Gimme Your Heart

6 I don't wanna fight no more.


Notas iniciais
Capítulo meio gigantesco. Mas, enfim, não dava pra diminuir mais que isso =P
Espero que gostem, principalmente do final, que foi bem complicadinho de escrever. rsrsrs

Músicas sugeridas pro capitulo:

Mama Said - Metallica
http://www.youtube.com/watch?v=4FKYsUEuvIo
(Parte Regina e Henry)

Soldier of Love - Pearl Jam
http://www.youtube.com/watch?v=Hf-bw4q6Pew

(Parte que vem logo depois da parte do Henry)

A ambulância chegou em poucos minutos. Emma foi até o hospital com Hook, mas seus pensamentos estavam longe dali. Ainda estava confusa por conta de Regina, ela era tão doce em alguns momentos e tão amarga em outros. Pode ver em seu olhar a tritesa quando foi embora. Ela parecia um diamante inquebrável na maior parte do tempo e às vezes parecia que já estava estilhaçada, em cacos.

Pediu para David a encontrar no hospital. Chegando lá algemou o Capitão em sua maca e deixou ordens para que Gold não chegasse perto dele de jeito nenhum.

_Os médicos e os seguranças já estão avisados, mas preciso que você fique aqui para garantir que ele fique realmente bem. Quando ele tiver alta me ligue.
_Claro querida. (Charming disse lhe dando um beijo na testa.)


Saindo dali foi direto à loja do Senhor das Trevas. No caminho, por acaso, cruzou com Neal.


_Hey (Ela disse de forma agradável, mas só recebeu uma cara fechada em resposta.)


Quase parou para perguntar qual era o problema dele. Mas achou melhor deixar pra outra hora. Quando enfim chegou, já foi entrando e chamando:



_Gold!
_Emma! (Ele respondeu afoito.)
_Se você tentar mais alguma coisa contra o Gancho eu juro que te prendo...
_Xiiiiiu! (Ele fez o gesto de silencio e foi a empurrando para o lado de onde ela tinha vindo.)


Emma franziu o cenho a ver que ele olhava pra trás enquanto a empurrava para fora da loja.


_O que você está fazendo? (A xerife indagou.)

_Estou saindo dessa loja abafada...


Ele tentava retirá-la da loja a qualquer custo, mas antes que conseguisse uma terceira voz ecoou:


_Rumple! Aonde você vai? (Belle perguntou com doçura.)

_Negócios, minha querida! Eu e Emma precisamos falar de algumas pessoas importantes!

_Não demore... (Belle pediu dando um olhar ciumento de reprovação.)
_Não demorarei meu bem! (Ele respondeu arrastando uma Emma intrigada para fora da loja.)
_Que diabos... (Ela começou a indagar, mas foi interrompida.)
_Eu não quero que brigue comigo perto da Belle, ela ainda esta em recuperação! (Ele se explicou com um ar sério.)
_Mas o que isso tem a ver? Qual o problema...
_Não quero que ela saiba do Hook...


Emma então entendeu tudo. Ele havia escolhido o que mostraria à Belle no catador de sonhos.


_Você não mostrou tudo a ela não é? (A loira deduziu e foi logo ralhando com ele.) Só as partes que lhe foram convenientes! Como você pode...

_Eu vou contar tudo a ela! Só me dê um tempo! (Rumple falou impaciente.)


Fez-se o silêncio. Emma mantinha seus braços cruzados. Ao ver que ela não aceitaria aquilo como resposta voltou a falar:


_Eu não quero perdê-la de novo... Não quis contar tudo por medo, eu assumo. Mas eu vou contar, só me de um tempo.

_Você tem uma semana. (Emma disse de forma seca.) se você não contar eu contarei. E se você se aproximar do Hook novamente eu vou te prender e, além disso, vou mostrar a ela quem você realmente é!

_Eu realmente sou o cara que ela ama! (Gold disse de forma mais rude.) Ainda assim eu lhe dou minha palavra de que aquele pirata morrerá em poucos minutos sem minha interferência direta, isso se não já morreu.


A loira sorriu. Ele devia ter imaginado que aquilo não era um corte qualquer.


_O corte na garganta... Foi o primeiro não foi?

_Sim (Gold disse com nítida empolgação.) e ninguém vai conseguir estancar aquele ferimento.

_Já esta estancado. Eu fiz isso.


