Gimme Your Heart
5 A side of me you didn't know
Notas iniciais
Bem, continuem comentando please.
sugestão de música:
The Reason - Hoobastank
http://www.youtube.com/watch?v=fV4DiAyExN0
Boa leitura!
Teve uma súbita vontade de tacar a caneca na cara da loira, mas ao invés disso a colocou na mesa antes que perdesse a cabeça. Sorriu dizendo aquela frase que fizera Emma sentir um arrepio, tamanha a rispidez que estavam naquelas palavras.
“Entre o amor e ódio a linha é tênue.”
Emma baixou o olhar ao ver um sorriso frio nos lábios da morena. Não conseguia encará-la agora.
_Sério que veio me perturbar por conta dos desamores da sua vida pessoal Miss Swan?
Regina perguntou ainda não satisfeita com a resposta da outra. Aquilo não estava fazendo sentido. Por mais que considerasse improvável aquela ideia estúpida que lhe perpassava à mente, a rainha sabia muito bem quando Emma mentia.
A loira podia ser ótima em saber quando alguém estava mentindo, mas mentir era, para ela, uma tarefa sempre fracassada. A xerife mirou novamente em seus olhos. Regina sabia que naquele verde estava a verdadeira resposta. Olhou atentamente naquela imensidão à procura de respostas.
_N-não, eu... (Emma tentou se explicar, mas foi interrompida.)
_ Porque eu... (A prefeita disse levantando o queixo da outra com o dedo e mantendo o contato visual que a outra tentava desfazer.) não sou sua amiguinha de infância pra quem você deveria contar seus casos e acasos...
_Não tenho amigas de infância senhora prefeita! (Emma retrucou incomodada tirando a mão da mulher de seu rosto. Já não bastasse aquele momento ser difícil por si só Regina ainda a provocava.)
_Pobre Emma, não tem amigos de infância! (A morena disse com cinismo aproximando mais o rosto da outra.) Morro de pena de você!
_Deixa de ser cruel!
Emma vociferou dando um leve empurrão na morena que estava muito próxima. Ela simplesmente não suportava quando aquela mulher falava algo que lhe feria, ainda mais quando a distancia entre as duas era tão ínfima.
_É por conta da sua maldita maldição e dessa sua vingança ridícula que eu nunca soube o que é ter infância!
_Para de ser egoísta! (Regina falou com autoridade e se aproximou de novo da loira.) Como você pode vir à minha casa falar de suas lamentações? (A morena dando-lhe um breve empurrão que a fez recuar.) Enquanto você tem toda uma família, amigos, paixões e aventuras tudo que eu tenho é o MEU filho que você vive tentando tirar de mim!
_Regina...(Emma tentou, mas ela já havia explodido.)
_Aliás, a culpa de eu não ter mais ninguém é da miserável da SUA mãe que matou a minha! Como se já nãobastasse ter me feito perder o Daniel... (Regina parou de falar subitamente e viu que a loira a encarava confusa.)
_Quem é Daniel? (Emma perguntou quebrando a caneca e soltando uma aura arroxeada pela mão, que agora se cobria de sangue e café quente, devido a cacos de cerâmica que lhe rasgaram a pele.)
_Emma! (A morena arregalou os olhos com a reação da loira.)
Pegou a mão ensanguentada da outra e colocou imediatamente debaixo da torneira.
_Ai, ai! Isso dói! (Resmungou tentando tirar a mão da água fria.)
_Calma aí! (Regina replicou impaciente.) Tenho que limpar essa porcaria antes de fazer a dor parar.
Emma a encarava assustada. Regina tentava se concentrar no que estava fazendo, mas não podia deixar aquele olhar passar despercebido. Aquele olhar não mentia, ela sabia que o nome Daniel havia causado aquela explosão. Explosão não só da caneca mas de uma série de sentimentos conflituosos que habitavam o peito da prefeita.
Após catar alguns pedados miúdos de cerâmica da mão dela,e ao se certificar que não havia mais café grudado na ferida, a morena olhou profundamente naqueles olhos e magicamente fechou o machucado. A xerife sentiu a dor se esvair aos poucos e ser substituída por um formigamento que tomava conta de seu braço, até inundar seu corpo inteiro. Toda aquela sensação se esvaiu quando o contato dos olhares foi quebrado pela prefeita, que olhou para o lado calada.
