Gimme Your Heart

14 I will give you everything to


Notas iniciais
Hey povo lindo.
demorei um pouquinho, mas era pq ainda estava muito enrolada com a faculdade.
Agora estou praticamente de férias, então terei mais tempo pra escrever ^^

Musica sugerida para o capitulo:
Stone Sour - Say You'll Haunt Me (Acoustic)
http://www.youtube.com/watch?v=hVwdl2Mf01c

Depois do almoço, Emma resolveu que faria a prefeita se esquecer um pouco dos problemas que Mary Margaret tinha feito questão de lhes trazer mais cedo. Ela e Henry pegaram jogos de tabuleiro e convenceram a Madame Mayor que jogar em família seria muito divertido. A loira escolheu o “WAR”e logo se arrependeu:

_Ganhei! (A morena disse colocando uma peça vermelha no Japão)
_Enfim! (Henry disse já entediado.)
_Que raios de objetivo era esse? (Emma perguntou puxando a carta da mão da outra.)


Regina soltou uma gargalhada e então Emma a encarou com os olhos semicerrados e então perguntou:



_Sério que pra conquistar a África e a Ásia você tinha que tomar TODA a Oceania, Europa e América do Norte?
_Aaaa querida, eu ainda fui boazinha de ter deixado vocês dois na América do Sul...
_Está claro que ela roubou! (Henry disse fingindo cara de decepção) Você usou magia não foi?



Ela mordeu o lábio sem graça, mostrando que tinha sido pega. Emma emburrou no mesmo momento e jogou as cartinhas que estava guardando pro alto.



_Isso NÃO vale! (Ela falou fazendo um bico de indignação.)
_Aaa Emma... Por favor, é só um jogo. (A prefeita disse de um jeito cínico, mas fofo.)



A loira então olhou com o canto do olho para Henry que entendeu o recado: Os dois cercaram a prefeita e começaram um ataque de cócegas.



_Emma... Para... Heeeenry... C-castigo... Miss Swaaaan!!!



A morena já chorava de rir deitada no chão, foi quando os dois lhe deram um beijo, cada um em uma bochecha, e pararam a “tortura”.



Eles jantaram, depois viram um filme de desenho até Henry pegar no sono. Assim que o pequeno adormeceu, Emma o carregou no colo ate seu quarto e depois foi para o quarto. Entranhou quando viu Regina já deitada, obviamente fingindo que estava dormindo então sentou-se ao seu lado na cama e perguntou:



_Está tudo bem?


Regina a encarou com os olhos um pouco marejados e disse:.

_Só me abrace, por favor?


Emma obedeceu e abraçou a morena por trás e acariciou delicadamente os cabelos da prefeita. Ela dava pequenos beijos na nuca da morena. As duas ficaram ali naquela posição ate adormecerem.
No dia seguinte Regina abriu os olhos e sentiu um vazio ao seu lado. A xerife já não estava na cama. Acordou um tanto preocupada, mas ao avistar as botas da loira no canto do quarto e as roupas da mesma jogadas nobre uma cadeira, sorriu sabendo que ela ainda estava na casa. Levantou-se e desceu as escadas, delicadamente, para encontrar uma mulher descalça e vestindo um de seus hobbys, toda enrolada tentando fazer panquecas na cozinha. A bandeja sobre a mesa com uma rosa vermelha já denunciava a intenção da xerife. Ela tentava a todo o custo fazer a massa virar na frigideira, mas fracassava.



_Que bagunça é essa na minha cozinha Miss Swan? (Ela perguntou fingindo aborrecimento.)


Ao ouvir aquela voz, Emma quase deixou a massa cair no chão de nervoso.

_D-desculpe Regina! Eu juro que limparei tudo! E-eu só queria fazer...


Ela perdeu momentaneamente a voz quando a outra pegou a frigideira de sua mão e virou a massa sem dificuldade.



_Uma surpresa.(A loira completou fazendo um bico de decepção.)



Regina sorriu e lhe deu um selinho.



