Gemialidades Weasley
20 "Baile de Inverno" Três.
Notas iniciais
Me digam o que acharam ok? Ficou bom ou eu dei alguma mancada?
Me desculpem por qualquer erro, não sou boa de betagem!
Faltam mais ou menos 200 páginas para o livro acabar, quantos capítulos eu vou fazer encima deassas páginas? Estava pensando sobre isso... Estou com medo de acabar :X
A manhã de natal chegou gélida, mas isso não me incomodou. Ainda estava em êxtase por conta do beijo da noite passada. Fora o meu primeiro beijo mais intenso com Fred, na verdade, eu nunca havia beijado garota alguma com aquela empolgação.
Quando levantei da cama vi que ele estava acordando também. Sorri e em troca recebi um outro sorriso belíssimo, um sorriso que eu poderia ficar observando por horas.
- Bom-dia – Ele murmurou, sua voz ainda estava um pouco sonolenta.
- Bom-dia Fred...
- Presentes! – O exaltado Lino Jordan exclamou enquanto se jogava na pequena fileira de presentes perto da sua cama. Havia fileiras com embrulho ao lado de todas as camas, inclusive da minha, é claro. Abaixei e comecei a desembrulhar os meus.
Como sempre havia doces e um moletom com “G”* tricotado no centro. No de meu irmão havia um “F”, obviamente.
- Mamãe não se cansa de fazer esses moletons – Fred sussurrou.
- Não mesmo...
Todo ano ganhávamos o mesmo o moletom, Molly fazia um para todos os seus filhos, acho que ainda tricotava até para Carlinhos e Gui. Vesti o meu e logo me senti aquecido, as manhãs de natal eram sempre gélidas.
- Obrigado, Jorge – Meu irmão agradeceu. Ele agora abria um embrulho dado por mim, mas não era nada de mais, apenas algumas Delícias Gasosas e Feijõezinhos de todos os sabores.
- Você também, obrigado – Agradeci ao abrir o embrulho dele. Barras de chocolate da Dedos de Mel e Chicles de Baba-Bola.
Enfiei alguns chocolates que recebi de mamãe e me enfiei nas vestes da escola. Depois de devidamente arrumado e sem me esquecer do cachecol, desci juntamente ao Fred até o Salão Principal para tomarmos café da manhã. Quando acabamos, voltamos para o Salão Comunal e jogamos algumas partidas de Snap Explosivo. Lino era péssimo, sempre perdia.
Tornamos a descer para o Salão Principal quando era a hora do almoço, este que estava magnífico, devo dizer. Perdi a conta de quantos perus havia, a quantidade de pudins também não ficava para trás. Só de ver toda aquela comida meu estômago começou a reclamar, e é claro que eu atendi aos seus desejos. Estava andando até um pouco curvado quando fui para o jardim junto com Fred e Lino.
- Os elfos domésticos capricharam dessa vez – Meu gêmeo comentou enquanto deitava na grama curta e coberta de gelo.
- Com certeza – Lindo comentou. Eu iria comentar também, no entanto, uma garota da Beauxbatons loira passou por nós e me ofereceu um sorriso acompanhado de um “Olá”. Devolvi um sorriso também.
- Quem é ela? – Fred perguntou franzindo o cenho e olhando para a garota, tentando reconhecê-la.
- Meu par pro baile – Dei de ombros. Ele apenas soltou um fraco “ah” acompanhado de uma observação “é bonita”.
Ficamos alguns minutos em silêncio, até uma bolinha de neve atingir minha nuca.
- Hey! – Exclamei olhando para trás. Era Rony. – Você vai ver! Seu bastardo!
Enfiei minhas duas mãos na neve sem cerimônia alguma e as enchi daquele floco pastoso. Sem pensar duas vezes arremessei as bolinhas na direção de Rony, uma acertou sua perna esquerda e a outra ele conseguiu desviar. Não demorou muito para aquilo virar uma verdadeira guerra de bolinhas de neve, até Harry e Lino entraram no meio.
Quando eram sete horas decidimos parar com aquela batalha, o céu já estava escuro e assim era difícil manter uma pontaria decente. Rumamos todos os cinco até o Salão Comunal, mas antes de chegarmos lá, nos deparamos com a Mulher Gorda e uma amiga dela. Estavam bêbadas de tantos bombons de licor. Ela riu exageradamente quando dissemos a senha, mas nos deixou entrar.
Harry e Rony subiram para o dormitório deles, Fred, Lino e eu para o nosso, onde começamos a nos trocar para o baile.
Meu traje estava bom e caia bem no meu corpo, mas eu tinha uma leve impressão que Carlinhos ou Gui havia o usado no passado. O traje do meu gêmeo era praticamente idêntico ao meu, a única diferença era a blusa que ele usava por baixo, a dele era azul clara enquanto a minha era branca.
- Prontos? – Lino perguntou se aproximando. Concordei com um aceno e logo estava descendo para o Salão Comunal.
