Get It Right
23 Smooth Criminal
Terça-feira.
Enquanto eu estava na biblioteca da escola fazendo meu trabalho escolar, senti alguém beijar meu pescoço.
— Bom dia minha linda — Finn falou em meu ouvido e os pelos do meu corpo se arrepiaram.
— Bom dia meu amor — falei roubando um selinho dele.
— Está melhor? — Ele perguntou sentando-se na cadeira ao meu lado.
— Sim, vomitei só mais algumas vezes ontem — falei sorrindo.
— É mesmo? — Ele perguntou preocupado.
Assenti.
— Vomitei em Jesse — disse fechando meu livro.
Finn riu alto e a bibliotecária lançou-lhe um olhar de raiva pelo barulho em um local que deveria ter silêncio absoluto.
— Queria ter visto essa cena — ele disse rindo baixinho.
— Foi bem engraçado — falei rindo também.
— Mas como você vomitou nele? — Finn parecia um pouco enciumado, mas estava segurando o riso por causa da história do vomito.
— Ele veio falar comigo no estacionamento, e eu estava mal, então acabei vomitando nele sem querer — expliquei.
Levantei-me e peguei o livro que estava lendo. Coloquei-o na prateleira e fui chamar Finn para irmos para a sala de aula.
— Ei amor, vamos para a sala? — Perguntei sorrindo.
— Claro pequena — ele disse levantando-se e me abraçando pela cintura.
Chegamos na sala de aula e Sam veio em minha direção.
— Oi Rachel — ele sorriu e cumprimentou Finn com um toque de mãos. — O pessoal do coral estava conversando, e estávamos pensando em fazer uma festa para comemorarmos o nosso último anos juntos e tal — ele explicou.
— Seria uma boa idéia — falei sorrindo. — Faz o seguinte, vai lá em casa ao final das aulas, que a gente conversa melhor sobre o assunto.
Finn me olhou de rabo de olho e só suspirou.
— Vamos sentar garotos — disse a professora de história entrando na sala.
Eu e Finn sentamos um do lado do outro e Sam voltou para seu lugar.
— Tirou o dia pra ficar de ciúmes, é? — Perguntei segurando o riso.
— Não provoca Rachel — Finn disse irritado.
Eu só assenti e comecei a prestar atenção na aula.
— Quer ir lá em casa também? — Perguntei percebendo que era essa a pergunta que Finn queria ouvir.
— Claro — ele respondeu sorrindo.
Ao final de todas as aulas, Sam veio até mim enquanto eu saia pela porta principal do colégio.
— Rachel! — Ele me chamou.
— Oi Sam — falei sorrindo. — Então, vamos? — Cheguei mais perto de Sam e falei baixinho: — Convidei Finn também, sabe como ele é ciumento — expliquei.
Evans riu.
— Por mim tudo bem — ele deu de ombros.
— E aí pessoal — falou Finn aproximando-se de nós.
— Então, vamos garotos? — Perguntei sorrindo.
Eles assentiram e fomos andando até meu carro.
— Olha Rach, eu vim com meu carro, então eu vou ter que ir com ele — disse Finn no estacionamento.
— Ok, nos vemos lá em casa.
Sam e eu conversamos sobre algumas coisas da formatura e a nossa última semana de aulas enquanto eu dirigia até a minha casa.
Chegamos a minha casa em poucos minutos.
— Rachel, posso te fazer uma pergunta? — Sam perguntou meio constrangido.
— Claro — falei saindo do carro junto com ele.
— Você pode dirigir? Quer dizer, dirigir depois do acidente — ele questionou.
— Pela lei não, mas eu só dirijo para ir à escola — falei rindo.
Finn chegou e nós entramos em minha casa. Fomos até a sala e ficamos planejando o que iríamos fazer sobre a formatura.
— Como essa é a nossa última semana de aulas, deveríamos fazer uma festa, só entre os membros do clube Glee — falei enquanto servia sucos para eles.
— Acho uma ótima idéia — disse Finn bebericando o suco.
— Também concordo — Sam sorriu.
— Ok, então vai ser sábado às 23h30min — disse marcando em um cardeninho, para organizar tudo o que iríamos planejar para o final do ano.
— Onde seria essa festa? — Finn perguntou.
— Pode ser na minha casa — Sam disse dando de ombros e dando um gole em seu suco.
— Seus pais deixariam? — Perguntei terminando de escrever.
