Geração Potter e a Caça a Relíquias
3 (Capitulo 03) - O Aviso.
Notas iniciais
A semana foi passando conforme Albus experimentava mais de seu terceiro ano, tal dia estava ele estava em aula junto de Scorpius e Rose (que utilizava o Vira Tempo, pois suas aulas de Aritmância eram no mesmo horário). A turma desceu aos campos de Hogwarts sendo guiada por Hagrid, cujo daria sua primeira aula de Trato das Criaturas Mágicas ao novo terceiro ano. Logo de cara estavam estudando criaturas aladas e quimeras, sua primeira besta a ser estudada era o hipogrifo, que no caso seria o Asafugaz (ou Bicuço). Todos ficaram maravilhados com Asafugaz, mesmo depois de tanto tempo, o hipogrifo continha sua plumagem prateada e sua traseira de um forte e acinzentado de cavalo, olhos alaranjados e penetrantes, seu jeito ainda era o mesmo; orgulhoso, porém meigo com quem merecesse. Quase no fim da aula, após vários alunos testarem do voo com o hipogrifo, Hagrid fazia algumas questões para levantar pontos às casas:
_ Certo, certo, e quem poderia me dizer o que um hipogrifo simboliza? – perguntou o professor.
Rose ergueu a mão pela nona vez, já preparada para responder.
_ Srta. Weasley – autorizou Hagrid.
_ Há uma antiga expressão medieval que diz que hipogrifos são resultados de uma coisa impossível, sendo este seu símbolo – respondeu ela como se estivesse cuspido o que lera em livros – o símbolo e a prova do impossível.
_ Correto, mais quinze pontos à Grifinória, mas isso não é tudo, alguém completaria?
Rose armou sua cara duvidosa enquanto Albus e Scorpius riam silenciosamente dela, até então a voz de Riddle Zabini ser escutada por todos:
_ O que também o faz – o conectou a frase de Rose – o hipogrifo ficou sendo o símbolo do amor – ele mirou os olhos negros aos de Rose e sorriu de canto.
Bem quando um silêncio tomou o lugar o sino badalou anunciando o final do período, Hagrid deu a Sonserina quinze pontos e congratulou os alunos pela aula, em seguida os dispensou.
•••
Logo depois do jantar, Albus e Scorpius estavam no dormitório fazendo relatórios sobre as aulas.
_ Você voo bem hoje – comentou Scorpius, estava sentado a sua cama com um pergaminho de trinta centímetros ao colo.
_ Ah sim, obrigado, já tinha voado no Bicuço... Quer dizer, Asafugaz antes.
_ Sério? Legal...
_ Você está bem? – perguntou ele, que conhecia muito bem o melhor amigo.
_ Sim, estou – assentiu ele sem despregar os olhos do pergaminho.
Albus fitou o amigo e disse:
_ Quando você mente, nunca olha nos meus olhos.
Scorpius deixou soltar um sorriso vago e ergueu a cabeça.
_ Será porque eles me radiografam quando eu tento fingir alguma verdade?
Albus riu, porque ele trocava a palavra “mentir” por “fingir uma verdade”?
_ Vai dizendo.
De inicio Scorpius pareceu contra a falar, no entanto foi soltando aos poucos:
_ Você... Viu o que... O que ele fez?
Albus revirou a mente tentando descobrir o que Scorpius estaria falando, até então dar conta do que e de quem se tratava, ele riu e voltou a escrever.
_ Aquilo? Aquilo não foi nada.
_ Mas teve uma indireta...
_ Você se importa?
_ Não! – defendeu-se imediatamente – não, é que... Apenas não, droga...
O Potter riu novamente e socou levemente o ombro do amigo.
_ Relaxa Malfoy.
Scorpius balançou a cabeça positivamente e suspirou aliviado. Talvez tenha levado muito ao pé da letra o que Albus dissera.
_ Certo, bom – ele olhou em volta e se aproximou de Albus baixando o tom da voz – perguntou ao seu pai sobre as relíquias?
Em resposta Albus balançou a cabeça negativamente.
_ Irei perguntar diretamente, meu pai é chefe da Seção de Aurores do ministério, por carta ele suspeitaria rápido do que se trata...
_ Bom, sendo assim é melhor você estar sozinho.
_ Ah... É, mas seria legal ter você no natal de novo.
Scorpius sorriu vagamente e deu um ponto final com sua pena no pergaminho.
_ Terminei! você está me devendo um dever de casa.
Albus olhou de Scorpius para o pergaminho e o atirou uma almofada, zangado.
