Notas iniciais
Oi galeraa! Tudo bom? Prontos para umas ceninhas hot? ;) Boa leitura!

Cenas sexuais para mim nunca funcionaram. Sexo, no meu ponto de vista, é apenas algo físico sem algum tipo de sentimento envolvido. Quando se fala de sexo não se fala de questões sentimentais ou amorosas, sendo apenas algo carnal, sujo, sem valor. Posso parecer uma cabra ao dizer estas barbaridades, mas esta é a forma como eu vejo o sexo. Posso afirmar sem qualquer tipo de tabu ou constrangimento que já fiz imensas vezes puro sexo. Duro, insensível e completamente indiferente. Fazer ou não fazer era o mesmo para mim. A única coisa de bom era que saciava o desejo que se encontrava numa ferida enorme causada por um quebrar de um coração. Tantas palavras para pouca coisa fazem-me pensar se alguma vez valeu a pena fazer aquilo. Enquanto eu tentava curar a minha ferida, ia rasgando alguns quantos corações pelo caminho. Egoísta eu, não é? Estragar vidas só porque a minha já está completamente destruída. O amor leva-nos a fazer o que nem a nossa imaginação pensava que nós poderíamos fazer.
A nível sexual, só não fiz sexo com apenas duas pessoas: Gabriella e a Bia. Elas foram as duas únicas pessoas com quem eu me envolvi romanticamente e por isso, como qualquer pessoa apaixonada ou quase isso, entrega-se de corpo e alma em cada momento íntimo. Sendo eu uma pessoa que dá muito valor ao ato de "fazer amor", cada momento passado com elas foi um dos únicos em que eu realmente me pude expressar e realmente dar a conhecer a minha parte menos selvagem e mais doce perante o ato sexual. Porque de resto, simplesmente descartei cada pessoa que se atravessava no meu caminho e nem sequer pedia desculpa por as ter tratado como meras putas. Era tudo muito superficial e muito carnal, que por vezes até custava ter um orgasmo de tão falso que aquilo era.
Agora fazer amor já é outra coisa. Ao fazer amor uma pessoa sente cada pelo do corpo a ser eriçado devido ao contacto tão suave e tão cuidadoso; cada beijo vale ouro e é uma das chaves essências para abrir as portas do prazer; cada movimento, cada toque é cuidadosamente calculado para que nada possa correr de forma errada; é tudo tão diferente e tão emocional que dois orgasmos valem uma noite, complementando-a com paixão e um verdadeiro desejo. A minha primeira vez foi a melhor noite da minha vida. Cada toque, cada beijo, cada aperto, cada abraço, cada mordida, cada suspiro, cada gemido... Foi tudo tão verdadeiro, tão genuíno que tornou aquele simples e pequeno momento em algo imensamente marcante. Houve um tempo em que deixei de ter qualquer relação íntima porque simplesmente não aguentava o facto de não poder fazer amor. Mas depois descartei todos estes detalhes devido a problemas que tive a nível familiar e comecei a partir corações a torto e a direito. Os problemas que eu tive foram o suficiente para magoar todos à minha vida, incluindo a Gabriella. Mas isso é passado e agora só tenho uma única coisa em mente: fazer amor com a pessoa que mais amo neste mundo inteiro. E para mim isso já basta.

O seu corpo estava debaixo do meu. Eu mantinha as minhas pernas em cada do seu corpo. A minha boca percorria um trilho no seu pescoço, deixando marcas pelo caminho. As minhas mãos segurava o seu quadril que se movimentavam à procura de contacto. Gemidos preenchiam os meus ouvidos à medida que a minha boca se aproximava da sua.
Retirei os meus lábios do seu corpo e parei para mirá-la. Ela estava toda despenteada, tinha os olhos fechados, e gotas de suor preenchiam a sua testa. Eu ainda nem tinha feito nada e ela já estava assim.. Imagino quando realmente chegarmos ao assunto.
Voltei a concentrar-me nela centrando-me em seus lábios. Beijei suavemente os seus lábios carnudos, sendo correspondida logo de seguida. O ritmo foi aumentando e calmamente fui abrindo caminho com a minha língua até à sua boca em busca de permissão para atacá-la. Quando as nossas línguas entraram em contacto, um choque percorreu todo o meu corpo deixando-me em chamas. A minha língua explorava cada canto da sua boca e deslizava suavemente sobre a dela. O sabor de sua boca era indescritível. Um morango junto com menta ou coisa assim parecida... Era demasiado viciante.
Continuamos a nos beijar e enquanto isso as minhas habilidosas mãos retiravam com todo o cuidado possível cada peça de roupa que lhe cobria aquele corpo de anjo. Quando ela já estava só de sutiã e calcinha como ela costuma dizer, separei as nossa bocas levando um gemido de reprovação e movi a minha boca para seu pescoço. Entre mordidas e beijos por seu pescoço e colo, cheguei finalmente ao paraíso. Beijei cuidadosamente o seu seio esquerdo ainda por cima do tecido fino que ainda separava a minha boca de sua pele. Então com uma agilidade de mestre, retirei o seu sutiã e ataquei o seu seio. Beijava, mordia, lambia, sugava... Enfim uma loucura. Cada mordida um suspiro, cada lambida um gemido. Pura melodia para mim. Alternei para o outro seio recebendo exatamente a mesma reação. Ainda me pergunto como é que ainda, passados mesmo estes anos todos, ela conseguia ser assim, tão frágil, tão vulnerável para mim.
Enquanto eu estava entretida nos seus seios, as suas mãos apertavam o meu rabo fazendo-me gemer. Retirei a boca dos seus seios e voltei à sua boca. O beijo era urgente e apaixonado como se necessitássemos dele para viver. Separei-me novamente de sua boca e falei:

—Deixas-me louca Gabriella — suspirei e dei-lhe um beijo casto nos lábios — deixa-me te foder até tu já não puderes mais

— Me fode então! Do que está à espera? — ela voltou a colar os nossos lábios, mas eu rapidamente os separei

— Sempre às ordens, meu amor — dei-lhe um beijo no pescoço, descendo até seu colo, depois seios e finalmente embaixo do seu umbigo, eriçando os pelos loiros que ali se encontravam. Depositei pequenas mordidas naquele sítio fazendo-a arquear o seu corpo

— Foda-se Ariana, pare com a tortura e me foda AGORA! — o desespero dela fez-me rir e ao mesmo tempo fez com que eu lhe desse uma mordida daquelas bem fortes

— Aiii! Você está louca Ariana? — ela olhou para mim com um ar de quem não gosta de brincadeiras destas — isso doeu!

— Calma Gabi... Torturar é que é bom

Com uma velocidade enorme retirei a sua calcinha e olhei para aquela buceta deliciosa já a pingar de desejo. Aproximei o meu nariz e inspirei o cheiro proveniente de seu sexo, levando-a a arquear o seu corpo

— Ahh.. Me come logo vai — ela implorava como uma criança que implora por um simples doce

— Sim senhora!

Concentrei-me em seu sexo e dei um pequeno beijo no seu clitoris, estimulando-o. O corpo dela reagiu logo ao toque tendo pequenos espasmos à medida que eu depositava pequenos beijos em seu sexo. Aumentei o ritmo passando de beijos a lambidas. Ela já estava com as unhas cravadas no tecido do sofá e mantinha os olhos fechados e tinha uma expressão de puro prazer. Amava vê-la assim no seu estado mais selvagem e mais animal. Continuei a dar pequenas lambidas e mordidas em seu clitoris até que introduzi um dedo na sua entrada. Fui introduzindo lentamente até começar a aumentar o ritmo consoante as respostas que estava a receber do seu corpo. Ela gemia, mordia os lábios, agarrava o sofá, suspirava, e isso só me dava ainda mais incentivo para continuar a levá-la à loucura. Continua a mexer o meu dedo dentro dela até que decidi meter o segundo. Mal o meu segundo dedo entrou, um grito preencheu os meus ouvidos deixando as minhas cuecas ainda mais molhadas do que já estavam

— Merda, Ariana! Mete, mais forte, vai! — ela implorava consoante o ritmo dos meus dedos iam aumentando lentamente

De repente senti o seu corpo a balançar, o seu quadril estava numa posição inclinada, e ela a estava a mover-se contra os meus dedos à procura de maior contacto possível. Enquanto mexia com uma velocidade relativamente elevada os meus dedos dentro dela, coloquei-me sobre seu corpo e comecei a beijar-lhe o pescoço e a distribuir-lhe mordidas e chupões por toda aquela extensão de pele. Ela estava louca de tesão e eu estava louca por ela, e de tesão também. Estar assim com ela fez-me aperceber o quanto tempo já tinha passado desde a ultima vez que fiz amor. Aquelas sensações, aqueles arrepios, aqueles pequenos choques de eletricidade que percorrem o nosso corpo, tudo isso para mim já parecia quase desconhecido. E voltar a sentir tudo aquilo outra fez era como se estivesse na minha primeira vez.
A Gabi já estava ofegante. O corpo dela estava extremamente suado e os espasmos vindos do seu corpo indicavam que ela já estava quase a se vir. Aumentei a velocidade dos meus dedos e juntei a este magnífico trabalho os retoques finais, colocando a minha língua em seu clitoris fazendo movimentos circulares e alternados levando-a à loucura. Quando eu já sentia os meus dedos a apertarem devido à chegado do orgasmo, retirei-os e substitui-os pela minha língua, introduzido-a na sua entrada, e sugando tudo até não faltar mais nada.

— Ahhh... Ahhhh. Ahhhh... NÃO PARE ARIANA NÃO PARE POR FAVOOOR! Estou tão perto.... OH MEU DEUS SIM, SIM, OH MEU DEUS!! — e assim no meio de esta linda melodia de gritos, gemidos e de espasmos, finalmente senti a minha língua a ser preenchida pelo néctar dos deuses. O sabor era agridoce e sem dúvida que era o melhor que eu alguma vez já provara.

