Gimme Your Heart

13 They can\'t understand


Notas iniciais
Oi pessoal.
Primeiro, queria pedir mil desculpas a todos pela demora. Essas ultimas semanas foram terríveis, viajem, empregada de licença, provas da faculdade, concurso, manifestações... E mais varias outras coisas que me tomaram muito tempo. só que agora voltei e espero não demorar mais para postar, quero voltar ao ritmo saudável de 1 cap de cada fic por semana, e como esta chegando as minhas férias creio que eu consiga.

Segundo, obrigada a todos que têm acompanhado e comentado na fic. É muito bom saber quem ta curtindo, o que esta achando, pra quem esta torcendo e tudo o mais.

Por último, aí vai a música sugerida para o cap:
http://www.youtube.com/watch?v=Al-3m4N82Vc
Oasis - Wonderwall (Acoustic)

Flashback

Seis anos depois de Regina lançar a maldição:

A mulher morena de cabelos curtos andava continuamente pelo local enquanto a outra, de cabelos encaracolados ficava no centro, vendada. Regina jogava-lhe feitiços, mas mesmo vendada a mais jovem era capaz de desviar cada um deles com seu escudo. Após algum tempo de esforço exaustivo a rainha parou bem no meio de seu salão de treinamento de frente para a sua aluna e falou bem próxima à outra:

_Lacey.... Pode tirar a venda. Você foi muito bem hoje!
_Sério? (A de cabelos ondulados perguntou tirando a faixa preta que tampava seus olhos azuis.) Isso quer dizer que eu estou pronta?
_Não ainda... (A prefeita disse se aproximando e fazendo um leve carinho no rosto da outra.) Você não esta pronta para enfrentá-lo e como eu disse, Gold não lembra de nada. É inofensivo enquanto ele continuar a não saber de tudo.
_Mas se ele é inofensivo porque eu tenho que me esconder?(A outra perguntou ficando irritada com aquilo.) Se ele e inofensivo essa é a melhor hora de agirmos!
_Não ainda. (Ela disse com convicção.) O único lugar onde a magia funciona é no salão de treinamento. A magia da esta toda concentrada ali e eu não sei como faz
ê-la se espalhar
_Não poderíamos o trazer para cá e acabar logo com isso? (Lacey perguntou.)
_Não... Se tem alguém que pode fazer a magia se expandir esse alguém é Gold, por isso não podemos matá-lo, mas precisamos estar preparadas para quando ele acordar.
_Eu já entendi isso. Só não quero ficar trancada aqui. (Lacey respondeu desgostosa.)
_Mas eu te dou tudo! (Regina falou sem compreender.) O que mais você quer? Eu posso fazer...
_Eu sei! (Ela respondeu levando uma mão a cabeça.)
_Então qual é o problema?
_Eu sei que você tem tentado. Mas você sai se diverte E enquanto é isso eu fico aqui sozinha! (Lacey disse de um jeito quase magoado.)
_Me divirto?! (A rainha replicou.) Até parece que ficar naquela desgraça de prefeitura é divertido! Você não tem ideia do que é aquilo!
_Você tem aquele soldadinho sempre que você quer...
_Qual o problema de eu estar com o Graham? (Regina se irritou.)
_Nenhum. (Lacey respondeu encarando a outra com uma expressão dura.) Só que o que eu quero você não pode me dar.

Regina viu a outra se afastar com rancor. Aquilo a preocupava. Lacey morava escondida na parte subterrânea de sua casa desde que a maldição havia sido criada. A rainha sabia que Rumple jamais a daria a maldição e se submeteria a perder a memória se não tivesse um plano de retorno. Ela tinha que se preparar. Sua aprendiz era perfeita, porque Regina sabia que ele jamais tentaria nada contra a sua tão amada Belle.
Seu plano era infalível, teria o melhor escudo para se proteger. Lacey não tinha as memórias da terra encantada, mas Regina selecionou ótimas memórias para ela quando fez a maldição.

