessoa. De algum modo, ela havia chamado a atenção de Justin, este era o seu nome.

Emma estava olhando atentamente o catálogo de discos. Buscava escolher criteriosamente o disco do dia. Era "I don't want to grow up" dos descendents.

Assim que escolheu, entregou o codigo para o senhor Johnson.

-Boa tarde, Emma — cumprimentou ele
- Boa tarde, seu Johnson. Como vai?
- Vou bem. Pensei que não virias hoje. Chegou mais tarde do que de costume
- Tinha um seminário para apresentar, acabei ficando até mais tarde. Mas, vim
- Veio como sempre. Lembro quando o seu pai te trazia. Você era apenas uma garotinha e agora, já é uma universitária. — a garota sorriu com as lembranças. — Mas, então, qual vai ser o som de hoje?
- Descendents
- Você me orgulha a cada dia. Esse é um dos meus preferidos — disse ele, indo colocar o vinil num dos aparelhos.
- Johnson, pode me trazer a capa? — pediu ela e logo, o senhor trouxe a capa na mão. Ela amava ficar olhando a capa dos discos enquanto os escutava.

Ela, então, seguiu para uma poltrona e colocou o fone de ouvido. Assim que a música ecoou, a garota fechou os olhos e relaxou. Era sua terapia diária. Do outro lado da sala, Justin, mais uma vez, se surpreendeu com o disco escolhido. Aquele era um de seus preferidos. Ele também observava cada reação que ela esboçava: um leve sorriso no canto dos lábios, os dedos e os pés batucando ao ritmo da musica. Ele sequer dava atenção para o disco que ele ouvia.

Minutos depois, a garota se levanta e sai.
- Tchau, Johnson
- Tchau, Emma.

Emma seguia pelas ruas de Londres. Sempre pegava um beco que era um atalho para seu apartamento. Em certa parte do caminho, a moça sente que alguém está seguindo-a. Ela começa a acelerar os passos e depois começa a correr. Agora, ela tinha certeza, um garoto corria atrás dela. Foi entao que Emma pega seu spray de pimenta e quando o garoto a alcança, ela simplesmente atinge seus olhos.
- Ahhhhh argh... droga. O que é isso? Você é louca?- reclamou ele, ajoelhando-se e esfregando os olhos.
- Eu sou maluca? Você me segue, seu maniaco! E eu sou a maluca? É isso? Vou chamar a policia pra você e veremos que é maluco! — Emma estava quase chamando alguem, quando o garoto fala
- Eu não estava te seguindo... aiiiiii.... você deixou cair sua carteira na fonoteca, eu apenas tentei te entregar — Justin estava ajoelhado, tentando respirar e fazer com que os olhos parassem de arder.

Emma ficou constrangida e com pena do garoto.

- Nossa, desculpa! Mas, você deveria, sei lá, gritar "Hey, moça... sua carteira!"... você não pode correr atrás das pessoas assim — ela ajoelhou-se, ficando frente a frente com ele, e começou a assoprar seus olhos. Apesar de estarem muito vermelhos, ela pôde ver a cor dos seus olhos. Eram verdes e dependendo do angulo que se visse, a cor mudava. Percebeu também que ele tinha um piercing em formato de argola no canto esquerdo do lábio inferior
- Tá ardendo muito! Não tinha uma pimenta que ardesse menos?
- Vem! — disse ela.

Ela foi guiando ele até uma padaria que ficava na esquina.
- Oi, Melany. Posso usar o banheiro?
- Claro, Emma
- valeu!

Os dois foram para os fundos do estabelecimento onde ficava o banheiro.
- Entra e lava.
- Torce pra eu não ficar cego
- Vira essa boca pra lá. Vai logo!!!

Justin entrou e após uns 10 minutos, ele saiu.
- Pensei que você tivesse morrido
- Se você não tivesse esvaziado o spray nos meus olhos, eu não demoraria tanto.

Os dois ficaram se olhando. Ambos constrangidos pela situação.
- Pois é. Mais uma vez, desculpa. Pensei que fosse um ladrão ou estuprador... sei lá. Agi por instinto.
- Esquece! Tá tudo bem. Só queria devolver a carteira.
- você devolveu — ela mostrou a carteira — posso te pagar um café como agradecimento e um bolo como pedido de desculpa?
- Não precisa.
- se você aceitar, vou me sentir melhor.
- Se você insiste... eu aceito — respondeu após pensar uns segundos.

Justin estava envergonhado, mas não queria perder a chance de conhecê-la melhor. Então, ele sentou-se numa mesa e Emma foi fazer o pedido.
- Mel, eu vou querer um café e uma fatia de bolo.
- Okay. — enquanto Mel digitava os pedidos na caixa registradora, olhava para Emma com um olhar de "eu sei o que vocês fizeram no verão passado" — Quem é o gatinho? — sussurrou Mel
- O que? Não é ninguém.
- Sei... — disse desconfiada
_ É serio. Alias, entrega para ele o pedido. Estou atrasada.
- Ta bom, tigresa!

Emma passou correndo pela mesa onde Justin estava sentado.
- Hey, onde você vai? — gritou ele
- Embora. Bom lanche, tchau!

De fato, Emma não havia prometido comer com Justin. Ela só queria pagar. O garoto ficou arrasado. Assim que Mel entregou o café e o bolo, ele pegou e entregou para um mendigo que estava em frente o estabelecimento.

