Get Away With Murder
7 Bem Casadas.
Notas iniciais
Quando eu era criança, sempre ouvia sobre casamentos. Falavam sobre ser uma cerimônia bonita e que todas as meninas deveriam passar por ela. Mas eu sempre pensei um pouco diferente, talvez por sempre ver algo que uma criança não deveria ver eu perdi esperança sobre casamentos e que existia o “amar até que a morte os separe”.
A morte nunca existiu, existe o que é pior do que ele, o ser humano, sim é o ser humano que mata o amor.
— Chara… — Asriel estava em um galpão perto da garota de cabelos castanhos, ele acariciava o rosto dela calmamente enquanto ela colocava a mão por cima da dele e voltava os olhos castanhos avermelhados na direção do albino. Ela então viu ele tirar uma caixinha simples, era preta e dentro dela tinha um par de brincos dourado com pingente de flores amarelas e um cordão com um pingente do brinco. Na flor tinham detalhes de brilho que fizeram a garota se surpreender.
— Asriel… Isso é…
— Sim, parece com um que eu quebrei seu quando era pequeno. Quando vi logo me lembrei de você, parece tão frágil e delicada mas é forte, destemida e especialmente determinada. Eu amo isso em você Chara, e amo a sua teimosia e suas birras... — Asriel falou beijando a testa da garota que ainda olhava os brincos com uma expressão surpreendida. Ela se surpreendia consigo mesma de estar sentindo o coração acelerado e uma vontade muito grande de se entregar a ele, não gostava de sentir aquilo pois parecia uma fraqueza.
— Você é a minha fraqueza Asriel… Sinto como se tivesse que sempre te proteger, ainda mais que você é meio bebê chorão. — Chara falou dando um sorrisinho vendo que Asriel já estava com os olhos marejados e irritado.
— J-Já falei para me chamar de bebê chorão! — Resmungou enquanto ouvia a risada de Chara e ele riu também.
— Frisk querida está quase na hora! Está nervosa? — Toriel perguntava enquanto penteava os cabelos da garota fazendo eles ficarem lisos por conta da escova e estavam um pouco mais curtos, indo até o queixo. Chara olhava para o espelho a sua frente e via o vestido que estava usando, era um vestido rosa bebê até a metade das cochas e rodado, ele tinha um decote em meia lua, mas entre a curva dos seios havia um corte em formato V, por cima dele estava com um blazer grande branco aberto que ia até o fim do vestido. Chara olhava para o cordão que estava em seu pescoço e os brincos escondidos por conta dos cabelos.
— Eu não sei mãe, é a primeira vez que vou assinar um documento.
— Eu sei Frisk, mas é só ir lá e escrever.
— Sim… — Chara concordou se lembrando de Asriel, queria ver ele com uma cara de bobo e com os olhos marejados para ela ficar chamando ele de bebê chorão, e ouvir ele dizer: “Você está linda Chara…”
— Asriel e Asgore sempre tiveram problemas para se arrumarem. — Toriel resmungou ouvindo o risinho de Chara, isso ela tinha que concordar, Asriel tinha um problema sério para escolher as roupas e antes de sair sempre pensava em trocar alguma coisa e nunca estava satisfeito.
— Vamos lá? — Toriel perguntou vendo Frisk se levantar, usando um scarpan branco e ela olhou sua mãe. Ela estava com uma blusa social branca com as golas pretas e usava uma saia que ia até o fim do joelho colado, os cabelos estavam soltos e lisos e usava um tamanco prateado bonito. Toriel sempre foi bonita na visão de Chara, mas ela não precisava falar né? Provavelmente Toriel já sabia disso.
— Vamos mãe. — Chara respondeu andando do lado dela e saindo do quarto, a garota tinha um sorriso doce nos lábios e a cada passo ela ouvia o clac do sapato, aquele corredor parecia enorme aos seus olhos. De repente viu uma porta ser aberta e dela sair Sans usando um terno preto fechado e com as mãos no bolso, usava uma gravata azul por dentro do paletó e os cabelos estavam penteados para atrás ressaltando os olhos azuis dele.
— Hey Kiddo, Tori. — Sans falou sorrindo, ela olhou para ele com nojo. Imaginava que talvez ele ainda estivesse se lembrando dela com langeries, afinal ele olhava ela de cima abaixo.
— Sans, está bonito. Poucas vezes você tira o seu casaco azul.
— É… Ele está secando e hoje é um evento especial. — Sans falou respondendo a Toriel e dando uma piscadinha para Frisk.
— Toriel tenho que ter uma conversinha particular com a Frisk antes de irmos.