Fim do Flashback

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Emma alcançou Regina a poucos metros da Granny’s:

_Regina! Por favor, o que houve?

Regina a encarou com um semblante triste.

_Emma, isso nunca vai dar certo seus pais nunca vão aceitar isso e eu... (Ela segurou um soluço.) Eu nem posso reclamar, eles tem motivo para isso.
_Regina! (A xerife disse a abraçando.) Em algum momento eles irão entender!
_Não Emma, você é a Salvadora... (A morena disse se desvencilhando do abraço.) Você não pode estar com a Evil Queen.
_Mas eu só sou a Emma e você é só a Regina! (A loira disse quase em desespero.) Não deixem que te digam o que você é! Você nem é mais a rainha! Você é a prefeita!
_Negar o que eu fui não vai mudar o que eu sou Emma. (A morena disse virando para continuar a andar.)
_Você não é a Evil Queen, isso é o que você foi! (A xerife disse a segurando pelo braço.) Regina você mudou! As pessoas mudam e você merece sim uma segunda chance!

A prefeita virou para ela a encarando. Ela estava vacilante e Emma percebeu

_E se os nossos sentimentos mudarem? E se você...

Emma não a esperou completar a frase. Simplesmente a envolveu em um beijo. Quando se separaram Regina balançou a cabeça negativamente.

_Emma... (Ela começou, mas foi interrompida pela outra.)
_Se você me ama, fica comigo. (A xerife disse determinada.)
_Como? (Ela perguntou cruzando os braços)
_Se você me ama... (Emma disse frisando cada palavra.) Vem comigo, pra minha ou pra sua casa, pro restaurante no lago, pra outro mundo, ou pra qualquer lugar que você queira. (Deu um suspiro e encarou a outra com um pouco de timidez por tudo o que tinha dito.) Só vem comigo ok?

Regina ponderou, mas se rendeu em um suspiro:

_Acho que devemos ir buscar nosso filho.

Emma revirou os olhos ao reparar que mesmo com ela induzindo a prefeita não se rendia a dizer “Eu te amo”. Mas aquele não era o momento de reclamar do fato. Simplesmente foi até a morena e colou seus lábios novamente nos dela. Regina a encarou com a bochecha levemente corada e perguntou:

_Ele ficou lá sozinho?
_Não. (A loira respondeu pegando na mão da morena.) Deixei ele com a Ruby.

Regina então a encarou de rabo de olho e resmungou:

_Antes tivesse deixado ele sozinho.

A xerife segurou o riso e elas continuaram andando até a Granny’s

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Flashback

Só havia dois problemas no plano de Regina:
O primeiro era que Lacey não aguentava mais ficar presa. A prefeita tinha feito suas memórias para ser a arma perfeita contra Rumple, mas talvez tenha exagerado um pouco na dose de rebeldia. Lacey não suportava ficar presa naquela casa.
O segundo era que apesar de no início ter criado Lacey só por interesse próprio, a rainha acabou simpatizando com ela. Era uma das poucas companhias minimamente sinceras que tinha. Apesar de ter programado toda a memória e personalidade da garota, Regina a deixou um pouco mais livre um pouco menos insubordinada. Era praticamente o que segurava seu tédio.
Depois de seis anos sendo treinada por Regina ela decidiu sair um pouco. Escapou pela manhã, assim que a prefeita foi para o trabalho. Ela chegava a ser mais branca do que o normal pela quantidade de tempo que não saia na rua. Lacey andava distraidamente por Storybrooke, em sua cabeça parecia tudo confuso. Ao mesmo tempo sentia que havia muito tempo que não andava por ali. Mas na verdade ela nunca tinha realmente pisado fora da casa da prefeita exceto por antes da maldição. Ela se sentia estranha. Parecia que ela sempre tinha estado dentro da casa de Regina, mas ela sabia exatamente como era a cidade.
Logo se deparou com um cara conhecido. O cara do jornal.

