Give Me Love - Cancelada!
16 Noite em claro
Violetta’s POV
Havia acabado de chegar em meu quarto, meus pais haviam ido a um jantar de negócios na casa de grandes amigos e só voltariam no dia seguinte. Leon estava em qualquer canto da casa, isso não fazia diferença na minha vida sinceramente.
A tarde foi perfeita. Eu, Alex, Fran e Marco comemos em um restaurante japonês perfeito, tomamos um super sorvete e depois fomos comprar nossos livros, ganhando cupons de alguns brindes que iriam ser sorteados na semana seguida.
– Violetta? – Ouvi a voz de Leon vindo da porta quando estava tirando minha blusa. A vesti rapidamente e fiz uma careta ao olhar para trás.
– Se você não sabe as regras mínimas da etiqueta, fique sabendo que quando a porta de algum cômodo está fechada, deve-se bater antes de entrar – O olhei de forma ameaçadora – Eu estava trocando de roupa, porra.
– Não há nada ainda aí que eu não tenha visto – Leon aproximou-se de mim com uma voz rouca, fazendo-me ficar de costas para ele, tentando controlar o impulso de agarrá-lo.
– E porque você não vai procurar descobrir outras coisas no corpo daquela sua amiguinha puta? – As palavras pularam da minha boca em tom de angústia. Não queria ter falado daquela forma, agora havia ficado claro que eu estava com ciúmes.
– Ciúmes, Castillo? – Leon sussurrou ao pé do meu ouvido, fazendo-me arrepiar dos pés à cabeça.
– Claro que não, Vargas – Grunhi as palavras quando senti suas mãos apertarem minha cintura por trás.
– Então diz.
– O que?
– Diz que você quer que eu te foda sem dó – Meu interior ficou encharcado apenas pelas palavras de Leon. Eu sentia ódio de mim mesma por ser tão vulnerável ao seu corpo, ele por inteiro.
Leon desceu suas mãos para a minha calça e tocou o botão, deixando-me estática. Eu não sabia o que fazer. Continuar com raiva pelas cenas de mais cedo ou render-me novamente aos seus encantos. É, dúvida cruel.
– Diz o que você quer, Violetta – Leon abriu o botão da minha calça e enfiou sua mão adentro, tocando minha intimidade por cima da calcinha. Gemi fracamente – Ou então eu não dou – E ele retirou a mão e me virou de frente para ele, fazendo-me encarar aqueles olhos verdes, que agora estavam embotados de desejo.
– Eu duvido que você faça com que essas palavras saiam da minha boca – Olhei diretamente nos olhos de Leon e sorri de maneira irônica, despertando em seu rosto uma expressão indecifrável.
– Você não vai falar nenhuma frase – Ele trincou os dentes e tocou minha nuca com um pouco de força, puxando os meus cabelos de leve. Não sei o que estava acontecendo, mas confesso que gostei – Você vai gemer meu nome muitas vezes, implorar pra eu te foder com mais força e eu irei fazer isso com muito prazer.
Dito isso, Leon colou nossos lábios em um beijo feroz e enfiou dois dedos facilmente dentro do meu interior. Gemi alto entre nossos lábios. Arrependi-me de ter duvidado do seu poder de sedução. Ou não.
Leon’s POV
Depois da incrível noite que tive com Violetta, acabamos caindo no sono em seu quarto. Mas no meio da madrugada, acordei com minha pequena se remexendo impacientemente na cama.
– Vilu? – Perguntei sonolento, tentando abrir meus olhos e visualizar seu rosto.
– Oi Leon... Não é nada, pode voltar a dormir – Ouvi a voz de Violetta, mas não pude deixar de notar um tom de aflição em sua voz.
– O que foi Vilu? – Elevei o meu corpo, apreensivo com a maneira de que ela falara. Cocei os olhos e me estiquei até o interruptor, fazendo com que a luz preenchesse o quarto. Tomei um susto ao visualizar a coloração do rosto dela.
– Você tá muito branca, meu Deus! – Exclamei muito assustado. Violetta estava passando mal, isso era evidente – Vamos para o hospital agora.
Levantei-me da cama rapidamente e vesti minha cueca que estava jogada no chão. Vesti também minha calça jeans e minha camiseta, calçando minhas Havaianas em seguida.
– Você quer ajuda para se vestir? – Perguntei correndo ao lado que Violetta estava na cama, agachei na sua frente e toquei seu rosto com as mãos. Ela apenas afirmou com a cabeça.
