Gemialidades Weasley

8 "Mudanças e Detenções" Um.


Notas iniciais
Desculpa a demora para postar esse capítulo! Minha gata pulou da janela (eu moro no quarto andar) e isso deu uma reviravolta aqui. No entanto, cá estou eu para postar para vocês. Espero que gostem desse primeiro "Mudanças e Detenções"!

- Nós ainda temos Defesa contra as Artes das Trevas – Disse Fred. Meu irmão e eu estávamos no dormitório da grifinória fazendo nada em especial. É, ainda tínhamos uma aula e esta seria com o novo professor, o Olho-Tonto Moody.

- Então precisamos nos apressar, se não, vamos chegar atrasados.

Pegamos nossas coisas e saímos rapidamente pelo quadro da mulher gorda. Foi um pouco difícil chegar até a sala de Moody, já que as escadas decidiram mudar diversas vezes. Ainda vou descobrir um feitiço que as façam parar de trocar tanto!

Quando chegamos na sala vários alunos da Grifinória e da Lufa-Lufa já estavam sentados e conversando alto. Fred e eu nos acomodamos em uma das primeiras carteiras, jogando nossos livros sobre a mesma.

- Estou curioso para a aula dele – Lino Jordan disse ao se sentar ao nosso lado.

- Ele podia nos contar sobre aquele olho legal dele – Comentei.

- Aquele olho estranho – Fred corrigiu-me, mas depois concordou – No entanto, legal também.

Estava uma bagunça até um estrondo e portas se abrindo violentamente romper o barulho das vozes animadas. Logo um tic-toc da perna de pau de Moody pode ser ouvida. Ele andava parecendo ter dificuldades de dar cada passo, apoiava-se corpulento naquele cajado que mais parecia uma bengala.

A aula dele era realmente incrível. Ele sabia exatamente o que acontecia lá fora e não tinha pudor nenhum ao nos contar cada detalhe. Ás vezes jogava aquele líquido que carregava consigo na garganta, fazia uma careta, mas logo voltava à aula. Essa sim era realmente uma aula de Defesa Contras as Artes das Trevas.

- Moody é incrível – Falou Lino quando acabava o horário.

- Com certeza – Fred e eu falamos ao mesmo tempo.

Saímos em direção ao segundo patamar da escola. Após andarmos por alguns segundos avistamos nosso irmão Rony junto com Harry e Hermione, esta que se levantou da onde estava e se afastou. Fred sentou-se no lugar dela, eu de frente a ele.

- Moody! – Exclamou Fred – Ele é legal, huh?

- Superlegal – Concordei.

- Acho que nunca tive uma aula como a dele.

- Como foi a aula? – Perguntou Harry com um sorriso ansioso.

- Nunca tive uma igual.

- Hey, Jorge, Fred... – Rony nos chamou – Vocês precisavam ter visto o que aconteceu com Malfoy.

Quando andávamos até o salão principal era impossível conter as risadas. Draco Malfoy, a doninha quicante? Como queria ter visto aquilo!

- Eu amo o Moody a cada momento mais! – Exclamou Fred.

O loiro azedo tentou dar uma de espertinho e agora era a piada de Hogwarts, talvez até a mascote geral. Doninha.

Ao chegarmos no salão as risadas já haviam cessado. Sentamo-nos e apoiei meu rosto entre as mãos. Merlin, eu estava com fome.

- Fred, vamos até a cozinha?

- Eu estava pensando nisso agora.

Lino Jordan ficou lá conversando com um garoto da Corvinal, então Fred e eu seguimos sozinhos até a cozinha. Alguns longos corredores virados depois e tomando cuidado para Filch não nos incomodar perguntado para onde estávamos indo, chegamos no grande quadro de frutas. Fred se adiantou e começou a fazer cócegas na pêra. Uma maçaneta logo tomou o lugar da fruta. Segurei a maçaneta e a girei, revelando a grandiosa cozinha de Hogwarts.

- Hm – murmurei olhando para os lados.

- O que os senhores desejam... – Um elfo de orelhas exageradamente longas perguntou. Ele mal acabou de falar e mais dois elfos apareceram com bolos na mão.

