Gin e Rangiku, um amor sem escalas.

3 Capítulo 3 -Dois anos depois, o reencontro


Passou-se um ano que eu me formei na academia e um ano que eu me separei de Rangiku, entrando no Gotei 13. Rapidamente fiquei na terceira posição do quinto esquadrão. E esse tempo todo eu me pergunto como Rangiku está.

Caminho pelo Gotei 13 calmamente enquanto como caqui seco. Vejo uma imagem de uma garota ruiva, com vestes de Shinigami. É a Rangiku! Consigo a reconhecer de vista! E pelo jeito ela também me reconheceu.

Vejo Rangiku correndo até mim.

–Gin! -Disse Rangiku sorridente.

–Rangiku! -Observo se não a ninguém por perto e então dou uns tapinhas em sua cabeça. -Quanto tempo, vejo que você cresceu, hihihi.

–E você parece não ter mudado nada, sempre desaparecendo sem me avisar. -Disse Rangiku.

–Provavelmente -Sorrio. -está servida? -Estendo o saquinho com caquis secos para ela.

–Claro. -Ela pega um caqui seco e começa a comer.

–Então virou uma shinigami é? Hihihi. -Digo brincando.

–Claro, não poderia te deixar ser um sozinho. -Disse Rangiku.

Dou uma rápida olhada nos peitos dela. Que peitos!

–Vamos comemorar! -Disse Rangiku.

–Pelo o que? -Pergunto curioso.

–Pelo nosso reencontro. -Responde Rangiku.

–Venha então. -A puxo até o meu dormitório do Gotei 13.

Entramos em meu dormitório fecho a porta e a puxo para o meu quarto.

Acendo a luz do abajur.

Caminho até o meu cômodo e ligo o toca disco, coloco uma musica calma para começa a tocar.

Viro-me para Rangiku e caminho até ela estendendo-lhe a mão.

–Quer me dar a honra? -Pergunto a ela.

Ela começa a corar, e logo depois sorri.

–Claro. -Ela pega em minha mão.

Pego as mãos dela e coloco em volta do meu pescoço, e então coloco as minhas na cintura dela.

Começamos a dançar, mesmo sendo lenta a musica ela pisa várias vezes em meu pé.

–Desculpe. -Disse Rangiku.

–Não tem problema. -Disse eu a Rangiku.

Abro meus olhos e a encaro.

–A ultima vez que você abriu os olhos foi quando eu cortei seus cabelos. -Disse Rangiku abafando as risadas.

–Uhum. -Concordo com a cabeça.

O clima ficou silencioso. De repente Rangiku me olha nos olhos.

–Gin... hoje...eu posso... dormir com você? -Pergunta Rangiku timidamente.

Me espanto com a pergunta. Será que alguém vai perceber? Talvez não.

–Está bem. -Disse eu.

–Gin... -Disse Rangiku querendo chorar.

–O que foi? -Pergunto espantado pelo choro.

–Por que você não me disse nada sobre ter se graduado em um ano? E do nada você desapareceu. -Perguntou Rangiku.

–Desculpe Rangiku. -Disse eu deixando meu sorriso de lado.

Rangiku começa a chorar. Essa é a oportunidade! Se não fizer agora talvez nunca tenha uma outra oportunidade.

Coloco minhas mãos sobre a maçã do rosto de Rangiku e selo meus lábios com os dela.

–Eu estou aqui agora. -Volto a sorrir.

Rangiku para de chorar e fica quieta, e logo começa a corar.

–Mas, mas, mas eu senti sua falta! -Disse Rangiku voltando a chorar.

Ela começa a me dar socos no peito. Eu a abraço.

–Calma, calma. -Faço carinho na cabeça de Rangiku a acalmando.

Pego nas mãos de Rangiku e me jogo no Futon me deitando e a puxando para cima de mim. Rangiku cai com a cabeça em meu pescoço e as perna abertas sobre o meu joelho. Continuo a fazer carinho na cabeça de Rangiku, a fazendo parar de chorar e começar a ficar com sono.

–Gin, seu boboca! -Disse Rangiku sonolenta.

–Tem razão, sou um grande boboca -Concordo com Rangiku. — agora vamos dormir. -Fecho meus olhos.

–B-Bo-Boa n-noite Gin. -Gagueja Rangiku enquanto diz bocejando.

Rangiku me abraça.

Irei aproveitar cada minuto que der com ela, a partida será dolorosa e não quero ter arrependimentos.