Give Me Love
25 Capítulo 25
Notas iniciais
Give Me Love
–Capítulo 25-
Por JefCokkie
Num movimento quase automático, retirei a lâmina do peito do Impuro. Seus olhos escuros estavam quase sem brilho e me encaravam com um misto de dor, surpresa e ao meu ver, um pouco de ódio. Ele parecia lutar para respirar, mas já era tarde. Seu corpo caía desfalecido no chão. O sangue quase negro manchava a terra clara. Eu não sabia o que pensar naquele momento, a sensação estranha de adrenalina começava a percorrer meu corpo. Eu não encontrava o remorso em lugar algum — e eu não estava me preocupando em sentir remorso.
Eu havia o matado. Realmente matei alguém.
Eu não pretendia matá-lo. Pretendia apenas o ferir para distraí-lo pelo tempo suficiente para poder fugir — mas aquilo não saiu como eu havia planejado. Dei-me conta de que acabaria que por morrer ali quando a lâmina da espada afiada de meu adversário perfurou minha coxa direita profundamente. Então, num ato totalmente impensado me defender acabei o matando numa distração do mesmo. Era ele ou eu — e eu não estava com vontade alguma de morrer ali e naquela hora.
A fera que ele montava havia ido embora no momento em que ele havia descido para me matar, então eu não tinha de me preocupar de matá-lo também.
Rasguei um pedaço de meu vestido folgado e amarrei em volta da coxa direita, numa tentativa de estancar o sangue que jorrava sem cessar. A ferida ardia, latejava, fazendo com que eu mordesse o lábio inferior com força desnecessária e quase o cortando.
Com dificuldade, flexionei os joelhos e saltei, aproveitando o impulso e já voando. Minhas asas batiam rapidamente e logo se esticavam. Era realmente difícil manter meu corpo alinhado naquelas condições, mas eu tinha de prosseguir.
Logo mais eu estava no portão dourado, sem nem me importar em pousar em frente o portão. Não havia tempo para formalidades naquela situação.
Os guardas passaram a gritar que eu não podia fazer aquilo, e, vendo que eu não os obedecia vieram atrás de mim. Meus olhos procuravam pela porta do castelo, até que então as achei. Fechei os olhos fortemente ao ir direto para a porta e bater contra sua duperfície dura, sentindo o forte impacto percorrer minhas pernas. O estrondo das portas se abrindo ecoou rigorosamente e então eu estava dentro do castelo. No exato momento em que pousei no chão de mármore vi o homem que sentava-se no magnífico trono dourado.
Os cabelos castanhos agora quase todo branco estavam soltos, caindo-lhe sobre os ombros largos em macias cascatas um tanto onduladas. As rugas ao lado dos olhos azuis mostravam o quanto já vivera. A coroa cheia de pedras incrustradas estava repousada em sua cabeça, dando-lhe um ar de superioridade esmagadora. Um manto branco cobria todo seu corpo.
– Vossa majestade! — eu praticamente gritei enquanto tentava correr, mas com dificuldade pelo ferimento em minha coxa.
Os olhos azuis do homem me fitavam com curiosidade. Seus lábios finos se separaram, mas ele nada disse.
– Ei! Volte aqui! — um dos guardas adentrou correndo em minha direção.
– Não! — respirei mais rapidamente — Por favor! Vim lhe avisar o que Madara está querendo!
O rei fitou-me sem nada expressar e então fez um gesto para o guarda que estava prestes a me alcançar.
– Vossa alteza? — a voz do guarda demonstrava a confusão que se encontrava.
– Deixe-me às sós com a garota — a voz grave e dura do homem sentado ao trono ecoou por todo o espaço.
Por um momento, quase me encolhi. Os passos do guarda se distanciaram, até que ouvi a porta sendo fechada.
– Desculpe-me por minha ousadia — engoli um pouco de saliva, na tentativa de umedecer um pouco a garganta seca — Mas tive mesmo de agir de tal forma para lhe trazer essa informação.
