Give Me Love

9 -Capítulo 9-


Notas iniciais
Ohayo! ^-^ Aqui está mais um capítulo. Terminei de escrever o 11 rapidinho e está foda e-e (vocês vão amar) Bem, este capítulo é dedicado à Isabella, por ter recomendado a fic. Seu lindja *¬* Boa leitura meus amores e a fic tá de capa nova

Give Me Love

–Capítuo 9-

Por JefCokkie

Abri meus olhos e aspirei automaticamente o ar, captando apenas o cheiro do nada. Sentia que faltava algum cheiro de hortelã. Repreendi-me mentalmente por isso. Levantei-me sem ânimo algum, lembrando do que eu havia dito para Sasuke no dia anterior.

Eu não estava com o mínimo de ânimo para comparecer na escola naquela manhã, mas dever era dever, e eu o cumpria sempre.

Tomei um banho rápido e vesti meu uniforme. Aquela era a minha última camisa do uniforme que estava intacta, eu não podia mais colocar minhas asas para fora e as rasgar como eu fizera com as outras.

Peguei minha mochila e logo após saí, rumando à boa e velha Konoha Gaksuen. Eu não prestava atenção no caminho, era como se meu corpo já soubesse onde ele precisava ir enquanto minha mente estava totalmente aérea.

Logo cheguei na enorme escola, subindo desanimadamente para a sala da próxima aula que eu teria. Eu não estava com vontade de ter de ignorar Sasuke, mas também não estava com vontade de falar com ele. Eu estava simplesmente mais confusa do que eu imaginava.

Entrei na sala, vendo que eu era uma dos primeiros alunos a entrarem. Rumei para minha carteira e sentei-me, olhando sem objetivo para o quadro-negro, que estava totalmente vazio.

Eu mal havia percebido quando a sala ficou cheia de repente. Vi Naruto entrando, mas dessa vez, acompanhado apenas por um garoto de cabelos cumpridos castanhos que possuía olhos perolados.

Eu não sabia porque, mas eu olhava para a porta, esperando que algo acontecesse – na verdade eu sabia sim o porque, mas admitir era como ser derrotada terrivelmente, então eu não o fiz.

Logo o professor adentrou a sala e fechou a porta.

Sasuke não havia aparecido.

Soltei um suspiro involuntário e voltei minha atenção à mesa. Eu me sentia estranha.

Ignorei aquela sensação e peguei meu caderno que estava dentro da mochila e o coloquei em cima da mesa. A aula se passou lenta, arrastando-se como se fosse de propósito, apenas para me irritar.

O sinal do intervalo soou e eu desci as escadas sem pensar em absolutamente nada. Ino não estava comigo para melhorar o meu dia, e aquilo estava ficando cada vez mais cansativo.

Novamente o resto das aulas passou-se vagarosamente, enquanto meus dedos tamborinavam na madeira da mesa repetidamente. Eu estava mais impaciente do que eu poderia descrever.

Agradeci a Deus mentalmente quando o sinal da saída soou, anunciando que as aulas haviam-se acabado daquele dia monótono. Todos se andavam em rumo ao grande portão que estava aberto, saindo rapidamente.

Suspirei pesadamente e saí da escola, olhando para o céu nublado. Parecia que iria chover, isso porque o sol estava ardente no dia anterior.

O céu estava lindo, mesmo estando nublado, o sol ainda brilhava forte, iluminando as nuvens cinza, que entravam em vários contrastes amarelados.

Foi então que olhei para o outro lado da rua e o vi.

Sasuke estava encostado em seu BMW M6 Conversível com os braços cruzados, olhando-me sem nenhuma emoção contida em seu rosto – como sempre. Permiti-me dar um sorriso fraco – tão fraco que percebi que Sasuke nem havia percebido. Eu não sabia se ficava aliviada ou não por isso.

Atravessei a rua, procurando não o olhar – o que sinceramente não estava dando muito certo, pois meus olhos pareciam ter vontade própria para não desviarem-se do mesmo um segundo sequer.

Seus cabelos negros estavam costumeiramente bagunçados de um jeito charmoso que apenas ele tinha. Ele trajava uma camisa social preta, com as mangas dobradas até o cotovelo, fazendo a cor clara de sua pele entrar em um profundo contraste com o negro do pano. Ele usava uma caça jeans escura meio surrada, o que o dava um ar meio mau.

