Geração Potter e a Caça a Relíquias
13 (Capítulo 13) - De mal a pior
Notas iniciais
Com a chegada de junho o calor intensificara, o que havia de primavera fora tomado pelo verão. Albus e os outros tinham sorte de seu Salão Comunal ser em uma alta e ventilada torre, assim como a da Corvinal e as frias Masmorras Sonserinas. Ele realmente sentia pelos Lufanos e seu Salão subterrâneo próximo as cozinhas, mesmo que boatos afirmavam que com os feitiços climáticos era fácil de se resolver o problema.
Sem delongas o ultimo jogo da temporada de Quadribol fora marcado para a segunda semana de junho, neste dia as casas estavam em pura animação. Pelas apostas que os Marotos fizeram o time favorito era Grifinória (sendo escolhido até por funcionários e professores anonimamente). Albus estava novamente junto de todos os seus amigos para torcer pelo time, sendo o único que se ausentava era Hugo. Até mesmo Ling estava com eles nas arquibancadas da Grifinória, mesmo com vários amigos separando ambos ela o enviava olhares furtivos de um jeito ameaçador. Ok, isso dava pra superar, o que o incomodava era que após seu rompimento com a Chang o vazio que havia em seu peito se intensificou.
A partida fora iniciada, todos os jogadores já estavam em campo exercendo sua função no time, as arquibancadas torciam euforicamente por sua casa. Logo de inicio a Grifinória estava fazendo um bom trabalho, a Sonserina se esforçava o máximo que podia para ultrapassar o seu ritmo. Mais alguns minutos se passaram e nada de pomo. Os placares estavam balanceados, uma hora a Grifinória levava a frente, outra a Sonserina dominava. Os torcedores começaram a se preocupar na medida em que mais tempo fora passando e os pontos eram empatados e desempatados constantemente. James, Fred e Dominique faziam um belo trabalho em campo com suas diversas e planejadas jogadas (que este ano inspiradas nas táticas de times profissionais que jogaram em Copas Mundiais de Quadribol) que com sorte e muita habilidade faziam gols com mais frequência que o outro time.
A tarde alcançara seu ápice e nada da bolinha dourada. Incrivelmente o rastro dourado do pomo parecia mesclar aos raios de sol que saiam por entre as frestas das nuvens, o que dificultava tanto as posições de apanhadores quanto as dos outros jogadores, que tinham de se esforçar cada vez mais pra prolongar o jogo fazendo o maior numero de gols possível. Mas as torcidas não os abandonavam: gritavam e cantavam incentivos. As eternas rivais estavam em um jogo extremamente complicado.
_ Olhem isso, parece que Paul Raymond avistou alguma coisa! – O narrador apontou para o Campo e indicou o apanhador da Grifinória em alta velocidade em um zig-zag por todo o perímetro que cobria o estádio.
E certamente estava atrás de algo. O apanhador da Sonserina não perdeu tempo e foi competir na disputa pelo pomo. Esse foi o momento em que os Artilheiros Marotos entraram em ação e exigiam de seus corpos e procuraram ficar mais tempo possível em posse da goles e marcar o maior numero de gols que seu estado de cansaço os autorizava, e os artilheiros sonserinos não perderam oportunidade e pareciam competir pelos aros adversário da mesma forma que eles. Harpia Hooch piava em sua forma animaga de harpia (a ave de rapina) anunciando gols de seu jeito. Até então escutarem um barulho diferente; um assobio longo e agudo de um apito de bronze e aquilo significava fim de jogo.
_ O arbitro apita – ponderou Steve Crush com a voz transbordando expectativas – e a vitória vai para...
Paul Raymond, o apanhador da Grifinória apareceu em campo deslizando no ar com sua vassoura, porém algo não estava certo: sua cabeça estava e sua expressão vaga. O apanhador Sonserino ergueu o punho e lá estava entre seus dedos a bolinha alada agitando-se em seus dedos.
_ Sonserina! – completou Crush – mal posso acreditar que a casa ganhara... Ah, nada contra – ele adicionou rapidamente – é que o placar estava incrivelmente equilibrado com quatrocentos e quarenta para Grifinória e quatrocentos e cinquenta para a Sonserina... Hum, então todo caso, meus parabéns Snakes! Boa comemoração nas Masmorras e não se esqueçam de limitar o barulho porque nossos Salões são próximos – ele deu uma risada sem graça, parecia que ninguém estava o dando atenção: a arquibancada da Sonserina gritava e cantava insultos a Grifinória, fogos de artificio e tudo mais foram atirados ao céu – a Taça de Quadribol vai para a casa de Salazar Slytherin!
