Geração Potter e a Caça a Relíquias
11 (Capítulo 11) - O Segredo do Mapa do Maroto
Notas iniciais
Por sorte as Férias de Páscoa fora o suficiente para afastar Albus de Hogwarts, consequentemente de Ling Chang. Quando contara o ocorrido para seu pai, Harry deu uma gargalhada tão longa que ninguém conseguira para-lo, e ainda deu razão ao que Scorpius disse. Além disso, ficara super orgulhoso em saber que ele aprendera a executar o Patrono, mais ainda quando vira que o animal assumira a forma de uma fênix, coincidência ou não, era um fato raro e surpreendente.
A semana foi passando e o que ele fazia era acordar, comer, ler, praticar e dormir. Raramente saía de casa, já que Rose viajara com sua família para visitar seus avós trouxas, o que restava poucas opções a ele. Nos últimos dias das férias, Albus estava em seu quarto mirando o teto, deitado em sua cama larga e macia, uma mão estava pousada sobre o peitoral enquanto a outra agitava sua varinha entre os dedos. Quando estava quase pegando no sono um coiote latiu ao pé de sua cama o despertando vorazmente, até então reparar que se tratava do Patrono corpóreo de seu irmão mais velho.
_ Hey maninho! – ao invés de latinos e outros ruídos saiu à voz de James Sirius – passa aqui no meu quarto, você não irá acreditar o que fizemos!
Bem quando a chama prateada se extinguiu e o animal desapareceu Albus se pôs de pé e saiu para o corredor, deu alguns toques na porta de JP e logo entrou. O quarto de James Sirius era raramente visitado por algum dos Potter, era muito desorganizado, pouco iluminado, repleto de pôsteres de Quadribol e bandas trouxas que ele nunca ouvira falar, tais como “The Beatles”, “Three Days Grace”, “One Republic” e uma que ele reconheceu por Rose chamada “Taylor Swift”, e outras coisas estranhas que só parando pra reparar muito bem conseguia identifica o que era. Fred e Dominique estavam sentados em sua cama.
_ E que vocês aprontaram desta vez? – perguntou encostado em um dos armários.
JP suspirou e rolou os olhos.
_ Você tem sorte por mostrarmos isso de primeira mão a você, por tanto mostre gratidão!
_ Não só, como iremos lhe dar um também – Dominique deu um sorrisinho enigmático e piscou um de seus olhos incrivelmente azuis.
Isso foi o suficiente para aumentar a curiosidade de Albus. Ele gesticulou com as mãos pedindo para eles dizerem de uma vez.
_ Certo – bufou Fred – JP, faça as honras!
Dominique começou a cantarolar uma musica de abertura, Fred tamborilou numa almofada de couro emitindo um som de suspense quando James subiu em cima de uma cadeira.
_ Baseados nos senhores Prongs, Padfoot, Moony e Wormtail, nós, a segunda geração dos Marotos temos o orgulho em apresentar a mais nova, atualizada e melhorada versão do Mapa do Maroto!
De dentro de sua camisa de couro preta James Sirius tirou uma HQ, uma das edições do Batman, porém quando ele a abriu Albus pode ver claramente que era um disfarce para uma espécie de mapa que se escondia entre as capas. Albus mal podia acreditar, não podia ser verdade...
_ Vocês desvendaram o segredo?
_ Pode apostar seu fígado, que tanto precisarei quando o Firewhisky matar o meu, que sim – afirmou James. Albus correu até o irmão e apanhou o pergaminho, retirou a varinha do bolso e tocou vagamente o papel:
_ “Juro solenemente não fazer nada de bom”.
Nada acontecera. Albus olhou de um ao outro sem entender.
_ Beleza, e a magia?
_ Não funciona assim, apressadinho – disse Dominique.
_ Mudaram a senha... Hum, inteligente – admitiu – e qual é?
_ “James Sirius é super gostosão” – falou seu irmão.
Albus correu o olhar do irmão aos amigos e bufou dando uma risada de desdém, no entanto ninguém reagiu, pelo contrário, acenaram com suas cabeças seriamente. Albus os olhou incrédulo, – Só podem estar de brincadeira, pensou – na sequencia ergueu a sobrancelha, tocou novamente o objeto com a varinha e repetiu relutante:
_ “James Sirius é super gostosão”.
Antes de terminar a frase JP se atirou em sua cama e começou a gargalhar, Fred segurou sua barriga de tanto rir, Dominique teve de erguer a cabeça pra não borrar a maquiagem com as lágrimas.
_ Sério isso, caras? – indagou Albus ficando com as orelhas avermelhadas.
_ Des... Desculpa! É que... Não achei que você cairia, para Albus! – James foi o primeiro a se recompor – ok, sério, a nova senha é “Usarei o Mapa com consciência e marotagens serão consequências”.
