Give Me Love
9 Capítulo 8
Notas iniciais
-I can’t make my own decisions…-e o public acompanhou e aplaudiu, com gusto.
A razão para o meu medo de cantar é…complicada. Sempre fui altamente prefecionista e apenas a idea de ser “rejeitada” pela público ou cometer algum erro mínimo aterroriza-me. Mas nada disso aconteceu. A atuação correu otimamente, tal como o resto do concerto.
Ás 5 horas estavamos despachados, com o estômago cheio de panquecas deliciosas e os intrumentos todos arrumados na carrinha do pai do Gabe.
Despedimo-nos todos e segui com o Cam para o carro dele. Ele já ia com o lance todo para a porta do condutor, por isso acelarei o passo e, mesmo na hora H, pus-me entre ele e a porta.
-Ei, a chave?
-Chave?- ele perguntou, confuso.
-Eu guio, prometeste- lembrei-o.
Levando uma mão ao pescoço, o Cam esfregou-o, desconfortável.
-Eu não me lembro disso..
-Cameron, as chaves- estendi a mão para ele mas dar.
-Mas..
-Prometido, é devido!
-Ok!- ele cedeu e tirou as chaves do bolso, pousando-as na minha mão – Aqui tens, Eleanor.
Aceitei as chaves e virei-me para abrir a porta mas, assim que o meu cérebro processou o que ele tinha dito, voltei a finta-lo.
-Como é que tu…
-Sei o teu nome?- completou, corretamente, a minha frase- Já te disse, memória fotográfica- e deu com os dedos na têmpora direita, para dar ênfase á frase.
Acenei com a cabeça e entrei no carro. Ele seguiu-me.
-Tens a certeza que sabes conduzir?
-Confia em mim.
Ele não confiou. Apertou o cinto e agarrou-se com tanta força ao banco que os nós dos dedos ficaram brancos. Soltei uma gargalhada.
-Calma com as mãos, ainda nem começamos a andar- e ri-me de novo.
O Cam corou, visivelmente envergonhado, e aliviou a pressão das mãosm mas não deslargou o banco.
Liguei o carro e pus-nos em movimento. Automáticamente, senti o Cameron ficar tenso ao meu lado.
-Para onde?
-Onde quiseres- ele respondeu
De cada vez que eu fazia alguma curva ou aumentava a velocidade em que iamos o Cam inspirava fundo. Eu aparento ser assim tão má condutora? Lá por não ter carta não quer dizer que eu não saiba conduzir.
Estacionei o carro 10 minutos depois em frente á minha gelataria preferida. Como estamos a meio do inerno, o parque estava relativamente vazio.
Assim que tirei as chaves da ignição, o Cam relaxou. Saimos ambos do carro e, já dentro da gelataria, setamo-nos numa mesa ao fundo, frente a frente.
-Mais relaxado? Conduzo assim tão mal? Vá, admite que não.
O Cam exitou no que ia responder, abrindo e fechando a boca várias vezes sem dizer nada, mas acabou por falar.
-Eu…OK até que não te saíste mal.
-Eu sabia! Vitória!- exclamei e ergui os braços no ar, fazendo uma “mini dança da vitória”
O Cameron riu-se de mim, mas parou abrutamente, dizendo-me para ceçar a dança com as mãos. Fiz como pedido, duvidosa, mas as minhas respostas apareceram rápidamente.
-Boa tarde, o que vão desejar?
Uma das funcionárias da loja tinha aparecido ao nosso laod, e os olhares frequentes que me lançava tornavam óbvio que ele me tinha visto a minha…demostração.
Como o Cam não demostrava intenções de falar, olhando para mim como se eu nesse momento viesse de outro mundo, tive de ser eu a quebrar o silêncio.
-Hu…Eu quero um copo grande de chocolate e baunilha. E tu Cam?
Acordando do seu…transem o Cameron olhou rápidamente para o menu e fez o pedido- morango e pistachio. A funcionária anotou os pedidos e afastou-se, mas não antes voltar-me a fintar-me. Mal ela se afastou o suficiente, eu e o Cam começamos a rir. E rimos ao ponto de chorar.
-Se ela me vier perguntar alguma coisa eu digo-lhe que vim “passear” uma rapariga do manicómio!- avisou-me num tom de brincadeira.
-Aham, eu sou cliente habitual por aqui, é impossivel acreditarem numa frase tua- detei-lhe a lingua de fora e ele riu, de uma maneira diferente.
Pouco tempo esperamos pelos nossos pedidos. A rapariga que nos tinha atendido, vinha agora com os copos na mão.
-Aqui está o copo de chocolate e baunilha e o copo de morango e pistachio- pousou os respetivos copos e olhou novamente para mim.
-A minha paciente tem vindo a tomar uma medicação muito forte, fazendo-a ficar com efeitos secundários, aqueles que viu. Peço imensas desculpas! – o Cam falava calmamente, convencendo á primeira, a rapariga que prestava atençãoa cada palavra.
-Eu sabia que a Ella tinha um problema, eu sabia – murmurou para o Cam. Olhei incrédula para a cena e esperei que a empregada se afasta-se para passar um raspanete ao meu “suposto médico”
-Eu começoa ficar com medo de ti. Tens um poder de presuação incrível! É que nem por me conhecer, ela acreditou!
Ele engasgou-se acabando por ficar com uma grande quantidade de morango no nariz.
-Morango…?
-Ahm, lol.
Pegou num guardanapo e tentou limpar, sem grande efeito. Ao final de bastantes minuts das tentativas de tentar tirar tudo, ele decidiu ir á casa de banho tratar melhor de asssunto.
Notas finais
Kisses
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