Suas mãos estavam dentro do bolso dianteiro da calça, e o vento batia contra seu corpo, balançando a parte aberta da camisa – havia um botão aberto, desnudando a visão de sua clavícula inteira.

Ele também acompanhava-me com os olhos, e como em todas as vezes, não consegui decifrar a expressão que havia em se rosto – talvez porque não houvesse uma.

– Oi – ele disse e um meio sorriso tomou conta de seus belos lábios.

– Oi. – o cumprimentei também e permiti-me sorrir fracamente – dessa vez não tão fraco.

Suspirei – a falta de assunto naquele momento havia se tornado constrangedor, por mais que eu negasse.

– O que faz aqui? – perguntei.

– Eu precisava falar com você – ele respondeu cruzando os braços.

Por que é que eu corava com coisas daquele tipo?

– Diga – eu disse dando de ombros enquanto controlava o rubor em minha face.

– Não aqui – ele disse e eu franzi o cenho.

– Não estou afim de ir à alguma cafeteria novamente, Sasuke – murmurei.

– Não, sem cafeteria ou lugares públicos – ele se desencostou do carro.

– Onde, então? – arqueei uma sobrancelha.

– Minha casa.

O olhei atônita.

– O quê? – ele olhou-me esperando uma resposta.

– Por que na sua casa? – perguntei mantendo o tom de voz o mais normal que pude conseguir.

Não! Eu não podia corar naquele momento! Não mesmo!

– Teremos privacidade, acesso à informações exclusivas sobre tudo o que precisarmos e ainda teremos comida na hora que quisermos. Algum problema com isso? – ele cruzou os braços novamente.

O fitei, sem nada dizer. Apenas neguei com a cabeça num movimento vagaroso.

– Então vamos – ele disse e abriu a porta do motorista.

Foi então que decidi bater o pé.

– Dá para você parar de agir como se fosse uma espécie de dono meu? – perguntei entredentes.

Ele fitou-me, avaliando minha expressão – que com toda a certeza do mundo naquele momento, não era uma das melhores.

– Por que você é tão teimosa? – ele pronunciou-se depois de um momento.

Preciso ser, Uchiha – eu praticamente cuspi as palavras – Não vou baixar a cabeça para qualquer coisa que você mande eu fazer.

– É para o seu bem – ele disse e eu o encarei, incrédula.

– Não, Sasuke. É para o seu bem!

Ele revirou os olhos.

– Não temos tempo para isso, Haruno. Você sabe disso muito melhor do que eu.

– Eu não sei de nada, Sasuke. Nada. – rosnei as palavras.

– Chega de drama – ele puxou-me pelo cotovelo – Temos muito que conversar e não temos tempo para isso.

Revirei os olhos.

– Se fosse para o meu bem você teria me contado o que eu precisava saber – retruquei.

Ele suspirou cansadamente.

– Você já sabe de tudo o que precisa por enquanto, Sakura – ele contornou o carro, arrastando-me com ele. Com a outra mão ele abriu a porta do carona.

– Isso é o que você acha – rebati e vi-o revirar os olhos.

– Entra – ele disse e praticamente me empurrou para dentro do carro.

Bufei de irritação – ele conseguia realmente me tirar do sério.

Ele contornou o carro novamente e entrou no mesmo, sentando-se no banco do motorista.

– Muitas coisas ainda serão esclarecidas – ele disse e deu a partida do carro.

– É o que eu espero – eu disse baixo, mais para mim mesma – mas ele suspirou, após ouvir.

Continuei em silêncio enquanto ele dirigia.

Poderia parecer que eu estava fazendo drama apenas para algum showzinho, mas acontece que eu não sabia no que eu estava me metendo, onde eu estava me metendo e com quem eu estava me metendo.

Por mais que Sasuke me mostrasse que não gostaria de compactuar com algo que ferisse Seres Celestes, eu ainda não poderia confiar. Se tem algo que aprendi na Dimensão Mundana, era que as pessoas tem várias faces, e para cada uma delas uma mentira.

O tensão que pairava entre nós ainda estava presente, mas parecia que ia amenizando-se aos poucos.