Ele estava andando, ainda sem entender o "bolo" que havia levado (denotativa e conotativamente). De repente, seu telefone toca
- Justin, cadê você?
- Marcus, eu to na rua. Chego ai em 15 minutos
- Certo. Mas vem logo. Estamos atrasados.
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Emma, assim que chegou no seu apartamento, foi logo correndo para o banheiro. Fez tudo rapido. Vestiu seu uniforme (Calça jeans preta e camiseta azul escuro com a logo "John's Pub"). Trabalhava a noite, como bartender num pub. Começava às 17h e saia às 1h da manhã. Quando estava saindo do apartamento, sua colega de quarto chega.
- Está atrasada, Emma! — disse Sarah
- Eu sei muito bem. Beijos
- Bom trabalho
- Ah... Sarah, deixei o dinheiro do aluguel na gaveta do armário. A gente se vê mais tarde

Chegando ao pub, na hora exata, Emma logo começou o trabalho. Às 8h da noite, havia muito movimento, já que, naquela noite, haveria show ao vivo.
- Hey, Larry. Quem vai tocar hoje?
- Jay Jay Pistolet
- Jay o que?
- Pistolet. Não é nenhum strokes ou arctic monkeys, porém, o som é de qualidade. Esse povo todo veio pra vê-lo, ou melhor, ouvi-lo
-Nunca ouvi falar dele
- Claro né. Você só conhece o povo da era medieval. Cantores e bandas do século XXI, você nunca vai conhecer.
- Qual é!!!! Curto varias bandas atuais. E acrescenta mais esse tal de Jay Jay na lista de cantores do seculo XXI que eu conheço, ja que vou ver o show dele.
- Beleza, contando com ele, você ja conhece 6. Parabéns!

Ambos ficaram rindo. Sempre trabalhavam e se divertiam ao mesmo tempo
- Larry, será que esse cara é melhor que a banda da semana passada?
- Acho que sim... qualquer banda é melhor que aquela! Nao sei de onde, o John tirou aquela banda.
- Devem ser parentes dele, só pode.
-Olha, vai começar.

A plateia começou a gritar e aplaudir o cantor que havia subido no palco. Emma ainda atendia alguns caras e também se saia de investidas. Toda noite, ela ouvia uma cantada nova. Uma pior do que a outra.
Assim que, os pedidos no bar cessaram, Emma voltou a atenção para o dono da voz que estava agradando seus ouvidos. No momento em que Emma colocou os olhos no tal Jay Jay, ficou surpresa. Era ele. O garoto que ela havia atingido pimenta nos olhos. Logo se deu conta de que não sabia seu nome. "Será que ele se chama Jay, mesmo?" Pensou ela
- hey... Terra chamando Emma! — disse Larry, estalando os dedos
- Han?
- O que foi? A musica do Pistolet te hipnotizou?
- Não. É que eu conheço ele.
- Conhece?
- nao... na verdade, espirrei pimenta nos olhos dele.
- Por que?
- Ele foi me entregar minha carteira, mas pensei que fosse um bandido.
- Você é doida, garota

Emma ficou escutando cada canção. Uma delas ficou grudada na cabeça feito chiclet

But I know that you're not broken
And I know that you're not bruised
I know I'm easily forgotten
So Happy Birthday You

Um tempo depois, o show acabou e ela avistou "Jay" vindo em direção ao bar. Sua primeira atitude foi agachar-se e ficar escondida sob o balcão
- Hey! O que você está fazendo? — perguntou Larry confuso
- Me esconde! Ele ta vindo pra cá
- Boa noite. Uma cerveja, por favor — disse "Jay". Emma ficou nervosa ao ouvir sua voz.
- Aqui, está sua cerveja. Mais alguma coisa?
- Não. Obrigado.

Para o azar de Emma, Justin ficou ali sentado, conversando com um amigo. Para piorar, John, o dono, chegara no lugar
- Hey, Larry. Tudo certo por aqui?
- Tudo perfeito, John!
- Que bom. — ele foi entrando no bar — vou pegar uma bebida pra mim.... EMMA? O que você ta fazendo aí?
- Nada! Derramou bebida e estou limpando.
- Por um minuto, pensei que estivesse se escondendo — disse rindo, enquanto bebia. John era um homem engraçado e um excelente patrão — Vai continuar aí?
- Ta quase seco. Você nao quer que alguem escorregue, né?
- Isso não. Bem, tenho que ir falar com uns amigos. Nos falamos depois.

Justin ouvia a conversa e ficou curioso em saber quem estava sob o balcao. Desde que, começou a beber, nao viu ninguem. Assim, a pessoa ja estava ali ha um bom tempo.

Logo, uma garota levantou-se e estava de costas e os cabelos sobre o rosto. Ele se esforçou para vê-la, mas aqueles cabelos eram inconfundiveis
"Será?" Pensou ele.
A garota foi em direçao a multidão.
- Marcus, espera um pouco! Ja volto

Larry observava tudo e percebeu que Justin havia reconhecido a garota.

Justin tentava encontra-la em meio a multidao. Emma nao havia percebido que ele estava seguindo-a. Até que ela sente alguém segurando seu ombro
- ESPERO QUE NÃO ESPIRRE NADA NOS MEUS OLHOS DESSA VEZ! — falou ele em voz alta, devido o som alto do ambiente.

Notas finais
E ai, gostaram?