_Você se esforçando na cozinha é realmente surpreendente. (A morena disse tomando o comando do fogão.) Mas acho que terei de te ensinar alguns truques antes de deixar você levar o café na cama para mim.
_Droga... (Ela disse um tanto constrangida.)
_Vá acordar o Henry, eu cuido disso aqui.



Emma fez outro bico, mas acabou se rendendo e obedecendo à rainha. Em pouco tempo os três estavam tomando um café da manhã delicioso. Regina olhava com alegria e melancolia para os dois que se empanturravam de panquecas. Por mais que seu maior desejo, que era ter uma família, estivesse semi-realizado em sua frente, ela sentia-se indigna daquilo. Emma capturou o tom tristonho da morena no olhar, mas não soube o que falar.
Quando terminaram o café Henry subiu para o quarto para jogar videogame, Emma pensou ser a hora certa de tentar conversar com a sua namorada. Mas no momento em que ia tentar puxar o assunto seu celular tocou. No visor o nome “Mary Margaret” aparecia.



_Oi Mary... Tudo bem com você? Ta ok, eu acho que da para eu ir para ai. (Ela falou olhando para Regina como quem pedia permissão, a morena deu ombros.) Ta bem, podemos almoçamos juntas. Até mais.



Mal desligou o telefone e pegou a mão da prefeita para dizer:



_Regina eu sei que prometi ficar livre o fim de semana inteiro, mas não consegui conversar com ela ainda e ela disse que tem algo importante...
_Emma, eu entendo. (Regina interrompeu dando um sorriso fofo.)



A loira retribuiu o sorrir. Subiu para trocar de roupa e antes de sair disse:



_Depois do almoço eu volto para cá.



A prefeita recebeu um beijo de tirar o fôlego e depois viu a loira saindo pela porta. Seu sorriso murchou no exato instante em que a xerife pôs os pés para fora da casa. Tinha medo do que Mary Margaret poderia falar para Emma. Tinha medo de perdê-la para o passado.



.......................................



Emma entrou na casa de Mary Margaret e recebeu de imediato um olhar repreendedor de sua mãe.



_Você dormiu com ela? (Ela perguntou indiscretamente para a filha.)
_Mary! (Emma tentou censurá-la) Isso é pessoal!
_Emma! Você é minha filha! (Mary Margaret disse cruzando os braços.)
_Sua filha de vinte e nove anos que você conheceu com vinte e oito! (A loira a relembrou.) Não te devo satisfações da minha vida sexual!
_Só te conheci com vinte e oito anos por culpa de quem? (Snow falou sentida.) Emma! Eu posso só ter te conhecido depois de todos esses anos, mas o fato de você estar namorando a culpada disso me faz me preocupar e muito com você!
_Por favor... (A xerife disse fechando os olhos.) Vamos tentar esquecer o que aconteceu há 30 anos atrás? Ela mudou!



Snow suspirou e então se deu por vencida:



_Eu realmente espero que você esteja certa, mas não consigo acreditar nisso. Enfim... Não é sobre Regina exatamente que quero falar com você.
_Não? (Ela perguntou surpresa.) Então sobre o que seria?


Snow mordeu o lábio e então disse:

_Eu te contarei, mas por favor, prometa que não deixará ela saber disso.


Emma fez uma careta desgostosa mas acabou concordando com a cabeça. Snow então começou a lhe contar tudo o que precisava dizer.



.........................



Regina tinha feito a costela para o almoço. Depois de comerem ambos estavam na sala quando Henry perguntou:



_Mãe, você ainda odeia a Snow White?



Ao ouvir aquele nome Regina sentiu os ombros contorcerem de agonia. Ela pensou de imediato em dizer que sim, mas se conteve e respondeu:



_Eu gosto da Emma, não da mãe dela. Eu e Miss Swan estarmos nos dando bem, não quer dizer que eu e Snow também vamos ficar amigas.



