Give Me Love

17 -Capítulo 17-


Notas iniciais
Por favor, não me matem! Não tive culpa por não ter postado por tantos dias! Gente, eu fui viajar de última hora, e não deu nem tempo de tentar avisar, mas não se preocupem, mesmo não tendo internet onde eu estava tinha pelo menos um computador. Eu estou escrevendo já a reta final da Fic. Espero que possam me perdoar, e como pedido de desculpas trago-lhes mais um capítulo. Vocês irão adorar!

Give Me Love

–Capítulo 17-

Por JefCokkie

Apertei o pano áspero da toalha nas pontas de meu cabelo, tirando o excesso da água que escorria. Sentei-me no colchão e suspirei enquanto olhava para o teto lembrando-me dos momentos com Gaara. Sorri ao lembrar.

Havíamos voado. Eu havia hesitado e ficado com medo, pois nunca voara em céu aberto, mas ele me incentivou, deixou-me segura e disse que era impossível eu cair minhas asas. Quando eu finalmente tirei o pé do chão, uma sensação de liberdade se apossou de todo o meu ser e tudo o que eu conseguia fazer era querer mais e mais. Logo depois Gaara me trouxe para casa e foi embora, após de despedir com um sorriso que ficou cravado em minha mente.

Peguei o celular que estava na ponta do colchão enquanto apertava a toalha em meu cabelo, ainda tirando o excesso da água e o liguei. O visor se acendeu e logo apareceu na tela o horário, a data...

O celular vibrou brevemente em minha mão.

7 chamadas perdidas”. Abri a caixa de chamadas e todas eram de Sasuke.

Pisquei, olhando para a tela. Fechei o celular e suspirei de modo cansado. Cheguei a cogitar que o Sasuke de antes era bem menos irritante. Eu nunca iria entende-lo. Ele era arrogante, prepotente, convencido e mimado. Eu me sentia uma estúpida por me atrair tanto por ele.

Fechei o celular, decidindo não retornar as ligações e joguei-o no colchão, o mais longe que fosse permitido. Olhei para minha mão no exato momento em que senti uma sensação de brisa fria passar sobre minha pele. Logo apareceu um papel com o selo da família de Sasori.

Abri a carta e meus olhos saltaram para as primeiras palavras escritas com uma elegante caligrafia:

As coisas mudaram. O tio de Sasuke mandou uma carta vinda diretamente da Dimensão Iferum dizendo que acordos não seriam feitos. As coisas acabam de ficarem críticas. Há boatos de que nosso rei esteja recrutando mais soldados, e não são poucos. Seu pai está, de certa forma, um tanto feliz por não ter te encontrado, pois você não presenciará a Guerra aqui na Dimensão Celeste, mas ele está devastado por ainda não ter tido notícias suas. Tivemos uma conversa, e ele entregou-me um medalhão que era de sua mãe, para lhe entregar quando finalmente te encontrasse. Não sei se estou fazendo certo mantendo em segredo que eu já a encontrei, seu pai parece devastado e completamente cansado, quase sem forças para te encontrar, mas ele não desiste. Tudo está em suas mãos, agora. Não sei mais o que fazer em relação à guerra e à você. — — — — — — Sasori”.

Li e reli todas aquelas palavras sem parar. Tudo está em minhas mãos.

Sacudi a cabeça, tentando clareá-la – eu estava perdida, só não queria admitir.

Eu não poderia continuar com aquilo. Eu não devia mais me esconder. Não havíamos encontrado nada que pudesse nos ajudar mais, a saber, o que o tio de Sasuke queria que estivesse em minha Dimensão. Eu não poderia magoar ainda mais o meu pai. Eu havia fugido pensando nos meus sentimentos, não nos dele, eu fui bastante egoísta, por mais que eu não tivesse tido essa intenção.

Estava na hora de concertar aquilo – na verdade, mais do que na hora.

O vibrar de meu celular tirou-me de meus pensamentos, voltando minha atenção para si. Peguei o aparelho vendo o número que estava ligando no visor. Já não tinha mais como fugir. Atendi a ligação.