Após este dia, o mês não demorou muito até alcançar seu fim, novembro começou frio e tempestuoso, uma nuvem de neblina tomava as áreas do castelo por inteiro, avisando que o inverno estava por vir. Não só o inverno como uma temporada de estudos, antes do natal os professores iniciaram os principais temas em suas matérias. Albus, é claro, saía-se excelente em Poções, mas dava um jeito de sobressair-se nas demais. Não só nas matérias como em tudo, planejava perguntar a seu pai sobre as outras relíquias, ele tinha várias tarefas e atividades extras para completar, tinha de cuidar de Fawkes, sua ave fênix, visitar Hagrid, e várias outras coisas... Distribuir sua atenção não era uma tarefa nada fácil.
Nas aulas de feitiço, a carismática professora Cassandra Winry dera ótimas instruções sobre feitiços que envolviam elementos, de começo estavam estudando o fogo, envolvendo-se com feitiços como o Amornae (faz com que o fogo não queime, se torne apenas uma “brisa morna”. Muito usado na Idade Media pelas bruxas que eram queimadas em fogueiras), Finite Flamarium (que congela chamas), e o poderoso Draco Flammae (um feitiço não verbal que assoprando a ponta da varinha lançava chamas potentes em forma de um dragão, onde o nível do bruxo permitia até controlá-lo).
_ Muito bem, muito bem! – exclamava Cassandra sorrindo abertamente – agora para finalizar a aula, irei mostrar algo que vocês não devem contar ao chefinho, beleza?
Ela piscou marotamente enquanto a turma assentia (Rose, no entanto ficou sem reação). A professora pediu espaço aos alunos, pegou uma grande jarra de bronze em seu armário e virou garganta a baixo, ela posicionou a varinha na ponta da boca e soprou, dela rompeu um gigante dragão formado por chamas, ele rugiu e bateu as asas, depois da cena ele desapareceu em chamas azuis que bruxulearam até extinguir. Todos ficaram maravilhados com a apresentação e aplaudiram eufóricos. Cassandra agradeceu com uma reverencia teatral.
_ O que era aquilo, Srta. Winry? – indagou Albus boquiaberto.
_ Quem adivinhar ganha trinta pontos! – disse ela.
Todos pensaram até Rose levantar a mão e responder entre risadinhas:
_ Seria Firewhisky?
_ Exatamente! Trinta pontos para a Grifinória. O feitiço foi o Draco Flammae, e eu descobri isso em um happy hour entre amigos – ela sorriu jovialmente e fez careta, alguns riram junto dela bem quando o sinal tocara – Ah sim, não tentem isso e muito menos bebam, quem me desobedecer irá presenciar as entranhas daquele dragão, e garanto que não será nada agradável.
Na seguinte aula, Transfiguração, Minerva ensinou o terceiro ano transfigurar e transformar animais em instrumentos (Musice Instrumentum) ou amplificar objetos e seus interiores.
Na vez de Defesa Contra as Artes das Trevas, o professor Michaelis Graypow encerrava o estudo de Fantasmas, espíritos e poltergeist (para a felicidade de Scorpius) ensinando como repeli-los com um feitiço chamado Skurge (o que fora um tanto útil ao Malfoy descobrir, só restava coragem de lançá-lo em algum deles) e no momento dava inicio a feitiços de ataque e defesa contra criaturas, começando com o Bicho Papão.
Boa parte da turma havia enfrentado seu maior medo, no momento atual quem estava cara a cara com um baú de aparência velha e gasta era Scorpius.
_ Seja claro com as palavras, Sr. Malfoy.
Scorpius assentiu segurando firme a varinha, bem quando a porta do baú pendeu para trás, uma nevoa prateada deslizou para fora se materializando na imagem do Barão Sangrento. Por mais que estivesse acostumado com a presença do fantasma, era sempre horripilante mirar aqueles olhos vidrados e todo aquele sangue em suas vestes.
_ Ridikkulus!
E uma vez que a criatura era o Barão agora não passava de confetes prateados que explodiram e se acumularam no soalho da sala. Alguns alunos riram daquilo enquanto Rose parabenizava o amigo e tomava o lugar de próximo, bem quando o Bicho Papão debateu-se no chão e tomou a forma de uma pessoa: Minerva McGonagall.
_ Se acha muito esperta, não é mesmo, Rose Weasley, mas não passa de uma metida que tirará “Trasgo” no final do ano letivo – berrou a criatura com a voz de sua madrinha, que, aliás, era incrível ter a mesma forma que de sua mãe quando estudava.