– Que seria...? — o rei coçou o queixo coberto pela barba um tanto cumprida.
– Madara logo estará aqui, vossa alteza. Ele procura por algo que temo ser de extrema importância — pausa — Ele quer uma chave importante, cuja abre a cela do anjo azul.
Os olhos azuis do homem por um momento vacilaram e acabou que por demonstrar o quanto estava surpreso. Mas logo voltou à sua pose sem demonstrações de qualquer emoção.
– Como sabe disso?
Engoli um pouco de saliva novamente.
– Uchiha Sasuke, sobrinho de Madara descobriu a informação — respondi cauteloza.
Uma sobrancelha grossa se arqueou.
– Como posso confiar num Impuro?
– Não posso responder a isso, vossa alteza — reprimi uma careta ao sentir meu ferimento latejar — Mas num momento como esse, creio que não se há muitas alternativas.
O homem pareceu refletir por um momento e então se levantou. Pude perceber o quanto ele era robusto e alto, diferente da aparência de rei que eu tinha em mente.
– Muito bem — ele suspirou — Guardas!
Não demorou cinco segundos e as portas se abriram.
– Vossa majestade? — a voz grave de um dos guardas soou.
– Quero que coloque os melhores de vocês para guardar a sala da chave. Protejam aquela chave com a vida, se preciso. Essa chave não pode sair de lá em hipótese alguma, entendeu?
– Sim, alteza.
O guarda pareceu se retirar. Em nenhum momento me virei para olhar os guardas.
– Obrigada, vossa alteza — curvei-me em demonstração de respeito.
– Sou eu quem devo agradecer — a face séria parecia estar um pouco mais suave. Os olhos azuis mediram-me da cabeça aos pés — Devo imaginar que lutou com algum Impuro, já que está nesse estado?
Assenti de imediato. A dor daquele ferimento estava ficando insuportável.
– Hiro! — o rei gritou.
Um homem de cabelos grisalhos e pele já desgastada apareceu.
– Leve a senhorita Haruno e cuide de seus ferimentos — o rei ordenou e o homem assentiu.
– Como sabe que sou uma Haruno? — perguntei sem pensar.
Os olhos azuis do rei pairaram sobre mim.
– Suas asas são de Serafins, e, esse cabelo de cor tão exótica só poderia ser da família Haruno — ele sentou-se novamente no trono.
– Conhece o meu pai?
– Sim, o conheço. Haruno Miura, estou certo?
Assenti.
– Não se preocupe comigo, vossa alteza — repliquei educadamente — Estou bem como o senhor pode v...
– Olhe para seu estado, querida — o rei balançou a cabeça negativamente.
– Não tenho tempo para cuidar de mim mesma agora. Meu pai está lutando e...
– Não poderá ajudar seu pai nesse estado — interrompeu-me — Por favor, aceite. É o mínimo que posso fazer por ter sido tão corajosa em trazer-me uma informação tão importante.
O rei, vendo que eu havia me calado, prosseguiu:
– Hiro, leve-a e cuide de seus ferimentos.
Não tive chance de falar mais nada, pois o senhor que o rei havia chamado puxou-me gentilmente para fora dali. Ele me guiava pelos enormes corredores sem dizer uma palavra — não ousei puxar assunto, pois o mesmo aparentava não estar com vontade de conversar. Logo estávamos em alguma sala daquele castelo imenso. Ele encostou a porta ao entrarmos numa extensa sala repleta de medicamentos e ferramentas medicinais. Coloquei minhas asas para dentro, eu não poderia correr o risco de esbarrar em qualquer coisa.
– Ali — ele apontou para uma cadeira enquanto virava-se e pegava uma pequena maleta prateada.
Sentei onde me foi instruído. Não me senti acuada quando o mesmo levantou o pano de meu vestido rasgado e tirou o pano manchado de sangue de minha coxa ferida.