_Lacey... (Ele disse surpreso) Sua tia te deixou sair de casa?
_Tia? Sério que ela te falou que é minha tia? (Ela perguntou indignada.)

Lacey conhecia Sidney das indas e vindas do rapaz ate a casa da prefeita, o idiota era louca por ela.

_Você é filha do irmão mais novo dela, não? O que morreu?
_Claro! (Ela disse a contragosto.)
_Você esta melhor ou fugiu mesmo? Ela me disse que você tem uma doença rara... (Sidney perguntou tentando ser simpático.)
_Aaa ela falou isso? (A mulher perguntou se enfurecendo.)
_Sim. (Ele disse sem entender o porquê a mulher parecia desagradada com aquilo.)
_Com licença... (Ela disse saindo dali imediatamente.)

Estava revoltada., não podia acreditar que Regina dizia que ela era sua “sobrinha doente”. Não conseguia aceitar ser chamada daquela forma. Seus olhos estavam já marejados quando chegou até um bar que ainda estava abrindo. Não pensou muito no fato de estar entrando num bar tão cedo, simplesmente entrou. Um funcionário que limpava o estabelecimento então perguntou:

_Hey guria, o que é que está procurando aqui tão cedo? (Ele perguntou)
_Desculpe, eu... (Ela não sabia bem o que falar até ver um cartaz que oferecia uma vaga no local.) Eu fiquei sabendo que estavam precisando de gente, então vim me candidatar.

Ele a olhou de cima embaixo, aquela roupa provocante era o suficiente para convencer a qualquer velho babão a fazer qualquer coisa.

_Estamos precisando de uma garçonete. Esta contratada. (Ele disse mostrando os dentes amarelados em um sorriso.)

Fim do Flashback

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Depois que voltaram para pegar Henry, aproveitaram para tomar café na Granny’s. Era sábado então Henry não iria para escola então Regina resolveu convidar sua namorada para voltar com ela pra casa. Quando Henry estava conversando com Archie as duas se sentiram mais a vontade para falarem o que estavam pensando:

_Obrigada por isso... (A morena disse fixando firmemente o olhar naqueles olhos verdes.)
_Pelo que? (Emma perguntou.)
_Por ter enfrentado a todos. (A rainha disse abaixando a cabeça quando sentiu o rosto corar.)
_Não precisa agradecer. Era o mínimo que eu podia fazer... (A xerife disse mordendo o lábio.) E me desculpe por toda aquela coisa da Ruby, eu nem sabia que ela tinha falado aquilo... Fiquei tão surpresa quanto você.
_Tudo bem, fiquei menos surpresa com aquilo do que sua mãe ao saber da gente.

Emma não pode deixar de rir apesar da tensão da situação. Regina a encarou ternamente e falou:

_Seria bom se almoçasse com a gente... Você poderia brincar com Henry enquanto eu preparo o almoço.
_Seria ótimo... (A loira respondeu.) Mas posso chegar só para o almoço? Eu realmente acho que deveria ir falar com Mary Margaret o quanto antes.

A prefeita fez uma expressão de descontentamento, mas Emma logo fez questão de falar:

_Henry tem que fazer a lição também... E além do mais depois que eu resolver isso eu vou ficar liver o fim de semana inteiro.
_Esta se auto convidando Miss Swan? (A morena perguntou não contendo um sorriso bobo.)
_Acho que sim. (A xerife admitiu.)
_Quanto atrevimento Miss Swan!
_Quer parar com esse “Miss Swan” e me chamar de Emma? (Ela fingiu irritação.)
_Quem sabe um dia, Miss Swan... (A morena repetiu só para provocar.)

