Get It Right
22 Summer Nights
Notas iniciais
Então, vou postar (=
De Kurt para Rachel.
“Aproveite bem o piquenique, viu? Não se importe com Carole. Te amo, beijos.”
De Jesse para Rachel.
“Porque você desligou? Preciso falar com você Rachel, me atende, por favor!”
De Leroy para Rachel.
“Filha, que horas você vai voltar para casa? Estamos preocupados. Volte logo.”
De Jesse para Rachel.
“Atenda-me, por favor, Rach, não me ignore dessa maneira, eu te imploro.”
Sete ligações eram de Jesse e as três que restaram eram de meus pais.
— Preciso ir para casa agora — coloquei meu celular de volta na bolsa e me levantei, colocando a alça da bolsa em meu ombro.
— Porque amor? — Finn parecia preocupado.
— Meus pais me mandaram mensagens e ligações, eles devem estar muito preocupados comigo e já está tarde para uma garota que deve ficar em recuperação, você não acha?
— Eu te levo para casa — ele sorriu.
De Rachel para Leroy.
“Já estou indo para casa, eu falei que ia demorar por causa do meu passeio com Finn. Beijos”
Guardamos as coisas no porta malas do carro e fomos em direção a minha casa.
Durante o percurso até a minha casa, conversamos sobre coisas normais. Então acabamos chegando ao assunto da escola – já que era o nosso último ano – e eu decidi convidar Finn para ir comigo à NYADA.
— Finn, você já pensou em qual carreira profissional seguir? — Perguntei quando chegamos à minha casa.
— Futebol — ele deu de ombros e desligou o carro.
Droga era tudo o que eu não queria ouvir.
— Hum — murmurei triste.
Todos os meus planos tinham acabado eu não iria mais morar com Finn em Nova York e estudar na NYADA com ele. Nós iríamos terminar por causa da distância, e os meus sonhos foram todos por água abaixo.
— O que foi Rachel? — Perguntou Finn confuso.
— Nada, é só que... — fiz uma pausa e olhei para Finn.
Eu tinha só mais uma carta na manga, e eu teria que jogá-la.
— Me conte — Finn pegou em minha mão, sendo atencioso.
— Shelby me deu convites para que eu convidasse amigos para entrar na NYADA comigo — o olhei atentamente. — Eu convidei Kurt e Blaine, e como sobrou um último convite, eu queria que você fosse junto conosco — falei com um nó na garganta.
Finn ficou calado. Soltou sua mão da minha e continuou a ficar pensativo.
— Tenho tempo para pensar sobre isso? — Ele questionou olhando para frente, sem me olhar nos olhos.
Eu sentia que a resposta dele seria “não”, mas assenti, já que não sou uma pessoa ruim.
— Tudo bem, nos vemos na escola — peguei minha bolsa e tirei o cinto de segurança.
Finn me deu um selinho demorado. Quando nossos lábios se separaram, ele sussurrou olhando em meus olhos:
— Eu te amo muito, viu? — E deu um daqueles sorrisos de canto de boca que me fazem “pirar”.
— Eu também te amo.
Segunda-feira na escola.
Estacionei meu carro e me virei para o lado, para pegar minha bolsa e sair do automóvel.
Alguém bate no vidro do carro e eu dou um pulo de susto. Olho para o lado e vejo Jesse St. James. Claro que eu fiquei boquiaberta com a presença dele.
Abri a porta do automóvel e saí ainda pasma com a imagem que estava vendo.
— Jesse? — Minha voz saiu em um sussurro.
Meu maior medo era que ele conseguisse ser mais forte que eu e fizesse que todos aqueles sentimentos que um dia eu senti por ele voltassem a viver.
— Olá Rachel, quanto tempo — ele disse me dando um beijo no rosto e eu tenho certeza que fiquei vermelha porque senti minhas bochechas ficarem quentes.
— Muito tempo — falei com o tom de voz normal, pois eu já tinha voltado para a realidade. — Então, o que te trouxe até aqui?
— Você — ele sussurrou, mas logo pigarreou, tentando disfarçar com uma tosse o que tinha falado. — Só queria rever os velhos tempos.
— Ah, como eu queria parar no tempo — falei pensando alto.
— O que você tem Rachel? — Jesse perguntou me fitando.
— Como assim?
— Só quem te conhece, percebe quando você está diferente — ele respondeu sorrindo.
— Finn Hudson — decidi desabafar. — Convidei ele para ir comigo a NYADA e ele negou, porque quer continuar a carreira de jogador de futebol — expliquei deixando a raiva sair junto com as minhas palavras.
— Se você me convidasse para ir a NYADA, eu não pensaria duas vezes e diria sim — Jesse falou rindo e acabou conseguindo tirar um sorriso de mim.
