Give Me Love

8 -Capítulo 8-


Notas iniciais
OHAAAYOOOO!!! To feliz! Terminei de escrever o capítulo 10 em duas horas man! E digo que vocês vão adorar! Fortes emoções e.e Mas, este aqui é capítulo 8 ainda, então, vamos com calma. Caaaara, recebi mais uma recomendação! Dá pra acreditar?! Bem, vou agradecer à mais duas pessoas que recomendaram a fic dedicando esse capítulo à UchihaSoya e Annynha. Obrigada pelas maravilhosas recomendações! Boa leitura!

Give Me Love

–Capítulo 8-

Por JefCokkie

Sasuke estacionou seu belo BMW M6 Conversível preto a meio fio e o desligou, olhando para fora da janela. Sasuke havia me emprestado sua jaqueta novamente para esconder minha camisa rasgada nas costas pelas asas que eu havia posto para fora mais cedo.

– O que vai querer? Comida ou Milk-Shake? Ou os dois? – ele perguntou e olhou-me.

Procurei prestar atenção nele, mas tudo o que eu conseguia fazer era aspirar aquele aroma de hortelã que estava impregnado ali. Olhei-o e demorei para responder.

– Já disse que não quero nada – eu disse e ele suspirou.

– Será que dá para você comer? Se você não colocar nada para dentro vai acabar desmaiando, e eu não preciso de você inconsciente. Preciso de você plenamente bem e consciente.

– Eu por acaso disse que havia concordado em fazer uma aliança? – perguntei arqueando uma sobrancelha.

Vi ele me fuzilar com os olhos.

– Você vai ingerir algo, você querendo ou não querendo – ele saiu do carro, fechando a porta logo em seguida.

Quem ele estava pensando que ele era para querer mandar em mim?

Saí do carro com a mochila pendurada em um dos ombros e fechei a porta. Logo ele trancou as portas apertando algum botão do pequeno controle que ficava pendurado nas chaves do carro.

Ele contornou o carro e parou ao meu lado, me guiando enquanto segurava meu cotovelo. Ele nos levou até uma cafeteria e logo nos sentamos numa mesa mais afastada de todos, encostada à grande janela. Sentei-me e coloquei minha mochila ao meu lado no banco estofado.

Estávamos frente a frente.

– Já que você não quer comer, escolha algo que tenha cafeína, assim não dorme – ele disse olhando-me atentamente.

– Cafeína não faz efeito em criaturas celestes – murmurei apoiando meu queixo em minhas mãos, já que meu cotovelo estava apoiado na madeira cor de marfim.

Ele suspirou e revirou os olhos.

– Irritante – ele murmurou.

– Imbecil – rebati.

Nos entreolhamos sem nada dizer. Eu me perguntava em como havíamos chegado naquele estado de xingamentos tão rápidos.

Suspirei pesado, não acreditando naquilo. Ele não parecia ser daquele jeito tão irritante – e sexy. Na verdade, ele conseguia ser mais sexy do que eu imaginava, mesmo que ele fizesse sem querer.

– Já decidiram o que vão querer? – uma voz feminina foi ouvida e olhei para cima, vendo uma linda garota de cabelos presos num rabo de cavalo, cuja estava trajando um uniforme simples da cafeteria.

Olhei para Sasuke novamente.

– E então, Uchiha? – perguntei.

– Um café puro sem açúcar, com apenas oito gotas de adoçante e um Cappuccino tradicional – ele respondeu sem ao menos olhar a garçonete, que ao em vês disso, continuou a olhar-me.

A garçonete anotou o pedido com os olhos baixos, com um sorriso tímido e estranhamente frustrado. Acho que a mesma sentira-se rejeitada mesmo por não ter surgido nenhuma situação ali.

– Já voltarei com o pedido – ela disse e então se retirou.

Ele ainda me encarava.

Desviei o olhar para a janela – o que eu sempre fazia quando estava constrangida. Voltei meus olhos novamente para ele e o mesmo ainda me encarava.

– Santo, Kami! O que você tanto olha?! – perguntei bufando.

Ele não respondeu, apenas desviou seu olhar para a mesa e massageou as têmporas. Ele me irritava – mais do que eu podia descrever, muito mais.

– Você mudou – ele disse sem me olhar.

Franzi o cenho.

– Sim – murmurei – Pareço até outra pessoa.

Ele assentiu.

– Seus cabelos eram curtos – ele ergueu seus olhos negros e fitou-me.

Eu não tive reação.

– Você reparava em mim? – procurei não corar quando perguntei isso.

Ele deu de ombros.

– Você tem cabelo rosa, Sakura, todos reparam em você, mesmo sem querer – ele disse estalou os dedos, ele não olhava em meus olhos.

Corei com isso e xinguei-me mentalmente por isso – eu tinha de parar de corar com coisas superficiais e totalmente idiotas.