No andar inferior encontramos quase toda a grifinória reunida, dela inclusive meu outro irmão, Rony. O traje dele era no mínimo ridículo, parecia mais um vestido do que qualquer outra coisa. Dava pra ver que Rony havia tentado usar um Feitiço de Corte nos babados, mas não adiantou muita coisa.
Vi quando Fred piscou para Harry quando este saiu do Salão.
- Olá – A voz de Angelina pode ser ouvida bem próxima. Tinha que confessar que ela estava muito bonita, digna de ser o par do Fred.
- Vamos? – Ele perguntou e logo estávamos descendo em direção ao Salão Comunal.
O saguão de entrada estava apinhado de gente, mas consegui avistar a minha garota. Ela estava com um vestido azul longo e fino, seus cabelos estavam presos num coque no alto da cabeça.
Minerva McGonagall chamou pelos campeões, já que eles abririam o baile, e logo os quatro casais abriam espaço entre nós. Quando vi Hermione ao lado de Vítor Krum, fiquei boquiaberto, ela estava linda.
Depois dos campeões dançarem Dumbledore anunciou o banquete. É claro que comi primeiro antes de chamar meu par para uma dança. Quando seguíamos para a pista, passamos por Fred e Angelina, estes que dançavam fervorosamente fazendo algumas pessoas se afastarem por medo de serem acertadas por pernas ou mãos.
- Como é ter um irmão gêmeo? – A garota perguntou enquanto dançávamos.
- Hm... Normal? – Rimos.
- Digo... Não é estranho ter alguém idêntico a você? Isso não te irrita às vezes?
- Não – Respondi rápida e sinceramente. – Fred é legal. Já me acostumei com isso, não saberia viver sem ele.
- Isso é fofo – Sorriu e encostou sua cabeça em meu ombro.
Uma música mais calma tocava agora, continuei a dançá-la até o final, quando as Esquisitonas subiram no palco. Eram realmente incríveis as músicas do grupo. Fred pulava freneticamente ao meu lado.
Quando a música acabou eu por acaso olhei para o lado, foi quando o vi. Ludo Bagman. Segurei a mão de Fred para chamá-lo a atenção e apontei na direção do homem. Ele logo entendeu.
- Vamos lá – Disse.
Nos enfiamos por entre as pessoas e logo estávamos no encalço do ex-apanhador.
- Olá, Ludo! – Fred o cumprimentou cínico. – Lembra da gente?
- Ãhm... – O homem murmurou enquanto nos analisava. Vi quando um brilho de compreensão passou por seus olhos, mas então, ele mentiu quando disse: — Não, não me lembro. Desculpem-me garotos.
- Mas é claro que lembra! – Protestei. – Somos filhos do Arthur Weasley, ele trabalha com você no Ministério.
- Aposto que do nosso ouro você lembra – Meu irmão provocou.
- Não sei do que estão falando. Qual é o nome de vocês mesmo?
- Ah, não vem com essa! – Fred e eu zombamos.
- Desculpem... Preciso ir – Avisou e começou a se afastar.
As Esquisitonas acabaram de tocar quando os relógios marcavam meia-noite. Nesse horário o baile estava chegando ao fim também.
Quando cheguei no dormitório ainda estava um pouco inconformado com a atitude de Ludo Bagman. Isso não ficaria assim. Fred e eu subimos as escadas o tempo todo discutindo sobre o que deveríamos fazer.
- Ele é um babaca – murmurou enquanto trocava o traje por pijamas.
Nos deitamos em nossas respectivas camas e logo peguei uma das minhas barras de chocolate que eu havia ganhado e comecei a comê-la enquanto observava o dormitório. Todos exceto por Fred e eu estavam dormindo, exaustos.
- Me dá um pouco, Jorge – Pediu baixinho.
- Não.
- É sério – Riu e acabei por rir também.
- ‘Tá bom, vem cá – Chamei-o com as mãos.
Fred se aninhou nos cobertores ao meu lado e meteu a boca no meu chocolate. Guloso. Levantou a cabeça com o canto dos lábios sujos e sorriu.
- Você é lindo até com a boca suja – Deixei escapar sem querer. Jorge, seu idiota.
- Sou é? – Perguntou se ajeitando e aproximando seu corpo do meu. Concordei com um aceno de cabeça. – Então você é também.
Nossos lábios estavam juntos mais uma vez. Movimentos lentos, mas precisos e doces. Aos poucos Fred intensificou o beijo enquanto tocava minha barriga por debaixo da blusa, arrepiando-me. Suas unhas curtas arranhavam meu ventre me deixando arrepiado, ofegos baixos escapam pela minha garganta por conta disso. Estava tudo muito bom, seus lábios, sua língua, suas mãos; mas eu queria mais.
Fred impulsionou seu corpo e o deixou sobre o meu, suas mãos escapando ainda mais por debaixo da minha blusa. Seu toque gelado me fez morder-lhe os lábios fracamente.
Abri um pouco os olhos e o observei brevemente enquanto me beijava. Tinha os olhos fechados e calmos, o cabelo ruivo caindo sobre a testa.