— Ah sim, fique bem minha pequena. — Toriel falou beijando a testa de Chara e ela saiu andando, Sans começou a mexer na testa de Frisk tirando a marca de batom da Toriel e ele se aproximou da orelha dela cochichando.
— Chara, eu não sei se é você que está me ouvindo agora mas se estiver vou te avisar uma coisinha. Se você começar as suas crises durante a cerimônia você vai ter uma noite muito, muito ruim. Porque eu tenho no bolso do meu paletó um lorazepan, ele age como um calmante instantâneo e é altamente recomendado para crise de bipolaridade. O que você vai sentir vai ser dores pelo corpo e falta respiratória então espero mesmo que eu não seja obrigado a aplicar uma injeção no seu lindo pescocinho. Estamos combinados?
— Quem é Chara Sans?
— Sua alter, ela é bem maluquinha e adora tirar saro dos outros. — Sans falou saindo andando na frente e Chara não ficou irritada, mas começou a rir da genialidade boba dele. Ela então deu uma corridinha ouvindo os clac’s de seu scarpan e ela segurou no braço de Sans andando do lado dele.
— Você está Sanstático sabia?
— Obrigada, você também está Friskíssima. — Sans respondeu andando e logo eles chegaram no elevador, entraram e Chara pensava como era divertido brincar com os tolos, e ele era o maior deles.
Este jogo está cada vez mais divertido e perigoso, senhoras e senhores se preparem para ver o show de horrores chamado de União Matrimonial.

Os olhos iam todos em direção a Undyne, ela estava caminhando em direção a cachoeira em que estava um juiz para fazer a assinatura do casamento, lá já estava sua mãe que segurava o braço de Papyrus muito forte, e a mãe de Alphys que também segurava o outro braço de Papyrus fortemente, Frisk apenas ria das reações de Papyrus enquanto esperava do lado do juiz.
Enfim, Undyne era o centro das atenções essa noite, e ela estava nervosa por conta disso. Seu pai percebia e a consolava enquanto os dois caminhavam em direção ao juiz.
Undyne estava esplêndida, usando uma calça social longa preta com um blazer preto fechado na parte da barriga e exibindo um espartilho preto que usava por dentro. Os cabelos ruivos e longos estavam com um penteado de trança embutida espinha de peixe jogado no ombro e usava uma tiara com as flores de waterfall, sim eram lindas flores azuis que davam um toque especial ao casamento, que estava com uma trilha dessas flores e as cadeiras estavam enfeitadas com o tecido branco e preto fino e as flores.
Undyne já estava no altar, olhava para todos apreensiva enquanto escutava a sua musica de entrada terminar, era apenas um instrumental bonito de uma musica que ela nem conhecia. Foi então que a musica parou, começou-se a tocar o instrumental de “thousand years” e os olhos de Undyne brilharam quando ela viu quem estava chegando, Alphys sendo trazida pelo seu pai. Usando um glamoroso vestido branco com o decote em coração, sem manga a parte do peitoral do vestido era todo de renda que ia até o pescoço, abaixo do seio havia uma fita de cor neutra o que fazia o vestido ser caído até o final como uma cascata. Os cabelos de Alphys estavam soltos feitos com babyliss e um aplique que aumentava o tamanho de seus cabelos loiros e na cabeça a mesma tiara de flores de Undyne, apesar de baixa e um pouco obesa Alphys estava linda daquele jeito com um sorriso bobo e lindo nos lábios.
Todos riram quando viram que na placa estava escrito um: “Estou Chegando!” e quando finalmente ela chegou, viu Undyne estender a mão para ela e Frisk pegou a plaquinha.
Toda a garota sonha demais quando vê um casamento, mas não eram apenas garotas, garotos também sonhavam com esse dia. E sentado na cadeira, Asriel se imaginava no lugar de Undyne, estendendo a mão para a garota que amava. Chara, sim. Chara. Ela estaria com um vestido longo como da Alphys, sabia que ela odiava coisas armadas e os cabelos bem naturais, uma maquiagem leve e estaria séria. Provavelmente começaria a rir de mim no altar por eu já estar chorando de emoção. Mas nesse dia não teria o que brigar, nada disso, apenas riria junto e eles se uniriam.
— Estamos aqui reunidos para celebrar a União Civil entre nossas queridas Undyne e Alphys. — O homem falava sorrindo e mandando todos se sentarem, Asriel de repente viu o olhar de Chara em sua direção, ela as vezes olhava o homem falando e outras horas voltava o olhar para ele. Asriel ficou vermelho por pensar que talvez ela estivesse pensando como ele estava bonito. Ou talvez não, Chara era alterada.
— Você se lembra do nosso casamento Tori? — Asgore perguntou e ele segurou a mão de Toriel a acariciando, a mulher se virou com um sorriso doce e sarcástico.
