Notas iniciais
Mais um capitulo. Por favor, comentem!

– ESPERO QUE NÃO ESPIRRE NADA NOS MEUS OLHOS DESSA VEZ!

Emma não deu bola para Justin, ela apertou os passos e começou a pegar copos de bebidas de algumas mesas. Enquanto ela pegava o que podia, ele a observava a uma certa distancia.

– Quer ajuda? – perguntou ele, percebendo que não daria certo o que ela fazia. Várias pilhas de copo + uma pequena bandeja + muita gente bêbada pulando = desastre. Entretanto, ele realmente não conhecia as habilidades de Emma. E garanto a vocês que aquela não era nem de longe a mais incrível.

– Dá licença – pediu ela, enquanto passava equilibrando a bandeja.

Ela conseguiu fazer tudo com sucesso. Nenhum copo quebrado, estava tudo sob controle. Mas ela não conseguia controlar o cara que havia a perseguido desde cedo. Enquanto, ela voltava a atender, ele voltou a sentar-se juntamente com seu amigo Marcus que também era músico. Este havia percebido que alguma coisa estava rolando. Não via Justin daquele jeito desde que sua ex-namorada o deixou. Então, via aquilo como um bom sinal.

– Quem é ela? – perguntou Marcus em voz baixa.

– É uma garota que conheci hoje – disse ele tomando mais gole de cerveja sem tirar os olhos de Emma.

– Sabe, pelo menos, o nome dela? – perguntou sorrindo, pois já sabia qual seria a resposta

– Não!

– Você não toma jeito mesmo! É simples, basta dizer: “Oi, qual o seu nome?” – Marcus sabia muito bem o quanto seu amigo era tímido. Chegava a ser controverso, já que, ele era músico e tinha que lidar com o público. Mas, para Justin, uma plateia era muito mais fácil do que uma única garota.

– Bem, se ela deixasse.

– Como assim? Você falou com ela? Sério?

– Falei. Na verdade, eu tentei. Mas ela é bem complicada, vive na defensiva.

– Mas cara, não desanima não. Olha, esse lugar tá cheio de mulher bonita e a maioria adoraria te conhecer.

– Cara, para com isso.

– Então, vai fazer o quê? Esperar que ela te de bola? Sabe, ela é realmente muita linda, mas analisando bem, talvez ela prefira mulheres.

– Tanto faz, talvez eu esteja mais interessado em outra coisa...

– Como assim? – Marcus estava confuso

– É difícil explicar, ela é diferente de qualquer pessoa que já conheci. Tem algo nela que eu não consigo entender. Sabe, ela é um enigma que eu quero decifrar.

– Justin, eu sei que fazia tempo que você não bebia, mas parece que o álcool já subia a cabeça. — Justin nem ligou para seu amigo.- Bem, eu tenho que ir agora. Vamos?

– Vou ficar mais um pouco.

– Tá bom. Só não se apega tanto.

Assim que Marcus saiu, Justin sentou-se numa mesa afastada. Do bar, Larry e Emma o observavam. Ele olhava para todas aquelas pessoas no pub, parecia observar como um cientista observa seu objeto de estudo. Mal sabiam eles, que tudo ali servia de inspiração para Justin. Após algumas horas, o pub começou a esvaziar e Emma já se preparava para sair.

– Larry, vou jogar o lixo fora. Falta alguma coisa?

– Faltam só essas caixas. – ele colocou na sacola de lixo.

Ao sair para jogar o lixo, ela não conteve a curiosidade e olhou para ver se Justin ainda estava lá, porém ela não o viu. Então apenas continuou o que iria fazer. Emma saiu pela lateral onde ficavam as latas de lixo. Assim que saiu pela porta, sentiu o vento frio que a fez tremer e se encolher. Ela jogou rapidamente as sacolas e quando estava entrando olhou para a rua principal. Viu alguém caído no chão. Talvez fosse um mendigo, mas estava bem vestido. A garota hesitou, pois não sabia ao certo se era perigoso. Mas sua curiosidade falou mais alto. Ela andou lentamente e quando chegou perto do homem jogado no chão, o ouviu gemer de dor.

– Hey – chamou ela, enquanto o cutucava no braço. Foi, então, que ele virou-se e ela viu quem era. – O que aconteceu com você? – perguntou preocupada ao ver seu rosto machucado e nariz sangrando.

– Fui assaltado e um pouco espancado.

– Um pouco?

– Não me bateram tanto.

– Você diz isso porque o efeito do álcool amenizou a dor. Quando passar, isso vai doer. Vamos lá pra dentro! Aqui tá muito frio! – Ela o ajudou a se levantar e entraram no pub.

– O que aconteceu? – perguntou John na cozinha

– Ele foi assaltado! – disse Emma

– Sente-se aqui! Larry! – John foi chamar o outro funcionário.