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Emma saiu correndo da casa da Regina e foi até a loja de Gold. Abriu a porta e saiu invadindo a loja mesmo com a placa de “fechado” estando pendurada na entrada. Foi recebida por uma Belle assustada.
_O que esta acontecendo Emma?
_Belle? (Emma se assustou mais até do que a garota.) Como você lembra de mim?
A mulher de cabelos castanhos simplesmente sorriu e pegou em uma prateleira o catador de sonhos.
_Ele me mostrou tudo! Eu sei de tudo o que aconteceu agora Emma! Por mais que eu não lembre exatamente, to começando a me familiarizar com todos.
_Nossa Belle que notícia ótima! (Emma disse dando um abraço na mulher que a retribuiu sorridente.)
_Bem... E então, no que posso ajudar você?
_Você sabe aonde esta o Gold?
_Ele disse que daria um passeio de barco e me pediu pra cuidar da loja.
_Droga! (Emma deixou escapar antes de sair correndo para as docas.)
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_Ob-obrigada... (Emma falou ainda impressionada com o fato de sua mão estar intacta.)
_Você é uma bomba relógio! (Regina falou abandonando aquele momento de cuidados e voltando ao seu típico humor ácido.) Se continuar assim vai acabar explodindo Storybrooke num acesso de fúria.
_Mas não foi por querer! Eu sequer percebi que estava naquele ponto, mas quando você falou...
Emma se cortou ao perceber que estava falando demais. Mas já era tarde. “Daniel” foi o que Regina pensou instantaneamente.
_Mas quando eu falei o quê Miss Swan?
Regina perguntou cruzando os braços. Tinha quase certeza que não era um mero engano, seu coração sentia, mas queria ouvir a loira dizer com suas próprias palavras. Sabia que algo naquela frase “Quem é Daniel” soava como ciúme. Estudou cada expressão da loira naquele momento. Primeiro um leve rubor e a voz entalada na garganta. Podia ver a verdade, não nas palavras, mas, no olhar de Swan.
_Quando você fala do Henry desse jeito... Eu não consigo me conter. (Emma parecendo confusa.)
_Do Henry? (Regina perguntou se aproximando muito da loira a fazendo recuar até encostar na pia. ) Miss Swan tenho que te alertar sobre uma coisa...
A morena disse apoiando as duas mãos na pia onde a outra estava escorada a deixando sem saída no meio de seus braços. Emma tremeu e sentiu o rubor tomar conta de seu rosto ao entender que estava presa entre os braços da prefeita que não desgrudava os olhos dos seus.
_Você tem que aprender a controlar algo para conseguir controlar a magia.
_O que? (A xerife perguntou mais por estar atordoada com a proximidade dos lábios de Regina do que qualquer outra coisa.)
Regina levou uma mão ao rosto da loira de forma carinhosa.
_Seus sentimentos.
Encararam-se mantendo aquela breve distancia. O coração da loira palpitava e Regina esboçou um leve sorriso. Emma sentiu o hálito quente da prefeita e chegou a fechar os olhos a espera do encontro de seus lábios.
_Você mente mal Miss Swan. (Regina se virou e foi se afastando não contendo o sorriso que, agora, tomava conta de seu rosto.)
Emma abriu os olhos mais do que frustrada. Estava desesperada. Regina sabia, mas aquilo não era o pior. Pelo visto a rejeitava.
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Após muito correr Emma chegou ao porto. Mal entrou no navio e encontrou Mr Gold espancando Hook com o próprio gancho do capitão.
_Pare com isso!
Emma gritou segurando a sua arma e tirando Rumple de cima do homem que já estava ensopado em sangue e desmaiado. O rosto estava em carne viva e completamente dilacerado.
_Se você o tiver matado terei de te prender! (A xerife disse assustada guardando o revólver e buscando pulsação no homem desacordado.)
_Me prender pelo que? Serviços prestados à comunidade?
Rumple disse em tom irônico, Emma enrugou a testa sem entender muito bem.
