Get It Right
3 Bad Romance.
A tarde ocorreu tudo normal, e eu dormi bastante, porque estava cansada de tanto chorar.
Acabei nem jantando e no dia seguinte meus pais foram para o trabalho mais tarde.
– Rach, meu bebê, está tudo bem? – Minha “mãe” perguntou preocupa.
Assenti e contei o que tinha acontecido.
– Vai dar tudo certo filha. – Meu pai disse e acabei recebendo um abraço de urso dos dois.
– Obrigada pela força. – Sorri entre lágrimas.
– Nós te amamos meu bem, e sempre estaremos aqui por você e com você, ok? – E depois dessa frase linda de minha “mãe”, recebi outro abraço de urso deles.
– Até a noite. Beijos e se cuida. – Meu pai me disse dando um beijo no rosto.
Sorri contente por tê-los sempre comigo. Resolvi que não iria para aula hoje, porque não quero ter que aturar esse bando de fofocas, a Quinn braba comigo e Santana, em um dia que meu emocional está péssimo.
Enfiei-me debaixo das cobertas enquanto assistia televisão. Meu rosto estava inchado. Fui até o banheiro e lavei-o com água fria. Fiquei me olhando no espelho por um bom tempo.
Reparei em como eu sou feia. Sim, Santana e sua amiga tinham razão quando me chamaram de gorda e feia. Eu sou um monstro, eu sou horrível. Além de ter a aparência péssima, acabei com a vida de minha amiga. Porque eu tenho certeza que o Finn vai dizer tudo ao contrário do que eu falei, e ficarei sem minha melhor amiga. Como eu sou uma grande inútil gorda e feia. A campainha tocou interrompendo meu blábláblá mental.
Andei em passos lentos até a porta. Abri sem ao menos tirar o pijama e trocar de roupa, ou até mesmo pentear os cabelos.
– Pois não? – Perguntei fungando o nariz, ele estava escorrendo e eu parecia uma drogada com gripe.
– Rachel? – Levantei meu olhar e vi Finn. Isso mesmo, Finn.
– O que você está fazendo aqui? – Perguntei confusa e olhei em volta procurando por Quinn, mas não a achei.
– Preciso conversar com você. – Ele me olhou sério.
– Entre. – Falei abrindo o resto da porta. Ele entrou calado.
– Pode sentar Finn, sinta-se em casa. – Falei sorrindo e ele sentou ainda calado e sem nenhuma expressão no rosto. – Você quer falar sobre Quinn, eu sei. – Sentei-me ao seu lado.
– É. – Ele assentiu. – Eu sei que errei com ela, mas é que na verdade nunca a amei de verdade. – Ele parou e pensou um pouco. – Queria te agradecer. – E me olhou.
– Agradecer? Finn, para de brincadeira. – Falei revirando os olhos.
– É sério Rach. – Ele chegou mais perto de mim. – Queria te agradecer por me livrar da Quinn, eu já tinha tentado terminar com ela, mas ela não aceitava e eu não consegui outra forma de tirar ela do meu pé, senão traindo. – Ele deu de ombros.
– Quanta maldade Finn. Sinto nojo de jeito como você a trata.
– Eu sei que errei, e errei ainda mais quando transei com Santana. – Ele abaixou a cabeça envergonhado. – Eu e Quinn terminamos e ela disse que me odeia e odeia você também.
– Ela... Ela me odeia? – As palavras mal saíram de minha boca. Eu estava perplexa.
Ele assentiu e as lágrimas começaram a rolar por meu rosto.
– Você não tem culpa Rach, ela mudou. – Ele me olhou e enxugou algumas lágrimas teimosas que escorriam por meu rosto.
– Como assim mudou? – Questionei.
– Desde que ela colocou na cabeça que queria entrar para aquele grupo das garotas gostosas e chatas, ela começou a agir que nem elas. – Ele respondeu um pouco desconfortável.
Puta que pariu, sabia que tinha alguma coisa haver com aquelas vadias.
