Gin e Rangiku, um amor sem escalas.

2 Capítulo 2 - Aizen Sousuke, aquele que fez o mau para meu amor


Abro meus olhos, vejo que Rangiku não está mais no futon. Levanto-me do futon e caminho até a sala. Rangiku também não está lá. Ora, ora, onde é que ela se meteu?

Vou para fora de casa e a vejo voltando com uma cesta cheia de caquis secos.

–Bom dia, Gin. -Disse Rangiku.

–Bom dia -Respondo. — vejo que gostou dos caquis secos. Hihihi.

–Gostei sim. -Disse Rangiku.

Caminho até ela e pego a cesta das mãos dela, e juntos caminhamos até dentro de casa.

Coloco a cesta na mesa.

–Gin... -Murmura Rangiku.

–Huh?

–Seu nome é engraçado. -Disse ela sorridente.

–Que bom que acha isso. -Disse eu.

–Você precisa cortar o cabelo! -Disse Rangiku indo pegar uma tesoura no armário.

–Aaah, ooh, não precisa! -Abro meus olhos, e começo a fazer não com a mão.

–Precisa sim! -Insistiu Rangiku já com a tesoura em mãos.

–Não... é sério. -Tento a convencer de que não é necessário.

–Nada de não! Senta na cadeira e deixa eu cortar seu cabelo, prometo que não vai ficar ruim. -Insiste Rangiku

–Está bem, está bem. -Sento-me na cadeira.

Oh, não quero nem ver como ficarei.

–Ual, como seus olhos são bonitos Gin! -Disse Rangiku em um tom surpreso.

–O-Obrigada. -Volto a deixar minhas pálpebras dos olhos fechadas.

Rangiku começa a cortar o meu cabelo, me fazendo suar frio. Estou com medo, que tipo de corte ela está fazendo?

–Prontinho! -Disse Rangiku. Ela corre e pega o espelho no meu quarto e o traz para mim. -Veja.

Me olho no espelho. Respiro aliviado. Ela não mudou nada em meu cabelo, ela simplesmente cortou ele do estilo antigo que era.

–Achou que eu ia fazer algo diferente no seu cabelo? -Perguntou Rangiku rindo.

–Não, claro que não. -A quem estou querendo enganar? Claro que achei.

–Sei... -Ironizou Rangiku.

Passo a mão em seu cabelo.

–Obrigado. -Disse eu. -Vamos acender a fogueira hoje, e também vamos pegar algumas frutas.

–Boa ideia. -Concordou Rangiku.

Caminhamos até a floresta mais próxima de casa. Rangiku foi pegar algumas frutas, enquanto eu fui pegar alguns pedaços de madeira para poder usar na lareira.

Pego algumas pedras que estão perto da madeira e coloco no bolso do meu quimono. Pego alguns pedaços de madeira e caminho até a estrada onde tínhamos passado para vir a floresta, vejo Rangiku caída, desmaiada no chão.

Não pode ser... quem fez isso com ela? Não pode ser verdade.

Corro até ela, a pego no colo e a coloco em meus ombros, e então começo a correr para a nossa casa.

Chego rapidamente dentro de casa, a deito no chão e jogo a madeira na fogueira. Corro para o meu quarto pegando o futon e as cobertas, as trazendo e arrumando na sala, e colocando Rangiku no futon, a cobrindo.

Corro até a fogueira e coloco as pedras que estavam em meu bolso na frente da madeira. Pego um graveto e começo a esfregar na madeira até pegar fogo.

Não importa quem foi que fez isso com ela, eu irei me vingar, não importa o que houve, eu irei me vingar.

A madeira começa a pegar fogo. Jogo o graveto na fogueira e saio de casa. Corro até o lugar onde Rangiku foi machucada.

Ouço alguns sussurros. Caminho lentamente para não fazer barulho até o local. Me escondo entre os arbustos. Vejo um homem de com algo vermelho em um pote de pé e outros ajoelhados. Abro meus olhos.