— Me lembro como se fosse ontem meu bem…
— Você lembra a data Tori?
— Claro, foi o dia mais feliz de minha vida Asgore. — Toriel falou sorrindo e dando um selinho no Asgore, Asriel puxou a mãe cochichando com ela.
— Você não lembra né?
— … Por que você puxou a minha inteligência filho? Podia ser mais parecido com seu pai. — Toriel resmungou e Asriel riu, logo os dois voltaram a olhar o altar e eles viam que uma musica começava a tocar e um garotinho usando terno e de cabelos loiros andava animado em direção ao altar carregando os aneis em um travesseirinho, mas ele logo tropeçou e todos se assustaram.
— “Tinha que ser esse garotinho, realmente um Monster Kid.” — Sans pensava sentado do lado de Asgore e vendo que o garotinho fazia uma cara de retardado, enquanto ficava em pé e voltava a andar em direção ao altar, entregou o travesseiro a força na mão do Juiz e saiu andando dali com sua mãe o pegando no colo e consolando.
— Vocês gostariam de entoar os votos de casamento? — O Juiz perguntou e as duas concordaram, primeiro foi Undyne que segurava a aliança com a mão tremendo e com a mão vazia ela segurava o microfone.
— Eu… Undyne, te recebo como minha esposa e te… Te prometo ser fiel, na alegria… — Undyne tremia enquanto tentava colocar o anel mas nunca ia certo.
— Na… Na… Na… — Undyne estava ficando mais nervosa ainda, foi então que ela viu Papyrus pegar o microfone da mão de Undyne e falar.
— EU O GRANDE PAPYRUS COMO PADRINHO VOU CONTINUAR ENQUANTO VOCÊS COLOCAM OS ANEIS. A UNDYNE BACANA PROMETE TE AMAR NA ALEGRIA E NA TRISTEZA, NA SAÚDE E NA DOENÇA, NA FOME E NO ESPAGUETE E EM TODOS OS DIAS, ATÉ QUE A MORTE SEPARE ELA DE VOCÊ! PORQUE EU TENHO NADA HAVER E… — Undyne colocou o anel no dedo de Alphys e suspirou aliviada, mas logo olhou mortalmente para Papyrus e ele entregou o microfone saindo dali de fininho.
— Sim, Alphys… Até que a morte nos separe. Mas a morte nunca existiu, eu acredito que exista uma eternidade depois e ficaremos juntas para sempre. Eu te prometo também sempre te proteger minha baixinha, e vamos ficar vendo um monte de animes e prometo sempre continuar te dando beijinhos de boa noite antes de você dormir… São muitas coisas que fazemos por hábitos mas prometo fazer todos eles mesmo que esteja cansada. Pode não ser um discurso bonito e… — Undyne se surpreendeu quando viu que Alphys chorava sorrindo.
— É lindo Undyne… Mas, me promete que sempre vai me fazer chorar de emoção também.
— Sim… — Undyne então viu Alphys pegar o anel e ela segurou o microfone.
— Eu… Alphys, te aceito como a minha esposa, e prometo te amar sempre… N-Na… Na… N-N-Na a-ale…
— ELA PROMETE TE AMAR NA ALEGRIA E NA TRISTEZA, NA FOME E NO ESPAGUETE E…
— PAPYRUS CALA A BOCA! — Undyne gritou irritada jogando a plaquinha que estava na mão de Frisk nele e ele desviou.
— NYEH, MAS ESTOU TENTANDO AJUDAR!
— NÃO PRECISA! FICA QUIETO AI! Continue Alphys! — Undyne falou sorrindo boba enquanto via a loira colocar o anel e suspirar rindo, adorava as reações de Undyne para tudo. Desde que eram pequenas.
— Na alegria… E-e n-na tristeza, saúde e d-d-doen-ça… Te amando sempre, até que a m-m-morte… Nos separe. E… Prometo também interromper as suas brigas e prevenir antes de bater no Sans e Papyrus, prometo também não te deixar com ciúmes por conta da minha amizade com a Frisk e prometo sempre te contar tudo, prometo que sempre… Sempre vamos ficar juntas! P-Por que… Eu não consigo mais me ver vivendo sem você! Você sempre foi… Sempre é… Sempre foi tudo, eu te amo demais.
— Também te amo… — Undyne falava sorrindo com os olhos marejados, e Papyrus chorava escandaloso e Frisk observava sorrindo, era ótimo ver as suas amigas se casando. Mas dentro dela se surgia um sentimento estranho.
Inveja.
