Give Me Love

26 -Capítulo 26-


Notas iniciais
Konichua! Bem, gente... Desculpe não ter postado mais cedo, mas é que eu estava na casa de uma amiga. E bem, aqui está o capítulo e deixarei um aviso nas notas finais. Então, por favor, leiam. Boa leitura! P.S.: Leiam esse capítulo escutando Give Me Love. http://www.youtube.com/watch?v=FOjdXSrtUxA - Esse é o link >

Give Me Love
–Capítulo 26-
Por JefCokkie

Voei o mais rápido que eu conseguia, mas mesmo assim a fera estava quase me alcançando. O Impuro montado na besta estava gritando raivosamente, não desistindo de me perseguir. Quando olhei para a frente novamente, vi que estava prestes a coadir com uma enorme árvore e no último segundo consegui desviar. Não aconteceu o mesmo com o Impuro e a fera. Meu alívio não durou muito, pois eu bati em outra árvore. Agora eu estava no chão, sentindo minha asa esquerda absorver o impacto da queda.
– Argh! — um grunhido saiu de minha garganta.
Eu realmente achava que havia quebrado minha asa esquerda, pois ao fazer um pouco de esforço não consegui a mover e uma dor maldita começou. Não me importei de olhar para onde o Impuro havia caído, me levantei e saí correndo dali — mesmo com minha perna protestando para que eu parasse e descansasse. Eu corria o mais rápido que eu conseguia, o que na verdade, não era muito. Logo eu estava em casa, passando pelos grandes portões e rumando para dentro da mesma. Meu pai estava gritando algo que não prestei atenção, e, quando ele virou e me olhou algo pareceu estar diferente.
– Pai? — minha voz saíra entrecortada, mas cheia de alívio ao ver que ele estava bem.
– Onde é que você estava?! Eu estava quase mandando um exército atrás de você! — meu pai chacoalhou-me pelos ombros.
– Ai!
– O que houve? — ele parecia estar preocupado.
– Acho que quebrei minha asa esquerda — murmurei olhando para a mesma de soslaio.
– Onde você estava? — ignorou minha fala anterior.
– Fui avisar ao rei sobre o que Madara queria que estava em nossa Dimensão — respondi um tanto baixo.
Os olhos de meu pai se fixaram em mim sem nem piscar.
– Sasuke te contou sobre isso? — ele parecia surpreso.
– Por que ele não contaria? — franzi o cenho.
– Por nada — deu de ombros e soltou-me — Sasuke está a caminho de derrotar Madara, mas estou preocupado.
Arqueei as sobrancelhas.
– Desde quando se preocupa com Sasuke?
– Desde agora — respondeu estalando os dedos da mão direita — Não tenho certeza se ele conseguirá derrotar Madara sem se prejudicar.
– Como assim? — cruzei os braços.
– Sasuke disse-me que contou a você sobre o fato de ser um mestiço. A verdade, é que não se sabe o quanto o lado Impuro exerce sobre si.
Lembrei-me do que Itachi havia dito.
– Onde ele está?
– Se preparando para enfrentar Madara — respondeu apontando para cima.
Tentei bater as asas, mas ao fazê-lo acabei que por cair de joelhos.
– O que pensa que está fazendo?! — ele se abaixou e ajudou-me a levantar.
– Preciso vê-lo — eu disse fitando o rosto preocupado de meu pai.
– Ele deve estar na sala de armas.
Saí correndo dos braços de meu pai e corri escada a cima, não me importando com a dor de meu ferimento na coxa direita e nem com minha asa esquerda latejando dolorosamente. Corri pelo corredor, rumando para a sala de armas e ao chegar abri a porta com brusquidão desnecessária.
– Sasuke?!
Olhei rapidamente pela sala, não o encontrando. Vi a porta da sacada aberta, as cortinas brancas voando ao vento. Corri para a sacada. Vi um ponto preto voando pelo céu e então senti meu coração disparar. Aquilo não era nada parecido com o que eu já tivesse visto.
Tinha a forma de um homem, mas as asas eram como duas garras, intercalando os ossos com pele negra. Os cabelos eram completamente negros e cumpridos. Sua pele tinha uma tonalidade cinza com algumas manchas negras que mais pareciam tatuagens. Poderia aquele ser Sasuke?
