Give Me Love
10 -Capítulo 10-
Notas iniciais
Give Me Love
–Capítulo 10-
Por JefCokkie
Abri meus olhos vagarosamente, sentindo meu corpo inteiro estar aquecido e confortável. Eu não me lembrava da última vez em que havia dormido tão confortável assim. Assim que abri os olhos, reparei que eu definitivamente não estava na minha casa.
As lembranças do dia anterior passaram por minha mente e cogitei a ideia de que eu poderia ter dormido sem querer. Sentei-me e reparei a bela decoração do quarto, enquanto eu bocejava e esticava os braços.
As paredes eram bem altas, com um papel de parede meio creme, com desenhos florais lindos. A cama era enorme, com uma barra de ferro na parte superior, onde uma cortina estava pendurada. Havia uma cômoda e ao lado da mesa havia uma porta. Em outro canto da parede, um enorme espelho estava pendurado e havia uma estante com livros.
Levantei-me, tocando meu pé descalço no carpete marrom claro. Andei até o espelho e então arqueei as sobrancelhas. Eu trajava uma camisola de cetim branca, rendada na parte de cima. Era curta, e percebi que eu estava usando um curto shorts que combinava com a camisola. Virei-me de costas para olhar a parte de trás e bufei. Era aberto na parte de trás, trançado perfeitamente.
Por que é que tudo o que me davam para usar era aberto nas costas?!
Revirei os olhos com esse meu pensamento. Três batidas ocas, mas meio abafadas, soaram. Andei até a porta e puxei a alavanca da maçaneta para baixo, puxando a porta.
Uma mulher mais baixa do que eu, usando um vestido de empregada cinza com um avental amarrado na cintura. Ela parecia ser muito mais velha do que eu. Ela poderia estar entrando na terceira idade, já.
– O Senhor Uchiha mandou-me entregar isso para a senhora – ela sorriu ao me entregar uma caixa cumprida que estava um pouco pesada.
Peguei a caixa automaticamente
– Obrigada – eu disse educadamente. A mulher fez uma reverência e ia sair, mas eu a chamei outra vez – Espere!
– Sim? – ela olhou-me esperando que eu falasse.
– Sabe onde Sasuke se encontra? – perguntei da forma mais educada que consegui.
– O senhor Uchiha está na biblioteca, senhora – ela respondeu – Mais alguma coisa?
– Sim – sorri sem graça – Que horas são?
– Já passa do meio-dia, senhora – ela respondeu e eu arregalei os olhos.
Eu havia dormido tanto daquele jeito?
– Obrigada – eu disse e sorri para ela, que fez a reverência mais uma vez e saiu.
Fechei a porta e deixei a caixa em cima da enorme cama. Olhei em volta do quarto, procurando por meu uniforme, não o encontrando em lugar algum. Eu precisava encontrar Sasuke, mas com aquela camisola eu me recusava a sair.
Procurei algo que pudesse ser usada para me cobrir, mas mesmo assim não encontrei. Havia o cobertor, mas era grande e grosso demais para se andar por aí. Eu mais tropeçaria e levaria tombos do que qualquer outra coisa.
– Argh! – murmurei irritada.
Olhei para a porta do quarto e respirei fundo, contei até três e então saí – mesmo estando de camisola. Andei pelo imenso corredor tentando lembrar de algo para que eu pudesse encontrar a biblioteca.
O corredor era simplesmente enorme, e eu me sentia estar em uma casa antiga, parecida com um castelo. Era tudo muito bonito e antigo por dentro. Havia quadros pendurados nas paredes, no chão um cumprido tapete vermelho se estendia para onde quer que o corredor seguisse, havia um enorme candelabro que ficava no meio do corredor e havia uma minúscula mesinha encostada à parede, com um elegante relógio de madeira escura com os ponteiros dourados.
Suspirei – eu provavelmente estava perdida. A solução era abrir de porta em porta, até achar a da biblioteca. Fiz isso com as sete primeiras portas do lado esquerdo do corredor, vendo que todas eram quartos.
