Gimme Your Heart
3 Do you really want?
Notas iniciais
Então ai esta o terceiro capítulo no prazo que prometi =)
Incrível eu estar conseguindo cumprir minhas metas! To realmente empolgada.
O Cap de hoje se passa muito em flashbacks de Regina.
Me perdoem se ficou muito parecido com o episódio Pilot da série, apesar de eu ter tentado não colocar muitas cenas do episódio, era realmente inevitável que eu colocasse algumas partes que são fundamentais pro desenvolvimento da história.
Aaa... as ideias dos flashbacks já estavam em minha mente, mas depois de assistir ao "Welcome to Storybrooke" percebi que não aguentaria não colocar logo isso na história rsrsrssrs
Enfim espero que gostem e se gostarem, por favor, comentem =D
(Se não gostarem também. =P )
Obs:
Sugiro que ouçam Hurricane do 30 Seconds To Mars
http://www.youtube.com/watch?v=AllTgEh4gn4
Do que Swan poderia estar falando com aquele papo de linha entre magia negra e branca? Regina só conseguia pensar na linha entre o bem e o mal. Será que ela havia entendido seu plano?
Regina sabia que quanto mais se usava a magia mais você precisaria dela. Queria que Emma se entregasse à magia e não que a controlasse ou a dissipasse em coisas inofensivas. Ninguém é bom ou ruim, as pessoas fazem coisas boas ou ruins segundo a conveniência do momento. Deixe duas pessoas morrendo de fome e ponha na frente delas um pedaço e pão que você verá que não há bondade que resista ao instinto de sobrevivência.
Mas todo aquele rubor, aquele jeito de escapar deixavam uma dúvida no ar. Porque Emma ficaria envergonhada por descobrir seu plano? Não podia ser aquilo, mas não conseguia entender sobre o que era. Ficou pensativa aquela noite, acabou que seus devaneios caíram na primeira vez que viu Emma Swan
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Flashback
Estava cansada daquela rotina. Havia 28 anos que estava naquela cidade robótica. Pode parecer estranho para alguns, mas estar em um lugar em que todos fazem exatamente o que você quer é mais do que entediante, é aterrador. Henry era a única coisa viva ali. O único que crescia, o único que questionava, o único que lhe dava um abraço sincero.
Quando criou a maldição achava que teria seu final feliz, mas tudo deu errado. Graham tinha tanta vida na cama quanto um vibrador, não que ele não soubesse fazer o que precisava para satisfazê-la, mas não conseguia sentir emoção ao beijar aqueles lábios, nem ao sentir seu corpo no dela. Ninguém naquela cidade pensava, eram todos fantoches de um teatro que já lhe dava nos nervos.
Agora seu desespero era que a única pessoa realmente viva no meio daquilo tudo havia sumido. Henry era o seu maior tesouro e seu maior medo era o de algo acontecer com ele. Estava em desespero. Ela e Graham já haviam vasculhado toda a cidade e nem sinal do menino. Não fazia ideia do que fazer, mas enquanto conversava com Graham em casa sobre o desaparecimento do menino ouviu do lado de fora uma voz conhecida. Abriu a porta desesperadamente e logo viu Henry na frente de casa. Não pode se segurar, correu o abraçou de imediato.
_Henry! Henry... Você está bem?
Só quando estava o envolvendo em seus braços notou a presença de uma outra pessoa, uma mulher loira que nunca havia visto antes. Estava preocupada de mais com o menino então acabou por simplesmente perguntar:
_O que houve?
_Eu encontrei minha verdadeira mãe. (Henry respondeu com um nítido tom de rancor na voz.)
Aquelas palavras a feriram profundamente. Sentiu vontade de chorar, mas tudo o que fez foi olhar para a mulher a sua frente. Estava pronta para ir para cima daquela estranha, quem ela pensava que era? Ao olhar para aquela face meio cabisbaixa, porém, não conseguiu ter outra reação além de perguntar;
_Você é a mãe biológica dele?
_Hey... (A mulher estava meio sem jeito.)