Desta vez Albus murmurou cada palavra um tanto desconfiado, até que a reação: a revista agitou-se em seus dedos e aos poucos um novo tipo de objeto havia em suas mãos. O Mapa era quase idêntico ao original: uma retratação que identificava cada pedaço de Hogwarts após sua restauração. O pergaminho era maior e os desenhos eram diferentes dos da capa (que permanecia igual à original, só que por dentro as áreas mapeadas eram em tons que variavam), as novas imagens eram mais profissionais e uniformes, que mostravam com clareza cada pessoa residente na escola; onde estava, há quanto tempo, e ficava claro o que ela estava fazendo. Cada área era separada por um capitulo com direito a página intitulada e anotações em uma letra delicada e legível (que ele deduziu ser de Dominique) que guiavam você a como usar corretamente aquele espaço.
No mapa estava retratado exatamente o que havia nos sete andares da escola; salas, pátio, entradas, banheiros (inclusive o da Murta, que para sorte de Albus não dizia sobre a Câmara Secreta), pontes, biblioteca, corredores, ala hospitalar e etc. As masmorras foram estampadas com sabedoria, além de indicar o local do Salão Comunal da Sonserina, explicava como sair o mais rápido possível da área que era dominada por eles. Nos Terrenos havia imagens detalhadas da Cabana de Hagrid, do Campo de Quadribol, o canteiro do Salgueiro Lutador, os Portões de Hogwarts e as Estufas de Herbologia. Havia até uma parte que descrevia cada canto de Hogsmeade. O Subsolo marcava o Salão Comunal da Lufa-lufa, as Cozinhas e o Reservatório de poções. Todas as torres foram marcadas, inclusive os Salões Comunais da Grifinória e Corvinal. Outra dizia as regiões mais visitadas da Floresta Proibida e até mesmo o Lago foi mapeado.
_ Por Merlin... Isso é impressionante! Mas... Mas como?
_ Como? – perguntou uma voz que Albus conhecia, mas raramente a ouvia – eu os dei algumas dicas e eles desvendaram o resto.
Albus olhou em volta e avistou de onde surgia a voz: na escrivaninha de James havia uma pequena pintura emoldurada como um retrato de um homem alto e magro, seus cabelos negros eram longos e repicados, seus olhos eram acinzentados e no rosto bonito havia traçado um sorriso malicioso.
_ Sirius! – exclamou Albus – não sabia que você tinha uma moldura aqui também.
_ Pois é... Ele não me deixava em paz no corredor então Harry resolveu instalar um porta-retratos aqui também.
Albus sorriu e logo exibiu o Mapa em suas mãos.
_ Então, como?
_ Como eu disse, dei algumas dicas, mas eles fizeram tudo sozinhos. Isso desde quando ele rou-
_ Pedi – interpor James.
_ Roubou de Harry – continuou Sirius esboçando sua melhor expressão de sínico.
Eles trocaram olhares sérios até começarem a rir.
_ Isso é incrível! – admitiu Albus – existem mais deles?
_ Claro que sim – Dominique destrancou uma gaveta com um feitiço silencioso e quando ela se abriu uma variedade de Mapas estavam lá, várias e várias edições da nova versão.
_ Brilhante! – exclamou ele surpreso – mas eai, qual é o segredo do Mapa do Maroto?
James Sirius olhou para cada um de seus primos e para Sirius, que deu os ombros consentindo. Autorizado, ele revirou a mente em busca dos detalhes.
_ Vejamos... Bom, os Marotos mapearam cada região de Hogwarts enfeitiçando um pergaminho com o propósito de mostrar corretamente cada diâmetro do castelo. Foi tudo muito manual e exigiu um árduo trabalho de equipe. Basicamente quando uma página estava completa alguém tinha de ficar no local executando feitiços de reconhecimento, dois sentido, de senso, de rastrear, detecção e muitos outros, enquanto outra pessoa conjurava os mesmos encantos no pergaminho, interligando o Mapa com o lugar.
“Ele é conectado a Hogwarts de várias e diferentes formas. Por exemplo, o jeito que ele rastreia as pessoas é simples, porém complexo; ele consegue fazer isso graças a Magic Quill, a pena mágica que anota o nome de cada bruxo que é matriculado na escola, então que jeito melhor de detectar os estudantes e enviar as informações ao Mapa? – o que fizemos foi o seguinte; com muita cautela invadimos o escritório onde a Magic Quill fica registrando os alunos e a encantamos de tal forma que os registros de alunos em Hogwarts caíssem no Mapa, tendo assim então o conhecimento de seu paradeiro. E os professores e funcionários são possíveis ser vistos por já terem sido registrados pela Magic Quill ou terem sido rastreados pelos feitiços e encantos que estão espalhados por todo canto do castelo, o que também serve para os visitantes de fora, digamos que assim que você pisa em uma região que pertence à Hogwarts seus dados já são mandados automaticamente para o mapa mesmo não pertencendo a ela.”
_ Wooow... Quanta coisa. Quanto tempo demorou pra se feito? – perguntou Albus.