Chara tinha inveja delas, odiava o fato delas poderem casar e ela não podia ser feliz. Por que as pessoas eram divididas em poderem ser felizes e serem infelizes? Todos não poderiam alcançar a felicidade? Chara via uma musica começar a tocar enquanto que elas iam até a mesa e começavam a assinar no documento.
— Frisk. — Alphys chamou sorrindo e Frisk olhou em direção a loira, sorriu e andou indo assinar como madrinha de casamento, do lado de Papyrus que chorava enquanto assinava escandalosamente. Depois das devidas assinaturas, Alphys e Undyne ficaram de frente para todos e uma olhou nervosa para a outra.
— V-Vamos n-nos be-beijar agora?
— V-vamos sim. — Undyne respondeu se aproximando do rosto da loira com uma vergonha grande, sentia as bochechas vermelhas e o coração bater forte. Pensava que talvez um dia se acostumasse e agiria normal a Alphys, mas não. As duas se beijaram e todos bateram palmas enquanto elas se afastavam e então Undyne pegou o microfone.
— QUEM TA AFIM DE RANGAR? — Todos levantaram a mão gritando animados, finalmente o momento da festa tinha chegado. A parte mais divertida do casamento. Todos já estavam no salão, Sans olhava orgulhoso para a decoração do local, afinal ele tinha ajudado na arrumação.
No centro do salão tinha um enorme lustre circular que brilhava bastante do salão de dança abaixo dele que era todo em pisos quadriculados de preto e branco e ao lado esquerdo tinha uma cabine de DJ e um datashow enorme que passava as fotos das duas, as mesas que estavam com os pratos de porcelana e as talheres tinham em suas mesas um enorme vaso de vidro com as flores de Waterfall com outras flores, e os panos na mesa eram preto e branco.
Havia uma estante apenas para os presentes dos convidados que iam embora e um lugar com duas caixinhas para os padrinhos. Havia também ao lado uma mesa enorme para os presentes.
Depois do salão de dança mais frente tinha uma mesa com o bolo enorme de quatro andares, que por falar era bonito. Era preto e branco como a decoração da festa, e nele havia uma cascata de flores de wartefall brancas e no topo do bolo tinham duas fotos. Uma da Undyne fazendo biquinho para beijo e a outra era a Alphys fazendo o biquinho, o que dava um efeito de que elas iam se beijar. A mesa era toda enfeitada com doces e bem casados embalados com preto e branco.
— A festa está demais! — Papyrus falava com suas roupas brancas de chefe cozinheiro e falando animado, Sans estava sentado na mesma mesa que Toriel, Asgore e Asriel enquanto saboreava do vinho.
— Sim Papyrus! Me faz lembrar do meu casamento com a Toriel. — Asgore falou animado mas logo ele sentiu ser puxado pela Toriel que queria dançar “Dancing Queen”.
— ESPEREM, ME DEIXEM BRILHAR NYE HEHE! — Papyrus falou saindo correndo dali, acabando por deixar Sans e Asriel sozinhos na mesa.
— Você ajudou a arrumar não é? — Asriel perguntou bebendo o refrigerante e logo olhou para Sans. Talvez estivesse tentando ser agradável.
— Sim, eu e a Kiddo arrumamos as flores e eu carreguei quase todas as mesas e cadeiras. Por que não veio ajudar?
— Ah… Coisas da Faculdade, daqui a umas semanas eu volto para começar o período.
— Entendo… Odiava essas férias entre aspas, é apenas semana de descanso. Como se uma semana desse para descansar seis meses. — Asriel riu do que Sans falou e voltou a olha-lo.
— Desculpe ter sido desagradável outro dia Doutor, mas sabe como é… Quando o assunto envolve ela eu fico nervoso.
— Irmãos não é? — Asriel concordou com a cabeça apesar de estar estranho, Sans percebeu pelas expressões e o olhar. Sans odiava essa mania dele perceber quando as pessoas mentiam, mas logo em seguida ele se surpreendeu quando viu que Frisk estava sem o paletó branco e ela se sentou na cadeira no meio de Sans e Asriel segurando uma taça de vinho.
— Kiddo já está bêbada?
— Eu não estou bêbada! — Frisk falou rindo e ela se aconchegou na cadeira, os seios que para Sans pareciam ser nada agora estavam a mostra e eles realmente eram pequenos.
— Está sim. — Asriel falou segurando no ombro de Frisk.
— Já disse que não! Por que cismam com isso? Só porque eu estou soltinha? Eu sempre fui soltinha!
— To vendo Kiddo.
— Estamos vendo.
— Para! — Resmungou a garota bebendo mais vinho e então todos ouviram dos microfones um com licença do microfone mas que estava sendo ignorado, pois a musica ainda tocava de fundo.
