Give Me Love
20 -Capítulo 20-
Notas iniciais
Give Me Love
–Capítlo 20-
Por JefCokkie
O silêncio se instalou ali quando o nome e sobrenome de Sasuke soou na voz do porteiro. Era como se o tempo tivesse parado, mas não para mim. Minhas pernas automaticamente começaram a andar em sua direção, como se ninguém mais estivesse ali além de nós. Ele e eu. Reparei que seu cabelo estava um pouco sobre os olhos negros, pareciam ter crescido um pouco. Ele usava uma roupa que certamente pertencia à minha dimensão. A blusa folgada presa nos pulsos e a barra dentro da calça preta que se destaca em meio a tanto branco naquele salão. O colete cinza escuro sem mangas que usava modelava seu peitoral impecável, e a bota negra de couro que ia até acima dos joelhos lhe davam um ar um tanto medieval.
Eu não me lembrava tão nítidamente em como Sasuke conseguia tirar meu chão apenas o olhando. Era simplesmente intrigante.
Parei à sua frente, seus olhos percorrendo meu corpo descaradamente e um sorriso de canto brotando em seus lábios — meu sorriso preferido. Quase o abracei e o beijei ali mesmo, mas tive de me conter, não seria nada bom meu pai saber de meu envolvimento íntimo com o herdeiro do Clã dos Descendentes de Baal.
– Oi — eu disse, minha voz saindo num sussurro que apenas ele conseguiu ouvir.
– Oi — ele disse no mesmo tom de voz que eu.
Ele pegou uma de minhas mãos e então ergueu-a até seus lábios, inclinando-se um pouco. Meu corpo estremeceu ao sentir seus lábios em minha pele. Seus olhos negros me sondavam de uma maneira que fazia meu coração pular cada vez mais rápido.
O pigarreio vindo de Sasori interrompeu nosso momento e meus olhos pararam sobre ele. Ele alertou-me com os olhos que alguém estava atrás de mim. Soltei-me de Sasuke e virei-me, dando de cara com meu pai, vendo que a expressão suave não estava mais presente e que não parecia haver rastros de que algum minuto estivera ali.
– Pai — percebi que minha garganta estava seca — Este é...
– Uchiha Sasuke — meu pai me interrompeu com tom de voz duro — Sei muito bem quem você é.
Virei a cabeça e olhei para Sasuke, ele não exibia nada mais do que sua costumeira feição sem emoções, apenas sério, enquanto olhava para meu pai. Sasuke fez uma reverência de respeito para meu pai.
– Vim a mando do senhor — Sasuke disse voltando a olhar meu pai — Espero que possa dizer ao senhor tudo o que sei e esclarecer do porque estou os ajudando.
Meu olhos brilharam. Sasuke iria finalmente falar do porquê de estar ajudando os seres celestes?
O rosto de meu pai se suavizou um pouco quando virei e o olhei, pedindo com os olhos que dessa essa chance à Sasuke. Desse a chance para Sasuke nos ajudar.
– Muito bem — a voz do meu pai ainda era dura — Espero que aprecie o baile de boas-vindas que foi preparado para minha filha.
Sasuke assentiu.
– Com todo o prazer, senhor — disse ele, olhando-me pelo canto dos olhos num rápido segundo.
– Conversarei com o senhor mais tarde, Uchiha — meu pai disse lançando um olhar rápido para mim. — Oh, Sasori! Venha cá, meu caro!
Sasori se aproximou de meu pai com um sorriso mínimo repuxado em seus lábios.
– Como vai, senhor Haruno? — Sasori perguntou.
– Vou bem, meu caro. E você como está? — meu pai passou um braço pelos ombros de Sasori.
– Estou bem — ele respondeu, parecendo à vontade com a atitude de meu pai.
Procurei não bufar. Meu pai adorava Sasori quase como um filho, dava para se ver em seus olhos.
– Quero que aprecie o baile, Sasori. É uma ordem — meu pai disse e os dois riram.