— Eles vão viajar amanhã, e só voltam na terça-feira que vem então a casa está liberada — ele explicou com um sorriso malicioso nos lábios.
— Poderíamos fazer um final de semana de festa — disse Finn fitando minhas pernas.
Abaixei minha saia e lancei um olhar para ele de tipo: “Sossega esses hormônios Finn”.
Sam não percebeu a nossa troca de olhares e continuou a falar:
— Adoraria isso — disse Sam rindo. — Mas temos que ver se o pessoal aceita.
— Santana, Brittany e Puck nunca negam uma boa festa — falei pensando. — Eu, você e Finn vamos de certeza, além do mais, Mercedes e Tina também gostam de encher o cu, e Artie e Mike não ficariam de fora.
— Blaine gosta de festas e Kurt não vai deixá-lo ir sozinho — disse Finn me ajudando a lembrar dos nomes do pessoal.
— Rory e a Sugar vão com certeza — completou Sam.
— Resumindo: todos vão — falei anotando mais coisas no caderno. — Mas Sam, você sabe se Quinn vai poder ir? — Disse tirando o olhar do caderno e olhei o loiro.
— Sim, ela vai receber alta quarta-feira ou quinta-feira — ele disse sorrindo.
— Melhor assim — falei continuando anotar coisas no caderno.
— E a formatura, como fica? — Finn perguntou.
— Ainda não sei — falei dando de ombros.
— Podemos curtir a formatura da escola e depois fazermos alguma coisa só nós do coral — disse Sam.
— Ou então podemos ir para a casa do Sr. Schue ao final da formatura do colégio, só para podermos lembrar-nos dos nossos bons momentos no coral e ficarmos juntos pela última vez — expliquei minha idéia.
Continuamos a planejar tudo o que iria acontecer na festa e na formatura. Sam iria avisar a galera, eu e Finn ajudaríamos Sam a decorar a casa dele na sexta-feira à noite. Finn falaria com o professor Schue e eu e Santana resolveríamos o assunto das bebidas alcoólicas. Blaine e Puck cuidariam das músicas. Estava tudo pronto, só faltava avisarmos cada tarefa para a galera.
— Agora que terminamos — falei me levantando. — Bem que poderíamos visitar a Quinn no hospital, não é? Estou com saudades dela e queria falar as novidades — disse sorrindo.
— Rachel, você tirou as palavras da minha boca, eu iria pedir a mesma coisa pra vocês — Sam falou rindo.
— Então vamos — disse Finn levantando-se também.
Fomos os três no meu carro.
— Rachel, deixa que eu dirijo — falou Finn segurando meu braço.
— Por quê? — Perguntei arqueando uma sobrancelha.
— Você não tem mais a carteira de motorista, lembra-se? — Disse Sam.
— É verdade — falei e Finn soltou meu braço.
Joguei as chaves para Finn Hudson e ele as pegou no ar. Sentei-me no banco de trás e Sam sentou ao lado de Finn.
— Quinn tem recebido muitas visitas? — Questionei enquanto twittava em meu celular algumas coisas.
— Sim, mas os pais dela não deixam entrar todos no mesmo dia — disse Sam dando de ombros. — Principalmente o pai dela. No dia que eu fui lá pela primeira vez, ele me barrou e disse que era para eu voltar outro dia — ele virou-se para trás e me olhou. — Quinn ouviu a conversa porque estava acordada e berrou com o pai dela, xingando-o. Eu fiquei sem reação e fui saindo de fininho, e aí ela me chamou para entrar — ele sorriu.
— Porque o pai dela fez isso? — Perguntei boquiaberta.
— O pai de Quinn sempre teve probleminhas — disse Finn. — Ele queria proteger a filha de tudo e de todos, mas na verdade ele que era o lobo mal da história.
— Como você sabe disso Finn? — Perguntei com raiva.
— Não era eu quem tirou o dia para ter ciúmes? — Ele questionou rindo.
— Vai à merda — resmunguei cruzando os braços.
— Eu ainda estou aqui, ok? Então não bringuem casal — falou Sam soltando uma risadinha.
— Vai à merda você também Evans — falei empurrando o banco dele.
— Ei, eu não tenho culpa se Finn gosta de te provocar — Sam disse tentando se defender de mim.
— Cala essa boca Sam — Finn disse rindo —, por que quando a Rach tira o dia pra ser braba, ninguém consegue mudar a cabeça dessa garota — ele completou.