Os lábios de Gold se contorceram em nítido descontentamento.


_Cuidado com o preço da magia Emma. Pode ser mais caro do que você imagina!

_Isso é uma ameaça?

_Não. (Ele disse em tom mais sério.) É um aviso.


Emma simplesmente deu ombros e foi andando até a casa de Regina. Pensava no que Rumple havia lhe falado. Provavelmente ele só estava furioso por não ter conseguido matar o Gancho por ela ter usado magia para o curar. Estava curiosa para saber o que teria no livro. De certa forma aquilo era um tanto fascinante, ter o controle daquele poder era tentador. Estava ainda em meio aos seus pensamentos quando enfim chegou à mansão dos Mills.



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“Você me mostrou um lado seu que eu não conhecia, mas que eu sabia que estava ai.”


Aquela frase parecia não sair de sua cabeça. Regina estava atordoada com aquilo. Tudo o que ela queria era que Emma lesse aquele livro, se dedicasse aos feitiços até ser enfeitiçada por eles. Sabia que precisava dela fora de seu caminho, mas quando olhou em seus olhos àquela manhã, soube que seria difícil continuar com o que tinha planejado. Talvez por isso mesmo tenha pensado em entregar logo aquele livro antes que arrumasse desculpas para não fazê-lo.
Ao ouvir aquela frase, porém, ela não teve mais dúvidas. Não seria difícil fazer com que Emma se autodestruísse. Seria impossível. Regina conseguia facilmente destruir alguém que a amava, foi muito fácil fazer isso com Sidney. Mas Emma tinha algo que ninguém nunca havia demonstrado por ela. Confiança genuína.
Sidney era um tolo cego de amor que nunca desconfiaria dela por, simplesmente, não ter um cérebro. Mas Emma a conhecia, ela sabia do que Regina era capaz e mesmo assim gostava dela. E não só gostava como também acreditava nela. Como ela podia? Quando nem mesmo Regina acreditava em si própria, Emma surgia para lhe dizer aquelas palavras.

Estava em seu escritório olhando incessantemente para o livro que havia acabado por ficar em cima da mesa. Ponderou muito sobre entregá-lo ou não. Pegou o objeto e num suspiro decidiu devolvê-lo à prateleira. No lugar dele pegou outro na terceira prateleira. Olhou para o teto como quem buscava alguma resposta cair em sua cabeça. Mas a única coisa que aconteceu foi o toque da campainha ressonando pela casa. A prefeita levantou-se em segundos. Estava nervosa como nunca antes, provavelmente era Emma na porta. Ajeitou os cabelos e a roupa e foi atender. Respirou fundo e forçando-se a parecer tranquila. Girou a maçaneta e não pode conter o olhar de decepção ao ver quem era:
Henry e um homem um pouco mais alto que Emma, cabelos curtos castanhos e já com entradas, olhos castanhos, barba mal feita... Não era horrível, mas também nada atraente. Henry entrou sorrateiramente pela porta e o homem já se virava para ir embora


_Com licença... (A morena questionou fazendo ele se virar novamente.)


O homem ficou bem sem graça e disse de forma quase patética estendendo a mão:


_Heeey desculpe! Eu sou o Neal Cassady, prazer em conhecê-la.
_Não quero saber o seu nome quero saber o que estava fazendo com o MEU filho! (Regina falou rugindo feito uma leoa.)
_Desculpe-me, mas realmente deveríamos já ter sido apresentados devidamente. Sou o pai do Henry. (Ele estendeu a mão, mas essa não foi apertada.)
_Aaaaa sim...

Ela finalmente ligou o nome à pessoa. Não podia acreditar que Emma tinha transado com aquele cara. Sentiu algo invadir-lhe o peito e então fez seu olhar mais desdenhoso e continuou a falar:

_ Agora me lembro... Você é o doador de esperma! (Regina disse com um sorriso sarcástico.) Emma me falou vagamente sobre você.
_Espera ai... Doador de esperma? (Neal perguntou fazendo uma careta de decepcionado.) Emma não te disse isso não é?
_Isso pouco importa, já que é isso o que você é. (Quando ele ia a interromper em protesto, ela o interrompeu.) Boa tarde Sr Cassady.

Fechou a porta sem nem olhar para a trás e já foi subindo as escadas. A rainha estava se divertindo com aquilo, mas precisava entrar e falar com Henry. Subiu as escadas e abriu vagarosamente a porta do quarto do menino. Ele estava deitado na cama um tanto emburrado.


