Notas iniciais
Oi amores! Desculpem este tempo todo de espera mas a escola troca-me os planos todos! É pequeno mas eu ainda vou recompensar ;) s2 Boa leitura!!!

Se me perguntassem se estava tudo bem, naquela altura a minha resposta seria "Não sei". Por mais que tudo parecesse bem, na realidade, estava tudo um belo caos. Estar com a Gabi era completamente insano. Ela ainda estava numa relação, e por mais que não gostasse do namorado, ainda estava com ele. O que significa que tudo o que estávamos a fazer era pura traição.

Ela não consegue acabar com o James por mais que esse seja o seu maior desejo. James era seu melhor amigo, e perder pessoas assim tão importantes para nós, dá-nos vontade de desistir de tudo. E eu não quero que ela desista de tudo, porque isso implicaria que ela desistisse de mim também.

Há uma coisa que eu digo sempre: "Estamos sempre preparados para tudo, até a bomba nos cair aos pés". Quem for consciente o suficiente entenderá esta frase. Eu e ela estávamos nesta situação. Ela era a bomba e eu estava preparada. Até que ela me cai aos pés e milhões de receios invadem o meu ser. Sempre que estou com ela, milhares de medos e incertezas me invadem a cada segundo. Mas mesmo que tenha receio continuo a amá-la com cada vez mais intensidade, apesar de isso não ser o suficiente.

Perco a noção do tempo quando a única coisa que me interessa é ela e o mundo perde a razão quando diz que vai tirá-la de mim.

Quantas vezes já tivemos medo de perder alguém? Quantas vezes já tentámos imaginar a dor de deixar ir quem mais amámos? E quantas vezes já tivemos medo de ser trocados? Digam-me. Quantas vezes já pensaram nisto? Eu passo 24 horas a pensar em todas as más probabilidades que podem vir a acontecer se eu não tiver cuidado de lhe demonstrar que a amo todos os dias.

Estou a falar disto porque já a perdi uma vez. Não tive cuidado e o destino encostou-me a faca ao pescoço. Quer queria quer não, a minha vida estava em jogo naquele momento. Porque se a voltasse a magoar, eu não iria viver mais. Apenas existia.

Saímos de casa e fomos logo em direção à minha amada mota. Mal a Gabi viu a mota começou-se a rir, falando logo em seguida:

— Você não muda, pois não?

Olhei-a com um ar curioso, levantando o sobrolho.

— Que foi? Nunca viste uma mota?

— Pensei que já não gostava de motas. Sabe como é, a gente muda. — riu-se e subiu logo para a mota.

— Mas eu não mudo. — subi para a mota, dei-lhe um capacete, liguei a mota e logo de seguida já estava a acelerar estrada fora.

O sítio para onde íamos não era muito longe, mas também não era muito perto. Era um intermédio subtil que chegava quase às tão aguardadas portas do paraíso.

O bom de relembrar certos momentos é voltar a ter aquele pequeno embrulho no estômago e aquele pequeno acelerar do coração. E aquela situação em que nós nos encontrávamos estava exactamente como antes.
Ela atrás de mim, com as mãos delicadamente pousadas na minha cintura e com o queixo levemente encostado ao meu ombro direito era simplesmente aquilo que sempre fazíamos quando mais novas. E era exactamente assim que eu queria estar com ela até que a morte nos separasse.

Finalmente chegamos ao nosso destino e a expressão dela era exactamente aquilo que eu queria ver.

— Oh deus, Ariana! Como..como...co..co..como isso é possível?!

— Gostaste?

— Amei! Oh meu deus! Isto é tão lindo!

Os olhos dela brilhavam à medida que focavam em cada pormenor daquele tão belo sítio, e eu bem sabia que ela tinha adorado.

— Como você foi capaz de me trazer aqui? – ela até tremia de tão entusiasmada que estava. Adorava quando ela ficava assim. Qualquer coisinha especial fazia-a ficar assim, por mais pequena e banal fosse.

— Eu consigo tudo, tudo mesmo. Até a ti te consegui vê lá. – Pisquei-lhe o olho

— Boba! – Deu-me um soco no braço, agarrando em seguida a minha mão.