Tanto eu como Sasuke olhávamos para aquela cena sem nada dizer. Voltei meus olhos para ele, sentindo meu coração disparar ao vê-lo repuxar um sorriso.
– Vou ter de conversar com algumas Dominações, gostaria de vir junto? Gostaria de apresentá-lo à eles — meu pai olhou para Sasori esperando sua resposta.
Sasori me olhou brevemente e depois desviou os olhos.
– É claro, senhor Haruno — Sasori respondeu e então meu pai o puxou para um canto do salão, sumindo de minha vista.
– Venha — eu disse sem olhar para Sasuke.
Eu passava pelos convidados com Sasuke em meu encalço, vendo que todos me observavam. Não ligando para eles, nós subimos as escadas rapidamente, sem nos importar com o resto. Dobrei o corredor e o puxei pela mão, para andar mais rápido.
– Para onde está me levando? — ele perguntou se deixando ser guiado por mim.
Abri a porta de meu quarto e o puxei para dentro. Fechei a porta.
– Sakura... — não o deixei terminar. Colei meus lábios nos dele e de imediato ele circundou seus braços em volta de mim, quase fundindo nossos corpos.
Logo nossas línguas se enroscavam loucamente, sem querer esperar. A saudade fazia com que eu me apertasse mais contra ele, com medo de que ele simplesmente desaparecesse dos meus braços. Ele deu um passo para a frente, me conduzindo gentilmente e encostou-me à porta, apoiando uma mão na porta enquanto a outra ainda puxava minha cintura contra seu abdômem, fazendo-me arquear meu peito. Meus braços estavam envoltos de seu pescoço enquanto uma de minhas mãos adentravam seus cabelos negros que eu tanto sentira falta.
– Não — ele disse entre beijos — Sakura...
Eu o ignorei e o continuei beijando, até que ele se separou de mim rapidamente.
– Chega — ele murmurou com a respiração alterada — Se continuar assim eu vou perder o controle. Você tem que parar de ser tão travessa de me tentar tanto a te tacar na cama e...
A frase morreu, mas eu sabia muito bem o que ele queria dizer. Eu ri baixinho.
– Qual é a graça? — ele se virou e me olhou com uma sobrancelha negra arqueada.
– Desculpe — parei de rir, mas o sorriso divertido estava presente em meus lábios.
– Só porque meus hormônios estão à flor da pele você vai zombar de mim? — ele cruzou os braços — Quem me atacou foi você, para começar.
– Não pude resistir ao seu charme, Uchiha — eu disse e fiquei nas pontas dos pés, dando um breve selinho nele.
– Eu sei, sou sexy demais para alguém resistir — gabou-se com um sorriso malicioso enquanto abraçava-me pela cintura.
– Não se ache tanto, Uchiha. Às vezes você pode ser a presa em vez do predador — murmurei olhando fundo em seus olhos.
– Oh, isso foi uma ameça? — ele se inclinou para mais perto dos meus lábios.
– Entenda como quiser — sussurrei chegando mais perto de seu rosto também.
Novamente nossos lábios se encontraram, mas não de modo desesperado. Um beijo lento cheio de sentimento se iniciou enquanto ele apertava minha cintura levemente. Um suspiro escapou dos lábios de Sasuke, o que me deixou mais em segurança de o apertar mais contra mim.
– A propósito, você está linda — ele disse contra meus lábios. Sorri.
– Você também está — separei-me de sua boca, olhando em seus olhos — Então quer dizer que você está apaixonado por mim?
Ele baixou os olhos negros, numa atitude que particularmente achei fofo. Era a primeira vez que eu o via corar.
– Você também não tem moral para falar. Você também tem esses sentimentos por mim — ele abriu um sorriso triunfante.
Balancei a cabeça negativamente, rindo.
– É melhor voltarmos, antes que sintam nossa falta — eu disse, suspirando de desânimo.
Ele assentiu e inclinou-se para me dar mais um beijo antes de sairmos do quanto e voltarmos para o baile.