Ele contorceu o rosto num bico de desapontamento. Regina se conteve para não rir: A expressão que ele fez era a idêntica à que a xerife havia feito mais cedo por não conseguir virar a panqueca. Antes que um dos dois pudesse falar mais alguma coisa, a prefeita ouviu a campainha tocar. Ao abrir deu de cara com uma Emma um tanto preocupada.



_O que houve? (Regina perguntou sentindo o peito afundar.)
_N-nada. (Ela respondeu entrando na casa tentando disfarçar com um sorriso.)



A prefeita franziu a testa, mas decidiu não discutir ao ver o filho vir correndo receber a sua outra mãe. Os três ficaram assistindo desenho até que Regina, já impaciente com a cara que Emma estava fazendo, mandou Henry subir para tomar banho e aproveitou para começar o interrogatório:



_O que aconteceu? (Ela perguntou com um olhar duro.)
_Não aconteceu nada. (A loira disse dando ombros.)
_Swan, não me faça de idiota! (Ela falou cruzando os braços.)


Emma suspirou pesarosamente. Não podia contar, mas queria. Ela fez uma expressão triste e então disse:

_Foi difícil a conversa com a Mary Margaret, acho que eu preciso ficar um pouco sozinha. Me desculpe. (ela disse fazendo um carinho no rosto da morena.)


Regina afastou a mão dela com raiva. Emma abaixou a cabeça sabendo que não deveria estar fazendo aquilo.



_Por favor, não se zangue. (A xerife pediu vacilante.)(
_Por favor, poupe-me.



A prefeita disse dando o assunto como encerrado. A loira encolheu os ombros e resolveu que era melhor ir embora.



_Amanhã podemos conversar?


Regina só comprimiu os lábios e não respondeu. A loira suspirou mais uma vez e completou antes de sair:

_Amanhã eu venho te ver.


E foi em direção à saída. Chegou a fechar a porta, mas resolveu abrir de novo e dizer antes de ir:



_Eu te amo. Por favor, não pense o contrário.



Regina a encarou com a expressão fria, ela fez um bico em resposta, mas foi embora ainda assim.



..............................................



Depois que Emma saiu de sua casa Regina ficou desnorteada. Henry perguntando se elas haviam brigado, ela sem saber o que dizer ou o que pensar. As coisas que a Snow tinha lhe dito no dia anterior a faziam ficar preocupada. Provavelmente Emma não aguentou ouvir Snow falando sobre as coisas que ela havia feito quando rainha, provavelmente agora ela a deixaria por conta das atrocidades que havia feito no passado. Mal colocou o Henry para dormir e saiu para dar uma respirada.
Foi caminhando pela praia aproveitando a brisa marinha e a luz do luar. Sua cabeça fervilhava, os pensamentos sempre na loira. Rodava o anel em seu dedo com nervosismo, enquanto lembrava do dia em que a loira havia o colocado ali. Achava aquilo tudo muito precipitado. Surpreendeu-se ao ouvir seu nome bem baixo quando estava chegando ao cais:



_Você acha que ela vai contar para Regina? (Uma voz masculina muito bem conhecida perguntou.
_Acho que não. (A mulher respondeu mais baixo.)



Por precaução Regina mudou de aparência para se aproximar mais. Eram David e Snow conversando sentados em um banco.


_É bom que ela não saiba. Não queremos levá-la conosco. (Charming disse.)
_Mas... (Snow ia questionar, mas David continuou a falar animado.)
_Neal e eu estivemos na plantação hoje. Achamos que semana que vem os feijões estarão todos prontos para serem colhidos.
_Poderemos reconstruir tudo, Henry vai gostar de viver lá, mas me preocupo com Emma.
_Ela falou algo contra? (Ele perguntou preocupado.)
_Não... (Snow respondeu)

Regina sentiu as lagrima tomarem conta de seus olhos. Ao ouvir aquilo, sentiu que precisava sair dali e rápido. Então se colocou atrás de um container e evaporou no meio de uma fumaça roxa. Sequer ouviu o final da conversa:

_Mas eu não contei a parte em que pretendemos deixar a Regina para trás e Emma não vai concordar em largar Regina aqui. (Snow disse depois de algum tempo de silêncio entre os dois..)
_Ela não precisa saber. Mandamos ela ir na frente com Henry, e depois vamos atrás. (David disse como se fosse óbvio.)
_Não. Nós não podemos. (Snow disse convicta.) Tanto Emma quanto Henry nos odiariam se fizéssemos algo desse tipo.