– As coisas estão piores do que eu imaginava. – Coloquei a cabeça entre as mãos e respirei fundo segurando minhas lágrimas.
Finn ficou em silêncio e me abraçou. Foi um abraço quente e confortável. Ficamos assim por alguns minutos e depois eu me soltei dos braços dele.
– Rach, eu acho que você deve falar com Quinn. – Finn respondeu quebrando o silêncio que tinha permanecido entre nós.
– Mas falar o quê? – Perguntei com o rosto vermelho e a voz fraca.
– Que eu sou o culpado e você só tentou abrir os olhos dela e mostrar a pessoa ignorante que eu fui com ela. – Finn afirmou.
– Você não disse isso pra ela, ainda? – Questionei.
– Já, mas ela não acredita em mim. – Ele disse sem dar muita importância sobre o assunto.
– Estou te achando tão frio com toda essa situação. – Falei o olhando.
– É que eu nunca gostei de Quinn, e só quis ficar com ela por causa da popularidade. – Ele deu de ombros.
– Então por que veio até aqui me falar essas coisas? – Perguntei confusa.
– Por que eu acho que você não deve se ferrar por causa de uma idiotice minha. – Ele falou constrangido.
– Pensei que fosse por causa da sua reputação.
– Não me importo mais com a minha reputação. – Finn me olhou. – Acho que existem coisas melhores para que eu possa me preocupar.
– Fico mais aliviada sabendo que estou conversando com alguém que tem cérebro. – Falei rindo.
– Poxa Rachel, eu também não sou tão inútil assim. – Finn falou fazendo biquinho.
– Pra mim você nunca foi grande coisa. – Soltei uma risadinha.
– E depois eu sou o frio, não é? – Ele mostrou a língua e riu um pouco.
– Peguei seu costume Finn.
– Vai ficar rindo de mim é? – Finn falou tentando ficar sério.
Assenti rindo.
– Então você vai sofrer na minha mão. – E depois de terminar essa frase, ele começou a me fazer muitas cócegas na barriga.
Eu me contorcia de tanto rir. Até caímos no chão, porque Finn não parava, mesmo que eu implorasse. Quando eu já estava sem fôlego, ele parou e nos jogamos no sofá para descansar.
– Você quase me matou Finn. – Falei respirando rápido.
– Ninguém mandou me provocar. – Ele sorriu de lado.
– Acho que nunca mais vou rir de você. – Falei fazendo cara de medo.
– É bom mesmo, por que sou capaz de coisas horríveis. – Ele riu malévolo.
– Finn, para com isso, eu estou com medo de você e não vou conseguir dormir essa noite porque vou pensar que você está debaixo da minha cama pronto pra me atacar. – Fiz cara de choro. Mas na verdade, eu queria rir da cena dramática que eu estava fazendo.
– Cara, você tem sérios problemas, deve ir a um psicólogo.
– Ah, cala a boca Finn. – Falei levantando-me.
– Quem te deu essa intimidade toda de me mandar calar a boca? – Finn perguntou virando-se para me olhar.
– E quem te deu essa intimidade toda de vir na minha casa, me fazer cócegas e me por medo? – Perguntei no mesmo tom de voz que o dele.
– Olha só, eu quis vir aqui e vou ficar aqui te incomodando o dia todo. – Ele sorriu.
– Folgado. – Mostrei a língua.
– Você me adora, Rach. – Ele continuou com o sorriso vencedor.
– Hudson, você me irrita muito. – Entrei na cozinha e peguei um copo d’água.
Logo, Finn apareceu. Olhei para trás e sorri.
– Quer alguma coisa pra beber? – Perguntei.
– Não, obrigado. – Ele deu um sorriso de canto de boca. – Vou indo pra casa Rachel, até outro dia. – Ele sorriu e saiu da sala.
– Finn, me espera. – Falei correndo atrás dele.
Ele virou-se e me observou.
– Eu falei alguma coisa que te magoou? – Perguntei. – Sabe, você parece triste.