Rose suspirou, fechou os olhos e os abriu bem quando brandiu a varinha e exclamou:
_ Ridikkulus!
E ela conseguia enfrentar o que sua mãe não fizera. Bem depois de Rose era Albus, que congratulara a prima pelo desempenho e tomava sua posição, o Bicho Papão o analisou e instantaneamente transformou-se em ninguém menos que Voldemort.
Todos recuaram vários passos e ficaram espantados com a forma do bruxo; ele era alto e magro, estava longe de se dizer que era humano, pois sua pele tão branca que suas veias podiam ser vistas, sua face ofídica assustava mais ainda, tratando-se de seus olhos avermelhados de pupila vertical e fendas que tomavam o lugar do nariz. Quando ele falou a voz aguda e carregada de ironia do Lord das Trevas ressoou por todo o cômodo.
_ Ah, como se parece com seu pai, a mesma cara arrogante, os mesmo olhos sonhadores e deseja bancar o herói tanto quando ele foi... Vejo de que está atrás, Potter.
_ Sr. Potter – começou o professor Graypow, demonstrando certo incomodo, ele mesmo já havia sacado a varinha.
Albus fez um gesto de que estava tudo sob controle, mas não estava, mal ele sabia que Voldemort era seu maior medo, nunca se quer o vira a não ser pelas histórias que seu pai contara, estava tremendo e seu coração bombeava aceleradamente.
_ Posso te ajudar... – disse o Bicho Papão, incrível como as vozes podiam ser tão bem distorcidas.
_ All – murmurou Scorpius.
_ Me ressuscite também, Severus Potter!
_ ALBUS! – gritou Rose.
_ Não seja ridículo, Severus – disse o falso Voldemort – posso te tornar tudo aquilo que sempre quis, basta fazer uma coisa, me por na Lista de Ressurreição.
Albus riu nervoso e levantou a varinha apontando na direção do Lord.
_ Você que é ridículo... Ridikkulus!
Voldemort se desfez em uma fumaça negra (semelhante àquela que ele aparatava) e foi para o fundo do baú, que se fechou com um grande baque. Todos que estavam presentes, ainda muito tensos, miraram Albus com olhares surpresos carregados de desconfiança e curiosidade.
_ Vamos, vamos, a aula continua, próximo! – ordenou Graypow, que também demonstrava estar apreensivo.
Quando a aula terminou e todos foram convidados a se retirarem para o jantar, Albus estava junto de Scorpius nos corredores quando fora surpreendido por um incrível empurrão, que o fez dar um encontro contra a parede de pedra, uma mão agarrou sua gravata e o levantou.
_ ALBUS POTTER! – berrou Rose, suas orelhas estavam tão vermelhas quanto seus cabelos – você viu aquilo, você viu o que ele disse, você é idiota ou o que?
_ Sim, Rose, eu vi...
_ Ahm, Rosie... – vacilou Scorpius, tentando afrouxar a mão da garota – todos estão olhando...
Rose soltou Albus, ainda muito furiosa, aproximou seu rosto com o do primo e murmurou:
_ Se descobrirem? Albus, todos ficaram desconfiados!
_ Desconfiaram, eles não deram atenção, era um Bicho Papão – respondeu ele, Albus estava com a voz rouca, mas estava aguentando com firmeza.
_ Albus, eles leem seu coração, descobrem o seu medo e o porquê dele, eles não dizem mentiras, afinal é para deixá-lo amedrontado e apreensivo de que realmente pode acontecer – esclareceu ela, ainda parecendo incrédula. Várias pessoas estavam se tumultuando em volta enquanto Scorpius buscava afastá-los e cobrir a conversa dos dois.
_ Droga Rose, já disse que não foi minha intenção. Ninguém saberá!
_ Rosie, All...
_ Até quando? Me diz, até quando, Potter? – Rose bufou e saiu marchando no corredor empurrando quem estava na sua frente.
Albus organizou as vestes e continuou a andar, Scorpius acompanhando seus passos, logo estavam longe de todo o alvoroço que haviam causado.
_ All...
_ Tudo bem Scorpius – disse ele antes que o amigo falasse algo mais – Rose está certa, não foi nada maduro ter conversado com o Lord das Trevas, todos devem estar desconfiados do que aconteceu e agora isso só atrapalhou nossa busca pelas relíquias.
_ O que pensa fazer? – perguntou o Malfoy, não se sabia dizer o que Scorpius sentia, mas seus olhos prateados demonstravam tristeza.
_ Por ora, esperar todos esqueça, e procurar terminar com isso o mais rápido possível.
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