Suspirei cansada e abri mais uma, mas era outro quarto novamente. Revirei os olhos, irritada e passei para a porta seguinte. Respirei fundo e então puxei a elegante maçaneta dourada para baixo, ouvindo um barulho estranho como se estivesse sido destrancada. Empurrei-a e então suspirei de alivio. Era a biblioteca.
Vi Sasuke erguer os olhos de algum livro que lia e franzir o cenho ao me ver. Vi confusão em seus olhos. Ele não sabia se me olhava ou se falava algo.
– Como conseguiu entrar aqui? – perguntou depois de um momento, fechando os olhos fortemente e os abrindo em seguida.
– Hã... Acho que eu apenas puxei a maçaneta e abri a porta. Sabe, não tem segredo. Puxa e empurra – eu disse meio grogue.
Ele revirou os olhos e se levantou vindo em minha direção.
Foi então que eu reparei em algo que eu me negava a aceitar: Sasuke era bonito demais. Não importava o que ele vestisse, ele sempre seria bonito do jeito que era. Ele trajava uma calça jeans preta e uma blusa social quase totalmente aberta, que desnudava seu peitoral definido.
Anjos também perdiam o fôlego às vezes, e eu havia perdido o meu – com toda a certeza existente no mundo.
– A porta é trancada com a energia do meu Clã, Sakura. Só se abre com o pingente – ele disse parando a poucos centímetros de mim.
Perto demais.
Ele fitou meus olhos, e por um momento, eu pensei que ele havia se perdido neles. Ele me olhava de cima, fazendo com que eu me sentisse pequena e indefesa. Eu era facilmente predada quando tratava-se dele, isso era um fato inegável.
Pensei ter visto ele aproximar seu rosto do meu, mas ele apenas se abaixou minimamente para pegar a minha mão direita e virar a palma para cima. Ele olhou para a palma de minha mão e pareceu intrigado.
– Símbolo do Magnetismo? – ele deu um suspiro rápido, com ar descrente – Desde quando você tem isso, Sakura?
Pisquei, digerindo aquela pergunta.
– Bem, isso surgiu quando estávamos discutindo na sala e minhas asas cresceram. – respondi e ele pareceu refletir.
– Sabe o que significa esse símbolo, por acaso? – ele perguntou e eu sabia que ele estava bancando o sabe tudo naquele momento.
– Ele me permite abrir coisas trancadas com energia, sendo ela qual for – respondi erguendo o queixo, demonstrando orgulho.
Ele nada disse, apenas parecia estar refletindo, ignorando minha súbita demonstração de orgulho.
– Acho que entendi – ele murmurou e então deu um passo para trás, saindo de perto de mim e andando para mais perto da mesa.
Senti-me estranha por ele ter se afastado.
Ignorei aquela sensação e me aproximei de onde ele estava.
– Entendeu? – franzi o cenho – Entendeu o que?
– Pesquisei a manhã inteira hoje, enquanto a bela adormecida roncava – ele olhou-me com um olhar de divertimento.
– Eu não ronco – rebati.
– Não? – ele arqueou uma sobrancelha, segurando um sorriso.
– Não – assinalei e ele balançou a cabeça negativamente, procurando não sorrir.
– Enfim – ele pigarreou – pesquisei e achei um livro que fala sobre habilidades de seres celestes.
Arqueei as sobrancelhas, surpresa.
– Suas asas saíram quando você se sentiu com medo...
– Não foi medo – eu o interrompi entredentes – Sasuke, eu não estava com medo de você. Eu estava com raiva.
Ele olhou-me sem dizer nada e arqueou uma sobrancelha.
– Sério?
– Esperava o que? Eu pedia para você não se aproximar e você fingia que não ouvia – eu disse puxando uma cadeira e me sentando.
– Sou um garoto levado – ele disse com um estranho sorriso no rosto. Reconheci de imediato: malícia.
– Percebi – murmurei desviando os olhos – E você me fez perder aula, Uchiha.
– Sakura – ele proferiu meu nome e suspirou – Hoje é sábado.
