Gimme Your Heart
4 I can't stay mad at you
Notas iniciais
Me diverti muito escrevendo esse cap. espero que se divirtam lendo também =)
Obrigada a quem tem comentado, ver que tem gente esperando atualização me incentiva a postar mais rápido #ficaadica
Grande beijo a tod@s!
Red não conseguia dizer nada só olhou para Emma de forma penosa.
_Ruby me ajuda! Ela sabe! Eu tenho quase certeza! (Emma disse com a voz chorosa.)
_Mas Emma! (Red se forçou a falar) Você me disse que achava que ela não tinha se tocado.
_Sim, mas com certeza deve ter entendido depois! Eu sou muito óbvia!
_Se ela já sabe deixa isso quieto e finge que nada aconteceu. (Ruby disse como quem sabia de tudo.) A não ser que você arrume um namorado ou alguém para dizer que ama do dia pra noite.
Naquele exato momento ouviu-se a campainha do Grannys e. Hook entrava pela porta.
_Você me deu uma ótima ideia! (Emma disse levantando a sobrancelha de forma esperta.)
_Você não vai...
Ruby começou, mas nem pode concluir. A loira já tinha se levantado e ido falar com o capitão.
_Hey, belo terno. (Elogiou vendo que era a primeira vez que o via sem as roupas de pirata.)
_Obrigada, mas você é bem mais bela.
_Só chegou agora de Nova York? (perguntou debilmente)
_Alguém... (Hook disse se aproximando o rosto do de Emma) roubou meu navio. E eu não tinha dinheiro dessa terra nos bolsos. Tive que roubar algumas muitas pessoas para conseguir comprar uma roupa apresentável para conseguir um emprego numa loja.
_Nossa você trabalhando! Isso deve ter sido interessante. Trabalhou aonde?
Emma segurou a vontade rir ao imaginar Hook sozinho tentando fazer as coisas em Nova York sem dinheiro.
_Uma loja de conveniência. Roubei o caixa ontem a noite para voltar pra cá
_Então você realmente acabou de chegar de NY?
_Sim... E trouxe um presente para você. (Ele disse aproximando mais o rosto)
_Sério? E o que é?
_Eu! E em nova embalagem. (Ele concluiu sorrindo e fazendo Emma fechar a cara.)
Ela revirou os olhos e desistiu do plano. Voltou a sentar-se à mesa onde Ruby estava observando tudo e falou baixinho:
_Não consigo, ele é idiota demais pra mim.
_Se quiser posso ficar no lugar dele pra você... (Ruby disse dando um sorriso de lado.)
Emma riu divertindo-se. Pensou um pouco e então falou:
_Vou correr o risco Ruby. Não importa o quanto eu tente esconder, vai acabar ficando óbvio. Tipo fala sério, ela jamais ia achar que eu realmente to interessada no Hook, ou em você.
Ruby engasgou com a cerveja.
_Tudo bem...?
_Sim eu só engasguei.
_Percebi... (Emma disse arregalando um pouquinho os olhos encontrando a solução dos seus problemas.) Já sei o que fazer! (Ela concluiu franzindo o cenho.)
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As imagens eram confusas via um coração em sua mão mas não sabia de quem era. Regina via a imagem da mãe em seus braços e ouvia a voz de Emma, só que ela dizia aquela frase que Snow havia lhe dito:
“Imagine o verdadeiro amor...”
Agora a cena que ela via era o sorriso amoroso de sua mãe. Depois ouviu a cavernosa risada de Rumple e viu Henry correndo e abraçando Emma.
“E começaria uma família da qual Henry poderia fazer parte.”
_Regina?
A voz de Emma soava tão próxima... Voltou a ver sua mãe morta em seus braços. Agora imagens passavam em sua cabeça de forma rápida. Emma com a serra elétrica serrava o túmulo de mármore de Cora, que levantava e a arrancava o coração da loira. Mas quando Cora o começava a esmagar a pessoa que aparecia morta no chão era Daniel. Depois a imagem de Daniel se condensava na imagem de seu pai. Olhou para suas próprias mãos e viu as cinzas de algum coração esmagado.