Tive a certeza de que era ele quando vi Madara sorrindo enquanto empunhava uma espada ao olhar para a criatura que eu julgava ser Sasuke. Meu coração bateu forte e um instinto de proteção me invadiu fortemente. Sasuke era meu, e eu não deixaria que Madara o machucasse.
Pulei, na tentativa vã de voar, mas minha asas esquerda cedeu dolorosamente. Gritei de raiva. Foi quando senti meu corpo se aquecer como se uma onda de fogo tivesse me atingido. Não consegui fazer nada a não ser fechar os olhos — e assim o fiz. Aquele calor era tão reconfortante, que por um momento acabei que por esquecer do porquê eu estava ali. Logo após, era como ser banhada no bálsamo do aroma mais delícioso que existisse. Quando abri os olhos novamente, encontrei o negro dos de Madara que estavam fixados em mim. Um misto de surpresa e ódio dançavam em seus olhos. Olhei para trás e então minha boca se abriu.
Mais duas asas haviam nascido, e não eram tão pequenas quanto eram as minhas duas primeiras quando nasci. Mexi-as e sorri brevemente, para logo depois lembrar o que eu tinha de fazer.
"Preciso que proteja Sasuke dele mesmo" , lembrei das palavras de Itachi.
Pulei novamente, ignorando o ferimento que insistia em doer cada vez mais. Bati apenas três asas, já que a minha asas esquerda maior estava impossibilitada de sequer se mexer. Foi realmente fácil erguer voo com duas asas a mais. O impulso era realmente leve e não requeria tanto esforço.
Desembanhei minha espada e voei para onde Madara e Sasuke estavam. Madara sequer olhou para mim, pois estava ocupado tentando golpear Sasuke. Mais uma vez, uma onda de instinto de proteção de apoderou de mim. Quando dei por mim, eu havia empurrado Sasuke com uma corrente de ar saída de minha mão esquerda e logo eu estava girando para bloquear o golpe de Madara. O tilintar das duas lâminas se chocando feriu meus ouvidos, mas não era isso com que eu estava preocupada, e sim com o grito de ódio que Madara soltou ao fuzilar meu rosto com seu olhar negro sombrio.
– Maldito Serafim! — Madara gritou recuando em sua fera voadora — Você é um Serafim! Sua maldita!
O ódio presente na voz de Madara poderia ter feito com que eu me encolhesse se eu não tivesse a necessidade de proteger Sasuke acima de proteger a mim mesma. Olhei rapidamente para tentar encontrar Sasuke, mas o mesmo estava caindo. Fazendo um rápido esforço, joguei uma corrente de ar em Madara, mas o mesmo desviou. Foi o tempo suficiente para que eu virasse e voasse para tentar pegar Sasuke antes de cair. Parei de bater as asas, descendo assim com mais rapidez. Meus olhos só conseguiam ver Sasuke e nada mais. Eu não poderia deixar que ele se machucasse. Não podia...
Quando eu estava perto o suficiente, pude ver seu rosto anguloso, mas com o tom de pele cinza. Eu ainda consegui reconhecer Sasuke ali, apenas pelas feições do rosto. Mas logo vi seu tom de pele voltar ao normal e as grandes asas que mais pareciam garras entrarem para seu corpo novamente. Seu cabelo negro pareceu voltar ao normal, mas as manchas negras que mais pareciam uma tatuagem ainda estavam ali do lado esquerdo de seu corpo. Havia em seu rosto, pescoço, ombro, peito, abdômen e com toda certeza nas pernas. Passei meus braços por sua cintura e o puxei contra meu corpo na tentativa de evitar a queda, mas ao abrir as asas para tentar diminuir a velocidade que estávamos o impacto foi grande demais. Não consegui o segurar por conta de seu peso, mas eu me recusava a soltá-lo. Segurei-o com mais força e tentei voar mais uma vez, mas dessa vez a velocidade diminuiu um pouco.
Mesmo assim, a velocidade ter diminuido um pouco não impediu que nossa queda fosse realmente dolorosa. Girei, ficando por baixo de Sasuke antes de finalmente cair. Enrolei minhas asas em volta de nós dois, e logo estávamos num casulo de penas.
