Gibbs
7 Capítulo 07
Capítulo 07 –
Sábado, em vez de ir à praia, Minamino resolveu que apresentaria um amigo seu de longa data. Estava quente, todos estavam sentados no tatame assistindo a algum jpop aleatório suando e irritados, menos Kyoko, que fazia mandyus e takayokis com Sashikko. O pior é que o outro estava com um ótimo humor ao lado da ruiva.
— Dói muito, Samuel? – perguntou Asato, agora devidamente composto num vestido.
— É como se o sol fosse parte de mim, Asu. Eu nunca paro de queimar.
— Queria te dar um abraço. E você me chamou de Asu. Ninguém nunca me chamou de Asu.
Samuel tocou a nuca, se sentindo abusivo.
— Não, eu gostei.
Ele se sentiu mais quente. Por dentro e por fora.
Minamino chegou.
— Ainda não estamos prontos! – reclamou Kyoko.
Ele trouxe um cara baixinho de cabelos um tanto espetados, de cor branca e preta. Os olhos eram grandes e rubi. O baixinho usava uma capa preta e uma estola. Era de fato, um cara muito estranho. Parecia muito sério.
— Você!
Todos se voltaram para a voz melódica no fundo da sala.
Era Rimeko, tendo o comportamento mais estranho de sua vida. Lá estava ela, parada, encarando a criança e segurando seu colar caro, tremendo.
— Eu a conheço?
Rimeko, então, voltou a si. E todos perceberam não se tratar de uma criança.
“Sim, dos meus sonhos...”, pensou ela, sem entender o que havia de errado.
Rimeko tentou não tremer ao dizer.
— Desculpe. Te confundi com um primo meu.
O garoto riu e Minanimo pareceu espantado.
— Acho impossível que você tenha um primo com as minhas características.
— Hiei...
— Então seu nome é “Hiei”? – a voz de Rimeko era doce como mel.
— Por que o interesse? Eu acabei de chegar.
Rimeko pareceu desapontada.
— Eu...é...bem. Também preciso de alguém que conheça bem a região.
— Eu conheço bem a região, Hiei. – Minamino fez troça.
— Você não, Shuichi. Você é enfadonho.
— Mas você não gosta de socializar.
— Cala a boca!
Todos olhavam embasbacados. O que se sucedera com Rimeko? Ela parecia outra pessoa!
E o que todos não sabiam, é que Shuichi pensava a mesma coisa de Hiei também.
— Vamos? – convidou Hiei.
— Agora? – Rimeko guinchou.
— Não há hora melhor. – e tomou-a pela mão trêmula.
Todos estavam confusos.
***
Hiei dissera tudo a ela. Que veio da Islândia, tinha uma irmã gêmea chamada Yukina, raramente viajava. Rimeko dissera tudo o que lembrou, que os pais eram egoístas, Kyoko-chan era sua melhor amiga, mas também tinha outros amigos, entre eles Minamino, tinha um irmão chamado Kojiro que tinha uma namorada e os dois viajavam pelo mundo num balão. Rimeko cuidava do cachorro do irmão.
— E você, tem namorado? – perguntou Hiei num sorriso torto.
— Gostaria de ter...
— Já teve?
— Hiei-san! São perguntas muito pessoais!
Os dois andavam pelo Parque. A sombra estava fresca e não havia muita gente.
— Eu não tive. – disse Hiei.
Rimeko respirou fundo.
— Nem eu.
E a beijou. Profundamente, contra a grade.
Mulheres passaram por eles, criticando.
— Esses jovens de hoje, são muito safados!
Os dois se saciaram e desataram a rir.
— Só você me faz rir, sabia, Rimeko? Eu nunca rio.
— Por quê?
— Não sei... Acho a vida amarga. Vamos voltar. – ele segurou a mão dela novamente.
***
Hiei estava no colchão no carpete de Shuichi, pensando. Será que Yukina iria gostar de Rimeko? Ela cheirava a pêssegos...
O que ele estava fazendo? Pensando em apresentar uma garota que acabara de conhecer a sua irmã, que quase perdera? Contando fatos da vida dele que só Shuichi sabia?
E ainda ao ver aquele Rosenberg, lembranças afloraram. Como o garoto conseguia viver em paz?
Não. O melhor seria se afastar de Rimeko.
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