— Atenção por favor deixem o Salão de dança. — Um homem qualquer falava baixo mas todos ignoravam, ele falou uma segunda vez, terceira… Até que Papyrus pegou o microfone irritado e começou a consertar a garganta soltando um “Nyeh he he”
— SAIAM DA PISTA AGORA SEUS LOUCOS, EU VOU FALAR DO ESPAGUETE! — Papyrus gritou no microfone irritado e assim todos saíram da pista de dança e todos viam na mesa ser entregue o espaguete.
— Eu, o grande e incrível chefe Papyrus preparei para os senhores um delicioso espaguete a pedido das noivas, espero que não se desagradem, porque eu serei reconhecido, podem me banhar com um banho de beijos por esta deliciosa comida e…
— As noivas estão chegando! — O homem falou pegando o microfone da mão de Papyrus e todos bateram as palmas quando viram Alphys chegar com um vestido branco do estilo de seu vestido de noiva mas ele era um pouco mais curto e rodado, Undyne estava sem o blazer fechado usando apenas o espartilho preto e a calça preta com o tamanco.
— FINALMENTE CHEGARAM PARA PROVAR O ESPAGUETI! — Papyrus resmungou andando até elas e abraçando as duas de uma vez, ele então se virou e viu que os profissionais tiravam fotos e filmavam.
— Essa vai para a revista de fofocas!
— Papyrus isso vai sair no DVD do casamento… — Alphys falou rindo do Papyrus e Undyne empurrou ele delicadamente e elas começaram a cumprimentar todos que estavam no casamento. 30 minutos depois elas chegaram na mesa da Toriel, Asgore, Asriel, Sans e Frisk.
— Finalmente! — Alphys falou abraçando a Frisk e ela também retribuiu o abraço dando pulinhos animada.
— Cuidado que essa daí ta bêbada. — Asriel falou rindo e logo ele começou a receber soquinhos da Frisk. Asriel então abraçou Alphys e fez uma batida de mãos com a Undyne. Todos sendo cumprimentados então Undyne começou a cochichar com a Frisk e ela se levantou surpresa, Undyne riu e começou a puxar Alphys em direção ao salão de dança.
— Estava demorando já! Vou falar com o DJ! — Frisk falava andando até Asgore e começou a puxar ele, Sans ouvia uns resmungos de “Vamos Pai!” ou “Espera Frisk, o que foi?”. Ele se surpreendeu quando viu o Asriel se levantar e sair andando dali.
— … Filho para onde vai? — Toriel perguntou se levantando e saindo andando seguindo o filho, foi então que Sans percebeu novamente que estava sozinho.
— As pessoas sempre vão me abandonar desse jeito? Ah!
Sans então viu de longe o Asgore segurando o microfone e vendo um papel que a Frisk apontava para certos pontos para ele ler. Ela então fez sinal positivo para as meninas que estavam no salão de dança.
— Boa noite Senhoras e Senhores, esta noite vamos celebrar a historia de duas mulheres encantadoras na vida de todos os presentes. Undyne e Alphys. Nem todos sabemos como de fato elas se conheceram e como essa história acabou se tornando um conto de fadas engraçado.
Bem, tudo começou nos tempos escolares. Undyne era amiga do Doutor Sans e do Chef cozinheiro Papyrus, claro chamados antigamente apenas de Sans e Papyrus. Os dias de Undyne se resumiam em bater em garotos na escola e ensinar Papyrus a lutar.
— O que posso dizer que ele não aprendeu muito bem… — Asgore falou e todos acabaram rindo e Papyrus soltou um “NYEH”
Bem, mas em um dia qualquer…
— DOZE DE JUNHO! — Alphys gritou ficando logo vermelha e Undyne riu dela.
Okay, No dia 12 de Junho Undyne estava em paz, queria bater em nenhum garoto sequer por ser dia dos namorados. Mas ela queria ganhar chocolates, sempre desejou por isso, por isso mesmo ela não estava batendo em nenhum garoto a semana inteira. Mas, ela começou a bater em alguns garotos que estavam caçoando de quem? De Alphys, porque nenhum garoto queria dar chocolate para ela por ela ser gorda.
Undyne acabou por ficar irada com isso e começou a bater em todos os garotos que estavam caçoando dela, bom… Obviamente ela foi parar na direção e recebeu suspensão de três dias. Mas, antes dela ir embora naquele dia Alphys apareceu para ela, e com muita coragem, gaguejando e com medo entregou os chocolates para Undyne.
Agora ela tinha entendido, os meninos não estavam caçoando dela por ela não ter recebido chocolate de nenhum garoto, eles estavam caçoando porque ela queria dar os chocolates para uma mulher. Ela gostava de uma mulher.