Fechei os olhos fortemente, esperando a queda. O forte impacto da queda percorreu todo o meu corpo, fazendo com que um grito mudo escapasse de minha garganta. Meus pulmões parecia estarem pesados e respirar havia se tornado uma tarefa difícil, ao contrário do que era. O peso do corpo de Sasuke dificultava as coisas mais ainda, mas eu não tinha forças para tirá-lo de cima de mim. Minha visão estava embaçada e tudo o que eu conseguia sentir era a respiração dele em meu pescoço.
– Graças a Deus, você está vivo — murmurei fracamente.
Não consegui mais ter noção de onde eu estava, pois minha visão começou a ficar turva. Com um último fio de energia que me restava, fechei os olhos e forcei minha mente para criar um escudo sobre Sasuke e eu. Se Madara estivesse vindo eu não iria conseguir proteger Sasuke estando naquele estado. Segundos depois percebi que havia dado certo ter criado um escudo para nos proteger, pois a luz branca se infiltrava por algumas frestras de minhas penas.
Eu estava quase inconsiente. Tudo o que eu conseguia sentir era a respiração de Sasuke, e era apenas aquilo que me importava — nada mais.
Talvez eu estivesse morrendo. A dor parecia ir diminuindo a cada respiração fraca de meus pulmões. Meus suspiros sôfregos se tornaram menos frequente e meus olhos estavam quase fechados. Naquele momento, a morte me pareceu uma ótima alternativa. Seria tranquilo, sem gritos ou espadas tilintando. Sem guerra. Mas parte de mim ainda se agarrava em Sasuke, alertando-me que eu não poderia deixá-lo. Talvez poderia ser a hora de abrir mão de Sasuke, ele poderia se cuidar sem mim por perto. Sempre pôde, então, com toda a certeza que pudesse haver no mundo, aquela era a verdade.
Com uma dificuldade surpreendente, ergui minha mão direita que estava livre e enterrei meus dedos nos cabelos negros de Sasuke, afagando-os.
Eu poderia resistir até que ele acordasse, para que o escudo não se quebrasse. Enquanto ele não despertasse eu estaria lá para protegê-lo.
Minha mente divagava em indagações sobre tudo o que estava ocorrendo comigo naquele momento. Anjos teriam uma segunda vida? Teriam alma? Talvez eu pudesse encontrar Sasuke em outra vida.
– Ei! — uma voz ao fundo soou — Sakura! Acorde!
Com uma dificuldade exaustiva, consegui abrir um pouco os olhos. Mas minha visão estava embaçada. Só consegui distinguir que era Sasuke porque seu cabelo negro contratava com a pele branca.
– O que diabos você fez?! — sua voz estava tremida. Eu não estava conseguindo manter os olhos abertos.
Sasuke forçou gentilmente minhas asas a desenrolarem de nós.
– Não ouse fechar os olhos! Sakura! — ele me chacoalhava, na tentativa desesperada de me despertar — Sakura!
Senti algo líquido atingir minha bochecha, e foi a ideia de que Sasuke estava chorando que me fez abrir os olhos novamente.
– Estúpida! Por que é que tinha de fazer isso?! — senti seus braços me puxando para si, embalando-me como uma criança.
Tentei focar minha visão em seu rosto, até que consegui enxergar seus olhos negros. Senti uma imensa vontade de abraçá-lo ao ver as lágrimas escorrendo por seu rosto, dizer que tudo iria ficar bem. Que eu estava ali para ele e que ele não temesse nada.
Sorri, sentindo minhas bochechas doerem e minhas pálpebras cederem. Eu estava fraca demais para suportar mais alguma coisa. Foi então que a claridade de meu escudo se desfez e a escuridão me banhou convidativa. Era como se me estendesse a mão para seguir junto com ela. Aceitei sua mão de bom grado.

~

A flor de cerejeira voou de minha mão e sumiu no meio de toda aquela escuridão mórbida que insistia em cobrir-me como um manto. Corri atrás da flor, pois era a única coisa que eu tinha de concreta naquela escuridão.
– Você me traiu, seu bastardo! — uma voz soava cheia de raiva e ódio — Eu confiei em você!
Parei de correr e esperei que a voz viesse novamente.
Tinintar de espadas de chocando. Lembranças dançaram em minha mente.
– Eu vou matar você!
Mais espadas se chocando. Corri novamente, tentando encontrar de onde vinha todo aquele alvoroço de tinintar de espadas.
– E agora? O que vai fazer? Estou prestes a te matar, Sasuke — era a voz de Madara.
Sasuke estava em perigo?!