Vocês devem de estar a pensar onde é que nós estamos, porque, vejamos, eu ainda não comentei nada sobre isso. Sou realmente uma pessoa muito responsável, sem dúvida nenhuma.
Para acabar com o desespero desse lado, eu e ela encontrámo-nos numa lagoa que fica a 1000 m de altura. Sim eu sei que parecesse coisa saída de livro lamechas, mas não. Nós estávamos de facto naquela lagoa que tinha uma vista magnífica para a cidade onde estávamos. Eu descobri aquele sítio numa das minhas pequenas viagens de descoberta pela Nova Zelândia e por acaso, mas muito por acaso vim aqui ter. Quando observei isto pela primeira vez, pareceu-me mesmo coisa saída de algo fantasioso e só achei que era realmente real quando me lembrei de colocar o meu dedo dentro da lagoa. A água naquela altura estava morna devido à grande incidência do Sol. Mas como agora está mais frio, de certeza que a água deve estar extremamente gelada.
Este sítio é realmente muito silencioso e pacífico, e retira qualquer tipo de preocupações, problemas, etc… E tê-la ali comigo tornava aquilo tudo ainda mais tranquilo e mais especial do que já era.

Entretanto, no meio de socos e de insultos, fomo-nos sentar perto da lagoa.

— Ahhhhh ar puro, finalmente – suspirei, esticando os braços e espreguiçando-me

— Mesmo! Já estava farta de estar fechada em casa a aturar James. Ele até chega a ser babaca o suficiente para ignorar o facto de estarmos mal. Aliás, muito mal. – ela repousou a sua cabeça no meu ombro e fechou os olhos por uns momentos

— Sabes bem que tudo aquilo que estás a viver com ele é uma farsa e por mais que não queiras admitir isso, sabes bem que é verdade isto que estou a dizer. E eu sei que, por mais que milhões de outras coisas aconteçam, nós iremos ficar juntas. – acariciei de leve a sua face e depositei um beijo na sua bochecha.

— Te amo tanto…

— Eu também te amo…

Ficámos ali por mais uns segundos até que começou a escurecer.

— Está a ficar escuro Ari. Não quer ir embora? – ela disse agarrando as mãos nos seus braços demonstrando frio

— Sim quero e pega o meu casaco. – peguei no meu casaco e coloquei sobre os seus ombros

— Obrigada! – ela agradeceu e voltamos para a mota.

Eu não entrei com muitos detalhes sobre este pequeno momento com ela, porque é algo que prefiro guardar para mim. Foi algo tão íntimo e tão avassalador que nem tenho as palavras corretas para descrever tudo aquilo que se passou. Por isso prefiro fazer jus à minha pessoa e guardar tudo para mim.

A viagem de mota foi tranquila e seguimos para o nosso prédio. Ao chegarmos à porta do prédio, uma dúvida surgiu na minha mente: “Será que ela vem para minha casa ou vai para a dela?” É que vindo a Gabi é muito provável que ela vá para casa dela e voltar para a beira daquele palhaço.
Entrámos dentro do prédio e subimos as escadas calmamente, enquanto o meu coração acelerava a cada degrau que pisava. Finalmente chegámos à minha porta e a hora de largar a bomba tinha finalmente chegado.

— Bom… Obrigada pelo dia de hoje Gabi – disse um pouco nervosa

— Está se despedindo porquê? – olhei-a confusa

— Ahn? Não vais embora? – um ponto de interrogação estava nitidamente na minha testa

— Eu quero ir para sua casa, sua boba – ela chegou perto de mim, e mordeu lentamente o meu pescoço, fazendo-me arrepiar

— Já devias de ter entrado à imenso tempo – abri a porta rapidamente e puxei-a para dentro, atirando-a logo para o meu grande e confortável sofá.

— Ahh – ela gemeu com o impacto e isso ainda me atiçou ainda mais

— Vais ser só minha hoje, não vais? – disse colocando-me sobre ela com uma perna em cada lado do seu corpo

— Vo..vou…

Ela já estava com os olhos fechados de tanto desejo, e que a preenchia e consumia lentamente a cada toque meu. Eu adorava vê-la assim. Tão vulnerável, tão inocente…E isso deixava-me louca.
Cuidadosamente beijei-lhe o pescoço e fui traçando um pequeno trilho de beijos desde o seu pescoço até perto de sua boca, depositando pequenas mordidas no seu maxilar.
O caminho até à sua boca era curto, mas eu queria manter aquela antecipação. Ela já arfava e o ar que ela inspirava já não era o suficiente para aquele que ela libertava. Então para acabar com o sofrimento desci para a sua boca e dei-lhe um beijo casto. Algo leve para começar, como sempre se faz, é o ideal para estas situações de desespero sexual. E eu ia continuar a torturá-la, talvez só mais um bocado. Talvez.

Notas finais
Então gostaram? ;) Desculpem qualquer erro ou isso, mas já escrevi um bocado à pressa mas sempre com a mesma paixão! Espero que tenham gostado e até ao próximo capítulo! Amo vocês! Bjs.