Geração Potter e a Caça a Relíquias

8 (Capítulo 08) - Feitiço do Patrono


Notas iniciais
OLÁ BRUXÕES! - caras, me desculpem por não ter postado semana passada, acontece que saí com a galera e a minha namorada pra assistir As Vantagens de ser Invisível (MUITO BOM, RECOMENDO!) e na segunda estava exausto e cheio de trabalhos pra entregar! :/ - bom, por outro lado, olha o nome do capitulo! lembram que eles estavam aprendendo sobre o patrono? pois bem: hora de colocar em prático o que aprendemos! - boa leitura!

Grifinória ainda orgulhava-se de si mesma após a vitória, seria o primeiro time classificado para as finais. Seu próximo oponente era a Corvinal. O que restava ao time treinar de uma forma mais árdua, pois os Corvinos são conhecidos por suas grandes táticas e seus planos A, B, C, D, E, F e todas as letras do alfabeto.

Albus e os outros ainda tinham de aceitar que daqui em diante não teriam muitas aventuras nas quais participariam em busca das Relíquias, pois as tentativas que eles tiveram foram perigosamente em vão. Por exemplo, numa ida à Floresta Proibida após o intervalo de troca de aulas eles deixaram a turma de Trato de Criaturas Mágicas e adentraram orla adentro imaginando onde supostamente teria caído a Pedra da Ressurreição, infelizmente os demais notaram sua falta e a sorte deles fora que Hagrid se oferecera a buscá-los. Ainda sim o guarda-caça insistiu saber o que eles faziam perambulando pela floresta. Claro que eles não contaram nada, mas tiveram de bolar uma bela de uma mentira para Neville e Minerva. O trunfo deles era Albus e suas mirabolantes histórias. Ele provavelmente tinha hiperatividade, pois funcionava melhor quando estava sob pressão.

Outra vez eles atravessaram os portões e as fortalezas de Hogwarts e ficaram perambulando um bom tempo na ponte, tentando adivinhar em que lado Harry atirava a Varinha.

_ O que acha daquele canto? É perfeito para um palco – sugeriu Rose analisando a profundidade do desfiladeiro.

Albus e Scorpius colocaram a cabeça para fora da ponte e miraram o grande buraco (que era provavelmente a altura de um prédio com uma dúzia de andares), Albus engoliu em seco e Scorpius respirou fundo.

_ Caramba, esses Potter... – resmungou Scorpius.

_ Hey! – protestou Albus.

_ Ah, desculpe.

_ Rapazes! – chamou Rose.

_ Ah, sim, bom – balbuciou Albus – não faço a mínima ideia de onde meu pai possa ter jogado. Sério, vai ser muito complicado de se achar.

_ Accio Varinha! – disparou Scorpius ao fim do desfiladeiro. Obviamente sem respostas – hum, não custava nada tentar – murmurou em sua defesa quando Rose o olhou com um uma expressão de “Sério que você tentou isso?”.

_ E o que será que o Trio de Ouro está fazendo por aqui? – interrompeu a voz de ninguém menos que Neville Longbottom, o diretor.

Eles levaram um susto e ficaram surpresos com a presença de Longbottom, mal ouviram ele se aproximando.

_ Ahm, Hey Nev! – cumprimentou Albus em seu tom mais cativante.

Neville franziu a testa e arqueou as sobrancelhas. Rose cutucou Albus com o cotovelo e o Potter pigarreou.

_ Desculpe, digo... Olá Diretor.

Não que quisesse ser chamado assim, mas Minerva insistiu que Neville exigisse ser chamado de diretor.

_ Bom, olá – ele se aproximou e analisou a situação – o que vocês fazem aqui na ponte quando todos estão nos campos e jardins?

Scorpius tentou dizer algo mais não conseguiu tampouco Rose, que era péssima com mentiras. Já Albus suspirou e falou como se fosse à coisa mais normal do mundo:

_ Conhecendo a escola, oras. Estamos aqui há três anos e mal a vemos. O lugar é realmente grande.

Eles se entreolharam e assentiram. Neville fez o mesmo, colocou suas mãos atrás das costas e olhou em volta como se estivesse lá pela primeira vez.

_ É me lembro de quando eu era pequeno... Queria explorar cada canto deste local. Principalmente a floresta proibida, que sem duvidas deve ter uma quantidade infinita de plantas...

_ Ahm, ah, claro – comentou Rose.

_ Mas não vejo porque vocês estariam logo aqui. Além do mais, está escurecendo – continuou Neville dando alguns passos – e eu tenho que pedir a vocês retornarem a Hogwarts e não voltarem mais aqui, esta área está além do permitido.

_ Certo – aceitou Scorpius, puxando Rose e Albus para os portões.

Albus ainda deu uma ultima olhada em volta e tentou adivinhar de onde seu pai atirou a varinha. Um pensamento imaturo passou por sua cabeça: e se conseguíssemos retornar no tempo com o Vira Tempo de Rose e reverter tudo isso. Mas não, seria perigoso e confuso demais.