_Eu vou lá dentro ver se ele está bem... (Graham falou, saindo para dar espaço para as duas.)
Regina olhou a mulher de cima a baixo. Desarrumada e linda. Eram as palavras que passaram na mente da prefeita para descrevê-la. Mas não queria pensar sobre isso, tinha que se livrar daquela mulher, se não ela lhe tiraria o que tinha de mais precioso: Henry.
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Emma entrou no fusca e dirigiu até em casa atordoada. Não podia ser aquilo. Ela ainda achava que estava tendo um sonho estranho e que logo acordaria e riria daquilo tudo. Ela sabia que era real, mas não podia levar a sério. Agora entendia o porque insistia em ficar do lado daquela mulher até mesmo quando ela sua família estava do lado oposto. Ela podia sentir o que Regina sentia só de olhar para ela, pois já tinha memorizado cada olhar, cada reação da prefeita. Sabia quando ela sentia dor, ou quando se sentia frágil. Sabia quando aquele olhar era puro rancor ou só escudo. Se Emma fechasse os olhos conseguiria ver nitidamente cada face da rainha em sua frente. Definitivamente, guardar todas aquelas imagens de Regina Mills em sua mente era muito mais do que um estudo sobre uma inimiga. Era um estudo sobre alguém querido que ela não queria mais ver sofrer.
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Flashback
Tinha que se livrar dela, mas antes ia aproveitar aquela novidade para se sentir mais completa, afinal, em Storybrooke não é todo dia que uma pessoa com personalidade bate em sua porta. Precisava, depois de 28 anos de mesmices mudar a rotina.
_Gostaria de uma taça da melhor cidra de maçã que você poderia provar?
_Tem algo mais forte? (A loira perguntou fazendo uma cara de desolada. )
Regina se aproximou perigosamente dela e lhe disse bem baixo:
_Queira me acompanhar senhorita...?
_Swan. Emma Swam. (A mulher disse colocando as mãos nos bolsos de um jeito tímido) E você é?
_Mills...(A morena disse estendendo a mão , fazendo a outra imitar seu gesto e apertá-la.) Regina Mills
Serviu-lhe uma dose de uísque e depois de um pouco de conversa, não muito produtiva, deixou a loira ir embora. Ficou intrigada sobre o Fato da loira ter falado sobre um livro de Henry e do Dr Hooper ser o Grilo. Aquele fato a deixou perturbada, então tratou de despachar logo a mulher de sua casa para tentar por os pensamentos em ordem. O que ela sabia sobre a maldição? Precisava descobrir.
Sabia que a queria fora de seu caminho, mas a busca por novidades e, agora também, o medo dessa história sobre Henry saber sobre a maldição, faziam com que a rainha quisesse saber mais sobre aquela mulher. Ter uma outra pessoa de verdade em sua vida, nem que fosse para a contrariar um pouquinho seria ótimo para Regina. Logo assim que a loira ligou o carro ruidoso para dar a partida Regina pegou uma caixa em seu escritório. De certa forma sabia que ela não conseguiria sair da cidade, então acionou Graham para ir atrás dela:
_Prenda-a mulher que você viu mais cedo aqui em casa, por dirigir embriagada. (Disse para o coração do Caçador.) Ela esta saindo da cidade, deve encontrá-la na fronteira.
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Ao invés de ir pra casa, Emma parou no Granny’s, já era bem tarde, umas duas da manhã, mas precisava falar com alguém. Como jamais cogitaria falar sobre aquilo com Snow, acabou indo procurar Ruby na lanchonete, que estava bem vazia aquele horário por sinal.
_Você não ta com uma cara muito boa... (A menina disse entregando à Emma uma caneca de chopp )
_Estou um pouco confusa... Só isso.
_Mesmo? O que estava fazendo essa hora na rua? (Emma estava quase desistindo de falar, mas Red lhe deu um sorriso animador.)
_Eu acabei de sair da casa da Regina. (Disse suspirando pesadamente.)
_Ta, espera aí... (Red franziu o cenho como quem procurava entender.) Regina e sua cara não muito boa até que faz sentido terem uma ligação, mas o que você estava fazendo na casa dela?
