Girls In Paradise

24 Uma tinta, uma cabine e uma declaração.


Souza bufava ao lado do azulado, estava cansada de esperar ele escolher uma tinta para pintar seu cabelo.

— Tão gay – ela suspirou e ele a fuzilou.

— Você que quis vir, então não reclama – ela rolou seus orbes azuis dando de ombros. Até que finalmente ele escolheu uma e ambos andavam pelo shopping sem dizer uma palavra. Até que viram Sara vir correndo e pegar a sacola de Henrique.

— Opa, tinta nova – e saiu correndo.

— DEVOLVE SARA, DEVOLVE SUA PUTINHA – ele gritava para a rosada que já havia sumido. Souza ria de Henrique que choramingava. — Vamos Souza, temos que comprar outra.

— Mas a loja já fechou Henrique – ela grunhiu e ele deu de ombros.

— Vamos – ele a puxou pelo braço.

— A gente não vai roubar uma tinta de cabelo, me diz que não – ela choramingava e ele assentiu. Tirou um clips e começou a trabalhar na fechadura. — Não seja tolo Henrique, eles devem ter alarme e câmeras.

— Tem não, você que não reparou enquanto estava dentro da loja – o azulado sorriu maléfico e a loira suspirou. Agora entendera por que ele havia se dado bem com Negão. — Consegui!

— Oh parabéns – ela rolou seus olhos e bufou cruzando seus braços.

— Sei que está louca para entrar e sentir adrenalina – ele sorriu e ela mordeu seus lábios, ele entrou e estendeu sua mão para a loira que fechou seus olhos suspirando fundo entrando na loja e ambos foram até a sessão azul.

— Ah, que ótimo. Não tem a cor que você pegou – ela bufou apontando para uma fileira vazia.

— Droga, vamos pegar no estoque – ele andou até o estoque.

— Pela mor Henrique, você pode comprar outra amanhã – a loira choramingou e escutou um estrondo.

— O que vocês estão fazendo aqui? – uma voz fina enjoada surgiu atrás de Souza.

— Corre! – Henrique pegou qualquer uma e saiu correndo com uma tinta na mão, puxou Souza e saiu correndo.

— Segurança, segurança! – a mulher gritava e nenhum aparecia.

Quando os dois pararam, Souza pulou em cima de Henrique puxando seus cabelos descoloridos.

— Se eu for presa por sua causa, eu juro que te mato! Podia vir nesta porra de loja amanhã, mas não! Tinha que armar esta porra de... – foi interrompida por Henrique que a puxou contra seu peito e tapou sua boca. Henrique encarava aqueles olhos azuis que o tanto fascinava.

— Da para ficar quieta? – ele sussurrou e ela assentiu. Ele tirou sua mão de sua boca e ficou fitando aqueles lábios tentadores.

— Tem certeza que eles vieram por aqui? – o segurança perguntava para a mulher da loja e ela assentiu.

— Merda – Souza sussurrou e sentiu Henrique a puxando pela mão novamente, eles correram até um corredor e no final tinha uma cabine, Henrique e Silva – opa, Souza – entraram lá dentro e Henrique trancou a porta.

— Tem certeza que há necessidade de trancar? – Souza espreitou seus olhos e ele negou sorrindo. Pegou a chave e colocou em seu bolso.

— Se quiser sair depois, tem que vir pegar a chave – ele piscou e a loira arregalou seus olhos.

— E ainda dizem que você é inocente – Souza rolou seus olhos.

— Sou sim, ué. A chave esta apenas no meu bolso, o que tem demais? – ele sorriu e sentou no chão brincando com suas mãos.

— Não tem nada demais – ela suspirou.

— Ei Silva, você mandou a Nishimura jogar aquela bola de propósito né? – Souza corou e se virou para ele não ver.

— Primeiro: Silva é o caralho. Segundo: Foi um acidente.

— Ué, o Negão é Silva também? – Souza riu e negou. — Sabe Souza, acho que to gostando de você. – ela arregalou seus olhos.

— Como?

— To gostando de você – ele sorriu tímido e Souza o fitou, reparou o quanto seu rosto estava corado e riu baixinho.

— Mesmo? – ela perguntou duvidosa, Henrique rolou seus olhos e se levantou. Prensou Souza na parede e sorriu malicioso.

— Não – os olhos de Souza marejavam. — Eu não gosto de você – cada palavra doía em seu coração. — Eu amo você – o corpo de Souza estremeceu.

— Você tem sérios transtornos bipolares, sabia? Uma hora ta todo anjo e depois vira o diabo – ele riu e chegou perto de seu ouvido.

— Só sou assim com você – ele sussurrou. Seu hálito quente fazia Souza se arrepiar por inteiro, ele percebendo começou a passar seu dedo por seu pescoço levemente, Souza mordeu seu lábio. Por Deus, como ele pode ser tão tentador; Era o que ela pensava.

— Para Henrique – ele riu contra seu pescoço e ela prendeu sua respiração, ficando tensa.

— Você diz uma coisa e seu corpo outra, interessante.

Ele roçou seus lábios levemente no pescoço da loira que arranhava a parede da cabine, Henrique dava pequenas mordidas pela extensão do pescoço da loira, dava beijos molhados em cima de cada mordida. Até que ele parou e observou os olhos fechados da loira.

— Abra os olhos, por favor – ele falou rouco e ela abriu seus olhos, ele sorriu e colou mais seu corpo ao dela – como se fosse possível – e beijou delicadamente seus lábios depositando apenas um selinho. Souza mordeu seu lábio o puxando levemente.

—Eu... – o azulado a interrompeu colocando seu dedo em seu lábio.

— Não diga, não diga nada. Tenho tanto medo de você não gostar de mim da mesma forma que eu gosto, não do jeito que eu te amo. Sei lá, quando eu cheguei aqui nem havia reparado em você, só depois que reparei e nunca mais parei de fazer isso. O jeito como seus olhos brilham, ou de seu sorriso. Tentando entender o que era aquilo, achei que estava ficando meio psicopata – ele riu e ela ainda estava com o rosto sereno. — Só estou com medo de...

— Da pra calar a porra da boca? – ela perguntou impaciente e ele assentiu fitando o chão. — Ok, não vou me acostumar com sua bipolaridade nem fudendo. Enfim, eu também te amo seu tonto – ela riu e ele sorriu, abraçou-a e Souza fazia carinho em seus cabelos.

— Minha Silva – ele se afastou e fitou os olhos azuis de Souza.

— Sua.

E dessa vez ela não havia odiado de ser chamada assim, por que era ele que a chamava. Por que ela sabia que aquele estranho e bipolar a encantava, a intrigava e desde o começo só não sabia explicar, agora ela sabia. Depois de se beijarem e de trocar caricias ambos saíram da cabine.

— AE HENRIQUE NÃO É GAAAAAAY! – Evandro sambava e Letícia que estava em seu lado deu um tapa em sua cabeça.

— Deixe o menino!

— HENRIQUE, VALEU PELAS DUAS TINTAS – Sara passou correndo com um segurança atrás dela.

— Quem deu bebida pra ela? – Souza olhou para Dougie que cantarolava e Ricardo que ria que nem retardado. — Ah meu Deus.

Notas finais
Vish maria