Depois disso as duas interromperam a “briguinha” e foram cada uma para seu caminho.: Regina e Henry foram para a mansão e Emma para a casa de Snow White.
A prefeita mandou o filho ir fazer a lição de casa enquanto ela ia preparar o almoço. Queria fazer costela assada, e para isso precisava começar os preparativos bem cedo. Quando abriu a geladeira para começar os preparativos ouviu a campainha tocar. Estranhando a visita inesperada foi até a porta e ao abrir viu quem era: Snow White.

_Regina... Precisamos conversar.

A prefeita engoliu em seco , mas abriu a porta fazendo um gesto para que ela a acompanhasse. As duas foram até o escritório e se sentaram uma de frente para a outra.

_Emma está aqui? (Snow perguntou.)
_Não, só Henry. (A rainha tentava não demonstrar seu nervosismo com aquela situação.) Ela disse que ia para sua casa, você deve ter saído quando ela estava para chegar.
_Depois converso com Emma. (Ela disse com um tom gélido.) Meu assunto agora é com você.
_E qual seria? (Regina perguntou com um pouco mais de irritação.)

Snow a encarou como se a estudasse. Regina tentava encará-la com a mesma força, mas não conseguia. Tudo o que ela não queria era estar sob julgamento, mas naquele momento ela sabia que estaria em um tribunal sem júri ou advogados, estaria só de frente para o juiz..

_O que você quer com a Emma? (Ela perguntou de forma direta.)
_Eu imaginei que tivesse ficado claro. (A prefeita disse mantendo o tom firme na voz.)
_Mas não ficou! (Snow disse ainda calma.) Quando isso tudo começou?

Regina pensou em como aquilo tinha começado. Achou que não era sensato contar à Snow que estava ensinando magia à filha dela.

_É complicado. (A prefeita disse de forma suave e ligeiramente envergonhada.)
_Há quanto tempo? (Ela perguntou de forma mais firme)
_Menos de uma semana.(A prefeita disse a contragosto.)
_Menos de uma semana?! (Snow se exaltou.) E você quer que eu acredite que agora vocês estão apaixonadas? Que você a ama? Olha que eu estava quase acreditando...
_Eu falei errado. Isso não começou agora.

A rainha interrompeu a outra só então se deixando perceber tudo o que tinha acontecido entre ela e a xerife. Desde o primeiro dia, sua curiosidade por ela existia. Algo que a perturbava, tirava o sono, era quase uma obsessão. Só agora percebia o que sempre havia sentido por Emma Swan.

_Eu a amo muito antes disso. (Regina disse com um ar convicto.) sinto como se eu sempre a tivesse amado, desde o primeiro dia em que a vi. E sei que isso pode parecer loucura dado a tudo que eu fiz, mas o que estou dizendo é a verdade. E se você não acredita, pouco me importa desde que ela acredite.

Snow ficou simplesmente boquiaberta com aquilo. Regina realmente parecia estar sendo sincera, mas ela não podia acreditar, não queria acreditar.

_Por que logo a Emma? (Snow perguntou sem entender.)
_Não sei, não a escolhi em uma vitrine para saber o porquê. (A prefeita disse de forma arrogante perdendo a paciência e abrindo a porta do escritório.) No dia que descobrir o que te motivou a escolher o David me conte. Até onde eu sei não da pra simplesmente escolher por quem você vai se apaixonar, simplesmente acontece.

Snow olhava para a prefeita de forma quase admirada. Ela conhecia aquele olhar. Ela estava realmente apaixonada. Ela se levantou e então ficou cara a cara com Regina e disse-lhe:

_Se quiser continuar me odiando, me odeie, mas não a magoe! Eu sou capaz de perdoar qualquer coisa que você já tenha me feito. Pela Emma eu seria capaz. Mas se você a magoar eu não sei o que eu seria capaz. (Snow falou de forma ameaçadora.)
_Eu nunca a magoaria! Nunca!
_Desculpe, mas nunca se sabe o que esperar de você.