_Que houve Henry? Você ontem parecia bem mais animado.

_Você brigou com meu pai não foi? (Ele perguntou fazendo uma cara triste.)

_Henry... (Ela disse se sentando na cama.) Ele não vai estar aqui sempre. Ele só veio pelo Gold, não quero que se apegue a ele, pois quando ele for embora você é quem vai sofrer...

_Eu não vou! A Emma continua aqui! Ele também vai ficar...

_A Emma é diferente! (Regina disse com convicção.) Ela realmente se preocupa com você, realmente AMA você.


Henry franziu o cenho estranhando a forma que a mãe estava defendendo a outra. Nunca tinha visto nada parecido nem em seus sonhos.


_Você defendendo a Emma desse jeito? (Ele perguntou desconfiado.)
_N-não estou defendendo! (Ela falou quase se enrolando com as palavras.) Só que esse homem, ele acha muito legal ser pai agora, mas logo isso vai passar.
_Como você pode ter tanta certeza?
_Quando ele entender o quão difícil é, vai ir embora! Henry querido esse homem não esta aqui por você! Por isso ele é diferente dela. Eu sempre soube que Emma lutaria por você e foi exatamente por isso que eu queria que fosse embora... (Regina disse com os olhos lacrimejando com a confissão.)
_Então não era só pela maldição? (Ele perguntou.)
_Não! Você é tudo o que eu tenho Henry... (Ela acariciou os finos cabelos do menino.) Você é o único nessa cidade que nunca me odiou e o único que me deu carinho de verdade. Eu odiaria viver sem você. Desculpe pelo que fiz, mas eu realmente amo você...


Henry ouvia tudo em silêncio. Regina pensava em o que teria acontecido se Emma tivesse comido aquela torta, a maldição talvez não tivesse se desfeito em compensação Henry saberia que tinha sido ela. Assim como ela havia perdoado Cora ele provavelmente a perdoaria, mas assim como ela sofreu com a perda de Daniel ele sofreria imensamente com a perda de Emma.


_Eu fui egoísta e não pensei em quanto você sofreria, mas eu acho que já sofri o bastante por esse erro, você não?


Henry não respondeu simplesmente a abraçou. Regina não conteve as lágrimas. Era a primeira vez que se abria tanto com alguém em anos.


_Você não fará nada contra meu pai né?
_Henry, não tentarei nada para fazê-lo ir embora, mas você tem que entender que, mais cedo ou mais tarde, ele irá. (Regina disse apertando o abraço.)
_Ele não vai mãe! Eu sei que não! (Ele disse saindo do abraço e virando de costas.)
_Henry... (Ela levou a mão ao ombro do menino.)
_Posso dormir na casa da Mary Margaret e do David? (Ele perguntou interrompendo-a)
_Querido... (Ia dizer que não, mas se conteve.) Porque quer ir pra lá?
_Estou com saudades de lá... Eu não quero ficar aqui por obrigação, por favor, deixe-me ir que eu vou voltar.
_Eu não quero te prender querido, só não quero ficar sozinha. (Ela falou com sinceridade.)
_Eu não vou te deixar sozinha mãe. Eu prometo. (Henry disse a segurando a mão dela.) Amanhã eu estarei aqui com você.


Regina queria dizer não. Queria simplesmente não o deixar sair por aquela porta para ir para a casa de Snow, mas não tinha o que fazer. Ela também não queria que ele ficasse ali por estar sendo obrigado. Ia ter que aturar dividi-lo com aqueles que ele já via como família, por mais que essa ideia a incomodasse. Ia ter de escolher, dentre os males, o menos pior, precisava afastar Henry daquele homem.


_Tudo bem. Só me prometa que não vai atrás do Sr Cassady. Henry eu não quero que você se machuque e sinto que se você se aproximar dele ele vai acabar partindo o seu coração. Você já tem duas mães, não precisa dele...
_Preciso sim! (Ele falou em protesto.) De qualquer forma eu já te disse que quero ir, pra casa do David, nós tínhamos combinado de cavalgar.
_Está bem. Mas quero você aqui antes do anoitecer amanhã e quero que se mantenha longe desse homem.
_Não posso fazer isso. (Henry falou com certa arrogância.) Esse homem é meu pai!
_Henry não vamos discutir isso! (Regina falou voltando a ter um tom mais imponente.) Estou tentando de tudo para fazer as coisas do jeito certo, será que da pra você, pelo menos, tentar me agradar às vezes ?