_Deixo este preso para você xerife (Rumple disse se aproximando de Emma e dando uma breve piscadela.) Obviamente tive que me defender deste homem maldoso que já tentou até me matar. Qualquer hematoma fique avisada de que foi em legítima defesa.
Ele saiu sorrindo e Emma então gritou;
_Você não vai se safar dessa! Eu vou te prender.
_Vai prender o avô do Henry? Por ele ter se defendido do idiota que quase o matou? (Gold falou ajeitando sua gravata roxa e seu paletó cinza, que tinha agoa algumas manchas vermelhas de sangue.) Você não vai fazer isso.
A loira o viu ir embora calada, a pulsação do capitão estava muito baixa. Ligou pro hospital e chamou uma ambulância, mas a xerife sabia que aquilo não significava que ele ficaria bem. De sua garganta escorria muito sangue. Emma sabia que se ele continuasse perdendo sangue daquele jeito não ia adiantar chegar médico nenhum. Acabou pegando o celular e ligando para Regina.
_Pois não.
_Regina! Sou eu Emma...
_Claro que é você! Sua voz irritante me é inconfundível.
Emma fez um bico contrariada e revirou os olhos, argumentaria se não estivesse tão desesperada com aquela situação.
_ Se você puder vir aqui pro porto eu ficaria muito grata.
_Para que precisa de mim Swan?
_Hook. Está morrendo e não acho que ele vá sobreviver por muito tempo. Preciso que o cure como fez comigo mais cedo.
_E eu lá me importo com o Hook? Porque eu faria isso?
_Por favor, eu só não quero que ver ele morrendo assim. (Emma suplicou. Estava quase chorando. Se sentia culpada de certa forma, não queria ser responsável pela morte de ninguém.) Se eu o tivesse prendido...
_Ok! (Regina falou entediada do outro lado da linha.) Estou aqui.
Regina falou aparecendo magicamente ao lado de Emma e colocando as duas mãos nos seus ombros. Emma a encarou assustada largando o aparelho celular no chão.
_Obrigada. (Disse olhando para cima e exibindo nos olhos um belo verde à luz do sol.) Faça alguma coisa
_Não vou fazer nada. (A morena disse encarando a xerife.) Você vai o salvar Swan.
Emma arregalou os olhos assustada, mas em resposta ela simplesmente sorriu e disse:
_Você consegue.
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Regina não ia dar o braço a torcer enquanto Emma não cedesse pensou realmente em dar aquele passo a frente, mas seu orgulho jamais a permitiria dar aquele gosto à Emma Swan.. A loira se irritou e foi andando em direção à porta. Precisava sair dali. Regina a segurou pelo braço e a fez parar.
_Me acompanhe.
A morena disse e foi andando na frente com seu costumeiro rebolado provocante. Olhou pra trás brevemente e completou;
_Falei para vir comigo e não para me acompanhar com os olhos Miss Swan.
Emma fechou a boca e a seguiu com certa raiva. Ainda não aceitava aquilo, como ela podia simplesmente descobrir sobre seus sentimentos e fingir que nada aconteceu? Ver aquele escárnio nos olhos da prefeita era pior do que se ela tivesse reagido com ódio ou repulsa. Sentia-se um brinquedo. Ao mesmo tempo uma pontada de esperança se mantinha junto com a curiosidade sobre aonde a prefeita queria a levar.
Foram seguindo até o escritório da prefeita. Ao chegarem lá, Regina foi até sua mesa apertou um botão na parte de baixo dela e logo se abriu na parede uma estante de livros velhos que estavam ali escondidos.. A morena foi cuidadosamente olhando a prateleira mais baixa.
Nesse momento Emma não pode conter seus olhos que miravam atentamente as curvas da prefeita. Pensou em como seria interessante se ao invés do baby doll preto, a mulher estivesse com uma leve camisola. O encanto da cena se quebrou quando a morena finalmente pegou um dos exemplares e o levou até a loira.
_Leia isso para nossa aula de hoje. (Ela disse estendendo um livro bem grosso e empoeirado para a outra.)
_Como assim?(Emma perguntou atordoada.) Eu não conseguirei ler isso tudo...
_Você não precisa ler tudo...