Deixei minhas mãos escaparem também, estavam sedentas para tocá-lo. Uma agarrou-lhe o pescoço e a outra o arranhou de leve nas costas por debaixo do pano fino.
A fricção de nossos movimentos fazia nossos baixos ventres se tocarem eventualmente. Isso me fazia apertar os olhos com força. Queria mais disso, mais contato. Mais Fred.
Meu gêmeo separou minhas pernas e se encaixou entre elas, realizando meu desejo de mais contato. Num ato inesperado, pelo menos para mim, ele começou a movimentar seu quadril contra o meu me fazendo soltar um ofego quase forte. Fiquei com medo de ter acordado alguém, mas olhando rapidamente pelo dormitório, todos estavam dormindo.
Fred escondeu seu rosto em meu pescoço e intensificou os movimentos na parte baixa de nossos corpos.
- Isso é errado – Sussurrei com a voz fraca ao pé de seu ouvido.
- Eu não ligo – Respondeu estranhamente rouco. – Se você não contar pra ninguém, eu também não conto.
- Eu quero você.
Fred olhou em meus olhos e parou os movimentos por um segundo. Sorriu. Sorri também. Quando voltou a me beijar suas mãos estavam ainda mais ousadas, as minhas atrevidas desabotoavam seu pijama. No momento em que tocou minha sexualidade grunhi baixinho, escutei quando ele riu de leve.
Se fizéssemos mais algum barulho acabaríamos acordando alguém, então estiquei minha mão alcançando minha varinha. Sussurrei um Feitiço de Privacidade por precaução. Meu irmão sorriu largamente.
Os minutos se passavam e aos poucos ficávamos mais despidos. Quando ficamos inteiramente nus um arrepio correu minha espinha, deixando-me excitado e eletrizado.
Fred posicionou-se, segurou minhas pernas e cobriu minha boca com a sua. No momento seguinte ele estava se forçando contra mim, causando-me um pouco de dor. No entanto, não era uma dor verdadeira, já que meu próprio irmão, meu Fred, eu sei que nunca me proporcionaria dor.
- Está doendo, Jorge? – Perguntou baixinho e preocupado. Apenas escondi meu rosto na curva do seu pescoço e beijei a região. Não queria falar agora, já que tinha a certeza que minha voz sairia falhada.
Meu gêmeo começou a distribuir beijos pelo meu rosto até chegar em meus lábios, dando-me um beijo longo e calmo.
- Eu quero mais – Confessei.
- Quer? – Sorriu e então movimentou seu quadril para trás e logo em seguida para frente. Ofeguei.
Aos poucos aquela dor estava virando algo muito bom, prazer. A mordida no meu lábio inferior não conseguia conter meus gemidos baixos. Minhas unhas riscavam sua pele alva, fazendo-o ofegar. Fred gemia baixinho nos pés de meu ouvido como se me provocasse.
Circundei sua cintura com ambas as pernas, fazendo-o ir ainda mais fundo e me acertando num ponto em especial. Joguei a cabeça para trás gemendo alto dessa vez. Fred começou a mirar naquele ponto, toda vez que acertava eu conhecia um pouco mais dos céus. Por Merlin!
Agora nossos gemidos não eram mais baixos e tímidos como antes, eram altos e graves. Sorri ao lembrar do Feitiço de Privacidade.
Fred se movimentava, se pressionava contra mim sem pudor algum. Seus lábios entreabertos deixavam escapar gemidos enquanto seus olhos me observavam contorcer ao que me estimulava com as mãos.
Gemia seu nome e ele, o meu. Nessa altura eu não sabia mais quem era Fred, quem era Jorge. Na verdade, isso pouco importava. Éramos apenas dois gêmeos enfim tornando-nos um só.
- Fred! – Quase gritei o seu nome quando senti espasmos dominarem o meu corpo. Finquei minhas unhas em suas costas e gemi ao sentir meu corpo tremer. Com a mente vazia por um breve segundo e os músculos se relaxando eu ofeguei forte. Havia chegado ao orgasmo.
Meu irmão não demorou a alcançar o dele. Quando chegou, gemeu grave e muito masculino, pressionando-se fortemente contra mim numa última investida.
Seu corpo caiu pesado sobre o meu. Estávamos ofegantes e pingando a suor.
- Eu te amo Jorge – Confessou suplicante. – Demais. Eu te amo demais, irmão.
Irmãos.
Notas finais
Gente, posso estar sendo chata, mas vou fazer uma pequena divulgação aqui. Eu tenho uma fic original que se chama Coeur Faible, é de mistério, universo alternativo e tals... Se vocês interessarem, deem uma olhadinha nela. :)
Como fiz no cap. anterior, eu preciso AGRADECER a nyanya pela indicação. Obrigada, sua fofa!
Bom, FALEI DEMIAS E NINGUÉM GOSTA DE LER ESSAS BOBAGENS aishiauoshaioshiohs
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