— Oh meu deus Ariana! O que foi isso, ein? — a Gabi estava uma desgraçada. Toda descabelada, suada, uma lástima

— Gostou ao menos? — retirei a minha roupa toda e coloquei-me nua, sim eu não tinha tirado a roupa, recebendo olhares provocadores e de "quero-te comer agora"

— Fui ao céu e voltei, apenas isso. — ela virou-se de frente para mim e deu-me um beijo terno nos lábios

— Ainda bem que gostou — encostei as nossas testas e coloquei a minha mão na sua cintura

— Agora é a minha hora de retribuir! — deu um sorriso maroto e colocou-se em cima de mim, mas eu tratei logo de a voltar a colocar no sítio

— Shhh não quero isso hoje — fiz carinho nos seus cabelos recebendo uma cara confusa dela

— Então por que é que você se despiu, posso saber?

— Porque eu só quero apenas sentir a tua pele. Não quero que me retribuas nada porque eu simplesmente deixei-te de rastos e eu sei bem que és uma desgraça na cama quando estás cansada — dei uma risada levando um tapa no braço como resposta

— Obrigadinha, ein? — ela fez uma careta, mas logo depois abraçou-me forte e beijou o topo da minha cabeça — Como é que eu posso amar tanto você? Eu não entendo.. Você me faz sentir como se eu fosse a única pessoa especial neste mundo, e que só eu é que mereço tudo de bom... Você me faz sentir como se eu não tivesse defeitos, como se eu fosse perfeita. Mas principalmente você me faz sentir sortuda por ser só sua, independente dos problemas que possamos ter de vez em quando, e dos problemas que ainda temos para resolver — ela olhou para mim e levou a sua cabeça até ao meu peito — Adoro ouvir o seu coração. Ele me acalma.

— Eu sei disso.. Dizes sempre isso quando te encostas no meu peito — comecei a fazer-lhe carinho no cabelo, recebendo pequenos suspiros em sinal de aprovação

— Você também me ama?

— Como é que eu te posso amar tanto? Não entendo também. A minha dúvida é a tua dúvida por isso já sabes bem o que eu sinto

— Quando é que você vai parar de ser romântica e lamechas? — ela perguntou levantando a cabeça, e fez uma careta

— Quando tu deixares de existir em alguma eventualidade próxima. Porque enquanto estiveres ao meu lado, ou melhor, enquanto estiveres nos meus pensamentos penso que vai ser difícil de ser assim

— Meu deus como eu amo essas suas respostas sentimentais, estilo música de
Roberto Carlos

— Que simpática tu, já viste? — dei-lhe um estalo inofensivo no braço e comecei a fazer-lhe pequenas cócegas na barriga.

— Aí meu deus pare, por favor! HAHAHAHAHA PARE! — ela contorcia-se toda à medida que eu ia fazendo mais e mais cócegas

— Pronto eu paro! — parei de lhe torturar e levantei-me do sofá

— Aonde você vai? — olhou-me confusa

— Vou buscar umas mantas já que estou a ver que vamos dormir enroscadas uma na outra nesse pobre sofá

— Ta bom! Mas se despache!

Fui buscar umas mantas que tinha lá guardadas no armário e voltei para a sala. A Gabi estava toda enroscada no sofá e notava-se que tinha frio

— Finalmente uma manta! — Levantou-se rapidamente, tirou-me uma manta e voltou a enroscar-se nela — assim está melhor! Mas falta uma coisa

— O quê? — perguntei-lhe confusa

— Você aqui a meu lado, não é sua boba? — nós as duas rimos e eu deitei-me ao seu lado cobrindo-me com a manta

— Eu não sei como estou normal com você nua à minha frente. Sério que não estou a conseguir entender este auto controle

— Fácil! Tu já estás satisfeita por isso já não parece um cão com o cio — ela olhou para mim indignada e mordeu a minha bochecha

— Ah agora virei cachorro, foi?

— O meu cãozinho favorito — ri da cara dela e recebi agora um estalo na perna — aii isso dói

— Bem feita! — olhou-me indignada e puxei-a para um beijo

— Cala-te e vem cá — puxei-a ainda mais para mim e ficamos na posição de conchinha. E passados segundos mergulhamos num mar de sonhos, onde os nossos corações se voltam a juntar

A partir daí não me lembro de mais nada já que o mais certo foi ter adormecido com ela ao meu lado. Tê-la próxima a mim é tão reconfortante que eu até fico perdida se não a tiver comigo. Amo-a com todas as letras, números e feitios e não trocava o nosso amor nem por milhões de barras de ouro.

E quero tanto que isto nunca acabe.

Notas finais
Então gostaram? Quero comentários!! E leituras anônimos se denunciem!! Até ao próximo capítulo! Bjsss
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.