– Como feriu-se dessa maneira? — pela primeira vez o senhor se pronunciou, analisando meu ferimento.
– Um Impuro tentou me matar no caminho para cá.
Ele arqueou uma sobrancelha.
– Uma Serafim com uma espada? — ele arqueou as sobrancelhas grossas brancas — É, acho que os tempos estão mudando.
Sorri de canto, sem muito humor. Eu estava tremendamente preocupada com meu pai e com Sasuke.
– Vai arder um pouco — alertou-me e então pegou uma pinca com um algodão, molhando-o num líquido parecido com água, mas com cheiro forte e diferente.
Tentei conter um xingamento quando o algodão se apertou contra o machucado, fazendo com que o líquido escorresse para dentro do mesmo. Ele executava aquilo com extremo cuidado e elegância, como se tivesse feito isso milhares de vezes. Logo ele terminou de limpar meu ferimento e voltou sua atenção novamente para a maleta. Remexeu-a e então tirou uma agulha e um rolo de linha preta um tanto brilhante.
Engoli em seco.
– Isso não é mesmo nescessário — eu disse, fitando a agulha que me amendrontava.
Os olhos experientes encontraram os meus e então um sorriso divertido se repuxou em seus lábios.
– Está com medo, senhorita?
– Se eu dissesse que não, iria realmente parecer ridícula a minha vontade de esconder meu medo. Portanto, sim. — suspirei rapidamente quando ele ergueu a agulha e passou a linha sem dificuldade no pequeno orifício da agulha. — Estou com medo.
Sua risada baixa de alguma forma fez meus ombros relaxarem.
– Ouça, — olhou-me e mostrou-me a agulha mais de perto — Irá doer, sim. Mas se não fizer isso, esse ferimento vai acabar infeccionando e vai ter um resultado bem pior do que imagina.
Fitei-o por um momento e então assenti, derrotada. Ele deu um passo a frente e voltou sua atenção ao meu ferimento.
Desviei os olhos quando ele aproximou a agulha de minha pele e então senti que a agulha perfurava minha carne. Era uma dor pequena comparada à dor de quando minhas asas nasceram, e com o tempo, acostumei-me com aquilo.
– Prontinho — ele disse oferecendo-me uma mão para levantar.
Aceitei de bom grado.
– Obrigada — sorri-lhe.
– Disponha — ele fez um sinal com a cabeça e apontou para a porta — Siga o corredor e vire à esquerda. Vai ter uma porta que sairá no pátio do rei.
Assenti e andei em direção da porta. Segui o corredor em passos cautelosos, pois meu ferimento doía a cada passo. Virei a esquerda como me foi instruído e deparei-me com um corredor curto. No final, uma porta aberta, dando para um passo bastante amplo. Segui até o pátio e então olhei para o céu. Coloquei as asas para fora e dei um impulso fraco, uma vez que o ferimento dificultava. Logo eu estava no céu, voando para fora do castelo.
Passei por cima dos grandes portões dourados, e dessa vez, os guardas não dirigiram palavra alguma para comigo.
Ao longe vi o portal por onde os Impuros ainda estavam passando. Parecia que brotavam cada vez mais. Pousei suavemente no chão — não era uma boa ideia voar naquela situação. Não havia como correr com aquele machucado, o jeito era andar mesmo.
Tentei andar o mais rápido que eu conseguia, mas logo eu tinha de diminuir o ritmo pela dor. Aquilo estava ficando extremamente irritante. As árvores à minha volta dançavam com o vento enquanto algumas folhas se soltavam dos galhos e caíam na terra clara.
Um rosnado soou logo acima de minha cabeça. Olhei para cima e pude vislumbrar uma fera diabólica sobrevoando ali.
Senti algo fechar-se em meu braço e puxar-me bruscamente. Abri a boca para proferir algo mas uma lâmina foi colocada contra a pele de meu pescoço.