Ela começou a falar sem parar. Henry abria a boca para protestar às vezes, mas acabava se calando.


_Eu já trouxe a Emma aqui, já estou aguentando você indo ver a imbecil da Snow e o chato do David. Pode, por favor, se manter longe desse cara é um completo estranho?
_Ele não é um estranho! (Henry não conseguia mais segurar as palavras que engasgavam em sua garganta.)
_ Só a Emma o conheceu e pelo visto ele nem sabia de sua existência! Deve tê-la abandonado quando você ainda estava no ventre dela! Esse tipo de homem não é confiável Henry. Ele deve ter machucado ela, e eu não quero que ele faça o mesmo com você!


Henry se calou com uma lágrima no rosto. Nunca tinha pensado nisso. Emma havia lhe falado muito pouco sobre seu pai, ela tentou o proteger assim como sua outra mãe fazia agora. Talvez dessa vez Regina estivesse certa. Ele realmente devia ter magoado Emma para ela ter mentido sobre ele. Só de pensar que, se não fosse por ele ter abandonado sua mãe, sua história podia ser diferente, seu coração chegava a doer de tristeza.

_Você esta certa. (Ele disse abaixando a cabeça.) Dessa vez está. Eu te prometo que não vou deixar ele me magoar.


Regina sorriu e abraçou o filho.


_Tenho que ir mãe, antes que fique tarde.

_Quer que eu te leve até lá? (A mulher o perguntou de forma doce.)

_Não, tudo bem... (Ele disse dando ombros.) Acho que quero andar um pouco.


Ele estava muito chateado com aquilo tudo. Olhou para o rosto da mulher a sua frente e viu aquele olhar materno. Agora pela primeira vez se perguntava, como Regina tinha se tornado tão má? Ele a viu fazer coisas terríveis, mas ao mesmo tempo a viu fazer coisas muito boas.
Ela salvou Emma no poço, sempre cuidou bem dele e, apesar de ter lançado a maldição, cuidou de todos em Storybrooke de forma até boa. Poderia ter matado Snow ou o príncipe e ninguém saberia, mas não. O livro falava sobre alguns fatos, mas ainda não explicava o que faria uma moça tão doce que um dia salvou Branca de Neve ter se tornado tão cruel.

Antes de sair de casa Henry falou:


_Amanhã posso conversar com você? Queria te perguntar algumas coisas.

_Claro que sim querido. (Regina disse um tanto surpresa com a pergunta.) Quando você quiser.


Ele saiu pela porta mandando um breve sorriso. A prefeita se sentiu radiante com aquilo. Era a primeira vez que Henry a procuraria para conversar de verdade. Sentia uma alegria explodindo em seu peito. Talvez Henry finalmente houvesse entendido o quanto ela prezava por ele. Talvez agora o filho pudesse entender o quão genuíno seu amor por ele era.
Estava sorrindo em seus devaneios, até que se lembrou de como havia falado de Emma. Sentia-se estranha com aquilo. Realmente estava defendendo ela para Henry. O que estava acontecendo? Ela sabia que aquilo não fazia sentido. Porque imaginou tudo aquilo? Vai ver Emma simplesmente era uma irresponsável que transou com o cara uma noite e depois deu o bebê fruto de uma noitada. Não. Definitivamente Emma não parecia ser uma mulher fácil nem vulgar desse jeito.

Um lampejo em sua mente a lembrou de um fato que havia esquecido. Foi ao computador e pesquisou novamente sobre a vez que a loira esteve presa.
Depois de reler os arquivos foi fazer um café enquanto pensava naquele fato. Ouviu então a campainha tocar freneticamente seguida de alguns grunhidos. Foi atender e deu de cara com uma Emma furiosa.


_Swan! Qual é o seu problema? (Regina perguntou assustada.)

_Eu que te pergunto: Qual é o seu?!


Emma perguntou mostrando para Regina o que tinha na tela de seu celular. Era uma mensagem de texto.