– É que eu estou confuso Rach. – Ele deu de ombros. – Acho que eu estou me... – Finn parou e ficou me olhando por alguns minutos. – Ah, esquece, é coisa idiota da minha cabeça. – Ele foi em direção a porta. – Tchau Rach. – Eu acenei com a mão e ele sorriu.
Acabei dormindo a tarde toda novamente. Não almocei e chorei por muito tempo. Acordei de manhã e meus pais não estavam mais em casa. Tomei meu café da manhã, troquei de roupa, peguei minhas coisas e fui para o colégio.
Enquanto dirigia, eu fiquei pensando em como seria difícil eu passar por tudo isso. Em como eu ia sofrer. Suspirei cansada e estacionei o carro.
Entrei na escola e todos ficavam me olhando. Meus olhos se encheram de lágrimas e eu fui até minha classe, antes de entrar alguém me puxa pelo braço.
Era Puck. Ele me abraçou forte e sussurrou em meu ouvido:
– Eu sempre vou estar aqui com você. – E me deu um beijo no rosto.
– Obrigada Puck. – E eu correspondi com o abraço. – Eu te amo.
Ficamos abraçados ali até que o sinal tocou. Foi um abraço confortante, um abraço amigo, tudo o que eu precisava.
– Te vejo depois? – Ele soltou-se de meus braços.
– Claro. – Sorri.
Ele me deu um beijo no rosto e saiu. Entrei na sala e sentei-me no lugar de sempre. Logo Finn entrou na sala e sentou ao meu lado.
– Bom dia Berry. – Ele sorriu.
– Olá Hudson. – Correspondi com outro sorriso.
– Melhorou? – Ele perguntou preocupado.
– Impossível. – Respondi triste.
– Se quiser desabafar, eu vou te escutar. – Ele sorriu convidativo e abriu os braços pedindo um abraço.
Não respondi nada e o abracei forte.
as depois de alguns minutos que eu percebi que era errado o que eu estava fazendo, só estava piorando as coisas, eu tinha que parar de falar e andar com Finn, isso ia me prejudicar cada vez mais, pois Quinn vai pensar que eu estou gostando de Finn e isso não é verdade, e ela vai ficar mais braba ainda comigo. Soltei-me dos braços dele, e o professor já tinha começado a aula.
As aulas ocorreram normais, Finn não desgrudava de mim um segundo se quer.
– Posso te perguntar uma coisa? – Olhei para ele enquanto copiávamos um texto na aula de biologia.
– Pode. – Ele disse sem olhar para mim.
– Porque você está tão próximo de mim?
Na mesma hora ele virou-se para mim e me olhou com uma cara desconfiada.
– Porque eu quero te defender, caso a Quinn tente te matar. – Finn sorriu.
Assenti nervosa e confusa. Meu Deus, porque ele estava fazendo isso? Afinal, a gente nem se conhece direito e ele já está me defendendo e tal... Isso está muito estranho, demais!
No intervalo de uma aula para outra, fui pegar meus livros em meu armário. Quando fechei vi Quinn vindo em minha direção.
– Rachel, porque você anda falando mal de mim? – Ela para na minha frente. – Cara, pensei que você fosse minha melhor amiga, sua vadia, eu não quero mais saber de você! – Ela falava alto e eu estava sem entender nada, logo chegaram todas as Enchant’s e formaram um círculo em minha volta.
– Quinn, eu... – Ela não me deixou terminar, pois jogou vários copos de suco em mim.
– Cala essa sua boca, Berry. – E cuspiu na minha face. – Você merece muito mais do que isso.
Ao falar essas últimas palavras, as Enchant’s começaram a me empurrar uma para outra, enquanto puxavam minhas roupas, rasgando-as.
– Parem! Parem! Parem! Por favor! – Eu só conseguia berrar e chorar.
Quando eu caí no chão, elas pararam e ficaram debochando da minha cara, depois pisaram em cima de mim e saíram rindo alto.