– Alô?

Onde diabos, você se meteu?! – a voz de Sasuke demonstrava uma irritação que eu nunca pensei que veria, por incrível que pareça.

– Sasuke... – comecei, mas ele não me deixou terminar.

Sabe quantas vezes eu te liguei?! Você me deixou preocupado a tarde inteira! Pensei que algo tivesse acontecido com você e não consegui parar quieto! Por sua culpa Naruto quase foi descoberto quando foi te procurar voando! Você...

Desculpe – eu disse massageando minhas têmporas – Eu não sabia...

Onde você estava? – seu tom de voz abaixou, mas não deixou de estar irritado.

Não consegui responder. Fechei os olhos e respirei fundo de modo silencioso.

Onde você esteve esse tempo todo, Sakura? – ele tornou a perguntar.

– Sabe, Sasuke, por mais que eu me sinta completamente atraída por você e eu tenha uma imensa vontade de sempre estar cuidando da sua pessoa, não me sinto na obrigação de lhe dar satisfações. Você faz tudo o que quiser, na hora que quiser e nunca se importou em dizer uma sequer palavra para mim. Você decide o momento em que as pessoas sabem de algo, mas quando é você não existe nada que o impeça de saber o que quiser. Eu sinceramente estou cansada disso. Você é um mimado, prepotente e arrogante! Eu não sou uma marionete sua que lhe deve satisfações de onde eu estive ou com quem eu estive! Eu tenho uma vida! É minha vida! Será que dá para entender isso de uma vez por todas?! — eu disparei quase num fôlego só, e quando eu terminei, meu peito subia e descia mais rápido.

Terminou? – sua voz soou grave, rouca e fria.

Abri a boca para responder, mas a fechei rapidamente. Encerrei a ligação e desliguei o celular. Não seria Sasuke que tiraria a minha paz naquele momento.

┼┼┼

Li a carta mais uma vez e enfim dobrei-a novamente, a colocando dentro da mochila com o resto de minhas coisas. Eu não tinha muita roupa, tudo o que eu tinha coube sem problemas naquela mochila. Peguei um elástico de cabelo preto velho que estava em meu pulso e amarrei meus cabelos num rabo de cavalo alto apertado.

Eu abriria o portal para a Dimensão Celeste, mas o problema seria que gastaria muito de minha energia. Passei uma das alças da mochila em meu ombro e fechei os olhos, tentando esvaziar a mente.

Não era uma tarefa fácil abrir o portal para a Dimensão Celeste. Apenas seres Celestes tinham o poder de abri-los, ou se não, ter um medalhão de tele transporte. A mente tinha de estar completamente vazia para conseguir abrir o portal. A lua cheia ajudava, pois sua luz suave emanava força, que para nós, seres Celeste, era simplesmente vital. Ficávamos mais fortes em noites de luas cheias.

Um barulho veio da porta, tirando-me de minha concentração e fazendo com que eu me assustasse. Virei-me para a porta e engoli em seco.

– Sakura-chan? – uma voz conhecida soou atrás da porta.

– Naruto?

– Sim – ele disse e eu larguei a mochila no chão – Sasuke está bastante irritado com você.

Andei até a porta e a abri.

– Ele que fique – murmurei.

Naruto usava uma camisa laranja escura com o desenho de uma raposa com várias caudas e uma calça jeans preta surrada. Seus cabelos loiros estavam bagunçados de um jeito charmoso.

Ele me olhou dos pés à cabeça e depois olhou para algo atrás de mim. Virei-me seguindo seu olhar e encontrei a mochila que eu havia largado no chão.

– Vai sair? – ele perguntou com o cenho um pouco franzido.

– Mais ou menos – encolhi os ombros.

Ele olhou-me com aqueles olhos azuis celestiais, tentando me decifrar, mas sem sucesso algum.

– O que está havendo, Sakura-chan? – ele perguntou cruzando os braços.

Engoli a saliva.

– Recebi uma carta de Sasori – eu murmurei me aproximando da mochila – Entra.