Peguei sua calcinha e o sutiã, ajudando-a se vestir. Tirei do closet um vestido que era fácil de colocar e calcei suas sapatilhas.
– Meu plano de saúde, Lê... Tá na bolsa – Ouvi o sussurro de Violetta e peguei a bolsa, colocando-a em meu ombro.
– Quer que eu te leve no colo ou você consegue andar? – Perguntei a ela quando chegamos à escada para irmos ao hospital. Violetta não falou nada, apenas estendeu os braços na minha direção. Entendendo de imediato, a peguei no colo e corri em direção à garagem, onde estava estacionado o carro de Tia Maria. Eu estava com medo, muito medo mesmo.
*
Fazia mais ou menos duas horas que Violetta havia entrado por aquela porta branca apavorante. Não autorizaram minha entrada, como sempre, então fiquei na recepção para dar suas informações e esperar, ou melhor, sofrer enquanto não obtinha respostas.
– Oi, morena – Sussurrei ao atender o celular. Era Fran.
– O que aconteceu? É a Violetta que está no Pronto-Socorro? – Francesca gritou ao ouvir minha voz. Tudo bem que ela era minha melhor amiga, mas porra, será que havia uma maneira de falar mais baixo? Eu estava explodindo de dor de cabeça.
– Sim. Eu e a Violetta transamos e depois adormecemos. Acordei com ela se mexendo na cama e quando olhei pro seu rosto, ela estava mais branca que um fantasma – Sussurrei as palavras.
– Entendi. Mas cadê Tia Maria e Tio Matias?
– Eles estavam em um jantar do outro lado da cidade. Eu já liguei pra os dois e provavelmente estão voando pra cá.
– Ah sim... Bom meu amor, já é muito tarde, daqui a pouco vai amanhecer, mas se você quiser eu posso te encontrar aí e ficar contigo.
– Claro que não anjo. Amanhã tem Colégio e você não pode ficar faltando aula, etc – Falei ao olhar a hora no meu relógio de pulso – Pode ir dormir. Eu vou ficar bem, prometo.
– Tudo bem, então. Mas mande mensagem quando souber notícias da marrenta.
– Pode deixar. Boa noite, eu te amo.
– Boa, fica com Deus. Amo você!
Desliguei a chamada e guardei o meu celular de volta no bolso. Curvei minha coluna e cobri os meus olhos com as mãos, estava exausto.
– Leon Vargas? – Ouvi uma voz chamando o meu nome e levantei a cabeça rapidamente, visualizando um médico alto e magro em minha frente.
– Sim?
– Me acompanhe, por favor.
Andei pelos corredores com o médico na minha frente. Vários enfermeiros cochichavam pelos cantos, pessoas apressadas com macas passavam correndo toda hora e muitos familiares dos pacientes conversavam por ali. Paramos em frente a uma porta grande e branca. Quarto 223.
– O que o senhor é da paciente?
– Eu sou meio-irmão dela, pode-se dizer – Falei tímido e coloquei as mãos dentro dos bolsos da calça. O médico fez uma careta.
– Bem... A questão é que a senhorita Violetta passa bem. Devido ao calor da nossa cidade, é muito comum que a pressão das pessoas altere, principalmente se não tiverem se alimentado corretamente antes – O médico falava e eu prestava atenção nas palavras dele – E foi o que aconteceu com ela. Como já está tarde, vamos liberá-la amanhã. Mas já está tudo bem, não se preocupe.
– Muito obrigado, doutor – Suspirei aliviado – Posso vê-la?
– Claro.
Sorri em agradecimento e bati na porta, entrando em seguida. Violetta estava deitada na cama, com um soro na veia. Ela sorriu ao me ver.
– Como você está? – Perguntei ao me aproximar da maca, lhe dando um selinho e depois um beijo na testa.
– Eu estou bem. O médico já te explicou?
– Sim, ele explicou tudo – Disse enquanto alisava seu cabelo – Fiquei com medo que algo acontecesse com você... Acho que eu não iria aguentar, sei lá – Sussurrei olhando nos olhos de Violetta e ela sorriu ternamente. Senti que ali era a hora de falar aquelas três palavras. Seus olhos estavam cheios de ansiedade, eu podia sentir isso.
– Violetta... Eu amo... Eu amo...
– Filha! – Fui interrompido pela voz de Tia Maria, que entrou rapidamente no quarto acompanhada pelo meu pai. Ela abraçou Violetta logo em seguida, que continuou olhando para mim com aqueles olhos chocolates e um sorriso no canto dos lábios.
É, foi quase um eu te amo. Violetta entendeu. Deixa isso pra depois...
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