— Se você me convidasse para ir a NYADA, eu não pensaria duas vezes e diria sim — Jesse falou rindo e acabou conseguindo tirar um sorriso de mim.
O sinal tocou.
— Tenho que ir Jesse, até outro dia — acenei pra ele e fui indo em direção a escola.
Cheguei à minha sala de aula e acabei entrando junto com o professor, que era o Sr. Schue por sinal.
— Bom dia Rachel — ele disse sorrindo.
— Bom dia Sr. Schuester — sorri em troca.
Sentei na cadeira ao lado de Finn.
— Desculpe o atraso amor — falei baixinho.
— Sem problemas — ele sorriu.
As aulas ocorreram normais e eu senti que Finn estava afastado de mim. Ele parecia mais frio também.
Na hora do intervalo, fomos almoçar junto com o pessoal do clube Glee, para conversarmos sobre o acidente que aconteceu entre mim e Quinn.
— Vadia — xingou-me Santana enquanto sentava-se na minha frente.
— Cala a boca Santana e deixa a garota se explicar — falou Mercedes.
Olhei para os lados e Finn estava conversando com Sam. Ok, uma boa hora para ele se esquecer de mim e me deixar tomar conta dessa “barra pesada” sozinha.
— Eu atropelei Quinn sexta-feira, porque eu estava com uns problemas emocionais, mas não foi um acidente de propósito, foi acidental mesmo — falei a última frase como se fosse uma indireta para Santana que estava enfurecida. — Conversei com Quinn no dia que eu acordei no hospital, e ela não me xingou nem nada do tipo, ela só me agradeceu por tê-la atropelado — expliquei e todos que estavam ali na mesa ficaram boquiabertos.
— Ela te agradeceu? — Perguntou Artie pasmo.
Assenti.
— Sempre a achei estranha mesmo — comentou Blaine.
— Em fim, o que eu quero dizer para vocês é que Quinn está bem e logo ela voltará para o clube Glee — completei tranquilizando os integrantes do coral.
— Pra mim você continua sendo uma vadia — falou Santana enquanto bebericava seu suco.
— Eu não repetiria isso se fosse você — falei sorrindo ironicamente.
— Por quê? Vai me bater baixinha? — Ela disse rindo.
— Porque eu sei de uma coisa que você iria fazer sexta-feira a noite — respondi e percebi que tinha pegado em ponto fraco de Santana, ao tocar no assunto que Quinn e ela iriam me espancar.
— Como você sabe disso? — A latina falou baixinho, para que ninguém ouvisse, afinal, todos estavam falando sobre Quinn Fabray e nem deram muita bola para a nossa discussão, já que era normal nós brigarmos.
— Quinn me contou — respondi. — Então, segure essa sua língua de cobra, antes que eu conte para todo mundo o que eu sei — falei alto e as pessoas que estavam ao nosso redor ouviram a minha provocação.
Santana rosnou de raiva e saiu da mesa batendo os pés de pura frustração por ser humilhada na frente de todos. Brittany foi correndo atrás dela.
— O que foi isso Rachel? — Perguntou Kurt boquiaberto, pois ele sabia o que Quinn e Santana queriam fazer comigo.
— Um ataque de nervos — falei me levantando já que o sinal tinha tocado.
Fui para sala e nem esperei por Finn, já que ele estava me evitando. As duas últimas aulas foram normais, e eu nem as tinha com Finn e isso facilitou para que a minha raiva passasse mais rápido.
Ao final das aulas, fui para o meu armário pegar minhas coisas. Enquanto pegava meus livros, senti alguém me cutucar no braço.
— Rachel — era Finn.
Fechei meu armário e me virar para trás, para olhá-lo.
— Oi Finn — sorri, estava sentindo falta de conversar com ele.
— Podemos conversar? — Ele perguntou um pouco nervoso.
Assenti. A conversa com certeza era sobre o meu convite para a NYADA.
— Queria falar sobre o seu convite... — ele fez uma pausa e passou a mão pelos cabelos.
Não falei que era sobre NYADA? Conheço bem Finn Hudson.
— Bom, eu não vou poder ir — ele disse suspirando. — Passei a noite toda pensando, e cheguei a conclusão de que o que eu quero para mim é o futebol, sabe? — Finn completou, me explicando a situação.
— Tudo bem — respondi tentando parecer normal, mas na verdade eu estava péssima.
— Tudo bem mesmo Rach? — Ele perguntou assustado.
Com esse “tudo bem” eu quis dizer que tudo entre está acabado, você é lerdo, hein? Falei para mim mesma em pensamento.
— Sim — murmurei triste.
— Quer uma carona? — Ele perguntou sorrindo e tentando me animar.