Abri a boca para dizer algo, mas não consegui – a verdade é que eu não conseguia pensar em nada para lhe dizer. Ele contornou a mesa e puxou uma cadeira, sentando-se na minha frente com as costas da cadeira virada para mim.
– Diga-me, Haruno – ele apoiou os braços nas costas da cadeira e colocou seu queixo sobre seu braço – Minha presença a incomoda tanto assim?
Eu não conseguia encontrar a minha voz para responder, eu me sentia vítima de seu olhar negro, me prendendo em uma rede que eu não sabia se gostaria de sair.
– Você... Você é... – eu não conseguia falar, ele desencostou-se da cadeira e sentou-se ereto, dando uma visão privilegiada de seu peitoral definido – Por Kami! Será que daria para você fechar essa camisa?!
Levantei-me ficando de costas para ele.
– Então trate de cobrir suas pernas – ouvi-o dizer e sim, corei.
Virei-me abruptamente e tentei fazer a feição mais irritada que pude, mas ele estava todo relaxado, com o mesmo sorriso divertido e malicioso.
– Por que está fazendo isso? – perguntei, quase num sussurro.
Ele sustentou o olhar e então ergueu mais o canto de sua boca, tornando-o num meio sorriso.
– É divertido – ele disse e eu estava pronta para retrucar, mas um incômodo em minhas costas me fez voltar minha atenção à mesma.
Eu devo ter feito uma careta, pois o sorriso divertido e malicioso desapareceu.
– Está tudo bem? – ele se levantou.
– Não é nada – eu tentei alcançar o local com a mão, mas não consegui.
– Não parece não ser nada.
– Algo em minhas costas está me incomodando – respondi tentando inutilmente apertar a pele.
– Posso ajudar, se quiser – ele se aproximou e eu o olhei, procurando vestígios de algum tipo de diversão ou malícia.
Virei-me de costas para ele e indiquei com a mão onde estava incomodando.
– Aqui – eu disse e logo senti seus dedos quentes roçarem em minha pele.
Arrepio, arrepio, arrepio.
– Aqui? – ele rocou o dedo em círculo no local. Assenti. – O que eu faço agora?
– Aperte.
– Apertar? – ele pareceu não entender.
– Sim, como se fosse um cravo – respondi e ele hesitou, mas então apertou. Senti uma ponta furar minha pele. Ele então puxou-a e logo senti um alívio.
Virei-me e o vi encarando uma pena branca manchada de sangue de forma curiosa.
– Isso é frequente? – ele perguntou passando a olhar da pena para mim.
Dei de ombros.
– Não muito.
– Pode colocar as asas para fora, se quiser. Não há perigo aqui – ele colocou minha pena em cima da mesa.
Sorri e então forcei minhas asas a saírem, mas diferente de quando elas saíam com rapidez, dessa vez procurei abri-las lentamente. Senti-a saindo e percebi que os olhos negros de Sasuke estavam em mim, atentos no que estava acontecendo. Logo minhas asas estavam totalmente para fora e uma sensação de alívio me invadiu.
Sasuke olhava-me parecendo intrigado.
– Não entendo – ele disse depois de um momento.
– Não entende o que? – eu perguntei e ele deu um passo para frente, para mais perto de mim.
– Asas de Serafins são tão grandes assim? – ele perguntou já a centímetros de mim.
Olhei de canto para as minhas asas e vi que elas estavam um pouco maiores.
– São ainda maiores – respondi e quando voltei a olhá-lo ele estava muito perto. Recuei um passo automaticamente, sobressaltada com aquela aproximação.
– Não mordo, Sakura – ele deu um cauteloso passo para mais perto, só que dessa vez, eu não recuei. Ele estendeu um braço e tocou uma de minhas asas. Estremeci de imediato com seu toque, e ele pareceu perceber isso e deu um mínimo sorriso satisfeito. – Suas asas parecem estar crescendo rápido demais.
Assenti, olhando para seu rosto anguloso e belo, enquanto ele focava-se em acariciar uma de minhas asas.
– Alguns Serafins chegam a ter seis asas – eu disse e ele arqueou suas sobrancelhas negras, em demonstração de surpresa.