Regina recebeu seu olhar duro e devolveu na mesma moeda. Snow foi embora deixando a prefeita um tanto perturbada com seus pensamentos. Perdeu o ânimo de cozinhar e acabou ligando para o delivery e pedindo comida chinesa.

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Flashback

Regina estava em seu escritório quando ouviu alguém bater à porta

_Entre. (Ela disse sem levantar o rosto.)

Quem entrou pelo local foi Sidney que logo comentou:

_Boa tarde senhorita prefeita. Vi sua sobrinha mais cedo, ela me parece bem melhor, mas não seria arriscado ela sair sozinha por ai?
_Como? (Regina perguntou sem conectar imediatamente os fatos.)
_Sua sobrinha, Lacey. Ela me disse que esta melhor de saúde, mas ela continua tão pálida...
_Sidney! (Ela o interrompeu.) Onde ela está?
_E-eu não sei... Eu a vi mas não sei...
_Seu incompetente! Ela não é simplesmente doente, ela é um perigo! (Regina disse pegando o casaco e indo em busca da jovem.)

Sidney a acompanhou.

_Como assim ela é uma ameaça? (Ele perguntou.)
_Você não entenderia!

Regina disse apressando o passo com medo de que Belle encontrasse Gold. Lacey era uma arma de escape, mas poderia ser usada contra si caso ela descobrisse quem realmente era. Tinha que manter ela e Gold o mais separados que fosse possível.

_Para te ajudar preciso entender. (Sidney disse colocando a mão no ombro da rainha.)
_Ela é esquizofrênica. (A prefeita mentiu.) Tem mania de perseguição e agora esta contra mim. Precisa me ajudar a encontrá-la pegarei o remédio dela em casa. Ela não deve ter engolido a dose de ontem.
_Meu deus... Claro que te ajudo, a procurarei e assim que descobrir te informo senhorita Mills.
_Obrigada. (Ela disse acariciando de forma delicada o rosto do rapaz e depois saiu apressada até a mansão.)

Sidney era a melhor marionete que ela tinha. Sempre acreditava em tudo o que ela dizia e sempre estava disposto a ajudar, cego de paixão. Ele iria achar Lacey o mais rápido que pudesse.
A prefeita entrou em sua casa e foi direto para o salão de treinos. Alia mágica estava conservada de forma que ela conseguiria preparar uma poção para anular as memórias de Lacey. Ela sabia muito sobre magia, poderia causar problemas caso começasse a falar disso e se ela fosse atrás de Gold era muito provável que ele despertasse e tentasse a despertar da maldição também. Regina não podia correr esse risco.

Antes mesmo de ela concluir a poção Sidney a ligou indicando localização de sua “sobrinha”. Ela tratou de terminar logo o preparo e foi até o local que o jornalista disse que a encontraria. Chegou no bar e assim que entrou avistou a menina. Ela bebia uma cerveja enquanto espanava a jukebox

_Lacey... (Ela disse de forma doce.)
_Regina. (Ela respondeu de forma seca.)
_Podemos conversar? (A prefeita perguntou de forma sutil.)
_Acho que não.(A morena disse se concentrando no que estava fazendo.) Estou trabalhando não esta vendo?
_Olha... Desculpe, eu realmente devia ter sido mais compreensiva, mas eu não quero você trabalhando aqui. Posso te arrumar algum cargo na prefeitura, o que seria muito melhor para você.
_Você sempre acha que sabe o que será melhor pra mim. Só que a verdade é que você nem se importa com o que eu sinto para saber. Então quer saber? (ela perguntou aproximando seu seu corpo da prefeita.) Que se foda! Eu posso me virar não preciso lamber o chão que você pisa na prefeitura ok?

Ela disse se afastando, mas a outra segurou seu pulso.:

_O que quer dizer quando diz que eu nem me importo com o que você sente?

