Geração Potter e a Caça a Relíquias
4 (Capítulo 04) - Besourando
Notas iniciais
Voldemort ter aparecido a Albus como na forma de seu Bicho-Papão só deixara as coisas piores, além de muitos terem evitado falar com ele por dias, outros falaram até demais. Rose ainda estava um tanto zangada com o primo, mas ele conseguira conquistar a ruiva com algumas edições raras de livros e muito, mas muito chocolate.
Por sorte, até o fim de novembro boas partes das coisas voltaram ao normal, incluindo a vida acadêmica do Potter e sua vida pessoal. Fazia-se muito frio quando o começo de dezembro estava próximo, tão próximo quanto o natal, tanto é que o quadro de avisos estava com a data das férias e algo que fizera todos os alunos de Hogwarts explodir de ansiedade (ou pelo menos o novo terceiro ano): a primeira visita a Hogsmeade seria no seguinte domingo.
Tal dia Albus havia saído da sala de poções nas masmorras para tempo entre o primeiro e o segundo período de aulas, onde geralmente os alunos usam para almoçar, copiar algumas lições e descansar. Na sala ele havia ganhado uma porção de pontos para a Grifinória por sua excelente poção que envolvia ingredientes como Ovos de Cinzal e Pedra-da-Lua quando um tumulto excessivo de alunos em um corredor próximo ao hall de entrada chamou sua atenção.
_ Eai, Potter, vai continuar com a Geração? – perguntou sarcasticamente um Sonserino quintanista.
_ Não já tivemos problemas demais com um Potter? – indagou um Lufano.
Albus não respondeu, tampouco reagiu, junto de Scorpius e Rose adentrou a fundo na multidão e descobriu a causa do alvoroço; uma pilha de jornais com folhas rosadas quase brancas formavam um caderno intitulado de “Besourando”, estava a dispor de quem quisesse pegar um exemplar desde que pagasse a uma joaninha do tamanho de um coelho (obviamente era um encanto) que estava sob a pilha autorizando aos que davam três galeões a ela em troca do jornal.
_ Mas que... – murmurou Albus, ele revirou suas vestes e puxou o dinheiro, deu a joaninha que analisou as moedas de ouro e desapareceu com elas e o deixou buscar um exemplo.
Albus analisou o jornal com Rose e Scorpius curiosos olhando por cima de seus ombros. O jornal era do tamanho de uma revista, as palavras douradas “Besourando” se expandiam a arrogância do autor, que por acaso nomeava-se como “Joaninha”. Enfim ele descobria o motivo de ser o centro das atenções, a primeira pagina vinha logo com uma foto de Albus na aula de Defesa Contra as Artes das Trevas com seu bicho-papão em forma de Voldemort, nada profissional, porém digno de um paparazzo, a manchete intitulava-se “Será um Sinal?”.
_ Isso é uma besteira, Albus, não leia! – alertou Rose tentando livrar-se do jornal.
_ Sai, isso fala sobre mim... E eu paguei três galeões para aquele inseto!
Scorpius que estava lendo de relance bufou inquieto.
__ Que estupidez, quem escreveu isso?
_ Espere – pediu Albus, já começando a leitura.
“SERÁ UM SINAL?”
“Albus Severus Potter, terceiro ano, treze anos e um tanto bonitinho. Em um dia mundano como qualquer outro os estudantes do terceiro ano estavam em aula de Defesa Contra as Artes das Trevas aprendendo pelo tutor estranho e suspeito; Michaelis Graypow (página 07), como dominar e repelir um Bicho-Papão. Todos estavam se saindo bem, outros nem tanto (cof, cof, ralés, cof) quando a vez do ilustre Potter chegara, em um momento de silencio invadiu o cômodo quando a figura de ninguém menos que o nomeado “Lord das Trevas; Voldemort, aparecera diante de todos e ditou as seguintes frases ao rapaz “Vejo que deseja bancar o herói”, “Vejo do que está atrás”, “Posso te ajudar” “Me ressuscite também” entre outras coisas muito sobrenaturais, até mesmo para bruxaria.
Não sei o que significa, mas de fato o nosso moreno de olhos verdes está aprontando, porém a Joaninha está voando ao seu redor, e eu estou sempre besourando à procura de fatos bombásticos!“.
_ Oh meu... Merlin – murmurou Albus sem acreditar, sem reação, estupefaço.
_ Vamos All, não de atenção a essas bobagens – recomendou Scorpius que demonstrava fúria e olhava com desdém (muito semelhante ao seu pai) aos que falavam mal as costas do trio.
_ Convenhamos, não são tão bobagens – sussurrou Rose próxima ao primo – Não queria dizer isso, mas eu avis-
Antes de terminar a frase, James Sirius puxou o jornal da mão de Albus e começou a ler. O rapaz estava bem mais alto agora com seus catorze anos, pele clara, sardas por todo canto, olhos castanho-esverdeados, longos cabelos negros que alcançavam a altura do ombro se soltos, rebeldes como os do pai. Ele estava junto de Fred, que estava quase da mesma altura que o primo, pele quase em um tom bronzeado, tinha cabelos ruivos escuros e arrepiados em um estiloso topete, olhos castanho-avermelhados e suas sardas habituais, ele herdara bastantes traços dos Weasley, diferente de Roxanne que havia mais os traços da família de sua mãe. Dominique como sempre acompanhava os rapazes, nem parecia ter a mesma idade que os outros dois de tão formada que estava, com um lindo corpo avantajado, pele pálida salpicada de sardas, olhos tão azuis quanto o céu, seus cabelos loiros eram curtos e ela esbanjava um estilo um tanto punk, ainda sim sua beleza era digna a ser julgada como veela.