David suspirou contrariado, mas se calou.



_Temos que pensar em outra forma. (Snow completou de forma seca.).



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Emma acordou no dia seguinte com uma intensa dor de cabeça, provavelmente causada pela quantidade de informações que azucrinavam sua cabeça naquele momento. Regina, Mary e David estavam esperando algo dela. Mary e David queriam que ela guardasse o segredo sobre os feijões, Regina notou que ela escondia algo e queria saber a verdade. Ela não fazia ideia como Henry reagiria àquilo tudo. Além de tudo isso, a ideia de ir para a Fairy Tale Land não lhe agradava em nada.
Ela precisaria escolher um lado, só não tinha decidido qual ainda. Sentou na Granny’s para espairecer e, enquanto tomava seu chocolate, uma segunda pessoa sentou-se com ela.



_Bom dia Emma. (Neal disse sorrindo.)



Ela só conseguiu dar um sorriso amarelo em resposta.

_Seu dia está indo mal já pela manha? (Ele perguntou fazendo uma careta engraçada que fez Emma quase rir.)
_O que vai querer? (Ruby perguntou à ele de um jeito mais feroz que o comum.)
_Um expresso por favor. (Ele respondeu ficando um pouco sem jeito com o olhar duro que ela lhe lançava.)


Quando a garçonete se afastou os dois deram ombros sem entender. Emma estava achando Ruby estranha desde o dia que tinha assumido o namoro com Regina, mas a loira estava com problemas demais para pensar naquilo naquele momento. Então ela pediu uma opinião sincera do homem que conversava consigo:



_Você está animado para voltar para o seu mundo?
_Nem um pouco. (Ele respondeu ridicularizando a ideia) Estou ajudando o David, mas não tenho intenção nenhuma de ir para lá, até porque, seria difícil para Tamara. Nós conversamos sobre as possibilidades, mas ela não topou isso.



Emma sentiu-se mais estúpida ainda ao ouvir isso, até mesmo Neal tinha consultado a noiva antes de tomar uma decisão.



_Neal... Meus pais pediram para que eu não conte sobre os feijões para Regina, mas eu realmente preciso saber se ela tem ou não intenção de ir para a Fairy Tale Land. E eu não sei o que fazer!
_Vocês estão mesmo... (Ele começou a perguntar, mas teve medo de ser indelicado.)
_Juntas? (Ela completou e ele afirmou com o olhar.) Sim estamos.
_Então não deveria nem se perguntar sobre isso Emma. (Ele disse sério.) quando se está com alguém não se toma decisões sozinho. Aprendi isso da pior forma. (Completou com um suspiro.)



Emma entendeu o recado e então perguntou:



_Você se arrepende?



Um silencio constrangedor se fez entre os dois até que ele disse:



_Sim. (Ele disse sinceramente.) Se eu soubesse do Henry... (Ele lamentou brevemente.) Olha, eu fui um completo idiota, me perdoe por favor.



Emma deu um sorriso murcho e disse:



_Tudo bem. (Depois disso ela virou o resto do chocolate, catou uma nota e largou na mesa.) Eu vou ir falar com a Regina. Obrigada por me escutar.
_Sempre que precisar de um amigo, estou aqui. (Ele disse sorrindo.)



....................................