A escola inteira estava me olhando seminua. Depois de um tempo, eu tentei me levantar mais acabei caindo, pois estava muito machucada e fraca.
Sentei-me no chão, coloquei minhas mãos no rosto e comecei a chorar, desejando desesperadamente morrer.
– Rachel? – Ouvi uma voz masculina me chamando.
Tirei minhas mãos do rosto e vi Finn sentado ao meu lado com o braço em volta do meu ombro. Estava só eu e ele ali, todos tinham ido embora. Eu fiquei tanto tempo desejando morrer que nem percebi que o tempo tinha passado.
– Vou te levar pra casa. – Finn me ajudou a levantar e colocou seu casaco em volta de meus ombros, para que ninguém me visse naquele estado. Fomos até o estacionamento.
Entrei em seu carro e minhas coisas já estavam lá dentro. Encostei minha cabeça no banco enquanto Finn entrava no carro.
– Rachel, você quer ir ao médico? – Ele me perguntou com uma expressão muito preocupada.
– Estou bem. – Falei com a voz fraca. – Só quero ir pra casa. – Quase não consegui ouvir minha própria voz, porque as lágrimas tinham me tomado.
Finn não falou nada e me levou para casa como eu havia pedido. O que tinha acontecido comigo? Eu estou com dor pelo meu corpo todo. Eu fui humilhada pela pessoa que eu considerava minha melhor amiga. Eu estou morrendo de vergonha, tristeza, raiva... E meu coração está apertado, doendo demais.
Chegamos à minha casa e Finn me carregou no colo até a porta, ele abriu-a e depois ele olhou para mim.
– Eu acho que vou tomar um banho. – Falei com a voz falhando. – Pode me soltar agora Finn.
Ele me obedeceu, mas eu ainda estava muito fraca e acabei caindo no chão. Não consegui segurar as lágrimas. Finn me levantou e me colocou no sofá, eu sentei e continuei chorando, ele colocou minha cabeça apoiada em seu colo e ficou fazendo carinho em meus cabelos.
Eu fique chorando lá por incontáveis minutos.
Quinn acabou comigo. Ela se tornou uma pessoa má, uma garota que eu nunca pensei que um dia ela fosse ser. Ela teve a coragem de fazer tudo àquilo comigo. Ela me bateu coisa que ela prometeu nunca fazer em mim. E mais uma vez eu vejo, como as pessoas não cumprem com suas promessas, em como as pessoas são falsas e más, como as pessoas conseguem ferir um coração tão rápido.
– Rachel, acho melhor você tomar um banho. – Finn falou interrompendo meu blábláblá mental. – Eu te ajudo ir até lá.
Concordei e ele me ajudou a andar até o banheiro.
– Vou ficar aqui do lado de fora te esperando, se precisar de qualquer coisa é só berrar. – Ele sorriu.
– Obrigada Finn. – Tentei dar um sorriso bonito, mas foi uma tentativa em vão.
Entrei no banheiro e fui me apoiando na parede para conseguir andar. Tirei minhas roupas com muita dificuldade e tomei um banho demorado.
Eu não conseguia parar de chorar, por mais que eu tentasse, eu não conseguia. Eu estava tão triste e tão fraca. Meu Deus, o que aconteceu com Rachel Berry? Aquela que não se magoa tão fácil? Aquela garota forte? Sumiu. Fugiu. Morreu.
Saí do banho, me enxuguei e antes de trocar de roupa, percebi como meu corpo estava vermelho com alguns cortes, arranhões e até mesmo hematomas roxos.
Saí do banheiro, agora conseguindo andar devagar, mas pelo ao menos conseguia andar. Finn estava sentado perto da porta, cochilando. Olhei em seu relógio e já passava das 21h00min. Agachei-me e o acordei chamando-o.
– Finn, acorda. – Ele abriu os olhos e sorriu, parecia aliviado.
– Está se sentindo melhor, Rach? – Ele perguntou.
– Sim. – Falei um pouco contente. – Levanta, vamos pedir uma pizza, estou com fome.