Albus não podia acreditar, a Grifinória vinha vencendo todos os jogos bravamente e de uma forma tão determinada pra acabar sendo vencida por um triz? – isso era impossível de se imaginar. Scorpius se mantinha quieto, de cabeça baixa da mesma forma que Paul estava no campo. Rose gritava palavrões e retrucava os insultos sem pudor. Lily Luna, por mais espontânea que fosse, vaiava a Sonserina ao lado de Louis, ambos fuzilando Hugo do outro lado com olhares mortais.
Ainda em meados de junho o terceiro ano fizera seus exames finais. No geral o trio se saía muito bem. Astronomia tomara suas noites de sono, mas sempre conseguiram driblar isso com Café-Lupino e Cappuccinos Extras Fortes. Adivinhação ficara fácil de fazer, porém em alguns pontos da matéria Pietro Umbridge não perdoava e exigia muito da clarividência de todos. Em História da Magia Albus e Scorpius conseguiram passar no teste final graças aos trabalhos extras, pois em sala eles apenas dormiam. Voo sempre seria uma matéria divertia, no entanto havia aulas teóricas também e isso eles tinham de levar a sério. Herbologia se deram bem pela intimidade que tinham com o diretor Longbottom, assim como Trato das Criaturas Mágicas com Hagrid (que ao decorrer do tempo conseguiu adquirir um quê menos agressivo em sua matéria).
Em Feitiços e Defesa Contra as Artes das Trevas estava bem divertido, pois como desafio final eles tinham de combater um Dementador (enjaulado, obviamente) para passarem, o que fora fácil ao nosso trio com sua trupe de protetores em forma de ave. Poções, como matéria predileta de Albus, tornara a preparação de um antídoto para curar a maioria dos Venenos que Criaturas Magicas apresentavam. O teste de Transfiguração fora a cara da Professora McGonagall: aparentemente difícil de lidar, porém era só analisar com atenção. Rose também aprendera a usar corretamente o Vira Tempo e graças a suas façanhas ela fora a aluna que atingira a nota máxima em Runas Antigas e Aritimância (Ron debochou de Hermione por uma semana inteira por sua Princesinha ter tirado de letra o que inicialmente fora difícil para sua Rainha).
Hogwarts, já livre do período exaustivo de aula e clima de prova, entregou aos alunos o ultimo passeio ao vilarejo de Hogsmeade no final de semana anterior ao dia 30 de junho. O trio seguira seu protocolo e realizara o que normalmente faziam desde sua primeira visita ao povoado; repuseram alguns materiais, mesmo sendo fim de ano; compraram alguns livros para distração nas férias (Rose abrira uma Biblioteca particular com a quantidade que ela levara); passaram na Loja para Artigos de Quadribol para comprar um novo estojo pra vistoria, já que nessas férias eles abusariam do Quadribol e jogariam sem limites; repuseram e encheram seu estoque de doces para as férias de verão e como brinde Rose ganhara um pacote especial das novas amostras que seriam apenas estocadas no ano letivo seguinte; passaram na Gemialidades Weasley para dar um alô ao pessoal e claro que saíram de sacolas cheias de lá. E de fato finalizaram seu dia no Três Vassouras para refrescar o caloroso dia de verão com um coquetel de frutas batidas que apenas o pub tinha.
Como o toque de recolher eram às vinte horas eles racharam sua conta, juntaram suas compras e rumaram para o cercado de carruagens lustrosas que os levariam de volta a Hogwarts. Quando vieram chegar ao castelo as escadarias estavam tão movimentadas que nem os degraus paravam quietos, e para o infortúnio de Albus a escada se dividira na sua frente, separando de seus amigos e o deixara no Patamar de entrada.
_ All! – chamou Scorpius.
_ Não se preocupem com isso, pegarei outro caminho ou um atalho por dentro de um Quadro. Nos vemos no Salão Comunal!
Rose e Scorpius assentiram relutantes, sugeriram esperar até a escada voltar, mas Albus insistiu para irem. Quando eles cederam e caminharam para a Torre da Grifinória ele refez seu Caminho tomando a direção do Grande Salão onde um tumulto familiar o chamou atenção. E claro que seu palpite estava correto; vários alunos curiosos estavam com um exemplar do Jornal Besourando com a edição final de ano em mãos. A irritante tonalidade rosa e os dizeres intrigantes “Besourando” na revista fez o sangue de Albus ferver. Ele caminhou em passos largos e pesados em direção do Salão Principal, emburrou suas rígidas portas de carvalhos e viu as pilhas de Jornais sendo vendidas em cada uma das mesas, com quatro gordas e transfiguradas joaninhas coordenando a venda.