– Caramba – ele disse quase num sussurro e olhou-me nos olhos – Tenho uma leve impressão de que você é diferente.
– Diferente? – eu disse quase num sussurro também.
– É – ele sorriu pouco – Sinto que você vai superar muita coisa.
Arqueei uma sobrancelha.
– Está dizendo isso por quê? – perguntei e ele deu de ombros, olhando de relance para os meus lábios.
– Queria eu saber – e então ele se inclinou, fazendo com que meu coração batesse mais rápido do que qualquer outra coisa.
Automaticamente fechei os olhos, esperando que acontecesse. Eu sentia sua respiração soprar em meu rosto, e isso só contribuiu para que meu coração se acelerasse ainda mais. Mas os lábios dele não vieram. Apenas senti-o beijando o canto de minha boca demoradamente, e quando abri os olhos, vi que os dele mantinham-se fechados.
E quando seus olhos negros se abriram, vi que ele estava mais confuso do que eu.
– Desculpe – ele murmurou e se afastou.
Pisquei repetidamente, tentando reorganizar meus pensamentos.
– O que foi isso? – perguntei depois que consegui desacelerar um pouco do meu coração.
– Desculpe. Agi por impulso, prometo que não vai se repetir – ele disse mas não me olhava.
– Sasuke... – eu não pude terminar, ele virou-se e pegou um livro qualquer que estava em cima da mesa.
– Não vamos falar nisso, tudo bem? Nada disso aconteceu – e começou a folhear o livro nervosamente.
Suspirei de modo pesado.
– Você que me beijou, quem deveria ficar assim era eu! – murmurei e ele ainda sim não dirigiu seus olhos à mim.
– Não te beijei – ele murmurou – Isso não foi nem digno de ser um beijo.
– Então o que foi, Sasuke? Me responda – eu disse e ele parou de folhear o livro. Vi que suas mãos apoiadas na mesa fecharam-se em punhos.
– Eu já disse, foi apenas um impulso – ele disse e fechou o livro com força, fazendo eu me sobressaltar momentaneamente. – Venha, vou leva-la para comer algo, você não comeu o desjejum.
– Já passa do meio-dia. É meio tarde para um desjejum – murmurei, irritada com a repentina mudança de assunto da parte dele.
– Então será um almoço.
Fiquei em silêncio.
– Vamos – ele disse e saiu andando para a porta.
– Sasuke, não posso almoçar vestida desse jeito – eu falei deixando a mostra minha irritação.
– Não tem problema, só há nós dois nessa casa além dos empregados – ele abriu a porta e manteve-a aberta, esperando-me.
Suspirei cansadamente. Eu não estava com a mínima vontade de discutir com ele – não depois daquilo. Eu apenas me locomovi em silêncio e quando o mesmo fechou a porta, descemos a grande e larga escada, seguindo para uma sala onde havia uma imensa mesa de banquete bem elegante. Sasuke sentou-se na ponta e eu sentei em seu lado direito, ainda em silêncio.
Como que já tivessem sido avisados, dois mordomos trouxeram a comida que nos fora preparada. Nos serviram de acordo com o que queríamos e logo retiraram-se.
– Bom apetite – disseram antes de retirar-se.
Comemos em pleno silêncio, com um estranho clima de tensão presente.
Estava meio estranho o modo como não nos olhávamos. Estava estampado em nossa cara que procurávamos evitar olhar um nos olhos do outro – e isso estava ficando cada vez mais ridículo.
– Depois do almoço – Sasuke começa a dizer e eu automaticamente o olhei – terei que organizar o baile. Você vai ficar bem, sozinha?
Assenti, meio cabisbaixa, voltando minha atenção á comida. E o silêncio voltou.
– O que achou do vestido? – ele quebrou o silêncio novamente.
– Que vestido? – não o olhei.
– O que lhe mandei hoje mais cedo.
– Não o vi ainda. Está em cima da cama – respondi.
– Hm.
E o silêncio voltou novamente – eu estava realmente ficando irritada com isso.
– Obrigada – eu disse e beberiquei o suco de laranja que estava na bonita taça que parecia ser do cristal mais refinada que eu já tivesse visto na Dimensão Mundana.