Finn levantou e envolveu seu braço na minha cintura me ajudando a andar. Fomos até meu quarto, e eu me deitei na cama.
– Descanse um pouco, ok? – Ele sentou na beirada da cama segurando minha mão. – Vou pedir a pizza pra você. – Finn sorriu me deu um beijo na testa e saiu do meu quarto.
Deitei na cama e fiquei debaixo dos cobertores me esquentando. Meu celular vibrou, peguei-o e vi que tinha recebido uma mensagem.
De Leroy Berry para Rach.
“Filha, hoje nós vamos para a casa de sua avó, só voltaremos daqui a três dias, beijos, te amamos muito.”
Que ótimo, vou ter que ficar três dias doente e ainda por cima com meus pais viajando, impossível meu dia melhorar. Finn apareceu de repente e me olhou um pouco assustado.
– Por favor, não chore mais. – Ele disse me abraçando. – Não gosto quando você chora, eu fico mal.
– Não vou mais chorar Finn. – Falei abraçando-o.
Ele soltou-se de mim e ficou sentado me olhando.
– Hey, pode deitar aqui comigo, eu não vou te morder. – Rimos juntos.
Finn deitou-se ao meu lado e ficamos ali, olhando um ao outro.
– Porque você me ajudou? – Perguntei quebrando o silêncio e o clima tenso que tinha ficado entre nós.
– Porque eu gosto de você. – Ele sorriu.
Arqueei uma sobrancelha mostrando que eu estava confusa.
– É que Puck sempre me falou muito bem de você, Rach. – Ele continuou me olhando. – Eu sempre te achei uma garota metida e chata, mas depois eu descobri que você é uma pessoa boa, que dá valor aos verdadeiros sentimentos.
– Nunca imaginei que Puck falava essas coisas de mim para as outras pessoas. – O olhei.
– Ele te considera uma grande amiga. – Finn sorriu e chegou mais perto de mim. – Porque você sempre foi tão grossa comigo enquanto eu namorava com a Quinn?
– Eu sempre te achei um retardado sem cérebro. – Respondi dando uma risadinha.
– Gosto da sua sinceridade. – Ele sorriu. – E o que eu te disse sobre rir de mim?
– Perdão, eu tinha esquecido. – Falei segurando o riso.
Finn colocou a mão em meu rosto e começou a acariciá-lo.
– Obrigada Finn. – Falei perdida em seu olhar.
– Não precisa me agradecer Rach. – Ele chegou ainda mais perto de mim. Eu podia sentir sua respiração e nossos narizes estavam a poucos milímetros de distância.
A campainha tocou.
Finn se afastou de mim rapidamente.
– Deve ser o entregador da pizza. – Ele sorriu para mim e saiu do quarto.
Levantei e saí do meu quarto também, enquanto descia as escadas com calma. Finn saiu da cozinha e me viu andando.
– Rachel! – Ele falou em tom de advertência. – Eu não disse que você tinha que descansar?
– Finn, você está parecendo meu pai falando desse jeito. – Falei rindo.
– Eu me preocupo com você. – Ele sorriu. – Agora vem cá filha, vamos comer. – Rimos juntos.
Ele me ajudou a andar até a cozinha. Sentei-me na cadeira.
– Finn sua mãe não vai brigar com você por estar aqui até tarde? – Perguntei enquanto mordia um pedaço de pizza.
– Eu avisei pra ela que ia ficar na casa de uma amiga. – Ele sorriu.
Depois de comer, nós ficamos deitados em minha cama e assistindo a filmes.
Eu estava deitada no peitoral de Finn, enquanto ele acariciava meus cabelos. Logo adormeci.
Acordei com Finn me dando um beijo na testa. Abri os olhos e ele estava deitado ao meu lado, como na noite anterior.
– Bom dia Rach. – Ele sorriu.
– Bom dia Finn. – Sorri também.
– Dormiu bem?
