Geisha

16 Capítulo 16 - Planos em Prática


Notas iniciais
Desculpe a demora pessoal. Mas enfim, aqui está mais um capítulo de geisha. hahaha xP

[Narrado por Rika]

Um dos soldados me chutou no ombro, eu dei cambalhotas no chão.

- Ah! – Coloquei a mão sobre o ombro machucado – Desgraçado... – sussurrei essa parte.

- Perdoe-me, General Rika. – disse o homem preocupado – Chamarei a curandeira.

- Não há necessidade. – eu continuava a apertar o ombro – Você irá para o regimento de Marine. Vá.

- Ahn. Sim, senhora. Tem certeza que...

- Vá logo!

A dor parecia alcançar meu cérebro.

- Rika. – olhei para a varanda.

- Irie?

- Venha comigo. – ele seguiu para nosso quarto.

Eu o segui sem soltar meu ombro. Chegamos ao quarto e ele fechou a porta.

- Sente-se. – sentei sobre a cama – Tire essa yukata. – obedeci.

Ele avaliou o roxo quase negro em forma de pegada sobre minha pele. Tentou tocar, o mais levemente possível, mas doeu bastante. Ele me olhou com pesar, foi a uma estante e pegou uma pomada.

- O que é isso?

- Pedi à Kurenai que preparasse isso. Sabia que iria precisar. – ele veio em minha direção.

- Irie... Eu...

- É isso que você quer? – ele firmou os olhos em mim – Hoje, você se machucou. Apenas isso. E veja o estrago! – apertou meu ombro machucado. Eu gritei e deitei na cama, encolhendo-me em direção à dor.

- Droga! Irie! – ele se colocou sobre mim.

- Veja o que está fazendo consigo. – sua boca se mantinha próxima a minha.

- Eu quero lutar com minhas irmãs, Irie. – ele apertou os olhos.

Sua boca começou a percorrer meu pescoço, meu colo, em torno dos meus seios e subia novamente para minha boca. Seu beijo era ansioso, urgente. Pegou-me pela cintura e ergueu uma de minhas pernas. Quando movimentou meu corpo sobre a cama, meu ombro foi novamente afetado e soltei mais um grito apavorante. Ele parou e me observou.

- Não tem condições de ser minha mulher... Não posso ser seu marido... Ficarei esperando você voltar, pelo menos inteira... É isso o que realmente quer?

- Mas você...

- Eu cuido da parte administrativa, Rika. O Império está na minha mão e nos papéis que carrego. – ele se levantou e pegou a pomada novamente, começou a passa-la em meu machucado.

- Obrigada. – minha voz saía trêmula.

- Sabe o que mais me irrita?

- Não...

- Enquanto eu não posso fazer nada, você vai para a guerra. Os papéis estão invertidos. – ele terminou de passar a pomada, levantou-se e trancou a janela. Guardou a chave consigo.

- O que está fazendo? – eu levantava com esforço, por causa do ombro.

- Irá descansar o resto do dia.

- Não posso, Irie. – vesti minha yukata. Ele me olhou de forma sombria após tocar a maçaneta da porta.

- Eu não fiz uma sugestão. – ele fechou a porta e a trancou.

- Irie! Volte aqui, Irie! – corri para a porta – Me solte! Você não pode fazer isso! – eu só ouvia os passos cada vez mais distantes no corredor.

Bati na porta e voltei para a cama, completamente frustrada.

=§=

[Narrado por Irie]

Eu não iria deixar que ela caminhasse para a morte. Eu cuidaria dela. Foi o que prometi quando me casei, cuidar dela. Casei-me com uma gueixa, não com um soldado. Fui avisar Marine de que sua irmã estava dispensada.

- Marine!

- O que foi? – ela parou a luta.

- Rika, disse que iria descansar por hoje.

- O quê? – ela se aproximou e suspeitava de algo – Ela realmente disse isso?

- Disse.

- Duvido.

- Você não precisa acreditar.

- O que fez com ela?

- Apenas a obriguei a descansar.

- Irie. Não aprendeu que Rika não gosta de ser obrigada a nada?

- Não é o caso.

- Cuidado. Um dia, ela irá te odiar.

A palavra “odiar” doeu em mim. Rika me odiando? Não... Isso não iria acontecer. Eu estava apenas zelando por sua segurança.

- Eu sou o marido. Eu sei o que faço.

- E ela sabe o que quer!

Marine me olhava feio. Muito feio. Se pudesse, fincaria uma de suas espadas em mim.

- Eu vou trabalhar. É o melhor que eu faço. – saí de cabeça erguida, pelo menos pra fingir que aquele olhar assassino não tinha me afetado.

=§=

[Narrado por Kimura]

Quando adentrei a sala, Irie estava concentrado em sua papelada.

- Fiquei sabendo que trancou Rika no quarto. – ele nada disse – Finalmente, uma atitude de homem.

- O que você quer aqui, Kimura? – ele não viu necessidade de olhar para mim.

- Está com medo de quê?

- De perder minha mulher.

- Para quem? – ele parou e me fitou, furioso.

- Para “o que”, você quis dizer. Ela pode morrer lutando.

- Sabe, Irie... Acho que tem medo de que eu convença Rika de que sou melhor que você.

- Você não é. – ele sorriu de canto.

- Tem certeza? – usei de estratégia. Deixaria a pergunta no ar e sairia com um sorrisinho sarcástico.

Coloquei a mão na maçaneta e dei mais uma olhada. Bingo! Ele não conseguia prestar atenção nas letras que constavam no papel. Ah, dúvida, doce dúvida! Saí e fechei a porta. Para minha grata surpresa, uma bela jovem de cabelos cor-de-chocolate passava pelo corredor naquele exato momento.

- Ora, ora. – ela iria passar direto – É sério que não irá me cumprimentar? – Marine parou.

- O que você quer? – e suspirou. De duas, uma. Ou perdeu muito fôlego lutando, ou aquele suspiro foi realmente de desprezo... Vou ficar com a primeira opção.

- O que a bela moça faz por essas bandas?

- A bela moça deixou seus soldados empilhados lá fora. Acho que deveria ir lá limpar a bagunça.

- Sempre jogando pesado...

- Com você... – ela voltou a caminhar.

Mesmo um pouco distante, perguntei:

- Por que mesmo que está com raiva de mim? – ela parou e se virou – Desculpa, memória fraca.

- Por que mesmo que está obcecado pela Rika?

Pergunta difícil. Não era algo que eu gostaria de responder.

- Segredo. – ela sentiu a atmosfera pesar e franziu o cenho.

- Então realmente tem um motivo...

- Tem.

- E qual é? Vamos! Diga-me!

Abri um sorriso cínico e fui em sua direção. Admirei seu rosto enquanto brincava com uma mecha de seu cabelo. Aproximei minha boca de sua orelha e sussurrei:

- Por que não tenta me convencer a te contar? – afastei-me e a fitei, deixei a mão cair – Se tiver curiosidade, estarei em meu quarto.

E segui, tranquilamente, pelo corredor.

=§=

[Narrado por Marine]

O ego de Kimura preenchia todo o corredor, estava difícil até de respirar. Abri um sorriso malicioso e ergui a cabeça. Virei-me em direção ao quarto de Kimura e o segui.

- Muito bem... – sussurrei para mim mesma.

Notas finais
Espero que tenham gostado e NÃO SE PREOCUPEM.... Teremos cenas do próximo capítulo muahahahaMatta ne ^^v