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Eu estava andando de um lado para o outro, profundamente irritada por Sasuke não me deixar entrar na sala quando ele finalmente foi falar com meu pai. Eu temia que algo desse errado e que Sasuke fosse embora e eu nunca mais o visse, logo quando eu queria tanto estar com ele e lhe fazer a pessoa mais feliz do mundo — talvez eu estivesse exagerando em ficar irritada por aquilo, mas era inevitável. Eu realmente gostaria de saber o motivo pelo qual Sasuke estava nos ajudando, e ele simplesmente me impeder de saber. Será que era só eu que era tão azarada? Pois até Sasori estava presente.
Bufei e voltei a andar de um lado para o outro em frente a porta branca fechada. Não adiantava colar o ouvido e tentar ouvir, pois a merda da porta era a prova de som.
Voltei para o meu quarto, eu sabia que aquela pequena reunião iria demorar. Joguei-me na imensa cama, olhando para o teto fixamente.
Não demorou muito quando eu peguei no sono sem nem perceber.
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Acordei com um familiar aroma de hortelã se infiltrando timidamente em minhas narinas. Não precisei abrir os olhos para saber quem estava deitando ali comigo me abraçando contra o corpo delicadamente, como se não quisesse interferir no meu sono. Sorri e me aconcheguei em seus braços.
– E então? — perguntei sem ter aberto os olhos ainda.
– Já acordou?
– Que horas são? — perguntei com os lábios contra seu peito.
– São quase seis horas da manhã ainda — ele respondeu se aconchegando melhor.
– E por que é que você está acordado? — me remexi erguendo a cabeça e o olhando.
– Apenas estou sem sono — ele murmurou olhando para a janela que estava aberta.
– Algo em especial que lhe tirou o sono? — mordi seu queixo e em resposta ele apertou minha cintura.
– Acho que não. Apenas não consegui dormir e vim para o seu quarto — ele respondeu dando-me um beijo na testa — Seu pai saiu, então tive de aproveitar a oportunidade.
Eu ri.
– Mas que menino travesso — dei-lhe um selinho e ele abriu um sorriso malicioso.
– Sempre — beijou-me lentamente.
– Onde meu pai foi? — perguntei subindo meu corpo e deitando minha cabeça em seu braço desnudo.
Foi então que percebi que ele estava sem camisa. Sasuke tinha parar de ser tão belo, ou se não eu infartaria toda vez que o olhasse.
– Falar com o rei — respondeu.
Olhei-o, analisando seu rosto.
– Mas já?
– Sim — ele disse assentindo — Parece que as coisas estão complicadas agora. Depois que contei dos planos que meu tio tem para a Guerra ele foi imediatamente falar com o rei.
Pisquei, absorvendo aquilo.
– É tão ruim assim?
– Mais do que você pode imaginar.
Encolhi os ombros.
– Vou ficar com saudades — ele murmurou com os lábios pressionados em minha testa.
Meu coração pareceu ter parado.
– Como assim saudades? Você vai voltar para a Dimensão Mundana? — era evidente meu desespero que eu estava contendo. Eu sabia que não iria aguentar ficar mais longe de Sasuke.
– Terei de voltar, Sakura. Meu tio não pode nem sequer sonhar que estive na Dimensão Celeste — fitou-me profundamente.
Não consegui impedir que meus olhos marejassem.
– Não — sussurrei — E se...
– Shh! — ele sorriu — Seu pai disse para eu passar um tempo na Dimensão Mundana e então voltar para cá.
Meu coração pareceu se acalmar de súbito.
– Meu... pai? — franzi a testa e ele riu brevemente.
– Sim, seu pai — puxou-me contra seu corpo — Ele chegou à conclusão de que eu estarei mais seguro aqui.
– Seguro? Meu pai quer te proteger? — eu estava realmente confusa. — Desde quando meu pai quer a segurança do herdeiro do Clã dos Descendentes de Baal?
Um sorriso travesso se repuxou em seus belos lábios antes de colá-los nos meus rapidamente.
– Ao que parece, seu pai gostou de mim — ele soltou um breve suspiro — Ele disse que me admira e que agora precisará me proteger, por eu estar os ajudando. Eu disse que sou irresistível.