Regina acordou um pouco tarde no dia seguinte, provavelmente por ter passado metade da noite chorando. Não acreditava que Emma a deixaria pra trás. Será que tudo aquilo era uma forma de distraí-la enquanto se preparavam para apunhalá-la pelas costas? Não. Regina não conseguia acreditar naquilo. Olhou para o anel em seu dedo. Pensou em tirá-lo, mas não poderia fazê-lo sem antes ir conversar com Emma.
Henry já havia ido para a escola, deixou na porta do quarto de sua mãe um bilhete de bom dia. Regina sorriu com aquilo. Pegou então o carro e foi até o apartamento da xerife, mas ela não estava em casa. Então a prefeita decidiu passar na Grannys para tomar café antes de dar um pulo na delegacia.
Ao chegar fez o seu pedido. Ruby porém não parava de tagarelar, o que estava irritando a prefeita. Até que a garçonete falou em um assunto que lhe interessou:



_Sabia que sua namorada estava hoje mais cedo com o pai do Henry bem nessa mesma mesa em que você esta? (Ela perguntou mordendo levemente o lábio.)
_Como é? (A prefeita perguntou irritada.)
_Aaa... Não se preocupe Regina, eles só estavam... Como vou dizer? Lavando a roupa suja do passado.



Regina a encarou com raiva, mas não se deixou levar.



_Você repara muito na MINHA namorada não é Ruby? (Ela começou em tom ameaçador.) Pois saiba que eu não me preocupo nem com aquele doador de esperma e nem com qualquer outra pessoa. Eu sei que Emma quer é a mim, então não me importo com quem ela falou no café da manhã ou deixou de falar.



Ruby engoliu em seco, mas então tomou coragem e falou:



_Não se importa é? (Ela disse arqueando a sobrancelha.) Esta bem então.



A garçonete saiu rebolando com um ar cínico, Regina contou mentalmente até dez para não tacar alguma coisa na mulher. Depois deixou o dinheiro sobre a mesa e saiu dali irritada.
Foi direto para a delegacia tirar as duas historias a limpo, mas ao chegar lá Emma não estava. Pensou em ligar para a loira, mas estava tão revoltada que decidiu ir trabalhar. “Emma que se foda.” Ela pensou rodando novamente o anel em seu dedo. Chegou a tirá-lo, mas após um breve suspiro o colocou de volta no lugar. Emma iria ter que lhe explicar tudo aquilo. Sua cabeça fervilhava pensando em aonde a xerife. poderia Ela entrou no carro então e foi para a prefeitura tendo os piores pensamentos do mundo. Aquele idiota do Neal, só podia ser com ele que ela estava. Ia chamar a atenção dela como superiora. Como assim ela não estava no trabalho no horário que deveria estar?
Passou pela recepção feito um furacão nem mesmo deu bom dia apesar de sua secretária irritante ter aberto para falar, seu olhar censurador foi o suficiente para calá-la. Sorriu ao pensar no efeito que causava, era realmente poderosa. Abriu a porta de seu escritório e seu sorriso confiante se desfez em segundos. Era ela. Com a maldita jaqueta vermelha e apoiada em sua mesa.



_Miss Swan o que pensa que está fazendo aqui?
_Hey... (Ela disse se aproximando.) Falei que viria conversar com vocês hoje.



Regina levou as mão à cintura e se sentou na mesa fingindo ignorar a existência de Emma e então disse:



_Marque hora com a minha secretária. Aproveite e a avise que da próxima vez que ela deixar alguém entrar, sem a minha autorização prévia, nesse escritório , ela será transferida para a área de limpeza.



A morena começou a folhear alguns papeis em sua mesa fingindo interesse, mas os dois olhos verdes continuavam a encarando insistentemente. A prefeita então falou:



_Você é surda ou o que?
_Você é bipolar? Ou hoje eu to falando com sua gêmea malvada? (Emma brincou sentado-se na cadeira de frente para a outra.)
_Eu não quero conversar. (A prefeita disse em tom sério.)
_Mas eu quero. (A loira disse começando a se irritar.) Regina! Isso aqui é uma relação, se queremos que dê certo, nós temos que falar uma com a outra.
_Devia ter pensado nisso ontem Miss Swan! (Ela disse fechando a pasta em sua mão com um tom agressivo.)
_Regina ...(A xerife disse em tom de manha.) Eu preciso te contar...
_Que você andou saindo com o seu ex? Encontros românticos matutinos? (A morena interrompeu cuspindo as palavras.)
_Hey! (Emma falou com indignação.) Eu estava conversando com o Neal sim, mas era exatamente sobre como eu iria te contar...
_Me contar o que?