_ Provavelmente uns três anos – esclareceu Dominique –, porém estamos com a planilha há uns cinco anos, por ai...
_ Valeu o esforço – sussurrou ele olhando ambos os Mapas, o antigo e o novo, comparando suas diferenças – ao todo, quantos feitiços e encantamentos vocês usaram?
_ Nessa nova versão tem ao todo vinte feitiços, trinta encantamentos e umas dez azarações, e se minha memória não falha nós usamos entre cinco ou seis poções – contou Fred nos dedos fazendo gestos no ar como se estivesse escrevendo numa lousa invisível.
_ Azarações e Poções também estão aqui? – perguntou mostrando o Mapa.
_ Mas é claro, as poções são usadas para deter alguns feitiços que tentam revelar os segredos do Mapa, e as azarações de fato são contra os intrometidos e curiosos – responde James finalizando com um sorriso malicioso.
Albus paginou a revista por um tempo e viu tudo, reparou que até havia algumas pessoas perambulando por Hogwarts, inclusive Neville e Ana Abbot estavam perambulando pelo gabinete do diretor. Quando chegou ao fim ele viu no verso da pagina “Made in Não Interessa”, “Validade: só cuidar bem”, “Venda Proibida, feito de Maroto pra Maroto”.
_ E... Esse aqui é meu? – perguntou abraçando a revista contra o corpo dando um sorriso largo e branco, esperando que seus olhos esverdeados estivessem brilhando fortemente como grandes esmeraldas.
_ Bom, só se você lavar minha roupa suja por um ano – ordenou James Sirius atirando no irmão uma cueca boxer preta que estava jogada em cima de uma pilha de livros.
_ Urghhh! – queixou-se Albus atirando de volta – recuso. Se forem me procurar estarei de volta aos meus aposentos criando um Mapa.
Ele já estava marchando para a porta quando James Sirius aos risos puxou o irmão.
_ Brincadeirinha – ele entregou o Mapa do Maroto nas mãos de Albus e espalhou seus cabelos – e não se esqueça de sempre terminar o mal feito declarando “Missão Completa!” e caso alguém o encontre ou tire de suas mãos desbloqueado, apenas grite claramente “Houston, we have a problem”.
_ Obrigado, irmão! – agradeceu Albus com um sorriso mais largo que o pidão – prometo fazer bom uso dele.
Todos arquearam as sobrancelhas, até Sirius do quadro.
_ Ahm, digo, prometo fazer muitas marotagens – corrigiu-se.
_ Bem melhor assim – James abriu os braços e, relutante, Albus ergueu os seus no intuito de abraçá-lo como agradecimento, só que ele não contava que James havia recolhido a cueca e desta vez seus dedos trabalharam rapidamente para encaixá-la na cabeça de Albus logo com a parte da frente sendo abaixada até seu rosto.
_ OH SIRIUS! – berrou ele empurrando o irmão que caía na risada junto de todos os outros.
_ Por Merlin, ele parece minha doce mãe gritando comigo – observou Sirius de sua moldura.
_ Parei, sério! – garantiu James defendendo-se dos socos do irmão.
_ Olha – disse Dominique atirando mais dois mapas na direção de Albus, que os pegou ainda no ar – dê um para Rose e o outro para Scorpius, beleza?
Albus balançou com a cabeça positivamente.
_ Valeu galera, mesmo!
Ele foi saindo do quarto, porém como se estivesse esquecendo-se de fazer algo ele voltou e empunhou a varinha na direção da cueca de James esparramada no chão.
_ Incendio! – conjurou suavemente.
_ NÃO! – JP lamentou vendo sua cueca ser tomada por chamas douradas e ardentes – era a minha cueca favorita, seu puto!
Albus fez uma reverencia sendo aplaudido por Dominique e Fred, até mesmo Sirius o congratulara, na sequencia ele partiu pro seu quarto trancando a porta atrás dele, apenas pra garantir proteção de uma futura vingança de seu irmão.
Ele não podia admitir em voz alta, mas James Sirius era um gênio, que junto de seus primos Domi e Fred eram um trio de bruxos fascinantes e assustadoramente inteligentes quando realmente queriam. E só eles mesmo para criar uma segunda edição mil vezes melhorada e mais complexa ainda do que ele julgava ser a invenção bruxa mais complicada de todos os tempos: O Mapa do Maroto.
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desenho que fiz no verso do manuscrito quando terminei de escrever esse capítulo -q
Notas finais
_ No modo "Maroto" você ganha a mesma coisa - retrucou Dominique cruzando as pernas de forma sedutora enquanto relaxava.
_ Pois bem, agora estamos dando início a fama e o Albus espalhará nossa grandiosidade aos amigos - comentou Fred sorrindo.
_ Exatamente - Sirius se ergueu com a boxer em cinzas nas mãos e formou uma pose vitoriosa - que a nova Geração de Marotos seja incrivelmente lisonjeada, e que vocês continuem nos acompanhando para saber no que a nossa invenção será útil a Geração Potter!
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