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Mal saiu de casa Henry decidiu que antes de ir para a casa de Mary e David iria passar em outro lugar. Foi para o Granny’s, onde seu pai estava hospedado, queria ouvir dele o que tinha acontecido para ele ter abandonado sua mãe. Não queria ser injusto com ninguém, mas precisava saber da verdade e precisava que ele mesmo o contasse. Subiu as escadas sorrateiramente, mas ao chegar ao corredor viu seu pai falando com uma mulher negra de cabelos lisos e entrando no quarto. Nunca tinha visto a moça na cidade então ficou quieto tentando escutar. Colocou o ouvido bem colado na porta e conseguiu ouvir algumas coisas.

_Amor, eu tava com tantas saudades... (A estranha disse.)

_Eu também. (Neal respondeu.)

_Olha, você até me explicou o porquê de estar nessa cidade horrenda, mas já que seu pai já esta bem porque não vamos embora daqui?

_Nós vamos em breve Tamara. Não vejo a hora de sair daqui, mas preciso conversar com meu pai e tem mais um problema... É bem delicado porque eu mesmo não fazia ideia.


Tamara falou algo que Henry não conseguiu ouvir e Neal respondeu tão baixo que ele mal percebeu que seu pai estava falando.

_UM FILHO??? (Henry conseguiu escutar o berro sem esforço dessa vez.) Neal! Pelo amor de deus, há uma semana você era meu noivo órfão, agora você tem pai, filho... o que mais não me contou? Tem uma esposa também?

_Não! Por deus! A única mulher que eu faria de esposa é você!

_Quem é a mãe dele Neal? Eu a conheço?

_Emma...


Fez se um silêncio momentâneo, mais uma vez escutou a voz rouca do pai sem entender muito bem o que ele dizia, aproximou mais o ouvido da porta para conseguir escutar.


_Pretende que ele more conosco? (Ele ouviu a mulher perguntar.)

_Não, eu não posso fazer isso com a Emma, já baguncei a vida dela de mais.


Henry recebeu aquela notícia como um soco no estômago. Regina estava certa, ele iria embora em breve, se casaria com outra mulher e provavelmente teria outros filhos. Além disso ele realmente havia feito sua mãe sofrer. Aquilo já bastava. Foi pra casa de Snow e David logo em seguida. Estava decepcionado.


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Antes que sua mão tocasse a campainha sentiu o celular vibrando no bolso. Era uma mensagem de texto. Quando terminou de ler apertou a campainha com força e bateu na porta.


_REGINA!! ABRE JÁ ESSA PORTA! (Emma gritou furiosa.)


Depois de bater freneticamente e gritar por um curto tempo a porta se abriu exibindo uma bela Regina que vestia um blaser vermelho por cima de uma saia preta.


_Swan! Qual é o seu problema?

_Eu que te pergunto: Qual é o seu?!


Quase enfiou o visor do celular na cara da morena. Que pegou o objeto de forma bruta e leu:


“Não acredito que falou para Regina que eu sou um doador de esperma!”


Regina começou a gargalhar. E Emma fez uma cara de indignada.


_Isso não tem graça!

_Emma eu não disse a ele que você me disse isso. (Regina explicou tentando conter o riso.) Só disse que ele era isso e depois comentei que você já tinha me falado dele. EU o chamei de doador de esperma...


Emma ficou boquiaberta por alguns segundos, mas logo seus lábios se contorceram num sorriso.


_Ele deve ter ficado furioso!

_Tinha que ter visto a cara que ele fez... (A morena disse fazendo um gesto para a outra entrar.) Foi impagável.


Mal Emma entrou Regina a fez uma pergunta um tanto incomoda.


_Mas eu realmente achei que fosse possível ele ser um doador... (Regina continuou sem resistir a dar uma alfinetada.) O que te levou a ficar com aquele cara feioso? Você é bem bonita para isso Miss Swan...


Emma ficou vermelha como um tomate ao ouvir Regina dizendo que ela era bonita. Ficou ali rubra sem conseguir falar nada. Seguiu a prefeita em silêncio até a cozinha, a mulher serviu duas xícaras de café e a entregou uma.


_Erh... Cadê o Henry? (Perguntou tentando disfarçar.)

_Me pediu para que o deixasse ir pra casa dos seus pais.

_Dos meus... (Já ia perguntar de quem até entender que se tratava de Mary e David.) Bem... Ainda não to acostumada com essas nomenclaturas.

_Você se acostuma. Foi até que rápido para você chamar o meu filho de seu filho. (A morena disse alfinetando.)