Eu ri, revirando os olhos.
– Prefiro não comentar nada sobre isso — murmurei sorrindo — Você disse a ele sobre o motivo de estar nos ajudando?
– Sim — murmurou baixo, o sorriso travesso sumindo aos poucos de seus lábios.
Olhei-o, esperando que ele continuasse.
– O quê? — ele arqueou uma sobrancelha.
– Não vai me contar?
– Contar o quê? — fez-se de desentendido.
– Sobre o motivo pelo qual está nos ajudando — assinalei.
Mas nada. Ele não disse nada.
– No momento certo, você vai saber — ele murmurou e eu parei de súbito.
Saí do conforto de seus braços acolhedores e sentei-me na cama, o olhando mortalmente.
– Está falando sério?! — minha voz saíra mais irritada do que eu havia planejado.
Ele nada disse, apenas me encarou, seus olhos negros me sondando.
– Você pode contar ao meu pai, à Sasori mas não pode confiar em mim e contar? — era evidente a mágoa presente em minha voz.
– Não é isso, Sakura — ele sentou-se também, cruzando as penas cobertas por uma calça negra de moletom.
– Então é o quê, Sasuke?
Eu estava realmente magoada com aquilo. Sasuke contara a meu pai e a Sasori, e se recusava a me contar.
– Não posso te contar, pelo menos não ainda — repetiu.
– O que impede, Sasuke?
Ele olhou em meus olhos profundamente.
– Não posso arriscar a sua segurança — ele olhou para o lençol branco que estava bagunçado, cobrindo seus pés.
– Minha segurança? Como assim? — meu tom de voz se suavizou.
– Muitas pessoas, ou melhor, seres Impuros e até mesmo seres Celestes acabariam vindo atrás de você se soubessem que você sabe o motivo pelo qual eu estou os ajudando.
– Eu não contaria para ninguém, sabe disso — murmurei, ressentida.
– Eu sei disso, Sakura. Acredite, eu sei. Mas acontece que estaria muito na cara. Todos sabem que você e eu somos próximos, não como se tivéssemos um caso amoroso, mas aos olhos de todos somos amigos. A primeira pessoa que procurariam seria você, e eu não posso vacilar um minuto sequer. Não posso te perder, nem agora e nem nunca.
Olhei fixamente em seus olhos, absorvendo aquelas palavras e sentindo a sinceridade que elas exalavam. Suspirei, derrotada. Sasuke sabia muito bem o que estava fazendo, eu tinha apenas de confiar nele.
– Tudo bem — inclinei-me e o beijei — No tempo certo. Vou esperar.
Ele sorriu.
– Obrigado — e beijou-me, enroscando seus dedos nos cabelos de minha nuca, não deixando com que eu me afastasse dele.
Deslizei minha mão por seus ombros nus e me aproximei mais, sentando em seu colo de frente para ele. Um baixo gemido escapou de sua garganta quando puxei seus cabelos levamente quando ele me apertou mais contra seu corpo.
Estar com Sasuke era o meu oásis. Ele se tornou mesmo que imperciptivelmente, o meu porto seguro. Estar com ele, tão próxima a ele, sentí-lo contra meu corpo era a melhor sensação que eu já havia provado. Eu não poderia perdê-lo nunca, nunca vacilar, nunca o magoar. Ele era meu e eu era dele, sem mais, sem por quês e sem objeções.
Nossos lábios foram se desencostando e logo ele puxou-me para um abraço apertado, do qual eu preferia nunca mais sair.
– Não vou demorar — ele quebrou o silêncio.
– Promete? — repousei minha cabeça em seu ombro.
– Prometo — Sasuke afastou meu cabeço do pescoço e o beijou, causando arrepios em meu corpo — Opa, parece que descobri o ponto fraco de alguém.
– Nem pense nisso, mocinho — murmurei, mas foi inúltil.
Sasuke mordeu meu pescoço levemente e depois o beijou delicadamente. A sensação de seus lábios sobre minha pele era enlouquecedora.
