Notas iniciais
Hello!! Aqui vai mais um capítulo, boa leitura!

Por Pamela:

Eu e Ernesto chegamos ao hotel e eu tratei logo de olhar o celular, vendo que haviam pouco mais de 20 ligações de Herval. Confesso que coloquei a mão no rosto e pensei: “É hoje que ele come o meu fígado!” Principalmente pelo fato de eu ter ido com Ernesto e sem avisar, mas para a minha surpresa, Herval estava a serenidade em pessoa...! Me senti até estranha conversando com ele, mas se realmente não se importou, era sinal de que nossas vidas estavam caminhando aprumadas...

Depois de desligar o telefonema, Ernesto e eu passamos algum tempo conversando sobre o problema que tínhamos ido resolver e chegamos à conclusão de que tínhamos que pegar o Washington de surpresa e bem cedinho! Não dava para ser naquele dia mesmo, estávamos cansados e se não tivéssemos feito umas comprinhas no caminho para o hotel, não teríamos sequer o que vestir depois do banho!

Anoiteceu e a noite aparentava tranquilidade, então, depois de tomar um demorado banho e vestir uma roupa confortável, eu me deitei na cama, buscando relaxar e me concentrar, já que no dia sucessor eu teria de ser dura. Minhas pálpebras pesavam e eu estava quase cedendo ao sono quando alguém bateu na porta. Dei um suspiro impaciente e fui abrir.

— Ernesto? O que faz aqui? Esquecemos de acertar alguma coisa? – Ele me olhava, mas é como se olhasse através de mim, porque parecia perdido dentro de si mesmo. – Ernesto? Hello! Tem alguém aí?! – Dei cascudos leves em sua cabeça, brincando e ele continuou do mesmo jeito. – Ernesto!— Bati palma diante de seus olhos e eles estavam vidrados. Comecei a achar aquilo estranho. – Ernesto! Está tudo bem? – Comecei a lhe chacoalhar. – Ernesto...! – Chacoalhei mais forte e ele então balançou a cabeça e me fitou como se eu realmente estivesse na sua frente.

— P-Pamela? O-o que está fazendo no meu quarto? – Franzi o cenho e respondi:

— Mas este é o meu quarto. Eu estava quase dormindo quando você chegou aqui batendo na porta. Há 1 minuto atrás você parecia um zumbi! O que houve...?

— Ah não... – Passou a mão no rosto e me olhou meio sem jeito. – Pronto, agora você sabe um segredo meu. – Franzi o cenho novamente sem entender. – É... eu... eu sou sonâmbulo, Pamela. Eu só me lembro de estar no quarto e ter pegado no sono! Não tenho ideia e como vim parar aqui, m-me desculpa... – Arqueei as sobrancelhas, impressionada, mas dei de ombros para não deixa-lo mais deslocado.

Don’t worry... todos nós temos um segredo um tanto quanto bizarro... – Ele sorriu desanimado e disse:

— Bom, e-eu vou voltar para o meu quarto e tentar dormir... acho que ainda l-lembro o caminho. – Sorriu mais uma vez. – Boa noite, Pamela...

— Boa noite. – Fechei a porta e continuei achando meio estranho. Pessoas sonâmbulas são aquelas que sonham algo e a fazem realmente? Se sim, eu preferi nem imaginar o que Ernesto estava sonhando comigo!

(...)

À muito custo o Adolf cedeu. Na verdade, ele teve a cara de pau de fazer a maior encenação, dizendo que era inocente. Mas então nós o desmascaramos; tínhamos prova de que de fato havia sido ele o ladrão! E ele ficou sem ação. Well, depois se revelou, o que foi ótimo para o nosso plano! Já que gravamos a conversa. Sinceramente me senti num filme de espionagem! Mas o que importa é que acabou tudo bem e que ele foi obrigado a depositar todo o dinheiro que desviou, de volta na conta da Marra. Nós não poderíamos continuar com Adolf Washington como um dos acionistas da Marra! A muito custo mudamos o parecer da empresa perante a sociedade e permitiríamos alguém sem caráter algum dentro dela?! No way! Consegui comprar suas ações a um bom preço.

(...)

Então depois de nos organizarmos, voltamos no dia seguinte para o Rio de Janeiro!

— Herval, baby, cheguei! Mas preciso resolver uns últimos problemas aqui na Marra antes de voltar para casa. Você me espera até a noite? – Falava com ele pelo telefone, enquanto revisava uns papéis em minha mesa.

— Eu posso ir aí te ver, se quiser...

Oh no, não quero atrapalhar seus afazeres do dia, além de que se eu quiser esquecer a Marra por algum tempo, para ficar juntinho do meu hubby, eu preciso me concentrar e acabar logo estas coisas aqui.

— Tá bom, não vou insistir... – Senti pesar em sua voz.

— E Joaquim? Não estranhou minha ausência? – Mudei o assunto.

— Até demais! Mas nosso filho é esperto e tá crescendo... ele sabe que você precisa resolver algumas coisas a longos períodos na Marra...