_Nosso filho. (Emma disse a surpreendendo.)


Fez se novamente um silêncio incomodo. Os olhos de ambas procuravam algo para mirarem. Na falta de saída, a morena quebrou o gelo:


_O que acha de aproveitarmos, que Henry não está aqui hoje, para conversarmos melhor sobre magia?

_T-tudo bem. (Emma respondeu dando um longo gole em seu café.)


Terminaram o café em silêncio. Regina pôs as duas xícaras dentro da pia.


_Venha Emma, vamos até meu escritório.


Chegando ao escritório, Regina pegou o livro que estava agora em sua mesa e o entregou para outra dizendo:

_Não se esqueça de novo.


Emma olhou para o livro e viu que sua capa era branca, a capa do outro era roxa.


_A capa deste parece diferente do que você tinha me entregado mais cedo... (Ela disse franzindo o cenho.)
_Parece e é. (Regina falou olhando pela janela.) Eu planejava lhe ensinar algo que você já aprendeu hoje Emma, não sendo mais necessário, prefiro passar para esse.
_Ok. (Emma disse apreensiva. A morena tinha algo em mente e ela sabia disso.) Esta tudo bem Regina?

A mulher olhava distraidamente pela janela, mas não deixou de responder


_Sim Miss Swan, mas ao ouvir o nome do “pai” do Henry hoje mais cedo eu achei o nome dele estranhamente familiar. Então me lembrei o porquê da familiaridade.
_E então? (Emma perguntou receosa da resposta)
_Ele armou pra você não foi?
_Como? (Emma perguntou sem entender aonde ela queria chegar.)
_Quando você foi presa Swan, deixou no depoimento o nome de alguém que teria fugido com os outros relógios e te deixado numa emboscada.

A xerife ficou imediatamente calada. Regina olhou para aquele verde no olhar da outra. Tinha um palpite sobre o que se passava na cabeça da loira, mas teria que tirar a prova e essa era a hora. Seu coração estranhamente palpitava. Aquilo gerava nela um incomodo grande. Não sentia aquele desconforto há muito tempo.


_Fale-me de verdade Emma. Se o fato de você ter sido presa, ainda grávida de Henry, foi culpa de Neal Cassady, como você poderia ainda o amar?


Emma parou por alguns segundos. Sabia aonde Regina queria chegar. Teve medo, mas já não importava mais. Ela sabia que não conseguiria esconder por muito tempo.


_Não amo. (Ela disse com firmeza.)
_Isso eu já percebi... (A prefeita disse se aproximando vagarosamente da loira.) Mas, se você não o ama, porque me disse que sentia algo por ele, hoje mais cedo?


Emma engoliu em seco, a morena pôs a mão em seu ombro a despindo com os olhos.


_E-eu... (A loira tentava formular alguma reposta, mas não conseguia se concentrar com os lábios da outra tão próximos dos seus.)Não sei.


Emma tentava conter a respiração, que ficara ofegante devido à proximidade das duas. A morena sorriu satisfeita e mordeu o lábio inferior. Aproximou sua boca do ouvido da xerife e disse num sussurro:


_Eu sei... Mas quero ouvir você dizer.


Emma abriu a boca sem respostas, Regina encarou seus olhos verdes que estavam bem próximos e a puxou pela jaqueta marrom fazendo os seus corpos se aproximarem. Sentiu a respiração ofegante da loira e continuou. Aproximou mais seu rosto do dela que desviou um pouco confusa.

_Não... (Ela disse de forma fraca abaixando a cabeça.)

_Emma... (Regina disse levantando o rosto da outra delicadamente com o dedo.)


Emma sentiu um arrepio ao ouvir seu nome ser pronunciado por ela. Seus olhos se conectaram.A loira agora sentia a outra mão da morena acariciando seu rosto. A prefeita estava praticamente colando seus lábios nos da loira novamente. Emma não conseguiu mais se conter. Beijou Regina delicadamente como quem pedia permissão para fazer aquilo. A prefeita correspondeu puxando a loira para si tirando-lhe qualquer dúvida que ainda podia restar. A xerife aprofundou o beijo e com voracidade, jogou a morena contra a parede, encaixando sua perna entre as dela. A morena deixou escapar um gemido abafado ao ouvir a outra enfim confessar:


_Eu te quero Regina.



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