— Não, obrigada — falei rápido, tentando afetá-lo. — Eu vim com o meu carro — expliquei quando ele fez aquela carinha de cão sem dono.
Ele suspirou, acho que percebeu que acabamos de começar uma guerra, quer dizer, eu havia acabado de começar uma guerra, mas que se dane, porque eu quero mesmo que Finn veja o quanto eu estou machucada por ele me abandonar em NY!
— Até amanhã, Finn — falei dando um selinho demorado nele.
Só de pensar que esse seria um dos últimos selinhos que daríamos, senti meu estômago revirar. Mas não eram só as borboletas que estavam em meu estômago me incomodando por causa de Finn, mas eu estava enjoada, acho que algo que eu comi no intervalo não me fez bem.
— Preciso ir ao banheiro — falei rápido e saí correndo.
Chegando ao banheiro, eu fui para uma daquelas cabines onde tinha o vaso sanitário e coloquei para fora tudo o que eu tinha comido na hora do intervalo.
— Rachel? — Ouvi a voz de Finn me chamando.
— Estou aqui — falei e depois vomitei novamente.
— O que você tem meu amor? — Ele perguntou se abaixando junto comigo.
— Estou enjoada, acho que é dor de estômago — respondi secando minha boca com as costas da minha mão.
— Vem cá se lavar — falou Finn me ajudando a levantar.
Fomos até a pia e eu lavei meu rosto e minhas mãos. Finn não parava de observar e percebi que ele estava com um sorrisinho nos lábios.
— Não quer mesmo que eu te leve para casa? — Ele perguntou quando eu terminei de secar minhas mãos e meu rosto.
— Não precisa, mas obrigado amor — falei sorrindo.
Só não ia dar um beijo nele porque eu estava com aquele gosto ruim de vomito na boca.
Finn me levou até meu carro no estacionamento e se despediu com um abraço, já que eu não queria beijá-lo por causa do vomito.
Entrei em meu automóvel e Finn Hudson foi para seu carro. Respirei fundo e antes de fechar a porta fiquei observando Finn andar pelo retrovisor de meu carro.
— Rachel, que cara é essa? — Levei um susto com Jesse falando do lado de fora do carro.
— Dá pra você avisar quando chega Jesse St. James? — Perguntei irritada.
— Desculpe, mas acho divertido te assustar — ele riu.
— Você me paga, viu? — Falei rindo.
— Mas me diz aí, o que aquela gelatina com pernas do tamanho do pescoço de uma girafa fez com você dessa vez — Jesse falou trocando de assunto após ficarmos nos olhando.
— Cuidado com o que você diz sobre ele — falei cruzando os braços e lançando-lhe um olhar de raiva.
— Desculpe — ele murmurou.
— Finn só conformou o que eu temia — comentei.
— Sobre a NYADA? — Jesse perguntou se apoiando no carro.
— É — confirmei. — Ele não vai comigo porque prefere o futebol — falei abaixando a cabeça.
— Ei Rach, não fique triste — ele ergueu minha cabeça segurando meu queixo. — Se ele te troca por um futebol sem graça, é porque ele não te merece, então engole essas lágrimas e não se importe mais com quem não se importa com você — Jesse disse e eu me senti um pouco melhor.
— Será que é possível? — Perguntei olhando-o. — Finn era o único que eu contava tudo o que acontecia na minha vida e tudo o que se passava na minha mente ele sabia, ele era tudo para mim — falei sentindo-me ainda mais triste ao perceber que a cada segundo eu o estava perdendo.
— É só você começar a confiar em outra pessoa — ele disse.
Olhei para Jesse e ele piscou para mim. Ok, isso está bem estranho, mas pelo ao menos Jesse estava me ouvindo e me apoiando, coisa que Finn ignorou.
— Agora só falta achar essa pessoa — murmurei triste.
— Já achou... — Jesse sussurrou, mas ele não terminou a frase porque percebeu que eu tinha ouvido e ele pigarreou, tentando disfarçar.
— Jesse, quer sentar? — Perguntei tentando trocar de assunto.
— Claro — ele deu de ombros.
Eu fui para o banco do lado e ele sentou-se no banco do motorista, onde eu estava sentada antes.
— Nossa, está quente esse assento — ele disse rindo. — Você está com fogo, hein Berry?! — Jesse riu.
— Babaca — falei rindo.
— Mas você me ama, vai dizer que não sentiu a minha falta — Jesse falou e eu senti as minhas bochechas corarem.
— Senti sua falta, porque você sempre me fez rir — expliquei tentando fugir daquele olhar de Jesse que insistia em me deixar sem graça e com o coração quase saindo pela boca.