_Regina?
Era a voz de Emma de novo. Ao seu redor estavam os corpos de Cora, do seu pai Henry, Daniel... E por ultimo Emma e seu filho Henry. Quem lhes havia esmagado o coração era ela própria.
_Regina!
Acordou tremula num susto. Foi só um sonho...
_Regina? Você ta bem?
Emma Swan estava sentada em sua cama com ar de assustada.
_O que diabos você esta fazendo aqui? (Regina perguntou aos prantos se levantando da cama. Estava chorando por conta do sonho.)
_E-eu... (Emma levantou da cama sem conseguir falar nada)
_SAI DESSE QUARTO AGORA! (Regina gritou apontando para a saída. Emma prontamente saiu e fechou a porta.)
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Emma acordou bem cedo e foi pra casa da prefeita. Estava ansiosa. Não podia deixar que ela pensasse muito na idiotice que tinha dito no dia anterior. Nem sequer pegou o fusca, foi caminhando mesmo. Chegando à mansão da prefeita, Emma viu Henry na porta pronto para ir para a escola.
_Mãe! (Ele disse dando um abraço nela.)Veio me levar pra escola?
_Não Kid, preciso falar com sua outra mãe, ela está?
_Esta sim, lá em cima no quarto dela. Pode entrar, ela não vai se importar.
Emma hesitou um pouco e perguntou:
_Tem certeza que ela não vai ligar
_Claro que não, já esta acordada. Ouvi a voz dela no quarto, deveria estar falando com o espelho.
_Espelho? (Emma perguntou confusa.)
_Sim! Igual na história,Só que nesse mundo o Sidney não ta lá preso.
_Pera aí, o Sidney é o espelho? (Emma pergunta confusa.)
_Você não leu o livro todo né? Que partes você leu aliás?
_Erh... Você vai se atrasar. Depois a gente fala disso ta bom? (Emma desviou do assunto.)
Tinha lido algumas parte sobre a Regina, mas ao achar que tinha um affair com Sidney acabou se irritando com o livro e desistiu de ler.
_Ok Emmamãe. (Ele disse andando saltitante até o portão e deu um leve aceno indo embora.)
Emma adentrou na casa em silencio ainda estranho o “apelido” dado pelo filho. Subiu as escadas devagar e olhou para a porta que sabia que deveria ser a do quarto de Regina. Ficou uns cinco minutos rondando a porta pensando se bati ou se saia correndo dali. Ouviu a voz de Regina ao longe e acabou por resolver bater.. Ningué, atendeu mas Emma poode ouvir claramente a voz da mulher:
_Nãaao!
Seu coração acelerou e ela não pensou duas vezes antes de abrir a porta. Para sua surpresa Regina estava sozinha e aparentemente bem, exceto pelo fato dela estar se debatendo bastante e murmurando em alguns momentos. Olhou para aquele corpo envolto num curto baby doll que deixava suas coxas bem a mostra e seu colo bem exposto. Sentiu um calor percorrer-lhe o corpo. Precisava acorda-la, antes que perdesse a noção.
_Regina? (Chamou bem baixo.)
A mulher continuava se mexendo, mas não acordava. Emma sentou na cama e ia tocar seu ombro, mas achou melhor não.
_Regina?
Chamou uma segunda vez agora inalando aquele cheiro que estava em toda a cama. O cheiro de Regina Mills.
_Regina! (Disse tocando-lhe o ombro.)
Dessa vez a prefeita acordou.
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Levou as mãos a cabeça agora se perguntando o que a loira estava fazendo ali. Foi até o banheiro, lavou o rosto, secou na toalha e foi logo tirar a limpo aquela história. Como a loira havia entrado na sua casa? Como havia ousado entrar no seu quarto daquele jeito? Desceu as escadas, ainda com seu baby doll preto de seda. Quase se arrependeu, pois uma Emma, agora boquiaberta, a esperava no pé da escada e simplesmente não tirava os olhos de suas coxas.
_Swan, o que você esta olhando? (Regina perguntou um tanto zombeteira.)