– Muito bem. – Respondi me ajeitando na cama. – Você dormiu aqui? – Perguntei tirando as cobertas de mim para eu poder ver meus machucados.
– Sim. – Ele respondeu. – Não fiz nada com você, ok? – Finn afirmou assustado.
– Hey, tudo bem. – Eu sorri. – Acredito em você. Para de paranóia. – Rimos juntos.
Ele sorriu aliviado.
– O quê você está fazendo Rachel? – Finn perguntou.
– Estou vendo meus machucados. – Falei olhando os roxos e os cortes nas minhas pernas e nos meus braços.
– Para com isso Rach, você só vai piorar. – Ele me cobriu com a coberta. – Onde tem band-aids? – Ele levantou-se.
– Por quê? – Perguntei sem entender muita coisa.
– Porque você está com um cortezinho na testa. – Ele me olhou.
– Ah. – O olhei. – Pode deixar que eu pego. – Me levantei e peguei uma caixinha com band-aids dentro da primeira gaveta do meu armário.
Olhei-me no espelho. Eu estava com olheiras enormes e eu realmente tinha um corte na testa. Coloquei o band-aid. Eu estava mais horrível do que o normal. Parecia uma idiota com aquele band-aid na testa.
– Eu estou horrível. – Falei pensando alto.
– Você está linda como sempre Rachel. – Finn disse aparecendo no espelho.
– Por favor, Finn, não minta. – Me virei para ele.
– Não estou mentindo. – Ele me olhou nos olhos. – É verdade Rach, você está linda como sempre foi. – E deu um sorriso.
– Obrigada por ser tão carinhoso comigo. – Sorri.
– Já disse que não precisa me agradecer Rachel. – Ele me abraçou.
Encostei minha cabeça em seu peitoral e fiquei sentindo o cheiro do seu perfume.
– Rach, vou ter que ir pra casa. – Me soltei de seus braços e assenti. – À tarde eu volto para ver como você está ok?
– Claro. Vem, eu te levo até a porta.
Fomos andando juntos até a porta, mas dessa vez eu consegui andar sozinha.
– Se cuida Rach. – Ele me deu um beijo no rosto. – Se precisar de mim para qualquer coisa, é só me ligar. – E fechou a porta.
Finn está com atencioso comigo, e isso não é normal. Afinal, o que é normal na minha vida agora? Nada. Tudo mudou, e eu acho que devo me acostumar com essas mudanças.
Tomei meu café da manhã e vi no relógio que já eram 11h15min. Puts, eu dormi demais. Acho que vou arrumar a casa, já que perdi a aula mesmo.
Comecei abrindo as janelas e as cortinas. Depois organizei tudo. Como eu estava meio fraca ainda, cansei bem rápido.
Joguei-me no sofá. Logo meu celular vibrou. Outra mensagem.
De Britt para Rach.
“Amiga, estou indo pra sua casa agora ver como você está ok? Beijos, eu te amo.”
De Rach para Britt.
“Ok linda, pode vir. Também te amo.”
Pelo ao menos não vou ficar sozinha em casa hoje. Troquei de roupa e logo a campainha tocou. Abri a porta e lá estava Britt.
– Oi minha linda. – Ela me abraçou forte.
– Oi amiga. – Abracei-a.
– Está melhor? – Ela perguntou sorrindo.
Assenti.
– Que bom. Agora você vai se arrumar, porque nós vamos sair pra almoçar, ok? – Ela puxou meu braço e fomos até meu quarto.
Sentei-me na cama enquanto Britt revirava meu armário atrás de uma roupa para eu usar.
– Acho que a gente tem mais de uma coisa pra fazer hoje. – Ela virou-se pra mim e fez cara feia. – Rachel, suas roupas são um lixo. – Ela fez cara de nojo.
– Eu gosto delas Britt. – Fiz biquinho.
– Por favor, não me faça essa cara de cachorrinho sem dono, por que hoje você não vai escapar de um banho de loja! – Britt jogou roupas e mim e começamos uma guerra de roupas.
