Girls In Paradise

23 Um dia na cidade parte II - O ex.


— Suyane, venha me ajudar! – Mesquita gritou do vestiário. Suspirou fundo e saiu do vestiário vendo que a Roxinha não estava mais ali. — Vadia, me deixou.

— Ainda com esse costume de falar sozinha, Mesquita? – o corpo dela estremeceu ao ouvir aquela voz. Virou-se lentamente e fitou aqueles olhos castanhos tão envolventes.

— Derick? – ela sussurrou e ele sorriu para a morena. Abraçou-a contra seu peito e acariciou os cabelos da morena.

— Desculpa por tudo, desculpa mesmo Gabriela – ele sussurrou em seu ouvido. Lágrimas escorriam pelo rosto da morena, elas molhavam o camisete de Derick. Ela o apertou mais.

— Por que me deixou? Por quê? – ela soluçava e abafava seu choro em seus braços. Derick suspirou fundo e se afastou um pouco de Mesquita, limpou suas lágrimas e olhou nos olhos cor de chocolate da morena.

— Desculpa por fazer você sofrer. Te magoei, te trai e ainda fugi. Você não tem que me perdoar – Mesquita o fitava atentamente a cada palavra que ele dizia, via o sofrimento em seus olhos chocolates.

— Então por que veio me procurar? – ela grunhiu e se afastou de Derick. — Você me traiu com aquela vadia que nem quero saber o nome e ainda por cima fugiu. Como pode? – Mesquita gritava e nem ligava para as lojistas. Derick suspirou fundo e fitou o chão.

— Sei que cometi tantos erros, desculpa novamente – Derick olhou para Mesquita, seu rosto já estava inchado por tanto chorar. — Sou tão idiota que faço você chorar por minha causa – ele sussurrou e Mesquita fungou.

— Por favor, vá embora – ela falou rouca e ele assentiu.

— Mas antes... – ele se aproximou lentamente e ela prendeu sua respiração. Não fugindo, nem reagindo. Ele beijou seus lábios delicadamente e ela correspondeu. Separaram-se e Derick colou sua testa com a dela, podendo ver seus olhos o fitando surpresa.

— Sinto muito – ele sussurrou contra seus lábios, virou-se e foi andando. Cada vez mais longe, cada vez mais até sumir de sua vista. Mesquita caiu de joelhos no chão e chorava ainda mais, colocou suas mãos em seus lábios.

— Que merda Derick! – ela sussurrou e ficou ali chorando. Felipe passava por ali – juntamente com a morena vadia – e se soltou da morena, indo até Mesquita.

Agachou-se e começou acariciar seus lindos cabelos.

— O que aconteceu? – ele perguntou e ela ergueu seu rosto. Seu coração deu um pulo e seus olhos brilharam por um instante, mas depois que viu a morena fora da loja o brilho sumiu.

— Volte para aquela morena falsificada e me deixa em paz – ela fungou e escondeu seu rosto abraçando suas pernas enterrando seu rosto ali.

— Não vou voltar por que a minha morena esta aqui – ele enrolava uma mecha de seu cabelo e ela o olhou de esguelha.

— Não me faça rir Felipe – ela rolou seus olhos o que ele não poderia reparar.

— Essa é a intenção, você fica mais linda sorrindo – ele sorriu de canto e ela riu sarcástica.

— Felipe, vamos – a voz fina preencheu o silêncio que havia se instalado.

— É, vai Felipe – Mesquita falou entre os dentes e Felipe rolou seus olhos, suspirou e se virou para a morena que estava do lado de fora.

— Pode ir Valesca, não preciso mais de você – Valesca o fitou atônica e saiu andando dali rebolando.

— Ah, por que dispensou a vadiazinha, podia se divertir.

— Mesquita, para de ser criança e me olhe agora – ele grunhiu e ela suspirou fundo, o fitou e pode ver os vestígios de preocupação. — O que aconteceu?

— Apenas meu ex me fazendo uma visitinha – ela sorriu irônica.

— O que? – ele sussurrou surpreso e ela riu baixo.

— Ele era meu ex, o Derick. Ele me traiu e antes de se explicar sumiu, sem me dizer nada. Aí apareceu hoje me pedindo desculpas e depois me beijou – ela deu de ombros. Ele arregalou seus olhos. Como assim aquele idiota teve coragem de fazer isso com ela? E ainda a beijou!

— Ele teve coragem de fazer isso? – ele urrou e deu um soco no chão, Gabriela arregalou seus olhos surpresa, mas depois voltou a ficar serena.

— Por que está tão revoltado? Não sou nada sua, nunca fui. Só um troféu de uma balada qualquer – ela sorriu irônica.

— Cala a boca – ele sussurrou e ela riu alto.

— Calar minha boca? Você acha mesmo que tem esse poder sobre mim? Poupe-me... – ela não teve tempo de terminar sua frase, os lábios de Felipe estavam colados aos seus. Ele se separou e riu da cara de surpresa dela.

— Agora vai ficar quieta e me deixar falar? – ela assentiu e ele continuou. — Você não foi um troféu, nunca vai ser. Porra Mesquita, tu mexe comigo, depois da balada eu passei dias pensando o que estava sentindo. Era diferente de todas as outras, você me deixa nervoso cada vez que esta por perto, seu sorriso alegra meus dias, seu olhar me assombra toda noite, me fazendo ficar acordado por horas. Ver-te perto dos caras me faz querer em bates em todos eles e fugir com você, te ter em meus braços para todo o sempre. Sabe nem fui eu que peguei aquela morena, foi idéia do Yuri e do Joe e na verdade nem fiquei com ela... Por que eu amo é você. Eu te amo, Gabriela Mesquita – ela o olhava, não conseguia em pensar em nada. Ele se declarou? Ele me ama? Era tudo o que ela pensava, tentava achar algo para falar... Mas será que era necessário falar?

Mesquita se aproximou lentamente e deu um pequeno selinho, Felipe sorriu e a puxou levantando-se junto, ela passou seus braços por cima de seu pescoço e ele colocou suas mãos na cintura escultural da morena. Até que as distâncias estavam os incomodando e selaram seus lábios, Felipe passou a língua pelos lábios de Mesquita pedindo passagem e ela abriu lentamente deixando as línguas travarem uma batalha lenta. Ela fazia carinho em seus cabelos e ele acariciava sua cintura levemente causando arrepios na morena. A loja inteira aplaudia e logo quando se separou ela corou e ele riu acariciando sua bochecha.

— Eu também te amo, meu Ian – ela riu e ele fez careta, mas logo sorriu e se beijaram novamente.

— Awn que lindo! – Nishimura dava pulinhos e Clara a puxou.

— Corre porra! – Marcela gritava.

— EU QUERO COGUMELO DA PAZ TAMBÉM! – Sara gritava correndo atrás das três que riam e saíram correndo.

Notas finais
HMMMMMMMMMMMM MESQUITA, AGORA FIQUE FELIZ E POSTE, BITCH -N Sara maluca, eu ein