Sasuke esticou o braço e apertou um botão no rádio do carro e aumentou um pouco do volume.

Uma melodia suave começou a tocar. Uma que eu não reconheci – o que não era surpresa, pois eu não conhecia praticamente nada da música Mundana. O vocalista começou a cantar, uma voz masculina que passava uma harmonia tão boa que não prestei atenção quando me inclinei para o rádio.

– Nunca ouviu essa música? – Sasuke perguntou e eu virei a cabeça rapidamente para o fitar.

– Não conheço quase nada da música mundana – admiti.

– Essa é de uma banda norte-americana. É uma banda antiga de rock. Chama-se Lynyrd Skynyrd e o nome da música é Simple Man – ele disse sem tirar os olhos da estrada.

Eu não havia entendido absolutamente nada do que ele havia dito. Lembrei-me de algo.

– Quando você me viu no anfiteatro, você estava com uma guitarra... – eu disse e ele assentiu.

– Eu estava ensaiando.

– Para quê? – perguntei curiosa.

– Tenho uma banda –ele diminuiu a velocidade e fez uma curva fechada, para depois acelerar novamente.

– Ah – recostei-me no banco novamente.

Percebi que Sasuke cantarolava junto com o vocalista, mas percebi algo a mais. Percebi que aquela música significava algo para ele. Havia vez que ele fechava os olhos por um segundo, sentindo a melodia e depois os abria, voltando a prestar atenção na estrada.

– A letra dessa música é importante para você, não é? – perguntei, tentando não parecer enxerida.

– Diz sobre um simples homem. Seja um simples homem – ele disse e sorriu pouco — Mamãe me disse quando eu era jovem. Venha sentar-se ao meu lado, meu único filho, escute com atenção o que eu digo. E se você o fizer isto irá lhe ajudar em algum belo dia.

O olhei citando a letra daquela música e sem perceber eu estava sentindo algo que antes não sentia: admiração. Por mais que e negasse.

Não tenha pressa... Não viva rápido demais. Dificuldades virão e passarão. Encontre uma mulher e encontrará amor, e não esqueça filho, há Alguém lá em cima. – ele continuou a falar a letra da música, sentindo-a tão profundamente que me perguntei como ele conseguia não chorar naquele momento. – E seja um tipo simples de homem. Seja algo que você ame e entenda, seja um tipo simples de homem. Você não fará isso por mim, filho? Se puder?

Ele deixou-me à mostra que aquela música dizia o que ele sentia – ou que algo havia acontecido semelhante ao que aquela música dizia.

Ele parecia estar tão diferente do Sasuke carrancudo que eu havia conhecido. Ele parecia tão... Vulnerável naquele momento. Era estranho o ver assim, e me subia uma vontade de ajuda-lo, mas eu sentia como se não pudesse fazer nada e que eu não tinha o direito de intrometer-me nisso. Mas eu sabia que por dentro de todo aquela casca grossa que ele tinha por fora, havia um garotinho machucado – e eu sentia uma necessidade de cuidá-lo.

Sacudi a cabeça, tentando clarear meus pensamentos.

Ele então parou em frente à um enorme portão, e olhando para mais além do portão havia uma mansão, não uma casa. Era gigantesco. Por fora era bem moderno, parecendo caro demais.

Eu me encantava com coisas da Dimensão Mundana.

O portão se abriu e Sasuke adentrou com o carro. Logo ele estacionou atrás de uma fonte, cuja estava desligada. Ele saiu do carro e eu fiz o mesmo, enquanto olhava para a enorme casa.

– Você é rico? – perguntei e desci meu olhar para ele.

– A herança ficou para mim – ele respondeu, com um tom de frieza.

Os pais dele haviam morrido – Sakura, como você é idiota!

Fiquei em silêncio – era o melhor para eu fazer naquele momento, caso contrário, eu pioraria as coisas. Ele começou a andar e eu o segui, subindo os degraus que davam para a porta principal.

Ele abriu a porta e então entrou, ficando atrás da mesma dando passagem para mim. Murmurei um “licença” quando entrei e ele então fechou a porta.

– Vamos para a biblioteca – ele disse e fez um sinal para que eu o seguisse.

Assim eu o fiz.