— Então tenta controlar essa baixinha — disse Sam sentando na ponta do banco, enquanto eu continuava a chutar seu assento.
Finn estacionou o carro no estacionamento do hospital.
— Ninguém me controla meu bem — falei me sentando corretamente no banco e parando de chutar Sam.
Eu estava toda descabelada quando saímos do carro.
— Acho que você errou o caminho Finn — disse Sam olhando-me.
— Porque cara? — Finn perguntou sem entender nada.
— Deveríamos ter ido para um hospital psiquiátrico levar a Rachel — ele disse rindo.
Eu revirei os olhos.
— O circo não é aqui — falei mostrando o dedo do meio para Sam — para os dois palhaços ficarem de piadinhas.
— Ui quanta fúria — disse Finn tremendo, fingindo medo.
Bufei de raiva. Entrei no hospital sozinha enquanto os idiotas ficavam rindo da minha cara.
— Com licença, posso visitar a paciente Quinn Fabray? — Perguntei à recepcionista.
— Espere só um momento, senhorita — ela respondeu sorrindo e foi checar alguma coisa em seu computador.
Olhei ao redor e a sala de espera estava vazia. Finn e Sam ainda estavam lá fora e eu desejei desesperadamente em minha cabeça que a mulher fosse rápida o bastante para que eu entrasse no quarto sem Sam e Finn.
— Pode subir até o quarto dela, não há nenhuma visita para ela nesse momento — a mulher disse sorrindo e tirando os olhos do monitor.
— Obrigada — respondi sorrindo.
Fui andando rápido – lê-se correndo – para o quarto de Quinn Fabray. Bati nervosamente duas vezes na porta do quarto dela e ouvi sua voz doce berrar:
— Pode entrar!
Abri a porta e entrei. Quinn deu um sorriso enorme a me ver.
— Rachel! — Ela disse ainda sorrindo.
— Olá Quinn — falei sorrindo também e fechei a porta.
— Sente-se ali — ela disse apontando para a cadeira que tinha ao lado de sua cama.
Fui até lá e me sentei.
— Então, como vão às coisas no clube do coral e no McKinley? — Quinn perguntou ansiosa pelas respostas.
Contei para Quinn sobre tudo. Sobre como a Santana reagiu quando eu falei sobre o acidente, contei sobre o que eu, Finn e Sam planejamos para o final do ano, contei sobre meu namoro com Finn, contei sobre o Jesse – até comentei sobre o vomito – e falei sobre a NYADA.
— Eu acho que vou receber alta na quinta-feira, então vai dar tempo para fazer umas comprinhas e ir para festa — disse Quinn.
— Que bom — falei sorrindo. — Sam disse que podemos ficar o final de semana todo na casa dele, então leve preservativos — disse rindo.
— Com certeza, porque vai rolar muita putaria — Quinn disse me acompanhando na piada.
Um barulho na porta interrompeu a nossa conversa.
— Você pode ir lá ver quem é? Por favor — pediu-me Quinn.
— Claro — falei levantando-me e indo até a porta do quarto de hospital.
Chegando à porta, abri-a e dei de cara com Finn e Sam.
— Ah, são vocês — falei segurando o riso.
— Muito legal da sua parte entrar e nos deixar esperando lá fora — falou Sam revirando os olhos.
— Mas não eram vocês que queriam ir ao circo trabalhar como palhaços? — Questionei rindo.
— Sem piadinhas Rachel — disse Finn entrando junto com Sam.
— Agora vocês falam: “sem piadinhas”, mas quando estavam lá fora rindo da minha cara poderia haver piadinhas, não é mesmo seus babacas? — Falei irritada e fechei a porta com força.
Finn e Sam pularam de susto e ficariam imóveis. Passei entre os dois, os empurrando um para cada lado com força. Finn cambaleou e caiu sentado no chão e Sam caiu por cima da cadeira.
— Saí de cima da cadeira Evans, porque eu vou sentar aí — falei empurrando-o e ele gemeu de dor.
— O que foi isso? — Quinn perguntou boquiaberta.
— Esses dois idiotas ficaram rindo da minha cara e quando eu os deixei para trás acharam que estavam na razão de brigar comigo — respondi sentando-me na cadeira.
— Então vocês mereceram apanhar e merecem apanhar bem mais — disse Quinn me defendendo. — Só não bato em vocês porque estou presa por esses fios e tubos — ela completou.
— Ouviram bem? Então calem a boca porque eu tenho a razão — falei mostrando a língua para os garotos.
