Geração Potter e a Caça a Relíquias
14 (Capítulo 14) - Uma detenção não tão ruim assim
Notas iniciais
AH SIM, outra coisa: como esse é o penúltimo capitulo e eu amo MUITO vocês ( s2, coraçãozinho n) eu lanço o próximo na quarta e a 4ª fic já vai estar disponível (apenas para divulgação) no mesmo dia ou sexta, não sei, verei isso, certo? - ok então, voltem a ler! arggg
_ Fora, fora todos vocês! Menos – Minerva apontou para Albus e ele congelou – você.
Ele resmungou baixo ainda com a varinha na mão a girou entre os dedos, neste momento seu cérebro estava maquinando uma desculpa – mas ele não saberia se enganaria Minerva, afinal... É a Minerva.
Quando o Salão fora evacuado ela se aproximou dele com a mesma expressão serena, mas ele sabia que coisa estava por vir devido seus lábios crispados.
_ Vamos, explique-se.
_ Bom, tudo começou quand-
_ Mais nenhuma palavra! – ela ordenou cerrando os olhos e fitando em volta sem acreditar.
Albus riu. Fazia isso nos piores momentos. E neste não ajudou em nada.
_ Foi tudo o Besourando, acho que você conhece esse jornal escola, conta fofoca sobre tudo, inclusive dos professores.
McGonagall o fitou com os braços cruzados e mirou em volta.
_ Estamos tomando medidas contra isso, afinal nenhum funcionário chegou a ver.
_ Deve ser algum tipo de encantamento, algo do tipo...
_ Isso não justifica os danos que você causou ao Salão, é simplesmente inaceitável! Me dói dizer, mas Sr. Potter, as regras foram feitas pra se seguir, e isso cabe a todos, sem exceções.
_ Certo, compreendo, mas-
_ Menos cinquenta pontos para a Grifinória.
_ O-O que?
_ Sessenta!
_ Ahm? Professora McGonagall?
_ Setenta e não dê mais uma palavra, Sr. Potter!
Albus se calou no mesmo momento. Por precaução tapou até a boca com as mãos.
_ E uma detenção. Limpe o Salão Principal e repare a bagunça que fez! Sua sorte é que as férias vêm ai, caso contrário colocaria pra servir de garçom no Café da Manhã todos os dias!
_ Certo – ele disse desamparado.
_ E... – começou Minerva, ela deu alguns passos em direção às portas do Salão e revistou a entrada – oitenta pontos por você livrar-se deste jornal – os olhos de Albus começaram a brilhar de esperança até ela novamente erguer um dedo – mas a detenção continua, e eu volto quando você terminar.
_ Perfeito! Fantástico! Até mais tarde, sua linda!
Minerva não evitou e deixou um sorriso clarear seu rosto. Albus tinha muito carinho por ela. Ele não tinha avó por parte de pai, então sempre a imaginou no lugar. Ela o olhou uma ultima vez e rumou de vez do Salão. Então Albus sacou sua varinha e começou a juntar as cinzas por via de um feitiço.
_ Albus?
Ele ouviu uma voz suave recitar na porta. Ele não conhecera de primeira, porém quando se virou seu coração palpitou de uma forma incontrolável. Encostada as portas de carvalho estava uma garota baixa trajada por vestes negras e sonserinas; sua pele de longe parecia ser macia e irradiar brilho pálido; seu rosto era desenhado, seus olhos eram grandes e suas íris eram violeta; cabelos repicados que caíam sobre os ombros e dona de lábios que tinham o sorriso mais lindo do mundo.
_ Pandora! – exclamou o rapaz correndo de uma ponta do Salão a outra apenas para acolhê-la nos braços em um abraço apertado e saudoso. Para sua felicidade ela o retribuiu, apertando fortemente suas costas e seu rosto deitou em seu peitoral perfeitamente, como se tivesse nascido para este proposito. Aquele cheiro que ela tinha, meio adocicado e suave o fazia delirar – por onde andou todo este ano? Você foi transferida ou algo assim?
