Geração Potter e a Caça a Relíquias
9 (Capitulo 09) - Inesperado.
Notas iniciais
_ Certo, agora tem de ir! – ordenou Scorpius a si mesmo.
Ele pressionou sua varinha e fechou os olhos, percorreu cada canto de sua mente em busca de uma no especial, até então parar em uma há quase três anos atrás, onde sua mãe o abraçava fortemente murmurando palavras de incentivo enquanto Draco dava tapinhas em seus ombros em um gesto de aprovação. Assim que sua mãe desfizera o abraço ele mirou em volta e viu toda a Plataforma 9 ¾ repleta de outros jovens bruxos quando seu olhar pairou sobre uma família que estava sendo encarada por quase todos lá.
“Quem são eles, papai?” perguntou o jovem Malfoy curioso.
Draco virou-se na direção na qual o filho olhava.
“Aqueles?... logo descobrirá... mas caso queira fazer bons amigos e ter ótimas aventuras, procure pela cabine onde os Potter e Weasley estarão”.
Seu pai lhe deu um sorriso misterioso e muito significativo. Scorpius procurou por sua mãe e ela assentiu, provavelmente adivinhando o plano de seu pai. Um solavanco formou-se em sua barriga e Scorpius sentiu seu poder acumulando-se dentro de seu peito rumo à varinha, até que:
_ Expecto Patronum.
Como um raio lançado ao céu ele pode ver um pequeno rastro prateado rodopiar o Salão Principal inteiro dentro de poucos segundos. Ele forçou sua visão e aguçou os outros sentidos na tentativa de identificar seu patrono, porém nada vira.
_ Albus! – gritou Scorpius apontando pra linha inquieta que navegava por todo canto.
_ Espera ai... – murmurou Albus – cara... Seu patrono... Seu patrono é um...
_ Beija-Flor?! – cogitou Scorpius quando a pequena ave bateu retirada e ficou sobrevoando em torno de sua cabeça entusiasmado.
O pássaro era um pouco maior que as espécies que Scorpius conhecia, ele provavelmente cabia em sua palma da mão. Ele não conteve o riso quando viu o beija-flor agitar suas asas rapidamente e derramar delas uma poeira prateada como se fosse uma fada, sendo baixinho ou não, ele conseguiu admirar e ter certo afeto por seu pequenino-protetor.
_ Um beija-flor, Malfoy? – ironizou Hughes Metalicana, exibindo seu abutre de cara ameaçadora a turma de Sonserinos. Brenda fizera questão de rir o mais alto possível.
Na mesma hora Scorpius amarrou a cara e mordeu o lábio inferior e como se estivesse acionando uma catapulta inclinou-se para trás e rebateu seu patrono da mesma forma que um jogador de baseball faz com uma bola: isso fez seu beija-flor voar com mais rapidez e acertar em cheio a face de Hughes, o deixando com uma expressão estúpida e confusa diante de todos. E para surpresa dele não só os grifinos, como os lufanos e corvinos cooperaram para um coro de risadas.
_ Insignificante, é? – disse Albus, agora era a vez dos Sonserinos tomarem distancia e praguejarem contra o resto.
Ele e Scorpius trocaram um toque com os punhos ainda rindo.
_ Pensei no dia em que encontrei você e Rosie pela primeira vez, foi realmente uma coisa boa que aconteceu na minha vida – comentou próximo a Albus.
Ele fez uma cara de emocionado e agradeceu com um abraço forçado.
_ Que meigo esse Malfoy, gente!
Scorpius o empurrou e mirou o chão ganhando um tom avermelhado.
_ M-Mas é sério...
_ E eu sei que é – Albus balançou a cabeça e pousou uma mão no coração como se estivesse emocionado demais para falar.
Scorpius bufou e saiu junto de seu beija-flor para mostrá-lo a Rose, Albus ainda teve a oportunidade de ver ambos rirem e conversarem sobre o patrono do Malfoy, e pelo visto a águia de Rose simpatizou com o beija-flor e Scorpius como se fossem amigos há muito tempo.