Ele é o líder! Eu irei mata-lo.

Fecho as pálpebras de meus olhos. Corro de volta para casa. Ao chegar vejo Rangiku ainda desmaiada. Pego algumas folhas de chá verde do pote da mesa e coloco um uma jarra junto com água. Logo depois pego um pano e outra jarra com água e coloco para esquentar perto da fogueira junto com o chá.

Deito-me no futon, junto com Rangiku, e me cubro. Coloco sua cabeça sobre meu peitoral e começo a fazer carinho nela.

Não quero vê-la machucada nunca mais, não ela, irei matar aquele quem fez isso com ela, e irei matar qualquer um em meu caminho. Irei me tornar forte.

–Gin? -Rangiku acorda.

–Rangiku! -A encaro. -Você está bem?

–Sim, eu acho -Rangiku franze os olhos e começa a coça-los. -que horas são?

Olho para o relógio da parede.

–São quatro horas da tarde. -Respondo a ela.

–Já? -Ela se espanta.

Rangiku tenta se levantar mas não consegue, ela dá um gemido de dor e começa a lacrimejar.

–Não se mova muito. -Retiro a cabeça dela de meu peitoral e caminho até a fogueira pegando a jarra de água que já estava morna de lá, junto com o pano.

Volto até o futon e sento nele. Coloco a jarra no chão. Sento um pouco Rangiku e a apoiando na parede.

–N-Não precisa. -Disse Rangiku, ainda lacrimejando.

A ignoro. Molho o pano na jarra e o torço. Começo no rosto, no pescoço e no ombro dela.

–Gin... -Murmura Rangiku.

Continuo a ignorar. Molho de novo o pano na jarra e o torço. Começo a passar nos braços dela, nas penas e nos pés dela.

Rangiku começa a rir.

–Pare Gin, hahahahah, está fazendo cócegas. -Disse Rangiku parando de lacrimejar e começando a rir.

–Então quer dizer que tem cócegas no pé é? — Coloco o pano no chão, fora do futon e começo a fazer cócegas no pé dela.

–Hahahahahahahahaha. -Rangiku começa a rir disparadamente.

Paro de fazer cócegas nela e me levanto. Caminho até o armário, pego dois copos e um coador e coloco na mesa. Abro um potinho de açúcar e coloco um cubo grande em cada copo. Volto a caminhar até a fogueira e retiro de perto a jarra com chá verde de lá e caminho até a mesa e coou o chá nos copos.

Pego os copos e volto a caminhar até o futon, onde me sento do lado de Rangiku e dou um copo para ela.

–Obrigado Gin. -Disse Rangiku um pouco envergonhada.

–Não a de que.

Começamos a beber o chá. Cobertos, esquentando um ao outro nessa tarde fria.

–Gin... no meu bolso direito tem duas maçãs. -Disse Rangiku.

Pego as maçãs do bolso dela.

–Foi o que eu consegui. -Disse Rangiku sorrindo.

–Rangiku... -Coloco o copo já vazio no chão, fora do futon, e faço carinho na cabeça de Rangiku.

–Vamos comer. -Rangiku coloca o copo vazio no chão, fora do futon, e leva a maçã a boca.

Terminamos de comer rapidamente, colocamos os caroços e a pontinha da maçã no copo. Levanto-me, pego os copos e os levo para a pia, e volto correndo para o futon.

Olho o relógio marcando 17:50 h da tarde.

–Nossa, impressionante. -Suspiro.

–O que? -Perguntou Rangiku.

–Como o tempo passa rápido. -Respondi.

–É verdade. -Concordou ela.

–Vou dormir. -Dou um bocejo e logo me deito.

–Dorminhoco. -Disse Rangiku.

–Ora, ora. Melhor você dormir também! -Disse eu a Rangiku.

–Talvez. -Ela deita.

–Bom sonhos.

–Você também. -Retribui Rangiku.