Quando meu quarto estava uma zona de tanta roupa jogada, começamos a rir alto.
– A gente tem merda na cabeça, só pode. – Falei e me joguei em cima dela.
Britt soltou um gritinho.
– Eu não sabia que um saco de banhas pesava tanto. – Ela gargalhou alto.
– Não posso fazer nada se eu sou uma devoradora de doces, ok? – Saí de cima dela.
– Sério Rach, um dia você ainda me mata com esse peso todo. – Britt continuou rindo e eu joguei meu travesseiro na cara dela. – Sua boba. – Ela mostrou a língua. – Vem, troca de roupa e vamos comer.
Britt me entregou um vestido florido e eu coloquei, porque se eu dissesse que não, ela ia me estrangular.
– Você está linda amiga. – Ela sorriu. – Vou fazer um make super fofo em você.
Depois de terminar de fazer a maquiagem, Britt penteou meus cabelos e eu me olhei no espelho.
– Amiga você fez um milagre em mim. – Eu sorri contente. – Nunca me senti tão linda como hoje.
– Nunca me senti tão linda como hoje. – Britt me imitou fazendo careta e voz modificada. – Para de ser tola, você é linda! – Ela disse dando ênfase a palavra “linda”. – Agora vamos, porque eu estou morrendo de fome.
– E depois eu sou a baleia não é? – Rimos juntas.
Britt me levou para o nosso restaurante preferido, de comida chinesa! Enquanto estávamos comendo, ela me olhou séria e perguntou:
– Rach, o que os seus pais falaram quando você chegou em casa daquele jeito?
– Eles não estavam em casa, recebi uma mensagem deles dizendo que iam para a casa da minha avó. – Dei de ombros.
– Você ficou sozinha em casa mesmo estando machucada? Porque não me ligou? Eu ia até lá te ajudar Berry! – Britt falou exaltada.
– Calma Brittany. Eu não fiquei sozinha. – Respondi um pouco envergonhada. – Finn me levou para casa depois que tudo aquilo aconteceu. – Minhas bochechas coraram.
– Finn Hudson? – Britt ficou boquiaberta. – Se a Quinn descobrir, amiga, ela vai querer te matar.
– Nós não fizemos nada, ele só ficou lá cuidando de mim. – Dei de ombros. – Ele dormiu lá em casa e um pouco antes de você chegar, ele foi embora.
– Eu acredito em você. – Ela disse pegando na minha mão. – Você sabe que eu e Quinn nunca fomos super amigas. – Ela sorriu. – Era você que sempre nos unia e agora, eu vou ficar do seu lado pra sempre!
– Eu te amo Britt e obrigada por não me abandonar. – Sorrimos juntas e meus olhos se encheram de lágrimas.
– Hey minha linda, não chora. – Ela levantou-se e me abraçou. – Agora, nós temos que ir ao shopping fazer compras!
– Com certeza. – Sorri e limpei as lágrimas que estavam rolando por minha face.
No final da tarde, já tínhamos comprado roupas em quase todas as lojas do shopping. Sentamos na praça de alimentação com copos de milk-shake.
– Estou cansada e morrendo de dor nas pernas. – Falei fazendo cara de drama.
– Sem ceninhas Berry, faça cara de diva porque lá vêm dois gostosos. – Britt fez cara de safada e acenou para dois caras que passavam pela gente.
– Britt, se controla! – Sussurrei para ela.
– Ah, só pra não perder o costume. – Ela riu.
– Acho que o Puck não vai gostar nada disso. – Falei fazendo cara de suborno.
– Eu tenho certeza que ele vai querer me matar. – Ela sorriu. – Mas a gente nem tem nada sério ainda.
– Ainda? Então quer dizer que rolou alguma coisa quente nesse encontro é? – Rimos.
– Não fui pra cama com ele Rach. – Britt fez cara feia. – A gente só deu uns amassos.
Dei um gritinho de felicidade.
– Ah, estou até vendo vocês andando de mãos por aí.
– Eu também. – Ela suspirou apaixonada.