E logicamente de primeira Undyne se envergonhou, mas uns dias depois ela comprou um DVD das Duper Gatinhas para a Alphys ao invés de dar chocolates.
Mas, havia se passado duas semanas e Undyne teria que se mudar para Waterfall com seus pais.
Mas, as duas tinham prometido que amariam apenas uma a outra e o símbolo da aliança delas estava no DVD das duper gatinhas. A única lembrança que Alphys guardou de Undyne e a embalagem dos chocolates que Undyne tinha comido.
Mas, como o tempo passa Undyne havia crescido e hoje em dia, se tornara uma mulher que trabalha como bombeira e no dia em que o prédio do curso de medicina tinha pegado fogo, imagina quem estava lá… Alphys.
Alphys tinha sido salva pelo grande amor de sua vida, e foi assim que as duas viveram um lindo conto de fadas.
Todos bateram palmas vendo que Alphys e Undyne iam se preparando para dançarem uma valsa, mas de repente no datashow apareceu um rosto conhecido. Mettaton.
— JÁ METTATON! — Papyrus falava apontando a câmera do celular em direção ao rapaz que segurava um violão e usava uma blusa branca simples de paciente.
— Espera Paps! Eu nem vesti algo descente!
— Mas Metta…
— Pausa ai! — Mettaton resmungou e logo a câmera focou novamente no moreno com os cabelos penteados para atrás e usando uma blusa vermelha estampada e segurando novamente o violão.
— JÁ METTATON!
— Não precisa falar Paps! Ah! Oi Undyne, Alphys… Como vocês tem estado? Quer dizer, toda vez que eu vejo a Alphys eu estou literalmente no mundo da Lua e faço coisas que pensei que nunca faria. Como tirar as roupas sozinho pensando que estou indo tomar um banho de beleza ou ficar subindo na cama pensando que estou em um show… E bom, acho que nem todos sabem, mas… Vocês já imaginaram como é ter tudo em suas mãos e tirarem de você até onde você está pisando? Perder tudo aquilo pelo que você lutou um dia e fazerem isso com tamanha crueldade…? Bem, de Repente tudo sumiu e acordei em um lugar louco branco e cheio de pessoas horrorosas. Mas quem estava lá comigo? Alphys… Bem, eu não a conhecia mais. Não conhecia mais a Undyne, nem o Papyrus, nem o Sans, nem meu irmão mais novo Napsta… Ninguém, mais ninguém… Todos eram estranhos que queriam sempre me machucar por eu ser a brilhante estrela da TV Mettaton, o apresentador prodígio e o brilhante ator mais lindo do mundo. Vocês não tinham ideia de como eu realmente tinha medo de vocês. Cheguei até a usar o Papyrus para fugir do Sanatório uma vez, porque ele chegou dizendo que éramos namorados desde os 15 anos. E adivinhem? Eu estava pelado porque eu precisava me arrumar para o meu grande show nos Estados Unidos. — Mettaton acabou rindo e voltou a olhar para a câmera com um sorriso doce nos lábios e então continuou.
— Mas.... Eu não devia estar falando essas coisas tristes no dia mais importante das minhas duas grandes estrelas alphas…
— E EU NYEH?! — Papyrus resmungou e Mettaton olhou para ele com sarcasmo.
— Depois eu te falo Paps. Enfim, as minhas duas grandes estrelas Alphas se chamam Undyne e Alphys. Undyne pode agradecer a mim porque foi graças a mim que você que a Alphys pensou em te dar chocolate! — Undyne olhava para o telão sentindo seus olhos se encherem de lágrimas, se lembrava das situações constrangedoras que passara graças ao Mettaton que agia como um cupido para ela e para Alphys, se lembrou do desespero que sentiu quando viu seu amigo estirado no chão por ter tentado um suicídio e se lembrava da triste cena que via com o Mettaton em uma cama e não reconhecendo mais ninguém. Nem ela. Nem Sans. Nem Papyrus. Nem Alphys. Mas, apesar de tudo isso eles nunca desistiram, graças a tudo que Alphys fazia suando e chorando Mettaton estava ali no telão falando como se eles estivessem nos tempos de escola, ouvia ele falar como se ele finalmente estivesse recuperado.