Algumas semanas antes de chegar às férias de Páscoa, o professor Michaelis Graypow e a professora Cassandra Winry compartilharam uma aula para ensinar o Feitiço do Patrono aos alunos do terceiro ano após dias de trabalhos teóricos. Todos estavam no Salão Principal, nestes dias as mesas foram afastadas e as janelas seladas, apenas algumas frestas deixavam a luz passar, o teto encantado mostrava um céu carregado de nuvens acinzentadas.

_ Como vocês viram comigo, dementadores são uma das piores criaturas das trevas que se pode imaginar – disse Michaelis andando de um lado ao outro batendo sua varinha contra a outra palma da mão – pois além de consumir a felicidade e energia vital de uma pessoa, seu beijo é uma arma secreta, na qual não apenas são sugados seus melhores sentimentos e lembranças, mas também a alma, levando o individuo a morte.

Os alunos assentiram, haviam estudado aquilo e conversado em sala várias vezes. Albus e Rose trocavam constantes olhares, provavelmente lembrando de todas as vezes que seus pais contaram sobre os Patronos e suas aulas na Armada de Dumbledore.

_ Um feitiço já o bastante para repelir o dementador – continuou a professora Cassandra – repelir, não matar. O Expecto Patronum executado por um bruxo pode adquirir a forma e a força o suficiente para conter a natureza impulsiva da criatura, para isso, o executador deve pensar na sua lembrança mais feliz, para isso deve declarar com muita firmeza o feitiço, beleza?

Todos no Grande Salão balançaram suas cabeças positivamente.

_ Certo então, eu os mostrarei como se faz e logo quero que tentem – Cassandra já empunhava sua varinha demonstrando como se fazia – bom, para que vocês possam compreender, eu irei pensar na vez em que ganhei o cargo de professora aqui em Hogwarts... E, hum, só mais uma coisa, cuidado com a cabeça, e se possível se afastem o máximo possível do centro.

Os alunos deram espaço e se encostaram à parede, confusos. Ela se concentrou por um pequeno tempo e logo conjurou claramente “Expecto Patronum” e de sua varinha expeliu um fecho de luz azul-prateada que iluminou e Salão Principal por inteiro. Demorou um pouco para surgir, mas claramente deu pra ver a forma do animal protetor da professora Winry: uma poderosa e imensa baleia orca.

Os alunos ficaram totalmente boquiabertos, alguns aplaudiram enquanto outros admiravam a baleia navegar rapidamente até as grandes portas de carvalho, fazer uma meia-volta graciosa como se estivesse em alto mar e desaparecer da mesma forma que surgiu.

_ Foi uma ótima demonstração, Cassie – congratulou Michaelis.

_ Valeu Micha! Sua vez!

_ Certo. Alunos, atenção aqui – ele chamou e a turma (que ainda comentava sobre a baleia assassina de Cassandra) voltou os olhares para ele – Cassandra demonstrou a força de um Patrono. Sua família, os Winry, possuem fama por seus Patronos adquirir como protetor um animal de grande porte, que vão de baleias até dragões. Mas os casos são raros então não esperem o mesmo. E isso não inflige ou determina a Potencia, o que define isso é o poder do bruxo. No meu caso, demonstrarei a agilidade que um protetor pode adquirir. Não irei dizer a minha lembrança, pois não cabe a vocês se intrometerem no que não é da conta de vocês – retrucou, pigarreando incomodado, armou sua varinha e agitou declarando – Expecto Patronum!

E dela rompeu um animal tão veloz que o que pode ser visto fora apenas um rastro prateado de luz, enfim quando ele parou ao lado de seu dono todos puderam ver a silhueta de um jaguar. Os alunos admiraram a sua destreza e prontidão, outros elogiaram e aplaudiram.

_ Alguém me diria se a agilidade e o poder de um patrono dependem do animal? – questionou Cassandra a sua turma.

Se não fosse uma mão, diria-se que era um raio partindo da terra ao céu.

_ Srta. Weasley – autorizou a professora.

Óbvio que era a Nerd-Rose, pensou Albus.

_ Não. Quanto mais feliz a lembrança, mais habilidoso será o patrono.

_ Correto – confirmou o professor de Defesa – vinte e cinco pontos para a Grifinória.

_ E se estamos falando de animais, porque cada um emitimos um determinado, e por que não o que queremos? – continuou Cassandra agitando a varinha entusiasmada.

Desta vez outra mão ergueu ao céu junto da de Rose.

_ Srta. Corner.

_ Está relacionada à pessoa que amamos – respondeu ela mirando Albus de canto.

_ C-Certo – pigarreou Graypow, incomodado – vinte pontos para a Corvinal.

_ Agora me digam; serve apenas para repelir dementadores?

Rose e Ling ficaram com as mãos agitadas, porém fora Scorpius que conseguiu a palavra.

_ Sr. Malfoy.

_ Originalmente o feitiço fora criado contra dementadores, porém afeta algumas criaturas nortunas que temem a felicidade ou uma porcentagem de luz.

“He-he-he”, a risada de Conde Morgado ecoou em sua mente “Meu medo por você vai aumentar de 2% a 3% quando você aprender este feitiço, Sir Malfoy”.