Olhei em volta, desesperada. Não havia nada além de escuridão. Nenhuma fresta de luz, ou alguma porta. Não havia como sair de lá, mas eu tinha de fazer algo.
– Sasuke! — tentei gritar, mas minha voz não saía. O ar começou a ficar difícil de passar de repente e meu corpo inteiro doía.
Logo eu lembrei de tudo o que havia acontecido. Lembrei da queda e das lágrimas de Sasuke. Lembrei de Itachi me pedindo para proteger seu irmão, sem ao menos me conhecer.
Novamente senti como se a escuridão me estendesse a mão para prosseguir meu caminho, deixando todas as dores e batalhas para trás. Aquilo era convidativo demais.
Fechei os olhos e forcei minha mente para usar alguma habilidade de cura — se que eu tinha alguma.
Tsunade, a mulher cujo eu chamava de mãe, possuía habilidades de curas surpreendentes e havia me ensinado quando criança. Mas o fato era: quando eu era criança. Eu me perguntava naquele momento como era que eu iria me lembrar de suas lições.
'Primeiro, Sakura. Sempre limpe a mente e force toda a sua energia para sua mente. Pense apenas no vazio e deixe que o poder flua para todas as partes de seu corpo. Se é outra pessoa a quem deseja curar, force esse poder em suas mãos. Se for para você mesma, cure-se internamente.' , Tsunade me dissera quando criança.
Fechei os olhos e procurei não pensar em nada, apesar de minha mente estar insistindo em estar pensando em Sasuke. Foi realmente um esforço para tirá-lo da cabeça. Era incrível como a falta de força física não influenciava na força interior. Era quase natural sentir minha energia quando eu estava concentrada daquele jeito.
Uma explosão ecoou ao fundo, tirando parte de minha concentração. Quando abri os olhos, não havia mais a escuridão que me convidava a partir junto de si. Havia apenas uma luz incrivelmente forte, o que fez com que eu colocasse uma mão sobre meus olhos para protegê-los.
Foi então que percebi que não doía erguer a mão. Pisquei repetidamente e tirei a mão que estava sobre meus olhos, mexendo os dedos e vendo que estavam em perfeita forma, sem dor alguma. Levantei-me, meus olhos se acostumando com aquela luz. Quando a luz baixou, pude ver o que ocorria ali.
Haviam milhares de anjos lutando contra os Impuros que montavam em feras demoníacas, mas a cena que prendeu verdadeiramente minha atenção foi Sasuke retirando uma espada do peito de Madara.
Não consegui dizer ou fazer nada — talvez por que não devesse.
Os lábios de Madara se moveram, dizendo algo que só Sasuke conseguiu ouvir. Logo após seu corpo caía no chão, desfalescido. Eu não conseguiria descrever o quanto aquela cena me chocou. Quando dei-me pelo o que estava acontecendo, percebi que Sasuke estava em sua outra forma. Asas que pareciam garras, cabelos cumpridos, pele escura e as mesmas manchas que pareciam tatuagens.
Ele fitava sua espada sem mover um músculo, e, por um momento, fiquei com medo de me aproximar dele.
– Sasuke? — o chamei num tom de voz cauteloso.
Ele virou a cabeça e seu olhar negro encontrou o meu. O negro de seus olhos passaram para um vermelho escarlate, fazendo com que um frio na espinha me corresse o corpo. Ele largou a espada no chão e andou em minha direção. Minha vontade era de recuar a cada passo que ele dava para mais próximo de mim, mas eu não o faria. Aquele era Sasuke, o meu Sasuke.
Engoli a saliva, tentando me manter ali, parada. Sasuke parecia estar totalmente diferente, o que eu julgaria como um tanto ruim.
Quando ele estava próximo demais, ergui a cabeça e fitei seus olhos carmesim, ignorando o frio que me corria na espinha. Ergui uma mão e com cuidado a pousei em seu rosto, sem desviar meus olhos dos seus por um segundo sequer. Sua face não demonstrava emoção alguma, apenas me fitava sem nada dizer ou fazer. Senti meu corpo se aquecer quando ele colocou uma de suas mãos sobre a minha e a apertou contra sua bochecha. Ele fechou os olhos e soltou um longo suspiro antes de puxar-me pela cintura e me apertar contra seu peito duro.