Jesse se aproximou de mim e tentou me dar um beijo, mas fomos interrompidos pelo meu vomito que acabou saindo sem avisar e sujou meu carro, Jesse e eu.
— Desculpe — falei quase chorando pela besteira que eu tinha acabado de aprontar.
— Está tudo bem — ele falou paralisado por causa do vomito.
— Não fiz de propósito, mas é que eu estou com uns enjôos estranhos hoje — expliquei tentando deixar Jesse mais calmo. — Olha, vamos para a minha casa que você toma um banho lá — falei tentando concertar a situação.
Jesse sorriu ao ouvir a minha idéia.
— Vem pra cá que eu dirijo — disse me levantando do banco.
— Pode deixar que eu faço isso — Jesse disse fechando a porta do carro e ligando-o.
— Desculpe Jesse, mas eu não queria fazer isso — falei mais uma vez.
— Acalme-se Rachel, estou bem, só meio surpreso, mas eu estou bem — ele disse sorrindo para mim.
Chegamos a minha casa bem rapidinho, pois eu tinha pedido para Jesse acelerar, já que eu não queria que aquele vomito todo secasse e muito menos ficar sentindo aquele cheiro horrível.
— Pronto — ele falou desligando o carro.
— Vem, vamos — falei saindo do automóvel.
Entramos na minha casa e eu fui avisar meus pais que Jesse estava lá.
— Pode subir ok? Meu quarto é na segunda porta a direita, entre e tome um banho, eu já vou lá te entregar a toalha — falei sorrindo.
Jesse assentiu.
Fui para a cozinha e encontrei meu pai lá.
— Oi pai — falei entrando na cozinha.
— Oi filha — ele disse se virando para mim.
Quando ele viu que eu estava com vomito na minha blusa e em meu rosto, ficou pasmo.
— O que aconteceu?
— Eu tive uns enjôos na escola e acabei vomitando, mas o pior de tudo é que eu vomitei em Jesse St. James — falei suspirando de frustração. — Eu o trouxe aqui em casa para tomar um banho, não podia deixá-lo ir para a casa dele todo sujo de vomito, não é?
— Claro — ele sorriu.
— Vou pegar umas toalhas para ele — falei saindo da sala e indo pegar as toalhas.
Cheguei em meu quarto, e bati na porta do banheiro.
— Pode entrar — berrou Jesse.
— Com licença — falei entrando e sem olhar para o Box onde ele estava tomando banho, pendurei a toalha e saí do banheiro rapidamente.
Fui para o quarto dos meus pais e tomei um banho lá mesmo. Coloquei meu roupão e fui para meu quarto pegar algumas roupas para mim. Jesse saiu do meu banheiro no mesmo momento em que eu entrei no quarto. Ele estava usando somente sua calça, mas mesmo assim eu fiquei com vergonha.
— Desculpe — falei abaixando a cabeça e indo até meu armário. — Jesse, você vai querer roupas limpas? — Perguntei enquanto revirava meu armário.
— Obrigado, mas não precisa — ele respondeu ainda parado na porta do banheiro. — As minhas estão limpas.
— Ok.
Peguei as minhas roupas no armário e fui em direção ao banheiro.
— Vaza daí que eu quero me trocar — falei empurrando ele para fora do banheiro e rindo.
— Sua grossa — ele disse rindo e eu fechei a porta na cara dele.
Troquei de roupas e saí do banheiro com uma toalha enrolada em meus cabelos. Quando Jesse me viu começou a rir.
— O que foi? — Perguntei olhando-o confusa.
— Você está estranha, mas engraçada — ele disse rindo.
— Babaca — falei mostrando a língua.
— Era só brincadeira — ele disse segurando o riso.
— Te odeio Jesse — falei tirando a toalha da minha cabeça.
— Mentirosa — ele disse mostrando a língua também.
Seu celular tocou e eu não pude retrucar.
— Oi mãe. Sim, estou indo para casa. Não, eu estou na casa da minha amiga. É só amiga mãe — ele revirou os olhos. — Eu sei disso. Não pense esse tipo de besteira mãe, sim, eu tenho juízo. Ok, beijos — ele disse desligando o telefone.
— Vou ter que ir para casa — Jesse explicou.
— Quer uma carona? Eu pego o carro do meu pai — falei lembrando-me que meu carro estava cheio de vomito.
— Não, obrigada Rach.
— Ok, vou te levar até a porta então — sorri e ele retribuiu o sorriso.
Fomos andando até a porta da minha casa. Eu andava na frente e Jesse atrás de mim.
Abri a porta e me despedi de Jesse com um beijo no rosto.
— Até outro dia — falei sorrindo.
Jesse sorriu e me deu um beijo na bochecha também.
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