– Você não quer ir ao hospital ou até a delegacia prestar queixa?

– Não precisa. Não estou tão machucado e nem consegui ver bem a cara deles para prestar queixa.

Emma havia pegado algodão e água para limpar o rosto do rapaz.

– Ai – reclamava quando o algodão tocava o machucado.

– Desculpa!

– Tá tudo bem. Talvez, hoje, não seja meu dia de sorte. Primeiro, pimenta; depois, uma surra e um nariz quase quebrado.

– Você acha que quebrou? – perguntou ela alarmada.

– Não, eu disse ‘quase’.

– Sabe, quanto a pimenta, foi realmente sem querer. A gente vê tanta noticia na tv, então devemos estar sempre em alerta

– Eu sei, você está certa.

Os dois sorriram um para o outro. Logo, Larry apareceu com alguns medicamentos.

– Trouxe isso! Vai ajudar! – disse Larry

– Obrigada!

Assim Emma continuou a cuidar dos machucados do garoto. Quando concluiu, ele levantou-se.

– Quer que eu ligue para o seu amigo? – perguntou John

– Levaram meu celular e eu não sei o numero decor.

– Nem telefone residencial?

– Me mudei a poucos dias para cá. Ainda estou sem telefone residencial. Eu posso ir sozinho, pego um táxi.

O garoto andou mas tropeçou em tudo, estava muito grogue devido a bebida, mal se mantinha em pé, teve que ser apoiado por Larry.

– Posso chamar um taxi – falou Emma

– Se você conseguir achar um. Já passa das 3 da manhã. Não tem mais ninguém aqui. Faz o seguinte, Emma: pega meu carro e leve-o até a casa dele.

– Por que eu?

– Bem, preciso dar baixa no caixa e Larry não tem licença para dirigir. Só resta você.

– Tá bom

– É sério... não precisam se preocupar – falou Justin.

– Vem comigo!

Larry e John o colocaram no banco do passageiro e Emma o levou.

– Onde você mora? – perguntou ela

– Na Trinity Lane, edifício Garden.

– Sei onde fica.

– Sabe?

– Estudo lá perto!

Ele se ajeitou no banco, com uma expressão de curiosidade estampada no rosto.

– Onde você estuda?

– King’s college

– Sério? Eu também estudo lá

Emma o olhou incrédula

– Você está de sacanagem!

– Não. Curso história. Meu segundo semestre

Ela não acreditou no que ouviu

– Não acredito.

– Pode acreditar! E você? – Ele já estava mais animado

– Artes Plásticas – disse meio desanimada, ainda não acreditava que havia possibilidade de esbarrar mais uma vez com ele. Ela não o achava chato ou algo assim, apenas sentia que ele dava azar pra ela.

– Que legal!

– é muito bacana!

Justin percebeu que a garota não estava nada confortável com aquela situação. Na verdade, ela estava muito afim de se livrar o quanto antes dele, já que ela estava dirigindo a 80Km/h. Então, ele apenas se calou e ficou olhando pela janela ao seu lado. Portanto, o silêncio tomou conta durante o trajeto ate o apartamento de Justin.

– Chegamos! – disse ela, respirando fundo, como se estivesse aliviada por ter acabado.

– Bem, obrigado! — ele agradeceu e saiu, no entanto, tropeçou na calçada caindo novamente. Emma apenas bufou e saiu do carro.

– Deixa eu te ajudar! Qual é o seu andar?

– sétimo

Então, a garota o rebocou até o elevador. Ficaram esperando alguns minutos, foi, então, que ela percebeu que ainda não sabia o nome dele. Assim que entraram no elevador, ela perguntou.

– Seu nome é Jay pistolet? – ele sorriu ao ouvir a pergunta

– Não, algumas pessoas me chamam assim, mas meu nome verdadeiro é Justin

– Só Justin?

– Justin Young. E o seu?

– Emma Watson.

– Prazer Emma

– O prazer é todo meu, Justin Young.

Pela primeira vez, ela sorriu para ele. Ela ficava linda quando sorria. E isso era tão contagiante que ele fez o mesmo. Logo o elevador apitou dando sinal de que haviam chegado ao andar onde ele morava.

– Qual o apartamento?

– 704

Emma pegou a chave de Justin e abriu a porta.

– Pronto, você está entregue

– Mais uma vez, obrigado! Não quer entrar para tomar alguma coisa? Um suco, uma água?

– Não, tenho que ir.

– Cuidado por ai.

Ela foi andando e apenas disse de costas:

– Digo o mesmo para você.

Justin continuou na porta, olhando-a até que ela entrasse no elevador. Ele não conseguia disfarçar o sorriso bobo que havia se formado em seus lábios. Aquela garota o deixava bobo de todas as formas. Era única, diferente de todas as outras. Ele queria vê-la novamente, entende-la e se inspirar mais ainda em cada gesto dela.