_ Lerdos – sussurrou Albus para si mesmo admirando os amigos, balançando a cabeça negativamente.
Ele concentrou-se em sua primeira vez em Hogwarts e cada detalhe veio em sua mente; desde quando ele recebeu a carta até a primeira vez que ele navegou no lago com as pequenas canoas em direção ao castelo, porém nada aconteceu. Ele olhou da extremidade de sua varinha e desceu o olhar até o pulso, onde estava tatuada a marca das Relíquias da Morte deixada pela própria Morte. Pensou até quando ele conseguiu reunir todos os itens da Lista de Ressurreição e o momento em que soube o paradeiro dos outros.
_ Expecto Patronum!
Ainda sim não foi o bastante. Ele tinha de estar fazendo alguma coisa errada, só pode. Esses foram os dias mais felizes de sua vida e mesmo assim nada?
_ Pensa cara, pensa! – incentivava a si mesmo.
E se ele estivesse pensando no dia errado? Ou melhor: na primeira vez em Hogwarts errada... Essa ideia foi o suficiente para ele chegar à vez de Lily Luna em Hogwarts, o que de fato foi uma felicidade ter todos os seus irmãos estudando com ele, inclusive na mesma casa. Ele começou a sentir uma reviravolta no estomago, mas não era a sensação de enjoo, mas sim de que algo estava por vir. Albus se esforçou ainda mais até chegar à vez que ele pensou em seu plano para adquirir da Morte seus familiares, e por quem ele estava fazendo isso... Por todos seus parentes, por seus primos, irmãos e até mesmo amigos... E porque não por quem ele amava?... Quem ele amava... Pensar nisso foi inquietante quando um par de olhos lilases veio em sua cabeça, e um sorriso encantador fez sua pele formigar de excitação.
_ Expecto Patronum! – ponderou firmemente a sua varinha.
O corpóreo demorou tanto para se formar e isso fez com que Albus ganhasse expectativas de ganhar um dragão como Patrono, porém a posição que sua varinha tomou o fez pensar diferente; ela levantou contra sua vontade da mesma forma que ocorrera com Rose, e o formato que estava tomando era muito familiar, sem duvidas já tinha visto aquilo em algum lugar... Aquela silhueta grande e ágil, aquelas asas que se estiraram e tomaram um cumprimento maior que a águia de Rose, suas penas pareciam gelo queimando com chamas azuladas, o bico forte e inclinado abriu-se e o piado que saiu foi agudo e melodioso, e isso sem duvidas foi escutado por todos, que voltaram sua atenção a Albus com demasiada curiosidade e surpresa.
_ Uma fênix! – Albus ficou boquiaberto com seu próprio protetor. Quais eram as chances disso acontecer? Ele olhou em volta e sem duvidas impressionara o resto da sala, pois tanto Cassandra, quanto Michaelis murmuraram pontos à Grifinória.
Albus Dumbledore e Albus Potter compartilhando do mesmo patrono, pensou ele vendo sua fênix tomar voo, Incrível!
•••
Os dias foram passando ao longo do período escolar. Não só em Defesa Contra as Artes das Trevas e Feitiços que o trio evoluía; em Poções Albus continuara o melhor aluno, tanto é que certa vez a professora Wendy pedira para ele reservar um dia e ser seu auxiliar em uma aula do quinto ano, que estava aprendendo e revisando informações sobre a poção Veritaserum, o que de certo fora uma honra e um sucesso total. Como brinde ele ganhara pontos para sua casa, e isso já era de grande tamanho para ele.
Nas demais matérias ele era um tanto bom, como qualquer garoto a preguiça tomara conta de si, porém com o jeito “Potter de ser” uma folha e meia ou um pergaminho de 30 cm tomava conta do recado. O mesmo valia para Scorpius, que da mesma forma que Albus eram poucas as matérias que o envolvia totalmente. Já para Rose isso não se aplicava, pois dezessete páginas e um metro e meio de pergaminho era sinônimo de desinteresse e isso era seu mínimo.