Por dentro da casa, não parecia ser moderno como era por fora. Tinha um ar de castelo antigo, pois o chão era de pura madeira envernizada, as paredes tinham um papel de parede que parecia bem antigo, cor de creme – um toque meio feminino. Havia várias espadas penduradas na parede, como também quadros e retratos de pessoas que eram desconhecidas para mim.

Viramos um corredor e subimos uma escadaria que dava para outro enorme corredor cheio de portas. O segui, até que então ele parou em frente a uma porta e pegou o pingente que ainda usava, chegando mais perto da porta. Então a porta fez um som que parecia estar destrancando.

Ele puxou a elegante maçaneta dourada para baixo e empurrou a porta.

– Só pessoas autorizadas entram aqui – ele disse e fez um sinal para que eu passasse. Assim o fiz, e assim que entrei minha boca se abriu.

Eu nunca havia visto tantos livros Mundanos num lugar só.

O local era enorme. O teto era muito alto, e até o final da parede havia livros. Literalmente havia livros do chão ao teto. E ainda haviam estantes grandes com prateleiras arrumadas em fileira com mais e mais livros.

Ali era o paraíso da literatura Mundana.

Quando virei-me vi que Sasuke me observava.

– O que? – perguntei e ele deu um mínimo sorriso, como se ele tivesse-o tentando o segurar mas acabou saindo.

– Nunca viu tantos livros assim? – ele perguntou colocando as mãos no bolso dianteiro da calça.

– Já vi mais – respondi – Mas algo nas coisas mundanas me encanta.

Ele não disse nada, apenas dirigiu-se à uma das mesas e pegou um livro que já estava ali. Ele andou em minha direção, com o livro em uma das mãos e quando chegou perto de mim, estendeu o braço para que eu pudesse pegar o livro.

O peguei e olhei para a capa. Era num tom vinho meio marrom, mas não parecia ser um livro. Puxei a capa, o abrindo e vi que realmente não era um livro. Era uma agenda – e parecia ser bem antiga.

Folheei as páginas, meus olhos passando na letra elegante que escrita ali estava. Até que leio algo.

– Viu? – ele cruzou os braços enquanto eu olhava estupefata para a agenda.

– “O Clã de Baal, incluindo os Uchihas estarão presentes na reunião do conselho para dar inicio ao movimento da Guerra” – eu li em voz alta e ouvi Sasuke suspirar.

Ergui a cabeça e o fitei.

– Eu não estava brincando, Sakura – ele disse e novamente o maldito arrepio me subiu quando ele proferiu meu nome.

– Meu pai precisa saber disso – eu disse, mas foi como se eu tivesse dito a coisa mais estúpida do mundo naquele momento.

– Não podemos chegar nisso ainda, sem antes formar uma aliança, Sakura – ele murmurou passando os dedos em seus cabelos negros.

– Mas do que adiantar se fizermos uma aliança?

– Sakura, se formarmos uma aliança poderemos manter a paz entre Descendentes de Baal e Serafins. Já é um começo – ele disse e eu refeti.

– Sasuke, por que é que você quer tanto nos ajudar? – perguntei de repente e ele olhou para qualquer outro canto – Você não é obrigado a isso. Por isso que eu desconfio em te ajudar, porque você está ajudando o seu inimigo, entende?

Sasuke pareceu refletir no que eu havia dito até que então vira-se e me olha de um jeito que mais uma vez – como eu estava ficando acostumada – eu não consegui decifrar.

– Entendo como você se sente, Sakura – ele deu um passo para frente – Mas eu preciso que você confie em mim. Preciso que você me ajude, só tenho você para me ajudar nesse momento. Sei que não estou falando tudo o que sei para você, mas acontece que não posso despejar tudo em cima de você e esperar que você entenda. Preciso de tempo mesmo não tendo. – ele deu mais um passo à frente – Eu só preciso que você confie em mim.

O olhei com as sobrancelhas levemente arqueadas.

– Nunca vi você falar tanto – eu disse e ele riu brevemente. Olhei em seus olhos negros, e então sorri – Tudo bem. Confio em você, Sasuke.

Ele então permitiu-se sorrir mais um pouco e então virou-se, andando em direção à uma estante e procurando um livro enquanto falava sobre documentos que seu tio havia escrito sobre as reuniões.