Nem precisamos pedir!

- Senhores, tomem, tomem...

- Claro! – Fred e eu falamos juntos e começamos a pegar os vários bolos que nos eram oferecidos. Enfiei alguns nos bolsos das vestes e outros eu já fui comendo. Comida nunca era demais. Agradecemos aos elfos que cada vez mais queriam nos dar comida e saímos da cozinha com as vestes mais pesadas de tantos bolos.

- Eu am-mo boulos – Fred falou com a boca cheia. Já estávamos no dormitório da grifinória e claro, devorando os presentes que recebemos na cozinha.

- Não acredito que temos detenção amanhã – Falei num suspiro. Maldito Snape.

- A gente passa na cozinha e depois vai para a detenção.

- Você só pensa em comida, Fred? – Ri.

- Na verdade, não – Respondeu-me, mas não risonho como geralmente. Ele levantou o olhar e o manteve em mim por alguns segundos até finalmente rir. – Penso em outras coisas também.

- Como o que? – Agora eu estava curioso. No entanto, Fred não me respondeu. Enfiou no bolso o bolo que comia e se virou na cama fechando os olhos.

- Estou com sono.

- Não vai me responder? – Ele apenas balançou a cabeça negativamente sorrindo. – Fred...

- Você é muito curioso, maninho – Brincou.

- E desde quando você não me conta algo? – Isso era verdade. Não existiam segredos entre meu irmão e eu, simplesmente não existiam. Não estava entendo o porquê dele estar fazendo isso agora.

- Talvez eu te conte, mas não agora – Bufei, mas Fred continuava com um sorriso sacana e divertido nos lábios.

Continuei com aquela discussão por mais alguns minutos. Eu estava realmente curioso! No entanto, não consegui extrair nada de Fred, mas eu conseguiria, ah se conseguiria.

Quando troquei as vestes por pijamas ainda estava com a cara emburrada e meu gêmeo ainda me encarava divertido. Deitei-me na cama e me cobri com os grossos cobertores. Aos poucos outros grifinórios iam entrando no dormitório e se acomodavam nas respectivas camas, alguns em silêncio e outros bem barulhentos. Após longos minutos, que dos quais acho que todos já haviam adormecido, uma voz estranhamente igual a minha me chamou.

- Jorge... – Mas não respondi. Estava decidido, não conversaria com ele enquanto não me falasse quais eram as tais outras coisas que ele pensava sobre.

- Jorge... – Sua voz estava forçadamente grossa. – Jorge... – Dessa vez forçadamente fina. – Jorge! – Agora, estava normal.

Em poucos segundos senti o colchão da minha cama se afundar e um corpo me abraçar por trás. A respiração de Fred batia contra o meu pescoço fazendo-me ficar um pouco constrangido.

- Você não vai falar comigo? – Perguntou num sussurro. Apenas balancei a cabeça de modo negativo. – Por que? – Não respondi. – Jorge... – Então num ato súbito ele virou o meu corpo e me deixou com as costas no colchão, seu rosto poucos centímetros acima do meu.

- Por que você está me escondendo algo? – Perguntei franzindo cenho. Talvez um drama funcionasse.

- Eu só não estou preparado ainda. – Franziu o cenho. Eu não esperava por essa resposta, não mesmo. Levei minha mão até seus cabelos e os acariciei, fazendo-o sorrir. Acabei por sorrir também. – Eu vou te contar.

- Obrigado.

Fred abaixou o rosto e beijou meu pescoço, fazendo-me sentir cócegas. Remexi um pouco na cama rindo de leve.

- O que foi? – Perguntou.

- Cócegas – Então ele voltou a abaixar o rosto para beijar meu pescoço novamente. Empurrei seus ombros rindo. Se eu risse mais acabaria acordando alguém.

- Pára, seu idiota.

Fred me deu um soco fraco no ombro e se levantou, foi até a sua cama e se deitou lá sussurrando uma “Boa noite”. Voltei a me cobrir até a altura do queixo e bocejei.

Por Merlin, amanhã teria detenção. Maldito Snape.