_ Eu sempre estive aqui – respondeu sorrindo, gesticulando com os dedos o solo – só que... Longe... A garota oriental pediu isso... Disse que eu o distraia e atrapalhava seu relacionamento. E eu não queria me meter, você sabe...
_ Ling – adivinhou Albus revirando os olhos – ignore-a. Não temos mais nada e isso é um golpe de sorte. Mas ainda sim, desculpe o mau jeito, mas eu... Eu não conseguia me lembrar de você...
_ Deve ser o feitiço que ela jogou em você.
_ Ela me enfeitiçou?
_ Um de esquecimento, coisa leve, por isso disse pra eu ficar longe, assim o encanto não se quebraria.
_ Entendo... E seu irmão? Não me lembro de ter visto ele também...
_ Você não deve andar muito com a sua irmã – comentou de sobrancelhas juntas – eles passaram quase todo o tempo junto, rolou até umas discussões entre a Grifinória e a Sonserina por conta disso... Foi fofo como o Hip insultou todos e continuou a andar com a Lily...
_ Q-Que?... Que diabos a Ling lançou em mim? Sinto como se tivesse perdido um ano inteiro!
_ Vai saber... – ela deu os ombros de forma humilde e cruzou os braços admirando o lugar destruído – muito ocupado aqui?
_ Ah, pois é, um pequeno contratempo – Albus deu um pigarro e confirmou com a cabeça, evitando olhar pra trás – Você sabe do Besourando?
_ Da existência sim, mas não faço a mínima ideia de quem seja. Os Sonserinos também estão invocados com o jornal, afinal nos atacaram bastante... Se bem que com a Grifinória parece ser mais constante, terrível os boatos que espalham sobre a casa.
_ Oh! Uma sonserina dizendo isso? Sinto-me honrado!
Pandora deu um leve soco no ombro de Albus e ele defendeu-se mostrando as mãos.
_ Hey, Hey, pega leve, Exterminadora!
_ Idiota – replicou, por fim o empurrando.
_ Na boa, senti sua falta – Albus sussurrou de uma forma confortável e distante.
Em resposta Pandora sorriu. Era aquele sorriso que o fazia derreter-se por dentro. Uma sensação desconhecida e agradável.
_ Eu senti em dobro – foi tudo que ela disse. E tudo que ele queria ouvir.
Eles trocaram olhares furtivos por um curto período de tempo. Até então pandora indicar novamente as cinzas, que agora, de alguma forma, voltaram a acender as brasas.
_ Quanto mais rápido começar, mais rápido vai terminar.
_ É... Vou ver se arranjo uma vassoura. Parece que o velho jeito é mais rápido...
Quando Albus começou a andar Pandora segurou seu pulso, e de lá deslizou até seus dedos se entrelaçarem. Albus torceu pra sua palma não estar úmida.
_ Espere... Você não é, tipo, o numero um em Poções?
_ É – Albus deu os ombros – eu tento.
_ Tento – ela repetiu em sua melhor imitação de Albus e seu alto ego, cerrando os olhos de uma forma cínica – a Professora Knightwalker exige drasticamente do segundo ano por ter Severus Potter como o melhor aluno de Poções em sua época.
_ Fazer o que, o talento é natural, benzinho.
Ela deu outro soco nele e ele não conseguiu conter o riso. Foi ai que ele percebeu que ainda estavam de mãos dadas, ele segurou mais firme para certificar-se de que não era um sonho. Era pura realidade...
_ Bom, e o que tem a ver isso com todo o resto?
_ Você verá... – ela sacou sua varinha e em um movimento elegante a girando e balançando – Wingardium Leviosa – um cálice de bronze que estava jogado ao chão foi na direção dos dois e ficou na frente de seus pés – Engorgio.