– Sasuke — tentei o repreender, mas saiu mais como um gemido.
Corei ao perceber isso. Sasuke pareceu perceber também, e num movimento rápido deitou-me na cama, ficando por cima de mim.
– Não faça isso, Sakura — ele parecia bastante incomodado.
– Isso o que? — franzi o cenho.
– Você gemeu o meu nome — sua voz estava rouca.
Corei violentamente.
– Eu não fiz isso! — retruquei.
– Sim, você fez — ele olhou para os meus lábios — Não é legal ter de me conter tanto.
Analisei seu rosto e percebi algo que fez com que eu me sentisse realmente poderosa. Sasuke deixava muito a mostra o desejo que tinha por mim.
– Quem disse que você precisa se conter? — perguntei numa voz mais sedutora do que eu pensei ser possível eu conseguir emitir.
Um sorriso malicioso se formou em seus lábios — eu não sabia de onde eu havia tirado coragem para dizer aquilo.
– Isso é tentador demais Haruno, mas acho que eu tenho que te alertar que brincar com fogo pode acabar gerando queimaduras.
Abri um sorriso.
– Talvez eu goste de me queimar, Uchiha — afundei minhas mãos em seu cabelo negro.
Sasuke se inclinou e beijou-me avidamente. Eu o queria mais do que tudo naquele momento, mas ele se afastou rápido demais, fazendo com que eu bufasse de irritação.
Sasuke riu.
– Não se engane, Haruno. Vou fazer você me querer tão sedentamente que não vai aguentar — ele levantou-se, exibindo seu peitoral.
Aquela visão me dava água na boca.
– Você é muito convencido, Uchiha — levantei-me também, ciente de que eu estava apenas com uma curta camisola de seda branca.
O olhar negro de Sasuke percorreu por todo o meu corpo.
– Ou então eu que irei implorar — ele murmurou mordendo o canto do lábio inferior.
Eu ri.
– Que bom que você sabe — continuei rindo.
Ele foi rápido demais para que eu pudesse acompanhar, e logo eu estava novamente na cama com ele em cima de mim, beijando-me, devorando-me com seus lábios deliciosos. Enrosquei minhas pernas propositalmente envolta de seu quadril e ele apertou sua parte íntima contra a minha, esfregando nossos sexos um contra o outro lentamente. Eu não esperava por isso, aquele contado era prazeroso demais, carnal demais. Gemi com isso.
– Sakura — ele gemeu meu nome e enfiou a mão por dentro de minha camisola, seus dedos se enroscando em minha calcinha. Ele começou a puxá-la para baixo.
Não consegui impedir, eu não queria impedir.
Ele passou a beijar meu pescoço e foi descendo, beijando meus seios e subindo a camisola. Por um certo momento, senti-me constrangida por ele estar vendo meu sexo, mas isso logo passou quando vi um sorriso malicioso brotar em seus lábios. Ele separou minhas pernas delicadamente e então baixou-se, fazendo o que eu já imaginava que ele faria.
Um gemido alto saiu de minha garganta quando seus lábios encontraram meu sexo. Senti sua língua brincar com meu sexo de forma travessa e puramente sensual. Ele sugava com vontade, fazendo com que eu gemesse cada vez mais alto. Ele estava me levando à loucura.
– Sasuke — gemi seu nome, quase num sussurro.
Eu sentia que meu primeiro orgasmo estava vindo, e eu queria que ele continuasse cada vez mais, e mais e mais.
– Ah! — gemi alto quando senti meu orgasmo finalmente chegar.
Ele deu uma última sugada em meu sexo e então subiu em mim novamente, os olhos brilhando de excitação. O sorriso satisfeito e puramente malicioso reinava em seus lábios.
– É simplesmente glorioso ouví-la gemer meu nome — mordeu meu lábio inferior.
Olhei para baixo ao senti certo volume cutucando meu sexo desnudo. Senti meu coração disparar. Eu nunca havia feito sexo com ninguém, mas naquele momento eu realmente queria. Enfiei meus dedos no cós de sua calça e comecei a abaixá-la, mas ele me impediu.
