Gin e Rangiku, um amor sem escalas.

4 Capítulo 4 - O ano em que Gin e Rangiku se tornam fukutaichous


Um ano se passou depois que eu reencontrei Rangiku. Agora praticamente todos os dias nos víamos. Mas ainda assim é triste, muitas vezes tenho que trata-la com um pouco de frieza.

Hoje eu e ela viramos Fukutaichous, enquanto Aizen virou meu Taichou.

Caminho calmamente pela Gotei 13 até o quinto esquadrão para a festinha de parabéns pelo Aizen ter se tornado taichou. Impressionante o poder manipulador dele.

Me deparo com Kyouraku com duas garrafas de sakê na porta do quinto esquadrão e Nanao e Ukitake o acompanhando.

Kyouraku acena para mim enquanto eu caminho até a entrada do quinto esquadrão. Retribuo o aceno.

–Ora se não é o garoto da cem espadas. -Disse Kyouraku brincando.

–Hihihi, olá Kyouraku taichou, Ukitake taichou, Nanao-san -Comprimento-os

–Olá jovem prodígio. -Disse Ukitake brincando.

–Então vamos entrar? -Pergunta Kyouraku já puxando nós para dentro.

Ao entrar na festa vejo Rangiku sentado num banco junto com um garoto baixinho de cabelos prateados.

Rangiku corre até nós, puxando o garoto baixinho junto.

–Olá Ukitake e Kyouraku taichous, Nanao-san, Gin. -Disse Rangiku toda sorridente.

–Olá, e aliás, parabéns pelos dois terem se tornado fukutaichous. -Disse Ukitake sorridente.

Será que o Ukitake tomou seu remedinho? Tomara que ele não morra aqui, hihihi.

–Quem é essa criança? -Perguntou Kyouraku bagunçando o cabelo do garoto o fazendo ficar vermelho de raiva.

–É o Hitsugaya. -Disse Rangiku.

–Que criança fofa. -Disse Ukitake apertando as bochechas dele.

–Baixinho demais para uma criança não acha Kyouraku Taichou? -Pergunto a ele com meu sorriso sarcástico.

–Ele tem que tomar leite. -Disse Kyouraku

–E a Nanao-san, toma muito leite para crescer? -Pergunto a Kyouraku.

–Toma bastante, Ukitake vive dando leite e biscoitos para ela. -Disse Kyouraku dando uns tapinhas de leve no ombro de Ukitake.

–E você Gin? Toma muito leite? -Rangiku pergunta a mim.

–Claro, não vê que estou bem alto? -Disse eu.

–Isso mesmo, nutrição em primeiro lugar. -Disse Rangiku.

–Vamos nos sentar e tomar um pouco de sakê? -Perguntou Kyouraku.

–Mas antes vamos dar os meus parabéns a Aizen-san. -Disse Ukitake.

–Vão pegando os lugares crianças. -Disse Kyouraku caminhando com Nanao e Ukitake até Aizen.

–Eu vou sair. -Disse Hitsugaya nervoso.

–Até mais, baixinho. -Disse eu acenando para ele. Ele me ignora

–Vamos então. -Disse Rangiku pegando no meu braço e puxando até a mesa mais próxima.

–Rangiku, depois venha no meu dormitório, quando a festa acabar. -Sussurro para Rangiku.

–Ok. -Disse Rangiku.

Minutos depois Ukitake, Kyouraku, Nanao, e Kaname vão até nós, com vários pratos de petiscos. Eles se sentam no tatami junto com nós, e colocam os petiscos na mesa.

Kyouraku abre uma garrafa de sakê e dá um masu com sakê para cada um de nós, menos para Nanao.

–Um brinde. -Disse Ukitake erguendo o masu.

–Um brinde. -Todos nós dissemos ao mesmo tempo batendo os masus um no outro e bebendo.

–Quem fez essa comida de aparência bonita? -Perguntou Rangiku.

–Fui eu. -Disse Kaname, sério.

–Vou ver se é tão boa quanto é a aparência. -Disse Rangiku sorrindo.

–Eu também. -Disse Ukitake.