— Obrigada por nunca desistir de mim Undyne, obrigada por estar fazendo a minha irmã do coração a pessoa mais feliz do mundo. Não sabe, não tem ideia de como você que enche meu coração com alegria. E Alphys… Bom, o que tenho a dizer dela? Primeiro que nos conhecemos desde crianças e ela sempre esteve ao meu lado. Segundo que você sempre apoiou meus sonhos e o Terceiro e mais importante, nunca desistiu de mim. Bem, você sabe que quando eu perdi meu emprego, perdi meus fãs e fui odiado por todos que me davam influência na mídia a primeira coisa que eu fiz foi me suicidar, e como eu não consegui morrer me jogando acabei tendo uma perda de memória e o desenvolvimento de um “autismo psicológico”, pelo menos foi o que os médicos disseram. Depois disso eu fui jogado em um hospital qualquer e as pessoas faziam o tratamento comigo jogando água gelada e me batendo. Graças a Sans eu voltei para você e estamos aqui… — Mettaton parou um momento para respirar e se ajeitou com o violão colocando os dedos e se preparando para tocar.
— Todos sabem que eu sempre fui bom em exatas e violão é exatas… Alphys, você se lembra da primeira musica que toquei para você no violão e cantando junto? Então, eu falei que ela era a minha musica e que um dia eu cantaria ela no seu casamento, ai ela se tornaria sua e da pessoa que estaria com você. Essa musica é sua e da Undyne, não liguem de eu estar enferrujado… — Mettaton falou rindo e quando ele ia cantar…
— CINCO PATINHOS FORAM PASSEAR, ALÉM DA MONTANHA….
— PAPYRUS!
— Não era essa a musica? Desculpa… — Papyrus falou baixinho e Mettaton logo se ajeitou respirando e ajeitando os dedos para tocar o violão.
— Quero ver depois da gravação vocês dançando a valsa com essa musica!
What would I do without your smart mouth
Drawing me in, and you kicking me out
Got my head spinning, no kidding, I can’t pin you down
What’s going on in that beautiful mind?
I’m on your magical mystery ride
And I’m so dizzy, don’t know what hit me, but I’ll be alright
O que eu faria sem a sua boca inteligente
Me atraindo, e você me afastando
Minha cabeça está girando, sério, eu não consigo te decifrar
O que está acontecendo nessa mente linda?
Estou em sua jornada mágica e misteriosa
E eu estou tão tonto, não sei o que me atingiu, mas eu ficarei bem
Undyne e Alphys olhavam para todos que batiam palmas lentamente e elas então se juntaram para dançar a valsa, enquanto elas iam fazendo os passos sincronizado e algumas vezes Alphys se perdia e Undyne ria. Em uma hora da musica Undyne a ergueu girando com ela e sorrindo, a garota se surpreendeu, entretanto sorria para Undyne com os olhos marejados.
‘Cause all of me
Loves all of you
Love your curves and all your edges
All your perfect imperfections
Give your all to me
I’ll give my all to you
You’re my end and my beginning
Even when I lose I’m winning
‘Cause I give you all of me
And you give me all of you
Porque tudo de mim
Ama tudo de você
Ama as suas curvas e seus limites
Todas as suas imperfeições perfeitas
Me dê tudo de você
Eu darei tudo de mim para você
Você é o meu fim e o meu começo
Mesmo quando eu perco estou ganhando
Porque eu te dou tudo de mim
E você me dá tudo de você
De repente se ouviu uma travada de musica e o vídeo do Mettaton sumiu, as duas se soltaram e ficaram uma do lado da outra.
O Pancadão vai começar em 3…
As duas se preparavam ouvindo a contagem regressiva, todos olhavam surpresos e ansiosos para a musica que estava pronta para ser tocada.
2…
Chara começou a olhar ao redor, não via nem a Toriel e nem o Asriel. Sans estava sentado na mesa observando de longe.
1…
A musica que começou tocar fizeram todos gritarem agitados, Undyne e Alphys começaram a dançar se virando para a direita e batendo palmas rapidamente.
Vem na maldade, com vontade
Chega, encosta em mim
Hoje eu quero e você sabe que eu gosto assim
As duas iam dançando a coreografia da musica enquanto se podia ouvir os gritos das pessoas empolgadas pela dança das duas, especialmente quando elas viraram de costas e ficaram fazendo o movimento com os braços e com a bunda. No som do tiro da musica, as duas se viraram uma para a outra e simularam o tiro, e elas dançaram a coreografia.
Bang (bang), dei meu tiro certo em você
Deixa que eu faço acontecer
Tem que ser assim pra me acompanhar, pra chegar
Então vem, não sou de fazer muita pressão
Mas não vou ficar na tua mão
Se você quiser não pode vacilar
Demorar
A musica deu a travada novamente e logo Alphys começou a dançar apontando para a Undyne e ela também apontou para a loira.
Vou desafiar você
Você diz que sabe dançar
Você diz que sabe mexer
Vai ter que me provar
Eu vou pagar pra ver
Você diz que não se cansa
Que na balada é a rainha da dança
Alphys então foi andando para o lado ficando atrás da Alphys e a travada na musica começou novamente, e Undyne ia fazendo o que a musica falava.