A prefeita interrompeu de novo dessa vez tirando o anel que Emma havia lhe dado e o jogando sobre a loira que ficou assustada com a cena:

_Vocês estão tendo um caso é isso? Vocês pensam que vão viver felizes e contentes e tirar o Henry de mim? Estão muito enganados Swan!
_Você acha mesmo que eu faria algo assim? (Emma vociferou.)
_Ir para o nosso reino, com seus pais, Neal , e Henry ? Com os feijões mágicos que vocês tem escondido? Não eu não imaginei que você fosse capaz disso, mas você foi.


A xerife ficou boquiaberta com o que tinha ouvido.



_Eu não acredito que você acha que eu esconderia isso de você! Mesmo com os meus pais tendo me pedido para não te falar disso com você! (Ela falou indignada e magoada.) Eu vim exatamente para te contar sobre os feijões e saber se você iria querer ir para a Fairy Tale Land porque eu não iria sem você!



Regina sentiu a garganta secar ao ouvir aquilo, mas então falou:



_Seus pais ontem disseram que não pretendiam me levar e falaram que você não fez nenhuma objeção!
_Eles te disseram isso? (Emma perguntou incrédula.)
_Não, mas eu os ouvi falando que não estava em seus planos me levar juntos.!
_Eles não me falaram da parte de te deixar para trás. (A loira disse com a face contorcida de decepção.)
_Claro que não, você não sabia de nada assim como não saiu hoje com o Neal! (Regina disse com cinismo.)
_Você não confia em mim? (Emma perguntou ainda mais chocada.)
_E deveria? (A rainha perguntou entre dentes.)



Emma olhou para o chão onde jazia o anel que ea havia dado a prefeita. Pegou Le com um semblante triste.



_Era o que eu esperava de pessoa que eu escolhi para usar isso. (Ela disse com a mágoa na voz.)



Regina sentiu o coração travar com aquela cena. A loira virou de costas mas antes de sair da sala completou:



_Neal nunca quis ir para a Fairy Tale Land, falei com ele mais cedo, mas era sobre você e em como eu me sentia idiota por não ter te contado sobre os feijões no instante em que eu soube.
_Emma... (Regina tentou se desculpar ao ouvir a sinceridade na voz da mulher.)
_Não precisa se explicar. (A xerife interrompeu.) Já entendi que você acha que eu não tenho um pingo de respeito por você ou por nosso filho. Mas se você pnsa isso de mim, não merece usar isso. (Ela disse mostrando o anel e saindo da sala.)



Regina deixou Emma sair para se arrepender amargamente dois segundos depois. Ligou para ela o dia inteiro, mas depois de cinco chamadas não atendidas o celular da loira só dava fora de área ou desligado.
Quando desistiu de ligar para a loira já era noite. Olhou o relógio e foi para casa. Quando chegou viu Henry descer com a mochila pelas escadas.



_Aonde você vai querido? (Ela perguntou murchando ainda mais e sentando no sofá.)
_Vou dormir na casa do meu pai essa noite. Ele vai embora em breve com a tal da Tamara e então quero aproveitar antes que ele vá.
_Você não gosta da tal Tamara? (Regina perguntou ajeitando a gola da camisa do filho.)
_Não é que eu não goste, só acho estranho os dois juntos. (Ele disse com uma careta.)
_E eu e Emma? (Ela perguntou mordendo o lábio.)
_Vocês juntas ficam perfeitas. Eu sempre achei que devessem ficar juntas, mas admito que eu achava que não aconteceria por vocês serem duas mulheres. (Ele disse se atrapalhando com as palavras.)Não que eu ache isso ruim, mas sei lá algumas pessoas pensam que isso é mau então... Enfim, esquece isso, vocês duas são o meu casal favorito.