“Cale a boa, Alan” mandou Scorpius, por fora sorrindo.

_ Mais vinte pontos para Grifinória.

_ Perguntas mais tarde, agora eu quero que vocês pratiquem – disse Cassandra.

_ Vamos, vamos, em ordem. Ponham em prática o que ensinamos... E não – Michaelis ergueu um dedo rispidamente – não nos desaponte!

Rapidamente os estudantes viraram para algum canto, muitos montaram grupos e começaram a pronunciar o feitiço. Alguns em vão, outros nem tanto. Obviamente Rose fora a primeira a conseguir que sua varinha expelisse uma fumaça prateada, mas nada corpóreo. Para Albus não estava tão complicado, mas achar uma lembrança feliz o suficiente que era difícil de categorizar.

_ Expecto Patrono! – declarou firmemente a varinha.

_ Cara, isso é muito difícil – falou Scorpius – minha varinha é ótima para feitiços, unicórnio, e mesmo assim nada!

_ Núcleo de fênix – comentou Albus – nada também.

Um tempo se passou e vários alunos continuaram tentando, várias estavam exaustos e pediram uma pausa, afinal o poder mágico se limita baseando na disposição do bruxo. Mais tarde quando olharam em volta, vários alunos já haviam conseguido, mesmo que o animal estivesse quase transparente, Cassandra disse que para resolver isso era só praticar mais ainda.

O Patrono de Ling Yao era uma garça, o de Cedric Wong era um pelicano. Os dos gêmeos Scamander tomaram a forma de dragões de komodo, e de sua meia-irmã, Valentine Longbottom, era uma chinchila. Ganesha Thomas teve o seu como um elefante (muito curioso, já que seu nome foi inspirado no Deus do hinduísmo que possuía cabeça de elefante), de seu primo, Shiva Finnigan foi um búfalo (animal que representa o Deus de seu nome). O de Sophy Skeeter saiu como um Abelharuco (um pequeno pássaro predador de insetos). O de Crabbe Gregory ironicamente foi um gorila. O de Iapetus Nott (primo de Scorpius pelos Greengrass) foi um puma siberiano. E o de Riddle Zabini (que deixou os professores meio preocupados) fora uma naja.

Todos estavam se divertindo com seus patronos, alguns treinavam para eles ficarem mais intensos e nítidos. Rose estava se sentido inferior a todos, afinal ela estudara muito mais que todos por ali, porque isso teria de ser difícil logo pra ela?

Pense... Pense! Insistia ela pra si mesma. Vamos ver... Que tal na primeira vez que ganhei minha carta de Hogwarts? Foi uma comemoração muito grande em casa. Quando compramos nossos materiais, fomos para a Plataforma e embarcamos no Expresso Hogwarts. Estava ao lado de Albus de frente para os Marotos e ai... Seu coração começou a palpitar fortemente. E ai a porta da cabine abriu...

_ Expecto Patronum!

Sua varinha moveu-se contra sua vontade apontando diretamente para o céu encantado do Salão (que continuava nublado e meio trovejante, carregado de nuvens cinza) disparou uma águia-americana tão veloz que um rastro prateado foi deixado por onde ela passou da mesma forma que o jaguar do professor. Rose suspirou satisfeita e fez sua águia voltar até ela e pousar em seu braço. A lembrança ainda percorria em sua mente quando ela ergueu o braço com seu animal protetor e chamou pelos rapazes:

_ Albus, Scorpius, vejam só!

E exibiu o animal que abriu suas asas que passavam facilmente de 1,9m e piou eliminando um som cacarejado, meio chiado e áspero, que fez ecoar e chamar a atenção de todos, inclusive de Cassandra, que murmurou alguns pontos a Grifinória. Albus saltou do chão acenando para ela do outro canto do Salão. Scorpius ergueu o punho aprovando, ele estava com um sorriso enorme do rosto.

_ Há, há – sussurrou Rose admirando seu Patrono com orgulho – as águias são animais fantásticos mesmo... Mas porque logo você?... – ela pousou o dedo no queixo e começou a andar de um lado ao outro murmurando sozinha – Bom, as águias são símbolos utilizados em vários contextos e culturas... Segundo a mitologia a águia faz um ritual de renovação e representavam vários deuses relacionados ao sol; como Apolo, Hélio e... Espera ai... Na mitologia grega, Hyperion é um deus solar primitivo... Este não é o segundo nome de Scorpius?

Rose sacudiu a cabeça e ficou enrolando um cacho de cabelo nos dedos, fazia isso quando estava constrangida, confusa ou até mesmo envergonhada.

_ Será que?... N-Não... Não pode ser...


Notas finais
_ Será que?... N-Não... Não pode ser... - Rose continuou andando de um lado ao outro com sua águia pairando sobre sua cabeça - bom, não, não mesmo... Enfim... Ahm, olá! hum, se vocês querem saber no que vai dar não deixe de acompanhar a Geração Potter! Vou incentivar os rapazes e ajudá-los a conjurar seus patronos, até o próximo capitulo!