_ Que isso, maninho? – questionou James com as sobrancelhas arqueadas.
_ Vimos o alvoroço pelo Mapa e viemos curtir também – completou Fred.
_ Dá isso aqui – disse Dominique e agora lia também, sua expressão foi mudando de empolgada para surpresa, depois para desdém.
Albus nem precisou explicar, aos poucos foi juntando mais e mais gente e o que era óbvio deu pra perceber; o Besourando era o novo jornal anônimo de Hogwarts. Rose se perguntava onde estariam os monitores, professores e funcionários que não impediam aquilo. Scorpius ainda parecia estar fuzilando qualquer um com o olhar.
_ Mas que porra é essa? – extravazou James a multidão brandindo o jornal de um lado ao outro – quem é Joaninha? Que nome tosco...
_ Quem escreveria isso? Que perda de tempo – soltou Fred revirando os olhos.
_ E vocês aqui de plateia? – indagou Domi aos demais – curtem uma fofoca, hein? Bando de desocupados, vão procurar o salão de vocês!
Alguns instantaneamente obedeceram, outros ainda recusaram e enfrentaram a Delacour com olhares.
_ JP... – começou Albus.
_ Relaxa, maninho – disse James sacando a varinha e sua mente parecia trabalhar maliciosamente – Lacarte Inflamare!
E chamas azuis saíram de sua varinha direto ao monte de jornal, vários alunos recuaram surpresos e boquiabertos. Não demorou muito até todas as edições serem engolidas pelo fogo.
_ Se houver uma próxima edição – alertou ele em voz alta – eu não irei queimar os jornais, queimo o autor filho da puta.
E saiu marchando com Fred ao seu lado abrindo caminho ainda dando tempo de chutar a joaninha tostada.
_ Ele sempre resolve – disse Dominique ao trio, ela deu uma piscadela e retirou sua varinha das vestes – Aguamenti! – dela rompera água o suficiente para extinguir o fogo – saiam da frente – clamou ela a multidão que se abriu, satisfeita Dominique desfiou entre eles pelo mesmo caminho que os outros Marotos, provavelmente isso a fez ganhar mais admiradores e partir dezenas de corações.
Não demorou muito até Senford Strong, o zelador alto e corpulento (no sentido de definido), que continha cabelos curtos em corte militar e olhos que pareciam mirar todas as direções (ele nunca olhava pra você, sempre via o redor), e sua expressão era sempre a mesma: serena e furiosa, como se estivesse bolando um plano maligno para qual tipo de detenção lhe dar.
_ O que eu perdi?
_ Toda a ação – disse Albus mirando o zelador com desdém, ele e o trio nunca se deram bem com ele desde o primeiro ano, pois eram os únicos Potter e Weasley que não levaram uma detenção dele ainda.
O Potter saiu caminhando em direção ao Grande Salão com seus amigos, ainda ignorando os murmúrios e falatórios que o cabia.
Quando chegaram por lá, o almoço estava sendo servido, nem mesmo a fantástica comida que os elfos prepararam fora o suficiente para os alunos despregarem sua atenção e cochicharem entre si. De certa forma parecia que todos ficaram sabendo do Besourando, e claro, o jornal havia mais fofocas (Albus se recusava a chamar de noticias), mas ele só conseguira ler o que falava sobre ele... E pelo visto tinha bastante coisa, um pouco sobre todo mundo.
Quando ele se sentou a mesa Lily Luna pediu que ele se acalmasse. Ela estava junto de Hugo e Louis, seus primos. O irmão de Rose estava mais alto como ano passado, seus cabelos eram ruivos escuros e tinha sardas iguais as do pai, seus olhos eram castanhos enigmáticos e ele fora o primeiro Weasley a ser selecionado como Sonserino. Louis crescera da mesma forma, estava um garoto muito lindo como todos os Delacour, seus cabelos eram longos e dourados, olhos azuis claros e puros, uma personalidade tímida e conservadora, o que fazia as garotas de sua turma (não só) se encantarem pelo rapaz.
Albus e Scorpius começaram a comer em silencio quando o Potter reparou que Rose ainda havia em suas mãos um exemplar chamuscado caindo em cinzas em vários cantos, provavelmente pegara antes de este ser consumido em chamas.
_ Que horror... Isso não são fatos, são fofocas!
_ Dentre tantas, eu tinha de valer a first page? – cogitou Albus mastigando violentamente sua comida como se fosse pular de sua boca.
_ Juro que se eu descobrir quem escreve isso, eu... – começou Scorpius, porém não terminou a frase, apenas virava um gole de seu cálice muito estressado, seja o que for seria um “Era uma vez” para a pessoa que cruzasse seu caminho, não podia se esquecer de que ele era um Malfoy, e do que os Malfoy são capaz ninguém nunca sabe até provar.
_ Aqui fala de tudo, desde fofocas, acontecimentos em Hogwarts, comentário sobre alguns professores e funcionários, Quadribol, aulas, novos casais e... Merlin – suspirou Rose de olhos arregalados – quanta asnice!
_ Agora precisamos ser mais cautelosos sobre as relíquias – sussurrou Scorpius ao trio – antes agora do que antes...
_ Bem cuidadosos mesmo, porque nem com o aviso do JP irá intimidar a tal Joaninha – continuou Albus, agora olhando para seu prato distraidamente – teremos de nos preparar, porque o Besourando sem dúvidas irá ter mais edições...
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