A prefeita a mandou um olhar penetrante e Lacey vacilou por alguns segundos. Só então a prefeita entendeu o óbvio, ela via Regina de uma forma diferente. Os olhos azuis arregalados com a proximidade dos lábios da prefeita se arregalaram ainda mais quando ela sentiu uma dor lasciva se apossar de seu braço. Regina tinha acabado de injetar a poção com uma seringa em Lacey. Ela aos poucos foi perdendo os sentidos até desmaiar nos braços da prefeita. A rainha olhou para a porta do bar de onde Sidney observava tudo.

_Chame uma ambulância, por favor. A pobrezinha está tão confusa que nem me reconhece como sua tia. (Disse aquilo para tranquilizá-lo) O sedativo em breve perderá o efeito então, por favor, faça isso logo sim?

Em poucos minutos Lacey estaria indo para um hospital psiquiátrico da cidade. Regina sentiria falta dela, apesar de toda a confusão ela realmente tinha certa afeição pela garota. De certa forma gostaria que ela fosse sua sobrinha. Com uma breve despedida, lá se foi a pessoa que Regina mais apreciava na cidade. Um dia Regina a despertaria novamente, mas só quando fosse necessário.

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Ele andava pela sala com a mão na cabeça. Aquilo era informação de mais.

_Nós temos que impedir isso! (David disse a Mary Margaret.)
_David... Eu não sei. Por mais que eu deteste admitir... (Ela pausou e fechou os olhos tentando arrumar as ideias.) E se Regina realmente ... (Ela mordeu o lábio sem conseguir terminar a frase.)
_Não, Não! (Ele interrompeu.) Não venha me dizer que acha que aquela bruxa realmente gosta da nossa filha!
_David... (Ela disse se aproximando dele.) Talvez devêssemos avaliar primeiro a situação. Eu já vi Regina apaixonada, acho que posso saber se ela realmente está ou não
_Não Snow! Nós já a demos muitas chances e sempre vimos no que deu! Temos que intervir! (Ele disse se jogando no sofá.)
_Já chega David! (Ela disse saindo da casa.)
_Snow! Aonde você vai? (Ele perguntou em vão.)

Ela saiu pela porta sem responder a pergunta. Ele ficou lá um tanto amargurado pelo que havia ocorrido. Será que tinha realmente passado do limite? Ficou algum tempo sentado refletindo. Pensou em ir atrás dela, mas quando teve esse pensamento a porta se abriu novamente.


_Emma! (Ele disse ao vê-la entrar na casa.)
_David... Onde está a Mary Margaret?
_Ela acabou de sair... (Ele disse nitidamente chateado.) Emma, que história é essa de você e a Regina...?
_Eu... (Ela tentou começas a explicar, mas foi interrompida.)
_Você enlouqueceu?
_Pare... Por favor. Não quero discutir isso agora! (Ela disse já com a intenção de ir embora.)

David então a segurou pelo braço e falou:

_Emma, por favor, que quero tentar entender... Mas é difícil.
_Por favor, não tente nos separar.

Os olhos da loira suplicavam como os de uma criança que pede algo que quer muito para os pais. David sentiu o coração amolecer um pouco ao ver aquilo e a deu um abraço.

_Eu só tenho medo dela te machucar Emma. Por favor, tente entender também o meu lado.

A xerife deu um suspiro e então se sentou para conversar com aquele que era seu pai.

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Sidney era o súdito mais fiel da rainha pois sua lealdade se baseava nos sentimentos que ele nutria por ela. Mas quando estava de tarde na Granny’s e ouviu os comentários que se alastravam pela cidade seu coração bambeou. Regina Mills estava perdidamente apaixonada por Emma Swan. Ele não podia acreditar que aquilo estava acontecendo. Enquanto tomava seu café com um ar pensativo entrou uma outra pessoa na loja:

_Hey. (O rapaz disse sentando-se a mesa.) Queria saber do que se trata o tal emprego que me ofereceu.
_Preciso que vigie algumas pessoas para mim. (Sidney disse com um sorriso.)
_Pensei que tivesse algo a ver com o jornal. (Ele falou desconfiado.)
_Digamos que preciso de um paparazzi. (O mais velho disse em tom de brincadeira.)
_Bem... Se é só isso eu topo. Mas quanto eu vou ganhar?
_Se trabalhar direito o suficiente para conquistar sua garota. (Sidney disse com um certo desconforto.)
_Ainda não entendo porque esta fazendo isso depois... (Alan começou mas perdeu a voz.)
_Depois de você ter me beijado para roubar minha carteira?(Sidney falou com sarcasmo.) Bom, digamos que eu também tenho uma garota a conquistar. Eu realmente gostei do beijo, afinal eu fiquei anos e mais anos preso em nunca tocar em alguém, mas meu coração será sempre dela.

Alan olhou boquiaberto para a situação e então só então conseguiu perguntar:

_Quem seria ela?
_A rainha. (Ele respondeu com um brilho nos olhos.)

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David não gostou muito da notícia, mas Emma conseguiu o convencer a não intervir no relacionamento das duas. Logo depois disso foi para a casa da prefeita para almoçar. Chegou a casa da prefeita em instantes, foi com sua moto. Tocou a campainha e logo Regina abriu a porta. Seu sorriso sumiu assim que reparou o semblante que a prefeita apresentava. Ela parecia ter chorado.

_O que houve? (Emma perguntou preocupada.)
_Nada. (A morena disse entrando de volta pra casa.)
_Como assim nada? Qual o motivo para estar com essa cara então?
_Vovó e ela discutiram... (Henry disse descendo as escadas.)
_Henry! (Regina falou em tom de advertência.) Andou escutando minha conversa?

Ele deu um sorriso amarelo de quem tinha aprontado.

_Hey Kid, curiosidade tem limite. (Emma reforçou a advertência, mas segurando a vontade de rir da cara de sapeca do menino.)
_Desculpem... (Ele disse coçando a cabeça.) Eu não pude evitar! A minha avó fala alto quando esta zangada.
_Como você consegue chamar ela de avó em tão pouco tempo? (Emma perguntou pensando em como ouvir Henry chamando a Mary Margaret de avó era estranho.)
_Sei lá... É espontâneo! (Ele respondeu dando ombros.)
_Enfim, pelo menos isso explica porque ela não estava em casa. Pensemos positivo, pelo menos o David eu já convenci a não nos perturbar.

Regina revirou os olhos com cara de poucos amigos. A loira então segurou a mão dela e disse:

_Espero que ela não tenha te dito nada de horrível.
_Ela não disse nada além da verdade. (A prefeita disse tentando ser firme.)

Emma daria um mundo para poder perguntar a Henry naquele momento o que Snow tinha falado para Regina, mas ela teria que esperar para perguntar isso. Então abraçou a prefeita por trás lhe deu um beijo na bochecha e disse:

_Vamos esquecer isso por enquanto e almoçar sim?
_Ok. (A morena disse dando um breve sorriso e se sentando à mesa.)

Emma sentou-se do lado oposto a Henry e próxima à ponta, onde estava Regina.

_Adoro comida chinesa! (Emma disse tentando fazer a outra esquecer do assunto desagradável anterior.)
_Eu preferiria ter feito costela, mas sua mãe tomou meu tempo e minha paciência.
_Bem é isso o que as sogras fazem... (A loira tentou descontrair.)

Regina a lançou um olhar fulminante que a fez pensar que talvez tivesse sido melhor segurar a piada, mas logo depois a morena se rendeu a uma risada e depois disse:

_Eu definitivamente, detesto seu senso, ou melhor, sua falta de senso, de humor.

A xerife sorriu e deu uma breve piscada para a outra que balançou a cabeça negativamente ainda sorrindo. Henry olhava a cena com um sorriso que ia de orelha a orelha. Aquilo era tudo o que ele poderia desejar.