Eu puxo o seu cabelo
Faço o que você gosta
Dou tapa na bundinha vou de frente, vou de costas.
Undyne primeiro mexia nos cabelos de Alphys encostando perto do pescoço dela, depois tocava na cintura dela e dava um tapinha leve na bunda de Alphys, então as duas davam um pulinho para frente e para atrás, sendo que na segunda vez Undyne ficava de costas e Alphys fazia os passos, com vergonha mas ela fazia.
BANG BANG BANG
BANG BANG BANG
ppangya ppangya ppangya
BANG BANG BANG
BANG BANG BANG
bang bang bang
Da kkomjjak mara da kkomjjak ma
Da kkomjjak mara da kkomjjak ma
Oneul bam kkeutjang boja da kkeutjang bwa
Todos juntos, Como se tivessem atirando.
Bang bang bang
Bang bang bang
Bang bang bang
Bang bang bang
Bang bang bang
Bang bang bang
Ninguém se mova, ninguém se mova
Ninguém se mova, ninguém se mova
As duas iam fazendo o passo da coreografia da musica de k-pop, realmente elas não tinham como negar que adoravam o K-pop e que estava na veia das duas que eram fãs da cultura oriental, as duas então se juntaram novamente para terminarem a valsa, o vídeo do Mettaton tinha voltado e então ele já estava no fim da musica.
‘Cause all of me
Loves all of you
Love your curves and all your edges
All your perfect imperfections
Give your all to me
I’ll give my all to you
You’re my end and my beginning
Even when I lose I’m winning
‘Cause I give you all of me
And you give me all of you
I give you all of me
And you give me all, all
Porque tudo de mim
Ama tudo de você
Ama as suas curvas e seus limites
Todas as suas imperfeições perfeitas
Me dê tudo de você
Eu darei tudo de mim para você
Você é o meu fim e o meu começo
Mesmo quando eu perder estarei ganhando
Porque eu te dou tudo de mim
E você me dá tudo de você
Eu lhe dou tudo de mim
E você me dá tudo, tudo
As duas então pararam fazendo um levanté para acabar, todos bateram palmas empolgados e os profissionais não paravam de tirar fotos e gravar todos os momentos. Apareceu então o Papyrus segurando o buquê da Alphys dando para as duas.
— Vamos jogar juntas! — Alphys falou sorrindo e pegando na mão de Undyne, a euforia de mulheres subia cada vez mais para pegar o buquê, aquela era uma ótima oportunidade para saber se você futuramente se casaria. Quase uma vidente. As duas então jogaram em uma direção totalmente desordenado e Sans que estava lá longe e respondendo Frisk sentiu ser acertado em sua cabeça e cair nas mãos de Frisk.
— O QUE?! — As duas gritaram ao mesmo tempo e todo mundo ficou olhando Frisk que olhava o buquê, ela pareceu ignorar a reação das pessoas, começando a correr em direção a entrada da festa. O que ela estava pensando não era na possibilidade de se casar, mas com medo de essa possibilidade sumir se ele… se ele…
Tarde demais, Chara que segurava o buquê apertou ele mais ainda quando viu carros da policia na entrada da garagem do casamento, Toriel chorava sendo segurada por um policial e Asriel estava se debatendo tentando fugir dali. Ele de repente olhou em direção a Chara e ela começou a correr em direção a policia.
— Senhorita, nós descobrimos que foi este homem que a estuprou com as câmeras!
— Não! Meu Asriel não pode ter feito isso! Diga a verdade Frisk! — Toriel gritava aos prantos, Chara não sabia o que fazer, a situação tinha saído de seu controle… mas ela não queria que as coisas fossem assim desde o inicio? Não fazia parte de seu plano? De repente seu coração apertou e o buquê em sua mão ficou totalmente destruído, rapidamente tirou o cordão em seu pescoço colocando no pescoço de Asriel.
— Sim… foi ele. — Toriel gritou chorando de repente e caindo no chão, Asriel recebeu o soco de um policial e Chara ficou olhando de longe ele ir para o carro, a garota começou a sentir as lágrimas frias caírem pelo seu rosto borrando toda a maquiagem em seu rosto.
— Fico feliz de estar em seu plano Chara… Mas… por que me enganou desde o inicio?
— Era preciso Asriel. É preciso… Desculpe você ter que participar disso tudo.
— Eu te amo tanto que eu poderia morrer Chara, eu iria para a cadeia por você e para sua felicidade Chara.
— POR QUE?! — Os convidados começaram a se tumultuar naquele local e todos ficaram olhando Asriel ser preso e Chara ser abraçada pelo Sans escondendo a visão dela daquele local.
— Ficar vendo é pior Frisk.
— … É...
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