– Pelo o que? – ele apoiou os cotovelos na mesa e entrelaçou os dedos uns nos outros.
– Pelo vestido – respondi e olhei para ele com uma sobrancelha arqueada.
– O que? – ele perguntou sem entender.
– Acho que não aprendeu que não se pode colocar os cotovelos na mesa na hora da refeição – murmurei e ele arqueou uma sobrancelha negra.
– Se não viu, Haruno, já acabei minha refeição – ele disse com uma pontada de divertimento em sua voz. Seu sorriso era vitorioso e de satisfação.
Por pouco não lhe mostrei a língua.
– Termine de comer – havia um tom de ordem em sua voz e eu sinceramente me irritei com isso.
– Já estou cheia, Senhor Uchiha – eu disse com um tom de desafio em minha voz.
– Ora, é falta de educação não terminar refeições quando se está numa casa que não é sua – ele jogou essa, esperando que eu reagisse.
– Perdão, senhor Uchiha – fiz-me de ofendida – Mas é falta de educação do anfitrião querer encher sua visita de comida até o talo.
Ele apertou os olhos, me olhando irritado.
– Pare de me chamar de Senhor Uchiha – replicou ele e eu tive de rir.
– Melhor pararmos com as aulas de etiquetas – murmurei e fui parando de rir.
– Contratei um profissional para que viesse arrumá-la.
Fitei-o descrente.
– Sasuke! – o repreendi.
– O que? – ele olhou- me como um garotinho que já fez a arte.
– Por que fez isso? – perguntei bufando.
– Não sei, achei apenas que seria útil.
Revirei os olhos.
– Obrigada – agradeci.
– Viu? Você poderia apenas me agradecer quando lhe dou algo.
Revirei os olhos mais uma vez.
– Ele chega às quatro da tarde. Ele irá direto para o quarto onde você dormiu e te arrumará para o baile. – ele se levantou.
Limpei a boca com o guardanapo e me levantei também, assentindo com a cabeça de forma breve.
– Pedirei para que alguém leve você ao quarto – Sasuke disse e saiu da sala, enquanto eu andava vagarosamente, o esperando.
Tudo o que rondava a minha mente era ele. Eu não conseguia entender aquilo, do porquê que ele fizera aquilo. Primeiro, ele havia feito, depois, ficara daquele jeito. Ele era mais confuso do que eu podia imaginar.
Antes, ele se mostrava o tipo de garoto fechado, mas comigo, ele parecia ser outra pessoa. Eu poderia estar terrivelmente engana, mas eu sentia como se ele fosse ele mesmo quando estivesse comigo.
E era isso o que me preocupava. De eu estar achando todas essa hipóteses e me agradar ao pensar que ele dava indícios de que apreciava a minha companhia. Eu tinha de parar com isso – eu não podia me sentir daquele jeito.
Eu não podia.
Podia? Não podia o quê? , minha mente me perguntava, contrariada.
– Senhora? – uma mulher entrou ali, com a roupa que a outra mulher estava mais cedo – ou melhor, igual.
– Sim?
– A levarei para seu aposento – ela disse e eu comecei a segui-la.
Minha mente ainda estava à mil. Era como se minha própria mente me cobrasse satisfação – e no fundo, eu sabia que eu estava negando.
Não podia o que? , essa pergunta ainda soava em minha cabeça, repetidas vezes.
E então eu decidi admitir. Admitir para mim mesma o que estava acontecendo.
Eu simplesmente não poderia me envolver com um Descendente do Clã de Baal. Serafins não podem fazer isso. Então traduzindo, eu não podia simplesmente me apaixonar por ele, tirando que seria impossível um Serafim com um Descendente do Clã de Baal. Eu só tinha de tirá-lo da cabeça. Apenas isso. Eu não poderia continuar com aquilo por mais tempo.
Mas parecia que quanto mais eu tentava me convencer mais as coisas pioravam. E tudo parecia estar indo contra mim. Sim, apenas admitir era o que me restava.
Eu estava me apaixonando por Uchiha Sasuke.
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