A prefeita não pode deixar de sorrir com o filho. Nesse exato momento a campainha tocou. Ele então lhe deu um beijo no rosto e saiu pela porta Regina foi atrás.



_Hey Neal! (Henry disse lhe dando um abraço)
_E ai garotão! (O homem retribuiu o abraço.)
_Boa noite senhor Cassidy. (Regina disse com um ar nada amigável.)
_Olá Madame Mills Swan. (Ele disse em tom brincalhão.) Eu trago seu filho de volta amanhã depois da escola, prometo.
_Acho bom mesmo. (Ela disse se virando para fechando a porta com irritação.)


“Mills Swan” aquele nome ficou flutuando em sua cabeça. “Regina Mills Swan”, “Emma Mills Swan”,” Henrry Mills Swan”, família Mills Swam, aquilo se encaixava tão bem... Se encaixaria perfeitamente bem se ela não houvesse estragado tudo.
Pegou um copo e a garrafa de uísque para tentar relaxar e acalmar os pensamentos. Preparou sua banheira, encheu o copo, pegou o celular e, por fim, entrou no banho. Ficou encarando o visor do celular por algum tempo enquanto bebia. Até que decidiu ligar novamente para a xerife. Dessa vez o telefone mal tocou e ela imediatamente ouviu a voz do outro lado da linha lhe falar:

_Regina... (A loira começou mas foi interrompida.)
_Emma, por favor, eu sinto muito! Eu não devia...
_Regina. (A voz lhe interrompeu doce e calmamente.) Cala essa boca e abre a porta.


A prefeita sorriu ao ouvir aquela frase e largou de imediato o copo de uísque na beirada da banheira, vestiu um hooby e calçou pantufas. Abriu a porta e deu de cara com Emma. A loira estava com o celular na mão assim como a morena. A outra mão se afundava no bolso da jaqueta azul. Elas se encararam por algum tempo sem falar nada até que Regina finalmente tentou dizer algo:



_Me desc...


Mas não teve nem tempo de completar a frase, pois os lábios da xerife lhe calaram a boca num beijo desesperado. Regina a puxou para dentro da casa e fechou a porta. Regina foi tirando a jaqueta de Emma então a loira a parou e falou:

_O Henry...
_Está com Neal. (Ela disse entre beijos.) Só volta depois da aula.
_Ótimo. (Emma disse ofegante empurrando Regina par o sofá da sala de estar.)

Antes de cair no sofá, a prefeita se livrou da blusa e do sutiã da loira. Emma deitou-se por cima dela e foi logo lhe abrindo o roupão e massageando seus seios. Regina soltou um gemido e então elas aprofundaram o beijo. Antes de continuarem, porém Regina olhou nos olhos de Emma e disse:


_Eu te amo Emma.



A loira sorriu acariciando o rosto de sua amada.



_Eu sei Regina. Eu também te amo, não duvide disso.
_Des... (A morena ia começar a pedir desculpas novamente, quando a xerife voltou a lhe calar com outro beijo recomeçando de onde tinham parado.)



........................................................



Emma acordou de manha com o barulho do telefone. Regina, que também havia acordado sentou-se ainda nua na cama e atendeu. A loira se deleitava com a visão daquele corpo moreno perfeito em sua frente. Em pensar que na noite anterior tinham feito sexo na metade dos cômodos daquela casa, ela chegava a se arrepiar. Foi desviada de sua contemplação, porém, quando Regina a encarou com uma expressão preocupada e disse:



_É o Charming.



Ela arregalou os olhos ao pensar o quanto aquilo era constrangedor, mas se conteve a simplesmente atender ao telefone.



_Alô?
_Emma... (Ele falou com uma voz não muito boa.) Aconteceu uma coisa.
_Que diabos está acontecendo? (Ela perguntou preocupada.)
_Filha, tome cuidado com a Regina... (Ele começou.)
_Quer parar de falar besteira e me dizer o que houve? (A xerife perguntou impaciente.)



Regina a encarou com preocupação e um silencio breve se fez na linha até que por fim ele disse:



_Neal está morto.