– Está enganado – murmurei olhando para minhas mãos em cima da mesa – Ninguém nunca me reparou, Sasuke. Eu era normal demais.

Ele deu um sorriso que eu procurei interpretar – havia humor ali.

– Normal? Cara, seu cabelo é rosa natural – ele disse e eu ri, revirando os olhos.

– Serafins tem cores de cabelos exóticas – assinalei orgulhosa e ele riu. Uma risada grave, sexy.

Ele encarou-me e depois fitou meu cabelo.

– Gosto do seu cabelo – ele disse e mais uma vez senti-me presa por seu olhar poderoso.

Senti meu estômago se revirar ao ouvir aquilo, parecia... Constrangedor demais. E mais uma vez, desviei os olhos dos dele – procurando uma força sobrenatural para aquilo. Mas pelo menos eu havia conseguido desviar meus olhos do mesmo, e era isso que importava naquele momento.

– Aqui está – a garçonete voltou com o café e o cappuccino que Sasuke havia pedido.

Graças à Kami! Ela havia me tirado daquela situação constrangedora e eu agradecia à ela mentalmente por isso.

Logo ela se retirou dali, procurando não olhar Sasuke – mas sem sucesso algum. Estava estampado em sua testa que ela queria que o mesmo a notasse.

Sasuke empurrou o copo de cappuccino para mim.

– Você é cruel – eu disse pegando meu cappuccino e o beberiquei , sentido minha língua queimar-se de leve pela temperatura.

Ele arqueou uma sobrancelha negra, parecendo não entender.

– Ah, qual é! Não se faça de desentendido – eu cruzei os braços sobre a mesa.

Ele apenas me encarou, esperando que eu falasse.

– Custa pelo menos olhar para as garotas que estão afim de você? – perguntei e ele arqueou outra vez a sobrancelha. – Ela ficam te olhando na expectativa de que você as note, mas você nem sequer as olha. É como se não existissem.

Ele bebeu seu café, que estava tão negro quanto seus cabelos.

– Não estou interessado em nenhuma delas, então, por que é que eu olharia? – ele bebericou seu café novamente enquanto me olhava.

Eu suspirei e bebi mais de meu cappuccino, dando de ombros.

– Só sei que é cruel de sua parte – murmurei.

Ele revirou os olhos.

– Todas elas são fúteis – ele disse e eu o olhei atentamente.

– Fúteis?

Ele assentiu.

– E o que você procura numa garota, então, Sasuke? – perguntei com uma sobrancelha arqueada enquanto apoiava meu queixo em minhas mãos.

Ele sorriu de modo divertido, ainda não deixando de ser meio frio.

– Por que é que está tão interessada, Haruno? – perguntou ele, apoiando os cotovelos na mesa, não deixando o sorriso de canto sexy sair de seus belos lábios.

– Ora, você disse que todas as garotas são fúteis. Ao meu ver você as generalizou, então precisa ter um motivo para isso, não?

Ele sustentou nosso olhar.

– Não foi isso o que eu perguntei.

– Mas foi o que eu quis responder – bebi mais de meu cappuccino.

Ele suspirou, um meio suspiro cansado.

– Você é bem difícil de lidar – observou ele.

– Na verdade, não – respondi e ele arqueou uma sobrancelha, deixando claro que não concordava – Eu normalmente não me dou com pessoas convencidas, arrogantes e prepotentes, por isso surgem conflitos.

– Ai! – ele colocou a mão sobre o peito – Essa doeu. Doeu tanto que depois dessa vou ter de lamentar pela minha fúnebre existência, afinal, é claro que eu tenho culpa de nascer justo no Clã de Baal – a ironia estava presente em sua voz. – Oh, santa Primeira Tríade, me perdoe por isso – ele estampou um sorriso sínico.

Bufei, encarando-o da forma mais estúpida que consegui.

– Cara, como você é irritante – ele disse e eu revirei os olhos.

– E você é um tremendo de um imbecil – objetei.

Ele me olhou incrédulo.

– Nós temos mesmo que passar pela sessão cão e gato agora? – perguntou.

O encarei. Minha vontade naquele momento era de lhe mostrar a língua como uma criança de cinco anos malcriada – mas é claro que eu não faria aquilo. Nem morta, muito menos viva.

– Podemos continuar a conversa? – ele entrelaçou seus dedos enquanto seus cotovelos estavam apoiados na mesa.

Assenti, suspirando pesadamente.

– Enfim, se formarmos uma aliança poderemos mudar regras da Dimensão Celeste, Dimensão Mundana e também da Dimensão Inferum.

– Inferum? – perguntei sem enteder.

Inferno. Inferum vem do latim – explicou ele.

– Ah – fitei-o — Por que mudaríamos algo? – perguntei com um suspiro pesado.