Quinn e eu rimos alto.
— Você é muito malvada Rachel — disse Finn com a mão na cabeça.
— E ainda por cima quer fazer a cabeça da minha namorada — falou Sam se levantando do chão e indo até Quinn.
Ele deu um beijo na testa dela e perguntou:
— Tudo bem linda?
— Eu estou bem, mas acho que você não vai ficar bem por muito tempo — ela disse segurando o riso.
— Como assim? — Ele perguntou olhando-a. — Vai me bater igual a Rachel?
— Claro que não — ela respondeu rindo. — Eu vou ter alta quinta-feira, isso significa que vou poder ficar o dia todo enchendo sua paciência — ela completou.
— Que isso amor, você nem incomoda, ok? — Sam disse dando mais um beijo na testa dela. — E que bom que vai sair do hospital logo.
— Acho que eu e Finn vamos indo, já que colocamos o papo em dia, não é Quinn? — Falei levantando-me e indo até Finn que estava em pé olhando para Sam e Quinn.
Ela soltou uma risadinha.
— Eu queria que vocês ficassem, já que nem consegui conversar com Finn, mas ele vem outro dia aqui e a gente coloca as coisas em dia — ela disse mordendo de leve o lábio inferior.
Não sei se ela mordeu o lábio porque Sam estava com calor e ergueu de leve a camisa, ou por causa de Finn. Tudo bem que eu acho que foi por causa de Finn e fiquei com vontade de tirar satisfações com ela, mas preferi lembrar-me de falar para Finn que quando ele fosse visitá-la, que me levasse junto ou então que ele nem fosse.
Sam não levou na malícia o que Quinn falou e ficou massageando os pés da garota. Esse Sam deve ser o maior chifrudo.
Saímos e eu Finn do hospital de mãos dadas.
— Rachel, me desculpe pelas piadinhas que eu fiz sobre você? — Finn perguntou.
— Claro amor — eu disse dando um selinho nele.
Finn foi dirigindo em meu carro até minha casa e durante o percurso eu perguntei com ciúmes e desconfiada:
— Porque Quinn falou daquele jeito com você?
Eu estava com o braço apoiado na janela do carro e olhava para fora.
— Como assim?
— Não se faça de bobo Finn, porque você sabe que ela até mordeu o lábio quando terminou a frase — eu disse olhando-o.
— Eu sei — Finn disse nervoso.
— Então porque se fez de bobo? — Questionei com mais raiva ainda.
— Por que eu não quero mais brigar com você, sabe, isso cansa e é chato — disse Finn continuando a dirigir. — E além do mais, eu nem vou ir visitá-la. Você que de uma hora pra outra ficou amiga dela e você sabe muito bem como a Quinn tem o dom de ser falsa com as pessoas ao seu redor.
— É você tem razão — eu falei cabisbaixa. — Pensei que a Quinn tinha mudado depois do acidente. Eu tinha esperanças que ela fosse mudar e ser uma pessoa melhor.
— Tome cuidado com ela meu amor, não confie na Quinn nunca — ele disse sorrindo para mim. — Eu só quero seu bem, ok?
Chegamos a minha casa e Finn desligou o automóvel.
— Acho que eu devo parar com essa mania de sempre ver o lado bom da Quinn — disse enquanto saíamos do meu carro.
— Ela não tem lado bom, só tem o lado falso e o ruim — Finn falou me envolvendo em seus braços, enquanto me abraçava pela cintura. — E o lado bom que você diz é o lado falso.
— Você a conhece muito bem — eu murmurei enquanto entravamos na minha casa.
— Eu a conheço bem porque tirei as minhas conclusões depois de ela me trair inúmeras vezes, depois de ela mentir e te enganar e depois de ela fingir ser boazinha e ferrar com todo mundo — ele explicou e paramos na porta de minha casa.
— Obrigado por abrir meus olhos mais uma vez, te prometo que essa será a última — eu falei.
— Tudo bem amor, estou aqui para o que você precisar — ele me deu um selinho. — Tenho que ir embora, mas nos vemos na escola amanhã, ok? — Finn me deu um beijo demorado.
— Até amanhã meu amor — eu falei ao final do beijo.
Finn sorriu e entrou em seu carro, enquanto ele saia acenou e me mandou um beijo no ar. Eu sorri e acenei também.
Notas finais
E só queria avisar que a fic está bem perto do final já (=
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