Enquanto eu pegava a carta que eu havia guardado na mochila ouvi o suave som da porta se fechando. Entreguei a carta à Naruto, que a pegou e a desdobrou. Seus olhos azuis percorriam as palavras.

– Madara mandou uma carta ao seu rei? – Naruto perguntou sem tirar os olhos do papel. Seu tom de voz era de incredulidade.

– Pois é – murmurei.

– Você vai voltar, não é? – ele baixou a mão que estava segurando a carta e olhou-me com um brilho diferente contido em seus olhos.

– Eu preciso voltar.

Ele nada disse.

– Sasuke não vai gostar disso – ele passou os dedos em seus cabelos loiros, os bagunçando mais.

– Ele não tem que gostar, Naruto – um tom de mágoa atingiu minha voz, e eu sabia que Naruto havia percebido.

– Sakura-chan, ele gosta de você – ele sentou-se no colchão.

Olhei para ele com uma sobrancelha arqueada, demonstrando sarcasmo.

– Não, Naruto – sentei-me também – Ele só quer alguém para aturar sua prepotência, arrogância e mimo. E eu é que não vou ser essa pessoa.

– Ele pode ser tudo isso o que você disse, mas ele gosta de você, Sakura – ele não proferiu o sulfixo em meu nome. – Você não o conhece a tanto tempo quanto eu o conheço. Sei quando ele muda, e acredite, ele está bastante diferente. Ele não se daria ao trabalho de te procurar feito louco hoje se não gostasse de você. Sasuke antes de tudo é um cara frio, ele não se importa com as pessoas que estão ao seu redor, mas ele se importa com você. Você viu o lado prepotente, arrogante e mimado dele porque ele permitiu, não porque ele mostra para todo mundo. Esse é o jeito dele de dizer que você é importante para ele, por mais que você não perceba e se irrite profundamente com isso.

Pisquei, absorvendo aquelas palavras.

– Está me dizendo que eu devo me sentir lisonjeada quando ele vem com aquelas rabugices para cima de mim?

Ele riu brevemente, havia humor em sua risada.

– É por aí – ele deu de ombros.

Balancei a cabeça negativamente.

– Nunca irei entende-lo – murmurei.

– Pois é, acho que nem eu, por mais que eu jure de pés juntos que o conheço – ele abriu um sorriso mas logo ele se foi – Acho que ele merece saber para onde você vai.

– Pode dizer a ele? – perguntei e ele negou com a cabeça de imediato.

– Não cabe a mim falar – ele arqueou uma sobrancelha loira.

Sustentei meus olhos nos seus, entendo o que ele queria dizer.

– Preciso mesmo ligar para ele? – fiz biquinho.

– Precisa. E não me faça essa cara, não funciona comigo – ele deu um sorriso exibido.

Revirei os olhos e ri, batendo em seu braço.

Peguei meu celular que estava em uma das pontas do colchão e segurei o botão para liga-lo. Esperei por alguns segundos ele se estabilizar e digitei o número de Sasuke, apertando send depois de um segundo de hesitação.

Levei o aparelho ao ouvido, esperando que ele atendesse. Chamou e chamou, mas ele não atendia. Levei meu dedo ao botão para encerrar a ligação, mas então a ligação foi atendida.

– Sasuke? – havia um tom meio tímido em minha voz.

Eu estava me sentindo um pouco culpada por ter dito tudo aquilo para Sasuke, talvez ele não tivesse merecido tanto quanto eu achava.

Diga – sua voz era fria, direta e curta.

– Eu... – engoli a saliva que se acumulou em minha boca – Eu preciso falar algo.

Ele nada disse, apenas esperou.

– Sasori mandou uma carta – comecei e eu sabia que seu maxilar se travara no momento em que eu disse o nome de Sasori.

E...?

– Seu tio mandou uma carta para meu rei, dizendo que não haveria acordo – continuei e ouvi sua respiração ficar mais pesada.

Ele o quê?