Emma deu mais um longo suspiro e começou a contar o que havia acontecido.
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Flashback
No dia seguinte acordou e foi direto para a delegacia. Queria aproveitar aquela estranha para fugir daquele inferno monótono, apesar de saber o quanto ela poderia ser perigosa. Não tinha outra opção, tinha que descobrir mais sobre a loira. Para não deixar claro que ela havia interferido na prisão de Emma Swan, chegou na delegacia dizendo que Henry havia fugido de novo. É claro que ela sabia que Henry estava em seu castelo, mas, precisava de alguma forma, fazer com que Emma não saísse da cidade tão cedo.
_O que ela esta fazendo aqui? (Perguntou em sua melhor encenação ao entrar na delegacia.) Sabe quem ela é?
_Não o vejo desde que o deixei na sua casa ontem à noite e tenho um ótimo álibi. (Emma respondeu fazendo uma cara muito... fofa?)
Não, Regina não podia pensar isso sobre aquela mulher. Era fato que ela tinha um ar muito cativante, mas a prefeita sabia que para chegar aonde queria não poderia se dar ao luxo desses pensamentos.
_É, mas ele não estava em casa de manhã...
_Tentou os amigos dele?
_Ele realmente não tem amigos. É muito solitário.
_Toda criança tem amigos (A loira disse com a voz meio pesarosa.). Checou o computador dele? Se estiver com alguém deve ter enviado um email.
_E como você sabe disso? (Regina perguntou com ar autoritário, mas com único intuito de sanar sua curiosidade.)
_Achar pessoas é o que eu faço. Ta ai uma ideia, me deixe sair e eu te ajudo a encontrá-lo.
Pouco depois Emma e Graham estavam em frente ao computador tentando saber do paradeiro de Henry. Regina não estava preocupada, sabia onde ele estava e tinha certeza de que a loira não o iria encontrar. Mas estava achando interessante observar a mulher desconhecida. Estava sendo mais divertido do que seus outros dias sempre iguais em Storybrooke. Pensava em como conseguiria descobrir mais informações sobre a loira, não conseguiria ela simplesmente sentar e conhecer melhor a mulher? Ela estava em devaneios quando uma frase a fez voltar par o mundo real.
_Tem um recibo de um site, quemeasuamae.org ele usou um cartão de crédito, ele tem um?
_Ele só tem 10 anos! (Regina respondeu ainda surpresa com o que Emma havia encontrado.)
_Bem ele usou um... Mary Margaret Blanchard. Quem é Mary Margaret Blanchard?
De novo ela! Era incrível, Snow White conseguia sempre estar envolvida em seus problemas.
_Professora do Henry. (Respondeu seca perdendo a paciência com aquilo.)
Depois de ir com aquela mulher até a escola de Henry e descobrir que a idiota da Snow nem sabia que Henry tinha usado seu cartão Regina resolveu que estava cansada daquela história toda.
“Meu filho tinha ido atrás da mãe biológica dele. Roubou um cartão de credito para isso. Ela é uma ameaça. Não importava o quão fascinante é ter uma novidade na minha vida, precisava que ela fosse embora. Despedi-me dela deixando bem claro que queria sua partida. Fui para casa. Sabia que Henry voltaria à tarde, então fui pra casa sem me preocupar. Aquela mulher iria embora logo e minha vida voltaria a sua monótona rotina. Porém Henry ainda estaria seguro ao meu lado e longe dela.”
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Flashback
_Você ta brincando né? (Ruby perguntou fazendo cara de incrédula.)
_Red... Eu pareço estar brincando? (Emma retrucou impaciente.)
_Não Emma... Mas também não me parece esta sã! Pelo amor de deus! Se fosse o Hook eu ainda entendia né...
_Qual a diferença? (Emma interrompeu com ar de quem não tava gostando do rumo da conversa.)
_Bom... Pra começar ele não é a madrasta da sua mãe que tentou repetidas vezes matar você e sua família.