Claro que ele não apenas agia por impulso. Ele resistiu à vontade de meter um feitiço em cada um daqueles insetos que zumbiam em forma de uma risada que só ele escutava e o pagou o preço do Besourando pegando um exemplar: a first page vinha com a manchete “Sonserina Campeã!” deslizando em letras com uma fonte enorme nas cores da casa. Havia ainda uma foto do jogador sonserino apanhando o pomo e isso o fez cogitar se ninguém prestou atenção em um bruxo com uma câmera nas mãos registrando o jogo... Mas isso foi besteira – afinal quem não queria ter uma lembrança do dia em que a Sonserina estraçalhou a Grifinória em seu auge? – ainda havia uma previsão assegurando a vitória da casa na disputada pela Taça das Casas, e o que o surpreendera fora que havia uma porcentagem pontos adquirido por cada casa ao longo de todo este ano letivo, o que era impossível, mesmo com as ampulhetas e suas pedras preciosas estarem a amostra de todos, era ridículo pensar na ideia de alguém contando cada esmeralda da Sonserina, os rubis da Grifinória, as safiras da Corvinal e os topázios da Lufa-Lufa. Era mais aceitavam imaginar a Ladybug ter sabotado as contagens já feitas pela McGonagall em seu escritório individual: o que de todas as formas era absurda.
Para fechar com chave-de-ouro o jornal trazia os melhores furos de ano de cada casa. Para sua infelicidade o “Albus: santinho ou sacana?” ganhara no quesito “romance” e estava descrito com mais detalhes o seu relacionamento Ling Yao. James Sirius e Dominique ganharam com vários pontos os gêneros de “O mais gostoso” e “A mais sexy” da casa. Havia um artigo descrevendo a vida pessoal e intimida de Levy Knightwalker; sua diretora de casa e professora favorita. E na parte de esportes havia a trágica perda da Grifinória com imagens e papos exclusivos dentro do vestuário (havia uma foto de James e Fred só de cueca) discutindo aonde eles erraram. E outras coisas do jornal atormentando a Grifinória. Pelo menos ele se sentia injustiçado, pois não era apenas sua casa ali, havia páginas e mais páginas falando bem e mal da Sonserina; fofocas e mais fofocas dos Corvinos e alguns “babados” de ultima hora vindo dos Lufanos.
Então ele não aguentou mais: amaçou o jornal nas mãos cheio de fúria.
_ Saiam todos! – vociferou para os grupos que comentavam alegremente cada furo do jornal, só que ninguém deu atenção a Albus – eu disse; saiam todos... AGORA! – ele sacou sua varinha em um movimento rápido e um a um foram levantando das mesas e tomando os cantos do Salão com o jornal ainda em mãos. Ele sussurrou sonorus para sua varinha e a levou até a garganta, na sequencia pousou alguns dedos em seus lábios dobrou a língua e emitiu um assobio que ecoou por todo canto, de latejar os ouvidos.
Todos presentes o fitaram de uma forma curiosa e duvidosa, alguns debocharam e outros riram até então das portas do Salão serem escancaradas por uma ave fênix que fez um rodopio inteiro no salão e pousou graciosamente no antebraço de seu dono.
_ Fawkes – Albus disse suavemente, acariciando as plumas da ave com um olhar tranquilo, com a mão livre ele apontou para cada uma das pilhas e ordenou – queime tudo.
A ave não recuou por nenhum momento, tomou voo e seu corpo entrou em combustão e em segundos ele foi tomado por chamas ardentes que variavam entre dourado e vermelho. A ave precisou apenas pousar em cada pilha para deixa-las totalmente tomadas por línguas de fogo que instantaneamente transformou em brasa todos os jornais, joaninha e tudo que elas tocaram. Quando ele teve certeza que tudo estava feito ele pulou de mesa em mesa usando o aguamenti para conter as labaredas que ainda crepitavam. O que restou foram apenas cinzas no local. O Potter agradeceu e dispensou Fawkes, o prometendo vários marshmallows tostados. Ele estava sendo encarado por olhos arregalado de vários alunos, enquanto alguns até davam gritinhos tímidos (homens, inclusive).
_ E que isso sirva de aviso para Ladybug. Não sei qual é seu truque ou proposito e não vejo motivos para isso. Você deve muito bem ter enfeitiçado os professores ou lançado algum feitiço para eles não verem o jornal, mas ainda sim, fique sabendo que agora todo exemplar que eu encontrar eu vou queimar! E tem mais! Quando eu encont-
_ SR. POTTER! – exclamou uma voz severa interrompendo o raciocínio de Albus. Quando ele virou-se para encarar o intrometido ele engoliu em seco ao ver os lábios da professora McGonagall tremer, e seu olhar duro cair sobre ele e o Salão Principal em cinzas.
_ Fodeu – foi tudo que disse.
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