– Seu tio não quer acordos. A carta foi enviada direto da Dimensão Inferum. – murmurei e olhei para Naruto, que olhava distraidamente para o teto.

Ele foi para a Dimensão Inferum já vai fazer uma semana – Sasuke comentou e logo calou-se, o silêncio tomando conta – Então realmente vai haver uma guerra.

– Não acho que dá para ser impedida.

Não mais – ele assinalou e eu suspirei.

Eu sentia que algo grande estava por vir, isso eu não poderia negar.

Foi para isso? – ele perguntou.

– Hã?

Me ligou para dizer isso?

Engoli em seco.

– Não só isso – tentei controlar minha respiração.

O que mais, então? – eu pude sentir uma pontada de expectativa em sua voz. Talvez ele estivesse esperando que eu me desculpasse pelo o que eu havia dito, mas ele estava muito enganado. Por mais que eu estivesse me sentindo um pouco culpada, o que eu falara não deixara de ser a mais pura verdade.

– Eu... – fechei os olhos e respirei fundo – Eu vou voltar.

Silêncio.

Voltar? – seu tom de voz mudou – Para onde?

– Para casa, Sasuke – eu disse por fim.

Silêncio, silêncio, silêncio.

Por quê? – foi tudo o que ele perguntou.

– Meu pai parece estar devastado por não ter me encontrado ainda. Fui egoísta demais e está na hora de concertar isso.

Ouvi-o suspirar pesado do outro lado da linha.

Eu... Por que agora, Sakura? – sua voz parecia embargada com algo que não consegui decifrar.

– Do que está falando, Sasuke?

Quando você vai voltar?

Não tenho data prevista, Sasuke.

Nunca, não é? – ele deu uma risada sarcástica com um pouco de mágoa — Você me faz gostar de você, me faz querer estar ao seu lado o tempo todo, me dá esperanças de me tornar algo melhor e então decide ir embora sem ter ideia se vai voltar?

Trinquei os dentes, sentindo o ar se prender em minha garganta.

– Não é hora para discutirmos isso – engoli mais saliva.

Claro que é hora! Você vai embora! Não tem hora mais propícia do que essa! – ele alterou o tom de voz.

– Sasuke, não é como se não fôssemos mais não nos ver – repliquei..

Mas e se for? – ele parecia estar realmente magoado.

– Eu nunca deveria ter me apaixonado por você – acabei que por dizer – Tanto você, como eu, sabíamos que isso não nos levaria a lugar algum.

Mas você que decidiu acabar tudo, não me venha com essa.

­– E fiz o certo. Assim não doeria tanto quando acabasse mais para frente.

E acha que não está doendo agora? – ele deu uma risada sarcástica, novamente com mágoa ressoando em sua voz.

– Sasuke, você é frio, é fácil de você lidar com isso – eu disse e senti um nó em minha garganta se formar.

Novamente ele deu a mesma risada.

Acha que é simples assim para mim, Haruno? Eu estava muito bem até começar a perceber que minha barreira que mantinha você longe de mim mesmo estava caindo. Eu estava muito bem não sentindo nada por você, assim eu não precisaria ficar me distraindo o dia inteiro tentando te tirar da cabeça!

Fiquei em silêncio, ouvindo aquelas palavras soarem e ressoarem em minha mente como um eco. Sasuke se importava comigo mais do que eu havia imaginado – muito mais. Para dizer a verdade, em minha cabeça, ele não se importava comigo.

– Você está dizendo...

Que eu estou estupidamente apaixonado por você, sua idiota! – ele estava literalmente com raiva, pois ouvi algo caindo e se espatifando no chão do outro lado da linha. – Eu não acredito que eu disse isso. – ouvi-o sussurrar.

Meu coração falhou uma batida e logo depois acelerou-se tão rápido que pensei que o mesmo sairia pela boca. Um turbilhão de pensamentos e emoções me invadiu, deixando-me completamente sem chão. O maldito frio na barriga me subiu, fazendo-me sentir milhares de borboletas voando em meu estômago.