A taça expandiu de tamanho e ficou várias vezes maior, o que a deixou semelhante a um troféu.
_ Agora me ajude nessa – ela apertou mais os dedos e o braço de Albus respondeu com um arrepio que fez seus pelos eriçarem de lá à nuca – Wingardium Leviosa!
As cinzas começaram a levitar do chão e em um redemoinho foram despejadas no cálice. Albus entendeu o plano de Pandora e a acompanhou com o feitiço. Não passavam de cinzas, mas aquilo tudo misturado deu um certo toque de beleza: os pedacinhos de papeis queimados pareciam ficar prateados em contato com a magia; a brasa que ainda crepitava era derramada em um brilho dourado rumo a taça como se fossem pequenas pepitas de ouro e rubi. Então Albus recordou-se de uma aula que teve em seu segundo ano com Cassandra, ela explicou a turma que você poderia compartilhar e expandir o seu poder mágico enquanto faz contato físico com outro alguém, e isso era muito eficaz quando os indivíduos compartilhavam de uma certa intimidade.
_ Pronto – a Astaroth indicou o cálice que estava lotado de cinzas até a borda, incrivelmente não estava transbordando. O Salão já estava tão limpo que nem fuligem restara nas mesas.
_ Obrigado – comentou Albus balançando a cabeça positivamente – e agora, o que vem?
_ E aí que é com você.
_ O que eu faço agora?
_ Mostre seu talento em Poções, oras.
O olhar de Albus caiu sobre o cálice cheio de cinzas e ele pensou um pouco. Daquele jeito parecia um caldeirão de latão de tamanho médio. Até então a ficha o caiu.
_ Aguamenti – de sua varinha jorrou um fio de água cristalina que caiu diretamente no cálice, com auxilio de um feitiço de levitação e expansão ele trouxe uma colher e a aumentou para misturar tudo. Quando o resultado no cálice transformou-se em uma mistura homogenia ele parou e apontou sua varinha – Evasnesco.
Instantaneamente o que tinha dentro do caldeirão improvisado desapareceu em um redemoinho até estar tudo limpo.
_ Parabéns, cinquenta pontos para a Grifinória – congratulou Pandora dando algumas palmas.
Albus fez uma reverencia charmosa, teatralmente mandou beijos e acenou para um publico que não existia. Isso fez Pandora rir.
_ Bom – ela de repente desfez o contato que eles tinham como se fizessem aquilo o tempo todo. Deu alguns passos sem destino até encontrar as portas do Salão, caminhou até lá e indicou as escadarias que levavam as masmorras – preciso organizar as minhas coisas e participar da festa de vitória da minha casa – ela sorriu de olhos cerrados e mandou um beijo por cima do ombro – porque ganhar da Grifinória não é todo dia, sabe gato?
Albus fez careta e mandou língua de volta. Eles riram até ela balançar os dedos em um aceno lento.
_ Até a próxima.
_ Esperarei por ela ansiosamente.
Os lábios de Pandora Astaroth desenharam um sorriso discreto e gentil. Era aquele sorriso que Albus adorava admirar. Era aquele sorriso que ele sentiu falta por um ano inteiro, e que nunca, nunca gostaria de ficar sem ver novamente. Ela deu as costas e dirigiu-se para os corredores de pedra, rumo ao seu Salão, e ele ficou lá encostado na mesa de carvalho pensando em todas as possibilidades de que não estava confuso, sabia o que era, e sabia o que devia fazer.
Notas finais
_ Ele... ele estará esperando ansiosamente? - um sorriso apareceu contra vontade, simplesmente a ideia fez percorrer uma felicidade crescente. Sua voz se calou e ela voltou a andar, com os pensamentos distantes - bom, vejamos onde isso vai dar... E se vocês também quiserem saber, é só acompanhar e comentar, só mais um capitulo e a história enfim vai se desembaraçar em um final fantástico. Curiosos?
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