_Olha esquece o madrasta, ela nunca teve essa relação com a Snow de verdade, ta que ela querer matar minha... Ainda não consigo chamar ela de mãe, mas enfim... Essa parte dela querer a cabeça de todos da minha família, exceto o Henry, é realmente problemática, mas o Hook também faria isso se fosse preciso...
_Ta bem... Esquece o que falei do Hook, mas coloca uma coisa na sua cabeça Emma: a Regina não pode saber disso, se ela souber ela vai te usar.
Emma entrou em choque com essa frase. Não havia pensado nisso.Regina realmente a usaria se soubesse daquilo.mas agora já tinha dito aquela frase, provavelmente a prefeita já sabia.
_Red eu acho que ela já sabe. (A loira concluiu engolindo em seco.)
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Qual não foi a surpresa da prefeita ao, mais tarde, abria a porta de sua casa e dar de cara com Swan e Henry? O menino entrou correndo e Regina, possessivamente irritada, ia fechar a porta na cara de Emma. Ao olhar de canto de olho e perceber a mulher a encarando com um olhar um tanto... fofo? Resolveu que falaria uma ultima vez com a loira.
_Obrigada. (Disse de forma doce.)
_Sem problemas.
_Vejo que ele simpatizou com você. (Regina falou mais por impulso que qualquer coisa.)
No fundo a prefeita conseguia se compadecer da loira. Seu olhar denunciava que precisava ter conhecido o garoto. E Regina poderia ser o que fosse, mas não achava de todo ruim os dois se conhecerem desde que não interferisse na vida dos dois.
_Sabe o que foi mais estranho? Ontem foi meu aniversário. E quando soprei a vela, do muffin que comprei, eu fiz um pedido. (Fez uma cara bem boba e abriu um sorriso lindo.) Que eu não ficasse mais sozinha no meu aniversário. E então apareceu o Henry...
Agora já era de mais. Ela não podia estar escutando aquilo. Regina se arrependeu do comentário que tinha feito anteriormente.
_Espero que não esteja acontecendo um mal entendido aqui.
_Desculpe? (Swan perguntou com a cara ainda meio boba, mas com o sorriso já amarelado.)
_Isso não é um convite para que você volte a vida dele. ( Regina começou a explicar num tom grosseiro.)Você fez sua escolha a dez anos atrás Miss Swan. E enquanto você estava fazendo, sabe se lá o que, eu troquei cada fralda, cuidei de cada febre, aguentei todas as más-criações. Ele é MEU filho!
_Eu não quis... (Emma tentou se desculpar sem sucesso.)
_Não! Você não vai falar! Você não vai fazer nada! Você perdeu esse direito quando o abandonou! Você sabe o que adoção sigilosa é? Foi o que você pediu! Você não tem nenhum direito legal sobre o Henry. Então sugiro que entre naquela lataria que você chama de carro e saia dessa cidade. Porque se você não for... (Encarou a loira excessivamente de perto, Emma podia sentir a respiração raivosa de Regina em seu rosto.) Eu irei te destruir nem que seja a ultima coisa que eu faça! Adeus Miss Swan
A morena se virou irritada para entrar em casa. Até que Emma abriu aquela boca petulante:
_Você o ama?
_Como é que é? (Regina perguntou incrédula, não podia ter ouvido direito, era muita insolência.)
_O Henry... Você o ama?
Que atrevimento era aquele? Regina nem conseguia lembrar a ultima vez que ousaram a desafiar daquela forma. Era óbvio que o amava! Regina queria esganar a loira naquele momento, mas tudo o que vez foi responder:
_É claro que eu o amo!
Estufou o peito e fechou a porta com força. Ao perceber que estava livre do olhar da mulher que a desafiara soltou um suspiro e um sorriso estúpido.
_Isso vai ser divertido. (falou consigo mesma.)
Foi assim que haviam se conhecido Foi assim que todo o desespero de Regina Mills havia começado. Como se livrar da melhor coisa que poderia lhe acontecer na vida? Essa resposta Regina ainda procuraria por um bom tempo sem obter sucesso.
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