Mesmo que Sasuke estivesse naquela forma demoníaca, eu não poderia dizer que sentia que seu abraço era diferente. Ainda era ele, e o alívio que senti ao constatar isso era indescritível.
Sasuke segurou meu queixo entre o dedo indicador e o polegar e ergueu meu rosto, seus olhos fitando meus lábios. Ele se inclinou demasiado vagaroso, dando uma última olhada em meus olhos para depois encostar seus lábios nos meus.
Não importava se ele estava naquela forma, meu amor ainda era o mesmo tanto quanto meu desejo de sentí-lo. Passei meus braços envolto de seu pescoço e o puxei mais para mim, entreabrindo meus lábios. O beijo tornou-se ávido faminto, como se existisse apenas ele e eu ali no meio daquela guerra. Suas mãos deslizaram pela minha cintura, a apertando. Logo o ritmo de nossos lábios diminuiram, até pararem e serem selados com um simples roçar de lábios.
Quando abri meus olhos, Sasuke estava em sua aparência normal. Seus olhos estavam fechados e sua testa estava encostada na minha.
– Você me deixou desesperado — ele sussurrou — Estou com uma imensa vontade de gritar de raiva.
Sorri, divertida.
– Era impressão minha ou Uchiha Sasuke estava chorando?
Ele abriu os olhos e fitou os meus, para depois desviá-los.
– Da próxima vez vou te ressucitar aos tapas — resmungou.
Ri e afaguei seus cabelos negros. Olhei para o céu e minhas sobrancelhas se arquearam ao ver os Impuros voando em direção ao portal de onde haviam saído.
– Estão recuando?
– Claro — respondeu como se minha pergunta fosse a mais estúpida do mundo — e era. — Agora que Madara está morto, eu sou o herdeiro.
Olhei para o seu rosto novamente.
– E qual vai ser o seu primeiro ato como herdeiro do Clã dos Descendentes de Baal?
Ele sorriu e inclinou-se para mais perto do meu rosto.
– Pensarei nisso mais tarde — e então meu beijou mais uma vez.
O beijo terminou mais rápido do que eu pensava, e logo seus olhos negros se voltaram para algo atrás de mim.
– Quatro asas? — ele arqueou uma de suas sobrancelhas negras.
Assenti.
– Sou quase um verdadeiro Serafim — comentei sorrindo.
– Acho que devo me sentir realmente sortudo por possuir um anjo que pertence a uma Tríade tão nobre — beijou minha testa.
– Você é quem sabe — mordi meu lábio inferior.
Sua risada encheu meu peito de alegria.
– Vamos, seu pai deve estar preocupado com você — ele me afastou gentilmente e entrelaçou seus dedos nos meus.
– Sim — respondi sorrindo.
Sasuke me puxou contra seu corpo novamente e ergueu-me em seus braços.
– Sasuke!
Ele sorriu e vi suas asas negras saltando para fora de seu corpo. Realmente estavam maiores desde a última vez em que eu as vira. Ele flexionou os joelhos e pulou, para logo depois bater as asas. Voamos para casa.

Notas finais
Pessoal, com a volta das aulas, não vou conseguir postar frequentemente. Prometo não demorar muito, mas é que tenho que me acostumar com a rotina novamente de levantar cedo e minha cabeça tá focada em outras coisas também, (como por exemplo o garoto novo que está no 3ºAno e logo no primeiro dia de aula me encarou até não querer mais. Ele é bonitão. Loiro, cabelo cumprido, olhos claros, estilo rockeirinho, mas nem preciso o conhecer pra saber que ele é problema. Quem é uma romântica nata sempre vai adorar o fato do garoto gato olhar para você, mas no meu lugar, eu só gostaria que ele não tentasse nada porque eu já nem dou conta de mim mesma direito, imagina dele!) Pois é, desculpem o desabafo, mas é que eu nem sei por que eu escrevi isso. Desde que meu último relacionamento terminou (em Julho de 2013) eu fiquei um pouco desmotivada para escrever. Só o tempo me trouxe de volta, mais madura e dura na queda. Um conselho para vocês, é que nunca se deixem levar pela aparência boa de um rapaz. Como eu havia citado o garoto que me encarou hoje na escola, ele pode não ser o que eu espero, não é? Então, tomem sempre cuidado. É uma boa dica. Bem, até o próximo capítulo. Não sei quando postarei novamente, mas prometo que não demoro. ^-´^ Beijos suas divas!