– E estou vendo você entrando em uma igreja de vestido branco e ele de terno no altar. – Rimos juntas.
– Você tem uma imaginação muito fértil Berry. – Britt sorriu.
– Que nada. Eu só tenho certeza que vocês vão formar um ótimo casal. – Sorri e me levantei. – Vamos embora?
– Claro.
Cheguei em casa e Britt me ajudou a tirar as roupas das bolsas e arrumar meu quarto.
– Foi um dia ótimo Rach. – Britt sorriu e me abraçou. – Temos que repetir isso um milhão de vezes, ok?
– Com certeza amiga. – Sorri e deu um beijo no rosto dela.
Britt fechou a porta e foi embora.
Como já era de noite, fui fazer meu jantar. Fiz macarronada, comi e depois fui tomar um banho para relaxar. Coloquei meu pijama e me enfiei de baixo das cobertas e fiquei assistindo a TV. Meu celular vibrou.
De Finn para Rach.
“Boa noite Berry. Como passou o dia?”
De Rach para Finn.
“Oi Hudson. Fui almoçar e fazer compras com a Britt. E como você conseguiu meu número?”
De Finn para Rach.
“Que ótimo, fico feliz por você. Ah, eu tenho ele faz tempo.”
De Rach para Finn.
“Ah, sim. E como foi o seu dia?”
De Finn para Rach.
“Quinn veio aqui pedir pra voltar comigo. E eu contei pra minha mãe sobre você.”
De Rach para Finn.
“Sério? Ela falou alguma coisa de mim? Pra sua mãe? Não coloque besteiras na cabeça da Sra. Hudson, ok?”
De Finn para Rach.
“Ela não falou nada de você. Minha mãe ficou comovida com a sua situação.”
De Rach para Finn.
“Ah sim, agora ela vai ficar preocupada Finn!”
De Finn para Rach.
“Relaxa ok? Vou jantar beijos s2”
De Rach para Finn.
“Está bem, beijos.”
Então quer dizer que Quinn faz de conta que eu nem existo? Que falsa. Virei-me para o lado e fechei os olhos tentando dormir e esquecer a imagem dela na minha cabeça.
Acordei e fui ver que horas eram, 08h15min. Bocejei e fui tomar um banho. Depois fui tomar meu café da manhã olhei no calendário e percebi que hoje era sábado. Que maravilha, vou ficar em casa mofando. Peguei meu celular pra ligar para meus pais.
Liguei várias vezes e ninguém atendeu. Ótimo.
Joguei-me no sofá e fiquei assistindo Bob Esponja. Logo meu celular vibrou, fui correndo pegá-lo pensando que eram meus pais, mas na verdade era Finn novamente.
De Finn para Rach.
“Ei, minha pequena. Como você está se sentindo hoje? Você continua sorrindo? Você está feliz? A dor continua em você, não é? Eu juro que se eu pudesse, iria correndo para aí, só para te abraçar e impedir que suas lágrimas caíssem. Quando é que você vai entender que você merece estar bem? Quando você vai entender que há tanta gente te querendo sorrindo, feliz? Quando é que você vai entender que eu não suporto te ver assim?”
De Rach para Finn.
“Bom dia Finn. Eu não estou bem, você sabe. Obrigada pelo enorme carinho, você é muito importante para mim. E obrigada por não me abandonar também. Ei Finn, eu vou melhorar, eu prometo pra você, mas eu preciso de um tempo, sabe?”
De Finn para Rach.
“Mas você precisa ficar feliz Rach. Minha mãe convidou você para almoçar aqui em casa hoje. Você vai vir, não é? Talvez assim você se distraía e melhore.”
De Rach para Finn.
“Ok, eu vou aí.”
De Finn para Rach.
“Eu vou aí te buscar.”
Notas finais
Espero que tenham gostado do novo capítulo, eu amo o final por causa da mensagem que o Finn manda para a Rach... (=
Amanhã a noite vou postar mais. Beijinhos ;*
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