O olhei, confusa.
– Não posso fazer isso ainda, Sakura. Não quero desrespeitar seu pai quando ele está confiando tanto em mim — ele murmurou, parecendo estar realmente incomodado com seu membro comprimido dentro de sua calça.
Meus olhos brilharam, passando uma ideia em minha mente.
– Não vou fazer nada demais — minha voz saíra num tom malicioso, e vi seus olhos negros brilharem ao perceber a malícia.
– Sakura... — não deixei que ele falasse, o beijei e inverti as posições, sentindo suas mãos apertarem minhas coxas.
Passei a beijar seu pescoço e depois seu peito, sentindo sua respiração de acelerar. Logo eu beijava seu abdômem, e então meus dedos se prenderam no cós da calça, abaixando-a lentamente. Ele ergueu as mãos para tentar me impedir novamente, mas eu pai em suas mãos levamente, alertando-o com o olhar. Ele olhou-me sem nada dizer, os olhos ansiosos.
Baixei sua calça negra, encontrando a cueca boxer azul marinho que usava — quase tive um infarto ao ver o tamanho do volume de seu sexo.
Juntei minha coragem, me perguntando se estava realmente preparada para aquilo. Baixei a cueca, seu pênis saltou para fora, completamente duro e ereto. Era muito maior do que eu poderia imaginar. Procurei manter a calma ao abaixar a cabeça, me inclinando para mais perto dele. Senti Sasuke enrijecer ao perceber o que eu iria fazer, mas não parei, até que então o segurei com uma mão e beijei a cabeça. Sasuke gemeu baixo — era ótimo ouví-lo gemer. Agora a vergonha parecia ter sumido, e então passei minha língua por toda a extensão de seu membro, sentindo-o arfar com o contato.
Minha mão passou a subir e descer em seu membro e agora ele estava dentro de minha boca, entrando e saindo. O quadril de Sasuke mexia-se quase que imperceptivelmente para cima e para baixo, ajudando-me a sugar seu membro.
Logo senti suas mãos se enroscarem em meus cabelos quando comecei a aumentar o ritmo. E então ele gemia cada vez mais, gemia meu nome — eu me sentia poderosa ao saber que ele estava à minha mercê.
Senti as primeiras gotas de sêmen em minha boca, um gosto salgado, mas não horrível.
– Para — ele sussurrava entre gemidos — Eu vou... Sakura...
Ele gemia palavras desconexas.
E logo senti seu líquido viscoso preencher minha boca. Eu não sabia o que fazer com aquilo, então apenas engoli.
Quando ergui-me e o olhei, ele estava com a cabeça jogada para trás, os olhos fechados e estava arfando.
Ele soltou um palavrão, sem se mexer, lutando para amenizar a respiração.
Conti um sorriso e subi sua cueca, depois a calça. Ele abriu os olhos, sua respiração um pouco mais calma.
– Algo me diz que você nunca fez isso antes — seus olhos ardiam sobre mim.
– Pois é — admiti.
Ele arqueou as sobrancelhas.
– Você aprendeu rápido, hein — ele riu mordendo o lábio inferior — Numa escala de zero a dez eu te dou vinte.
Eu ri, corando com aquilo. Eu me sentia realmente no comando.
– Eu prometo que vou voltar o mais rápido possível, depois disso, acho que não vou conseguir aguentar um segundo sequer longe de você.
– Nem eu — murmurei e me inclinei, dando-lhe um selinho.
Ele abriu os olhos e me fitou por um momento, como se quisesse guardar cada detalhe de meu rosto.
– Hora de eu ir — ele disse, sua voz emitia um pesar que tocou-me profundamente.
Suspirei, assentindo.
Beijou-me mais uma vez antes de me tirar delicadamente de cima de si e seguir para a porta, murmurando uma despedida mais uma vez.
No momento em que a porta se fechou, foi como se meu coração batesse com dificuldade. Eu já estava com saudades antes mesmo de ele partir.
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