Passamos a tarde inteira falando sobre isso, encaixando peça por peça. Tudo estava fazendo sentido. A mesa que estávamos usando já estava lotada de livros e documentos antigos.

Batidas foram ouvidas vindas da porta da biblioteca, que estava fechada. Sasuke proferiu algo baixo demais para que eu conseguisse ouvir, e então ouvi um barulho de trancas sendo abertas.

– Entre – Sasuke disse alto para que quem quer que fosse que estivesse do outro lado da porta ouvisse.

Um homem velho entrou, trajando uma roupa parecido com de mordomos.

– Diga – Sasuke disse sem tirar os olhos do livro que estava folheando sobre a mesa.

– Seu tio pediu-me para informar que retorna amanhã, Senhor – a voz grave e velha do homem soou e vi Sasuke erguendo a cabeça para olhá-lo.

– Mais alguma coisa? – Sasuke perguntou voltando a olhar para o livro.

– Ele pediu para que organizasse o baile de chegada, Senhor.

Sasuke soltou o ar de forma pesada.

– Ele disse o tema? – Sasuke ainda olhava para o livro.

– O mesmo de sempre.

– Certo – Sasuke olhou para o homem – Obrigado, Jichi. Pode se retirar agora.

O homem fez uma reverência respeitosa à Sasuke e então se retirou.

Olhei para Sasuke sem nada dizer.

– Amanhã terá um baile – Sasuke disse sem me olhar.

– Percebi – murmurei e peguei um livro qualquer para folhear.

O silêncio tomou conta, e eu não soube dizer se aquilo fora bom ou ruim. Ele ergueu a cabeça e pelo canto dos olhos percebi que ele me olhava. Procurei ignorar isso, fingindo que eu não estava vendo.

– Gostaria que comparecesse.

Direcionei meus olhos a ele, com uma sobrancelha arqueada.

– Está falando sério?

Ele assentiu. Suspirei, mordendo o canto dos lábios.

– Não sei, Sasuke. Não fui convidada – voltei a folhear o livro que tinha em mãos.

– Eu estou te convidando agora.

– Mas o baile é do seu tio.

– E a casa é minha – ele rebateu e eu o fitei, ficando sem desculpas – Acabou o estoque de desculpas?

– Não eram desculpas – murmurei sem o olhar.

– Então aceite de uma vez – retrucou com um sorriso divertido mínimo repuxado nos lábios.

O fitei por um momento.

– Não tenho trajes para um baile – eu disse e ele revirou os olhos.

– Posso providenciar isso.

O fitei incrédula.

– Admita, você me ama, Sasuke. Não é possível – eu disse e ele riu.

Ele não se demonstrava estar frio como eu havia o visto ser quando nos conhecemos. Ele estava mais solto e não e segurava para dar um sorriso. Eu sentia que havíamos feito um grande progresso, tanto em descobrir tudo sobre essa Guerra quanto a nós dois.

Eu mal percebi quando minhas pálpebras começaram a pesar. Eu cruzei os braços sobre a mesa e apoiei minha cabeça sobre os meus braços. Sasuke havia subido quase que até a última prateleira para pegar um livro.

Um bocejo involuntário saiu e eu olhei a hora em no visor do meu celular.

21:47.

Eu precisava voltar para casa para dormir. Eu estava morrendo de sono. Iria esperar até que Sasuke voltasse e pedir para que ele me levasse de volta, se não fosse incômodo.

Voltei a apoiar minha cabeça sobre meus braços e outro bocejo veio quando fechei os olhos.

E então não ouvi, nem vi mais nada. Apenas a quentura do meu corpo descansando. Senti-me ser levitada e um outro calor juntar-se ao meu, causando uma sensação de segurança que eu nunca havia sentido. Me ajeitei ali e procurei sentir mais daquele calor, sentindo como se estivesse sendo carregada. Mas contanto que aquele calor não acabasse, eu não me importava em ser levada para onde quer que fosse naquele lugar.

Notas finais
Esse capítulo tá maior que os outros, né? Pois é, vou passar a escrever assim agora *--* Até o próximo. Postarei o 10 quando eu terminar de escrever o 12. Beijos