– Grite e não terei o mínimo de piedade de contar-lhe a garganta — uma voz masculina soou perto de meu ouvido. Perto demais. Eu conseguia sentir o hálito quente do homem em minha orelha.
O outro braço livre do homem circundou minha cintura e puxou-me contra seu corpo duro. O homem parecia ser bastante forte para que eu relutasse e tentasse fugir.
– O que quer? — perguntei entredentes.
– Que você fique quieta e que não tente fugir, ou as coisas ficaram realmente feias para o seu lado, senhorita.
O homem deu um passo à frente, fazendo com que eu fizesse o mesmo. Meu coração batia descompassado.
– Ande! — ele gritou em meu ouvido.
O obedeci. Ele me guiou adentro da floresta, parando de andar abruptamente ao chegarmos numa clareira. Meu corpo foi para frente, mas o mesmo me segurou firmemente contra seu corpo. A mão que estava segurando minha cintura subiu e segurou meu pescoço firmemente.
– Não tente nada de imprudente — o homem disse e jogou a espada no chão.
Meus olhos se arregalaram, não sabendo o que aconteceria a seguir. A outra mão segurou um de meus ombros e viraram-me para ficar de frente para ele.
Pensei em chutar-lhe no meio das pernas e sair correndo dali o mais rápido que eu pudesse, mas essa vontade passou no momento em que olhei para seu rosto.
O homem era jovem, porém parecia maduro. O rosto anguloso, nariz reto que me era familiar. Os cabelos negros escorriam-lhe em cascatas lisas até o peito largo. Os olhos eram de um negro parecido com o de Sasuke, o que me deixou atordoada. A pele era clara e livre de qualquer defeito, a não ser duas cicatrizes abaixo dos olhos, no começo das bochechas.
– Por favor, não grite — ele pediu de modo alarmado.
Pisquei, sem entender absolutamente nada.
– Desculpe te abordar daquela forma, mas é que eu estava sendo vigiado — soltou meu pescoço — Desculpe se a machuquei.
Eu não conseguia falar absolutamente nada. Eu o fitava quase sem piscar.
– Quem... — minha voz saíra entrecortada. Pigarreei — Quem é você?
Engoli em seco ao sentir suas mãos segurarem minha cintura e então afastar-me de si.
– Antes que eu diga, preciso saber se realmente é a pessoa que eu estou pensando que é — ele passou uma mão por seus cabelos negros cumpridos.
– Hã? — pisquei.
– Como se chama?
Franzi o cenho, caindo em mim de repente.
– Espera mesmo que eu diga meu nome? — minha voz saíra em um tom desafiador.
Ele arqueou uma sobrancelha negra.
– Preciso que diga.
Percebi a seriedade que havia naquelas palavras. Eu sinceramente achava que o meu defeito era confiar tão rapidamente nas pessoas, como naquela situação. Eu deveria ter saído correndo para nunca mais voltar, no entanto, eu estava ali parada em frente a um desconhecido que me parecia familiar com aquela sua beleza avassaladora.
– Sakura — murmurei.
– Haruno Sakura?
Assenti.
– Como sabe?
– Isso não importa agora — ele abaixou-se e pegou a espada que havia jogado no chão.
Recuei um passo, temendo o que ele poderia fazer. A feição dele mudou ao ver-me afastando, como quem se desculpava.
– Não, eu não... — ele olhou para a espada que estava em sua mão e jogou-a no chão novamente — Não vou te ferir.
– Quem é você?! — me alterei e o mesmo fitou-me por um momento.
– Itachi — respondeu fitando-me profundamente — Uchiha Itachi.
Por um segundo, pensei que estava delirando. Pisquei seguidamente, fitando a figura alta de beleza divina à minha frente. Eu não conseguia acreditar naquilo.
– Você... — minha voz saiu num sussurro rouco — Você é o irmão de Sasuke.
Ele nada disse, apenas assentiu.
– Irmão mais velho — comentou desviando os olhos de mim.
– O que está fazendo aqui? Sasuke sabe que você está aqui?