Rangiku, pega o primeiro sushi de atum e leva a boca, e começa a mastigar.

–Então? -Perguntou Kyouraku, curioso.

–Está ótimo. -Disse Rangiku.

–Que maravilha! -Disse Kyouraku pegando dois sushis de atum e dando um para Nanao.

–Que bom que gostaram. -Disse Kaname.

–Vai mais uma rodada de sakê? -Perguntou Kyouraku.

–Eu quero. -Disse Rangiku.

–Essa é boa de beber, pelo visto. -Disse Kyouraku, rindo.

–Hihihi, só não vai ficar bêbada. -Disse eu a Rangiku.

–Eu irei aceitar só mais uma rodada. -Disse Ukitake.

–Com quem você aprendeu a cozinhar? -Pergunto a Kaname.

–Com livros de receita. -Disse Kaname.

Todos nós, menos Kaname e Nanao começamos a rir.

–Quando eu estiver com fome vou pedir para você cozinhar para mim. -Brinca Kyouraku.

Quem diria que Kaname se interessa por culinária.

Olho no relógio da parede marcando meia noite e meia.

–Ai ai, terei que ir indo, não quero me atrasar no primeiro dia de fukutaichou -Disse eu começando a me levantar. -obrigado pela comida Tousen, e obrigado pelo sakê Kyouraku taichou. Até mais para vocês.

–Eu irei indo também. -Disse Rangiku se levantando com um pouco de tontura.

–Melhor você acompanha-la até o dormitório dela. -Disse Ukitake.

–Pelo visto, hihi. -Disse eu.

–Até mais taichous, Tousen e Nanao-san. -Disse Rangiku apoiando seus braços em meu pescoço.

–Até. -Acena Ukitake.

Caminho com Rangiku até a saída do quinto esquadrão e logo depois ao sair do quinto esquadrão a pego no colo e uso shunpo a levando para meu dormitório.

–Chegamos. -Disse eu ao chegar em meu dormitório. Abro a porta e entro, logo depois a fecho dando um pequeno chute.

–Hã? O que? -Perguntou Rangiku meia sonolenta.

Caminho até meu quarto e a sento no futon.

–Bêbada feche os olhos. -Brinco com ela.

–Eu não estou bêbada. -Disse Rangiku fazendo careta.

–Fecha os olhos. -Disse eu.

–Tá... -Rangiku fecha os olhos.

Abro o armário de minha cômoda e pego um lenço rosa. Ando até o futon e me sento nele. Coloco sobre o pescoço dela o lenço.

–Pode abrir? -Pergunta Rangiku.

–Espere um pouco. -Disse eu.

Inclino meu rosto para mais perto do dela e então dou uma mordida no lábio inferior de sua boca e logo depois a beijo. Rangiku cora.

–Agora pode abrir. -Disse eu.

Rangiku abre os olhos, eles estão brilhando, e pelo visto de felicidade. Ela coloca a mão no lenço e o olha.

–É lindo. -Disse Rangiku um pouco envergonhada.

–Que bom que achou. -Sorrio.

–Gin -Rangiku se joga em cima de mim, me fazendo deitar. -feche os olhos.

–Hm... está bem. -Coloco a mão sobre meus olhos.

Sinto Rangiku esticar seu rosto para mais perto do meu, seus lábios tocam o meu. Eu a abraço.

–Rangiku, seu coração está muito acelerado. -Disse eu.

Realmente, o coração dela está disparado.

–Idiota. -Disse Rangiku colocando sua cabeça sobre meu peitoral.

Pego em suas mãos.

–Gin, você está frio. -Disse Rangiku.

–Então me esquente. -Disse eu.

–Ok, eu serei seu cobertor hoje. -Disse Rangiku me abraçando.

–Vamos dormir então, cobertor. -Brinco.

–Boa noite. -Disse Rangiku em um bocejo. Logo ela fecha os olhos.

Eu farei ela me amar cada vez mais, ela não pode amar ninguém como me ama. Um dia irei mostrar o quanto amo ela.

Notas finais
Masu - copo de madeira que é usado para servir sakê.