Dentro do elevador, Emma sorria da mesma forma boba. Apesar de acha-lo um idiota, não conseguia para de parabeniza-lo mentalmente por ele curtir Elvis e Nirvana. Quando ela abriu a porta do apartamento dele, pôde ver vários posters desses dois e de mais algumas bandas que ela curtia. “Eu tenho que admitir, o gosto musical dele é excelente”, falou ela pra si própria.

Emma foi para o bar e depois John a deixou em casa. Já era quase 5 da manhã, sorte dela que era sábado e não teria aula no dia seguinte. Assim que entrou no apartamento, ela se jogou no sofá e dormiu um sono profundo.

Justin, por outro lado, apenas pegou um caderno de anotações onde costumava compor e começou a materializar as primeiras estrofes.:

Where does she go when she leaves me?

I've always wanted to know

Ele escreveu essas duas primeiras linhas. Não era pra rimar, era apenas o que ele realmente estava pensando naquele momento. Queria muito saber o que ela faria depois dali, onde mora etc. Após alguns minutos concentrado, ele continuou a escrever. Levou cerca de 35 minutos e ele terminou.

Where does she go when she leaves me?

I've always wanted to know

Is there a line that she crosses

Can people like me ever go?

Where does she go when she leaves me?

How could she leave me behind?

Does it ever consume her

Or just cross her mind?

I bet she's never on her own

I bet she's never home

I bet she's never stuck for things to do

But next time that she's leaving, I'll go too

Where does she go when she leaves me?

How come she has so much fun?

Why isn't she feeling guilty

From all that she's done?

Where does she go when she leaves me?

What could she possibly need?

I guess I drove her away with the life that I lead

I wonder what her friends are like

I guess I'll never know

I bet they're all they hoped that they would be

So next time that you're leaving

Can you bring me?

Yeah next time that you're leaving

Can you bring me?

Estava morto de cansado e apenas deitou, caindo no sono. No dia seguinte, Justin é acordado pelo barulho do despertador. Havia configurado há dias, pois encontraria uma amiga da faculdade. Iriam preparar um seminário juntos. Ele ainda estava muito cansado, mas não podia faltar. Tomou seu banho, café, vestiu-se e saiu para o encontro de estudos. No elevador, ele se deparou com seu estado: olhos roxos, nariz avermelhado e mais alguns leves hematomas. “Que bosta!” falou.

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Na casa de Emma, a campainha às 9h30. Emma ainda estava estirada no sofá sem mover um músculo. Sua amiga, sabendo que ela estava muito cansada, apressou-se para atender a porta, evitando que Emma fosse acordada.

– Oi, Sarah – disse o garoto a porta

– Oi, Justin – sussurrou Sarah – Pode entrar, só vamos evitar barulho! Minha amiga chegou tarde do trabalho. Não quero acordá-la, antes de ela ter completado 8 horas de sono – sorriu Sarah. — Mas o que foi isso no seu rosto? Esfregaram no asfalto?

– Quase isso. Fui assaltado ontem.

Justin entrou no apartamento com o maior cuidado do mundo. Mas teve uma surpresa, assim que, viu quem dormia no sofá.

– Emma? – pensou alto

– Oi? – perguntou Sarah que não havia entendido o que ele dissera

– Nada

– Vem! Vamos estudar no meu quarto. O computador da sala está quebrado, preciso lembra de leva-lo para a assistência.

Justin seguia Sarah, mas não conseguia parar de olhar para Emma. Não acreditava que estava na casa dela naquele exato momento. Ele e Sarah começaram a preparar a apresentação deles. Já estavam ali há horas.

Na sala, Emma acorda. Sua cabeça doía, seu corpo estava todo dolorido, mas ela estava satisfeita, pois não sentia mais sono ou cansaço. Ela odiava não dormir o suficiente. Ela levantou-se e foi logo para o banheiro. Passou em frente ao quarto de Sarah, mas estava fechado, preferiu não entrar, pois ela deveria estar dormindo.

Assim que entrou no banheiro, mergulhou todo o corpo na banheira. Aquilo relaxava cada musculo dolorido. Ficou ali por um bom tempo. Quando terminou, se deu conta que havia esquecido sua toalha. Ela sempre fazia isso.

– Que merda!

Então, ela teria que sair pelada mesmo. Estava preocupada da porta do apartamento estar aberta e alguém entrar. Mas era algo muito difícil de acontecer.

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– Sarah, onde fica a cozinha? Preciso tomar água.

– Pode ir. À direita no corredor.

Justin saiu e quando estava chegando na cozinha, leva um baita susto.

– ahhhhhhh – gritou Emma ao ver Justin – Sai daqui — ela não conseguia correr dali, apenas tentava cobrir sua intimidade e seus seios com as mãos..

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.