_Aaa... (A loira engasgou.)Pijama bonito. (Completou tentando disfarçar.)
_É um baby doll Miss Swan. (Falou revirando os olhos e enfim chegando ao térreo.) E o que está fazendo na minha casa ? E o que estava fazendo no meu quarto? (Regina perguntou com um tom ameaçador.)
_Calma Regina... (Emma disse se incomodando com a pequena distancia entre as duas.) Eu só queria conversar e o Henry tava indo pra escola... Não queria te perturbar nem nada... Me desculpe...
_Cala essa boca. (Regina falou estapeando o ar e andando em direção à cozinha.) Da próxima vez que quiser conversar use o telefone ao invés de estragar o meu dia logo pela manhã. (A morena disse pegando suco, torta e maçãs na geladeira.) E pela sua vida, não ouse entrar no meu quarto de novo.
Ela levou tudo até a mesa depois ligou a cafeteira. Era estranho estava pronta para soltar os cachorros em cima da loira, mas aquele olhar amedrontado e sem jeito a acalmou. Talvez também não quisesse pensar no sonho enquanto tomava café. Foi horripilante o suficiente para ela não querer se lembrar dele nunca mais, quem dirá fazendo sua primeira refeição do dia.
_Aceita um café? (Perguntou se divertindo com a expressão de Emma, que estava realmente surpresa por não ter sido decapitada.)
_N-não obrigada...
_Não tem veneno, eu vou tomar. (Regina completou com um sorriso.)
_Tudo bem, aceito então, obrigada. (Emma aceitou por simples educação, nem gostava de café.)
_Então me diga: a que devo a honra de sua intromissão matinal? (Regina perguntou pegando uma caneca de café para si e entregando outra para Emma.)
A caneca tinha um mustache desenhado e quando Regina bebeu o primeiro gole Emma sentiu as bochechas corarem. Achou a cena demasiadamente fofinha.
_Swan? (A prefeita perguntou com um ar desconfiado.) Você está vermelha de novo.
_E-eu... Ta gostoso o café. (Falou tentando disfarçar novamente.)
_Se não fosse você ia achar que estava interessada em mim.
Regina disse zombando da ideia, mas quando Emma engasgou ao ouvir a frase a morena a encarou novamente, dessa vez realmente desconfiada. De repente uma voz veio em sua cabeça. Era a voz de Emma Swan:
“Acho que não é só a linha entre magia branca e negra que é tênue...”
A rainha arregalou os olhos. Agora entendia tudo.
_O que você veio me falar? (Regina disse sentindo seu coração bater mais forte)
Não conseguia acreditar. Alguém ainda poderia sentir algo por ela? Ela se sentiu afundando no próprio peito. Não poderia lutar contra aquilo. Se Emma confirmasse aquilo que ela estava pensando não ia se conter, ia fazer o que quis fazer desde o primeiro dia que viu Emma Swan. Ia aproveitar aquela sensação gostosa que sentia ao vê-la. Ia curtir aquilo que mais parecia um misto de irritação e deleite, mas que trazia uma satisfação que há muito tempo não sentia. Sentiu os dedos tremerem de leve enquanto aguardava a resposta que demorou alguns segundo para chegar:
_Vim te agradecer... (Regina mal continha a respiração encarando aqueles olhos verdes que agora lhe falavam.) Sem você eu jamais entenderia que a raiva... (Emma deu uma pausa ao quebrar o contato de seus olhares e virou de costas.) Que a raiva que eu sentia pelo Neal na verdade era outra coisa.
Emma sabia que não conseguiria mentir olhando nos olhos dela. Mas não podia deixar que ela soubesse do que sentia. Amor, nesse caso, realmente era fraqueza.
A morena pode sentir seus olhos arderem e as esperanças se despedaçarem. Como poderia ser tola ao ponto de pensar aquilo? Como pode por um segundo sequer cogitar aqquela possibilidade. Deu um sorriso sem vida quando a loira voltou a encará-la.
_Entre o amor e ódio a linha é tênue. (Regina falou de forma dura e seca largando sua caneca na mesa.)
...
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