_ Eu mal dormi essa noite!
_Miss Swan. Você vai ter um bom tempo sem fazer nada na delegacia que eu sei. Minha mãe morreu e eu não pretendo matar ninguém hoje... (Regina falou num tom divertido.) Então fique sossegada porque nessa cidade de pessoas boazinhas nada vai acontecer.
_O Hook esta por ai. Pode dar trabalho.
_Sério? (Regina comentou rindo.) Acha mesmo que aquele idiota vai te dar trabalho? Só o idiota do David mesmo pra deixar ele escapar... Alias xerife, como assim o Hook está na cidade e não está preso? (Regina indagou constrangendo Emma.)
Emma tinha se esquecido completamente que Hook deveria estar preso. E nem sequer se perguntou o que ele tinha ido fazer em Storybrooke na noite anterior.Aquela confusão toda com a /Regina e magia estavam realmente a deixando aérea.
_E-eu... Esqueci. (Emma confessou cabisbaixa.)
Regina deu um tapa na própria testa quando ouviu aquilo.
_Então a lerdeza é de família mesmo! (Regina comentou ainda não acreditando que a loira tivesse deixado isso passar desapercebido.) Você era mais esperta quando eu era a “criminosa” jamais esqueceria se fosse eu que fugisse da cadeia!
_Você ta certa. Eu não sei onde eu tava com a cabeça! Agora ele já deve estar longe daqui. Com certeza só veio pra buscar o navio!
_Ou esta pagando pelo que fez com o Gold. (Regina concluiu de forma esperta.)
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Regina se abaixou ao lado de Emma, ela manteve sua mão do ombro da outra e agora estava com o queixo praticamente encaixado no ombro da outra. Falou suavemente no ouvido de Emma.
_Feche os olhos.
A loira obedeceu, a rainha escorregou suas mãos, que estavam em seus ombros, pelos seus braços até encontrar suas mãos.
_Concentre-se. (Sussurou novamente.)
_Eu não consigo...
_Cale a boca e respire.
_Me sinto culpada Regina, se ele estivesse preso...
_Quieta! (A rainha interrompeu de forma rude.) Não seria uma gradezinha que impediria Gold de tentar matar o Hook. Não se sinta culpada Swan.
As morena sentia a magia correndo pelo corpo da outra, mas percebia que ela não conseguia controlá-la.
_Visualize... Sinta. (Regina disse fechando os olhos também.)
Estavam conectadas agora. Uma podia sentir o corpo da outra, as respirações estavam conectadas, a energia das duas pareciam estar ligadas. A loira tentava se concentrar, mas se perdia às vezes apreciando aquela conexão.
_Vamos lá Emma, se concentre, acredite!
A loira ouviu bem ao longe e logo sentiu a energia sair de suas mãos. Abriu os olhos e viu uma energia prateada cobrindo os ferimentos do pescoço de Hook. Emma sentiu a energia se esvair quando só tinha conseguido fechar a parte que antes jorrava sangue. O rosto do pirata ainda estava coberto de feridas em carne viva. Sentiu uma súbita fraqueza e Regina a segurou antes que caísse para trás.
_Me sinto fraca... (A xerife murmurou.)
_Calma. É normal, você não esta acostumada a usar magia propositalmente.
A prefeita a segurou firme e a conduziu até a lateral do navio. Delicadamente, colocou-a sentada e escorada no casco. Seus olhos se conectaram novamente.
_Obrigada.
Emma falou bem baixo.
_Não tem porque me agradecer. (Regina respondeu dando um sorriso sem jeito.).
_Claro que tenho... Você me mostrou um lado seu que eu não conhecia, mas que eu sabia que estava ai.
Regina suspirou pesarosa.
_O que foi? (Emma perguntou ao ver que a morena mordia o lábio inferior.)
_Nada. A ambulância deve estar chegando. A hemorragia do Hook já esta contida. Então, como não tenho mais nada a fazer aqui, vou indo.
A morena deu um sorriso amarelo e começou a andar. No meio do caminho parou abruptamente e disse:
_Swan... O livro que mandei você ler, ficou lá em casa. Depois que a ambulância levar esse inútil, apareça por lá.
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