Esquecendo um pouco mais a vida acadêmica, neste final de semana eles teriam mais uma visita à Hogsmeade antes do merecido descanso que as Férias de Páscoa proporcionavam aos estudantes de Hogwarts. Obviamente o Trio de Ouro já aprontava sua lista de coisas a fazer, organizavam tudo de forma que conseguissem desfrutar de cada coisa.
_ Daí finalizamos o dia indo ao Três Vassouras – disse Rose lendo um pequeno papel que ela usara como nota – e nesse tempo nós podemos passar nas Gemialidades pra falar com-
E bem quando ela falava algo interrompeu seu raciocínio: um patrono em forma de uma elegante e graciosa garça pairava ao lado de fora da janela do Salão Comunal. Eles se entreolharam e Scorpius destravou e a ave pousou parapeito.
“Alô Albus!” o que era pra sair um pio de garça saiu à voz de Ling Yao “O que acha passarmos juntos nessa viagem à Hogsmeade?” Albus armou uma expressão carrancuda “Nos encontramos no Café da Madame Poddifoot e ficamos lá até o fim do dia... romântico, não?” Scorpius engasgou entre um riso e um ronco “Mal posso esperar... beijinhos!”.
Seguiu-se de um silencio enquanto o patrono se desfazia em pura poeira prateada com uma espécie de purpurina azulada. Scorpius franziu os lábios para não soltar mais alguma risada. Rose estava de olhos arregalados, até então transformar sua face em algo relacionado a incomodo, pois virou a cabeça para outro canto pensativa. Já Albus não tinha muito que fazer, baixou a cabeça para a nota que eles estavam fazendo e cerrou os olhos.
_ Alguém pode dizer alguma coisa? – pediu Scorpius mexendo os olhos de Rose para Albus.
_ Ela... – começou Rose com um sussurro – sabe usar comunicação por via de Patrono e eu não... Porque esse feitiço é complicado pra mim da mesma forma que foi pra minha mãe?... Eu... Eu... Eu vou pra biblioteca!
Rose começou a juntar suas coisas de qualquer forma e arrastou para sua mochila, empurrou a poltrona para trás e bem quando estava prestes a sair Albus agarrou-se ao seu pulso.
_ Você não vai me ajudar com isso? – exclamou ele, claramente estava sem ideias do que fazer. Ling Yao estava tomando demais seu tempo. Eles nem estavam oficialmente namorando e já era uma enorme dor de cabeça a ele.
_ Eu não queria dizer isso – respondeu Rose – mas-
_ “Mas eu avisei” – completou Scorpius ainda distraído, daquela forma quando você mira um ponto fixo e olha para ele até arder os olhos.
Rose sorriu, livrou-se da mão de Albus sinuando que a morderia, acariciou o queixo do primo e piscou o olho dando tapinhas nas bochechas dele até adquirirem uma cor rosada. Ainda antes de sair ela passou por Scorpius e espalhou seus cabelos sussurrando um “tchau” em voz baixa. Albus ainda estava com os lábios franzidos de raiva enquanto via Rose desaparecer entre os demais alunos da Grifinória rumo ao buraco de saída.
_ Scorpius! – ele recorreu um tom suplicante.
_ Bom, se eu fosse dar um conselho – disse pensamento profundamente, lembrando-se de um fato que seu amigo o contara – diga que as coisas não rolam entre um Potter e uma Chang.
Albus olhou para Scorpius seriamente, e ficaram lá até as expressões se aliviarem e transformarem em uma gargalhada ligeiramente infantil.
Notas finais
_ Comunicação via Patrono... Como eu não aprendi isso logo?... - ela retirou do bolso interno do sobretudo de Hogwarts sua varinha - Wingardium Leviosa! - e papel, tinta e uma pena saíram de sua bolsa - Escrever para mamãe sobre o Patrono - dito isso as palavras foram escritas na nota - ah sim, claro, não esqueçam de deixar o review, certo? quem diria que o Patrono dos rapazes tomariam essa forma... pois é, acho que como minha mãe, esse feitiço é complicado pra mim... - ela sorriu e deus os ombros - Por Merlin! não era pra ter escrito isso! Argg!... - o papel, o tinteiro e pena se mexeram confusos - enfim, até a próxima!
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