— Oh, graças a Deus! Estou com tantas saudades, honey...

— À noite todos nós matamos essa saudade... agora eu vou te deixar trabalhar... até mais tarde... – Acho que não ficou muito satisfeito com a minha desculpa e não deixa-lo ir na Marra, mas era fato que se Herval fosse lá, ele com uma certa certeza não me deixaria terminar meus afazeres, se é que me entende... – Te amo.

— Até, love you too.

(...)

— Pamela, que tal se a gente fosse comemorar o sucesso da nossa operação policial, num restaurante? – O sol já se punha, quando eu e Ernesto estávamos terminando de guardar uns últimos documentos.

— Operação policial? – Sorri.

— É, ué! Não é todo dia que a gente faz o que fez...

— Realmente, mas não sei se posso aceitar o convite, dear!

— Por que não? A gente arrasou! Merece essa comemoração! Vai, Pamela... só umas duas horinhas, prometo! Prometo que não vou te ocupar a noite toda.

— I don’t know... eu preciso voltar logo pra casa...

— Eu não aceito não como resposta. A gente nunca mais saiu pra se divertir... vamos! Quanto mais rápido sairmos, mais rápido voltamos. Duas horas. Prometo.

— Duas horas? – Confirmou. Olhei no relógio e eram 17h30min, não chegaria tão tarde em casa se fosse... cedi.

Por Herval:

Esperei bastante até a Pam chegar, pra ela me dar a notícia de que ficaria até a noite na Marra?! Não fiquei satisfeito com isso... principalmente pelo fato dela não querer que eu fosse lá. Pamela nunca dispensou minha presença depois de algum tempo longe, por que o faria agora?

E mesmo que eu lutasse contra tal pensamento, Ernesto me parecia o principal motivo pela recusa. Eu estava na Plugar, mas não consegui me concentrar em mais nada depois da ligação e pelo resto do dia.

— O que houve, Herval? – Rita chegou em meu escritório, perguntando. Tentei disfarçar, dizendo que não era nada, mas não funcionou. Tive que contar o que realmente me afligia. – Eu tenho visto o quanto você tem se esforçado pra engolir o Ernesto, mas isso não pode te deixar assim... por que você não vai atrás dela? Já tá anoitecendo e ela já deve estar saindo da Marra! Faz uma surpresa, sequestra sua mulher e leva pra algum lugar em que fique só vocês dois...! – Eu já vinha pensando num jantar, mas depois que ela me dispensou, tinha até esquecido! Mas Rita tinha razão. – Anda! Vai atrás dela! Pode deixar que eu ligo para a Dorothy para avisar. – Levantei, já animado, agradeci e saí correndo.

(...)

— O que disse? – Não acreditei no que o segurança falou. Ele repetiu.

— A Sra. Pamela saiu com o Ernesto. Eu vi eles às gargalhadas indo para o estacionamento!

— E para onde eles foram, você sabe?

— Não faço a mínima...

— Há quanto tempo eles saíram?

— Há uns 40min.

— Obrigado... – Dei-lhe as costas e voltei para o carro, descontente. Ainda fiquei parado por algum tempo, tentando manter a calma, a serenidade... mas só em pensar que Pamela tinha me dispensado para sair com o Ernesto... o sangue subiu à cabeça e eu não pude me controlar. No caminho de volta para casa, liguei para ela: – Pamela, onde é que você tá? – Perguntei, seco.

— Num restaurante, honey, fiquei sem comer praticamente o dia todo e...

— E esqueceu que tem casa e saiu pra comer com o Ernesto? – Lhe interrompi.

— Nós só estamos comemorando o...

— O sucesso da dupla! Claro, ele te ajudou a resolver o problema da Marra... tem sido seu braço direito... – Lhe interrompi mais uma vez. Tinha coisa demais na garganta.

— Herval, a gente só...

— Só estão se divertindo enquanto o idiota do seu marido vai atrás de você pra te fazer uma surpresa, te levar pra um lugar bonito... e dá de cara com a porta, com a notícia de que você saiu com outro cara!

— Herv... – Desliguei o celular antes que ela pudesse falar.

Cheguei em casa batendo a porta e por sorte não havia ninguém a primeiro momento acreditei que Dorothy estava ajudando Joaquim no banho. Entrei no quarto, com mais um estrondo na porta e fiquei andando de um lado para o outro, tentando me acalmar, mas parecia que a raiva só aumentava. Mordi o punho, chutei um móvel, e nada. Nada fazia aquela sensação de que eu havia sido feito de babaca ir embora. Sentei na cama, colocando as mãos no rosto e assim fiquei por uma boa parcela de tempo.

— Herval? Está tudo bem? – Ouvi Dorothy bater na porta.

— Agora não, Dorothy, eu quero ficar sozinho. – Ela não falou mais nada. Maias alguns minutos se passaram e de repente a porta se abre abruptamente e eu vejo Pamela diante e mim.

Notas finais
Para os que se interessarem, já comecei a postar a nova história Jomela ^^ Continua...