Ele negou.
– Pelo visto Sasuke já contou sobre mim.
Preferi não dizer mais nada. Esperei que ele se pronunciasse novamente.
– Eu estive escondido esse tempo todo, por um motivo que não posso e não irei revelar agora. — Itachi olhou para cima e depois voltou seus olhos negros para mim novamente — Me enfiltrei no exército de meu tio como um soldado para chegar aqui. Preciso que me faça um favor.
Ergui o queixo automaticamente.
– Favor? — era evidente minha descrença.
Itachi assentiu.
– Por favor, me ouça com atenção — ele deu um passo à frente. Resisti ao impulso de recuar mais um passo. A beleza dele me intimidava.
Assenti.
– Sasuke contou sobre a morte de meus pais?
– Sim.
– Descobri que Madara os matou — vi seu maxilar travar, mas logo relaxar — Estive sumido por todo esse tempo por motivos necessários. Fui embora para proteger Sasuke, caso contrário, não sei o que meu tio seria capaz de fazer.
– Sasuke e Madara viviam debaixo do mesmo teto. Seria mais fácil matá-lo sem você por perto, então qual é a lógica de dizer que se você não fosse embora Madara o mataria? — eu mesma consegui ouvir o tom de ousadia em minha voz.
Itachi fraziu o cenho.
– Se eu não tivesse ido embora eu iria ser o herdeiro, não Sasuke. Se eu tivesse ficado, Madara faria algo para me atingir e ficar com a liderança de todo o Clã. Ele faria algo à Sasuke, para me atingir, mas com o pensamento de que eu estivesse morto ele não precisaria mais ferir ninguém para ficar com a liderança.
– Ele se proclamou herdeiro do mesmo jeito — repliquei, um tanto confusa.
– Mas não feriu Sasuke — assinalou.
Pisquei. Itachi realmente parecia se preocupar com Sasuke.
– Por isso foi embora?
– É um dos motivos, na verdade o maior deles.
Fiquei calada por um segundo.
– O que quer que eu faça?
Seus olhos negros brilharam e o indício de um sorriso traçou seus lábios, mas o sorriso não veio.
– Preciso que proteja Sasuke — seus olhos negros arderam sobre mim — Madara vai ficar com um ódio mortal quando o ver aqui e vai tentar matá-lo.
– Mas Sasuke sabe se defender — murmurei sem entender.
– Não estou falando fisicamente — deu um passo a frente — Eu sei que você é um Serafim, Sakura. Preciso que proteja Sasuke dele mesmo. Sasuke é um mestiço, metade Impuro. Não sei o que pode acontecer se ele deixar seu lado negro aflorar. Temo por ele.
Assenti, um pouco perplexa demais.
– Eu devo dizer sobre você?
Ele negou de imediato.
– Isso nunca — ele passou os dedos entre os cabelos de modo nervoso — Pelo menos não agora. Sasuke não pode saber sobre minha aparição aqui. Ele ficará com raiva e sabe-se lá o que iria querer fazer.
– Como não? Ele te ama! — eu disse sem pensar.
Ele tinha aberto a boca para dizer mais alguma coisa, mas então a fechou, surpreso com minhas palavras.
– O quê?
– Vocês são irmãos — dei de ombros.
– Claro — ele suspirou pesadamente e parou a centímetros de meu corpo — Obrigado.
Engoli em seco. Seu perfume impregnava minhas narinas — era viciante.
– Você voltará?
Dessa vez ele realmente sorriu.
– Quando tudo se acertar — inclinou-se e beijou o alto de minha testa.
Senti minhas bochechas começarem a esquentar. Como alguém desconhecido dava-me um beijo na testa?
– Obrigado novamente — ele se afastou e pegou a espada que havia jogado no chão por duas vezes, colocando-a na bainha.
Itachi acenou com a cabeça e lançou-me um sorriso de tirar o fôlego, para logo depois correr para fora dali.
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