– Eu vou voltar, não se preocupe – eu disse por fim, tentando inutilmente controlar o mar de sensações e sentimentos que me puxavam cada vez mais.

Eu sou um idiota – ele suspirou cansadamente. Eu sabia que ele estava repreendendo-se mentalmente.

Uma felicidade estranha me invadiu, e por um momento pensei em rejeitá-la, mas não o fiz.

– Eu sei – murmurei e ouvi-o rir.

Era tão bom ouvir sua risada rouca, grave e sexy.

Você faz com que eu me sinta um idiota.

É porque você é um – eu ri.

– Seu idiota – ele disse com firmeza.

Senti minhas bochechas corarem violentamente.

Naruto olhou-me e olhou atentamente minhas bochechas, e depois abriu um sorriso malicioso e divertido. Ele se inclinou, tentando ouvir o que Sasuke tanto falava para me deixar vermelha. Revirei os olhos e empurrei sua cabeça. Ele me mostrou a língua e eu fiz o mesmo. Naruto riu.

Você vai realmente voltar? – sua voz parecia tem um tom de ansiedade, cujo eu não consegui disfarçar minha satisfação ao perceber.

– Por mais que eu não tenha ideia de como irei fazer isso, mas eu voltarei – eu disse e ouvi mais um suspiro seu.

Sabe de uma coisa? – seu tom de voz mudou.

– O quê? – perguntei tentando esconder a curiosidade.

É estranho imaginar você longe e já sentir saudades desde agora.

Corei novamente – eu me sentia aliviada por estar falando com Sasuke por telefone, assim não teria que passar pelo constrangimento de ele me ver corar feito um tomate maduro.

– Desde quando você é tão aberto e carinhoso assim? – perguntei com uma sobrancelha arqueada, procurando esconder meu rubor para que Naruto não visse, mas ele apontava para a minha bochecha e ria divertidamente em silêncio.

Dei um peteleco na testa dele. O mesmo emitiu um “Ittai” num sussurro e mostrou-me a língua novamente.

Desde que admiti que sou um estúpido apaixonado por uma garota de cabelo cor-de-rosa.

­Sorri ao ouvir aquilo – um sorriso meio triste.

Eu ainda tinha tempo de desistir de voltar para a Dimensão Celeste e ficar com Sasuke, mas eu sabia que eu estaria sendo horrível por isso. Meu pai precisava de mim e eu não poderia negar isso a ele, quando ele protegeu-me toda a vida, mesmo sendo do jeito exagerado dele.

– É a minha deixa – murmurei.

Tudo bem – ele suspirou – Se cuida.

Você também.

Eu...

O quê? – era evidente a expectativa em minha voz.

Eu estarei te esperando, Haruno.

Suspirei, escondendo o desânimo contido naquele suspiro. Mas não importava.

– Tchau – murmurei.

Tchau.

E então eu encerrei a ligação, sentindo um leve aperto no peito.

– Sakura-chan vermelha! – Naruto gargalhou – Você parecia um tomate!

Dei um soco em seu braço.

– Ittai! – ele acariciou o braço – Como pode uma garota tão delicada ter tanta força?

Eu ri, mas depois minha risada morreu.

– Está na hora de eu ir – eu me levantei e ele fez o mesmo.

– Boa sorte, Sakura-chan – ele deu um passo a frente e deu um beijo em minha testa.

Assenti e peguei minha mochila.

– Nos veremos em breve – eu disse lhe sorrindo.

Virei-me para a parede vazia e fechei os olhos, limpando a mente de qualquer pensamento que estivesse me impedindo de abrir o portal. Forcei e forcei minha energia ao máximo que podia, sentindo o lado direito de minha cabeça latejar. Ignorei aquela dorzinha.

Quando abri os olhos, uma esfera prateada girava como uma roda de carro em alta velocidade. Olhei para Naruto e lhe mostrei a língua antes de enfim dar um passo à frente e passar pelo portal.

Notas finais
Não pensem que eu entrei em Hiatus, isso nunca! Amanhã terá mais! JefCokkie está de volta meus amores!