Ele olhou-me, parecendo que iria dizer algo, mas nada disse.

– Sasuke, se quiser que eu coopere você precisará me dizer o que sabe – murmurei com a voz embargada.

Um silêncio tomou conta dali e ambos sabíamos que era apenas questão de tempo para que nos entendêssemos, e mais nada.

– Tenho um tio – ele começou e eu o olhei atentamente -, que fala sobre uma Guerra desde que eu era pequeno. Ele dizia que não estávamos prontos para a Guerra enquanto discutia isso com o meu pai. – ele tinha o olhar longe, parecendo estar lembrando de algo – Eu ficava escondido atrás da estante, ouvindo a conversa deles. Uma vez ouvi que meu tio iria capturar algum tipo de ser celeste da Dimensão Celeste e fazer uma aliança sagrada à força.

– Mas seu tio não é do Clã da Descendência de Baal? Como ele poderia fazer uma aliança sagrada com um ser celeste se ele é um Impuro?

– Sakura, quando se tem um ser celeste, um impuro é capaz de tudo – seus olhos voltaram-se à mim e eu senti como se eles estivessem ardendo sob minha pele clara.

Desviei meu olhar do dele, sentindo meu estômago se remexer.

– Ao decorrer do tempo em que eu crescia, cada vez meu tio falava sobre uma Guerra entre Impuros e Seres Celestes. Ele falava que o prazo estava próximo. Que quando eu completasse dezoito anos as coisas ficariam mais fáceis de serem feitas.

O fitei, sem reação.

– Quantos anos você tem? — perguntei automaticamente.

– Faço dezoito daqui quatro meses, dia 28 de julho – ele disse.

– Até que não está perto – comentei.

– Mas também não está tão longe – ele disse.

– Espera, se você vai fazer 18 anos, o que está fazendo na mesma classe que eu? Eu tenho apenas 17 anos – murmurei.

– Entrei na escola depois que meu professor foi embora. Eu tinha aulas particulares em minha casa, até que um dia meu professor foi embora e meu pai mandou-me para uma escola Mundana. Eu já estava adiantado nas matérias, mas querendo ou não, eu teria que começar outra vez na escola Mundana, para chegar onde eu havia parado.

– Ah – bebi o resto do meu cappuccino.

– Meu tio pretende matar todos os seres Celestes, Sakura. Não posso deixar que isso aconteça – ele disse e eu o fitei, surpresa.

– Sasuke, porque está se metendo nisso? Somos inimigos naturais e mesmo que seu tio nos mate, porque não quer que isso aconteça?

Ele desviou o olhar, olhando para sua xícara com o café na metade.

– Uma coisa de cada vez, Haruno – ele murmurou e então bebeu todo o líquido que havia em sua xícara em dois grandes goles.

Revirei os olhos.

– Você precisa me contar, Uchiha. Sabe disso – objetei.

Ele não me olhou.

– Vamos com calma – ele disse e eu o fitei incrédula.

– Por que você, só você, pode se dar ao luxo de responder na hora que quiser? – perguntei com uma pontada de irritação visível em minha voz – Eu estava quase tentando te ajudar, mas você está estragando toda a minha boa vontade para isso. A não ser que você pare com esse maldito orgulho e o deixe de lado, nada de alianças.

Ele olhou-me com uma irritação contida em seus olhos que era impossível não se perceber.

– Tem coisas que você realmente não precisa saber agora.

Soltei uma lufada de ar rapidamente, não acreditando no que havia acabado de ouvir.

– Você é inacreditável – eu disse e me levantei pegando minha mochila – Quando decidir deixar seu orgulho de lado, talvez você lembre que existe pessoas, ou melhor, um Serafim que mesmo estando indo contra as regras estava prestes a ajudar um Descendente que pertence ao clã de Baal.

Ele fitou-me, com uma expressão presa em seus olhos que eu não pude decifrar. Eu não podia mais continuar ali, ele parecia estar alheio a qualquer tipo de sentimento, e eu não gostaria de estar próxima a alguém assim. Não mesmo.

Tirei a jaqueta que ele havia me emprestado – novamente e joguei-a na mesa. Peguei rapidamente minha mochila e passei as alças nos ombros, fazendo-a então cobrir minhas costas e consequentemente cobrir os rasgos da camisa.

– Passar bem, Uchiha – eu disse e saí daquela cafeteria, respirando profundamente quando parei ao lado de fora.

Se tinha algo que me irritava, eram pessoas arrogantes e prepotentes. Mas agora parecia que não era mais algo, e sim alguém. E esse alguém tinha nome.

Uchiha Sasuke.

Notas finais
Próximo capítulo estarei dedicando à outra pessoa que recomendou à fic. Até o próximo capítulo. Postarei o 9 quando eu terminar de escrever o 11. Beijos