Notas iniciais
Boa leitura! ヾ(♥ó㉨ò)ノ

Ele parecia ser inalcançável. Sempre rodeadO por seus amigos e ocupado. Rogue Cheney é um garoto popular.

Os cabelos negros, a franja que cobria seu olho esquerdo e uma pequena parte da sua cicatriz no dorso do nariz. Os olhos vermelhos penetrantes que fazia muitas garotas se perderem... ele é deslumbrante.

Para Nana Scarlet, Rogue é seu amor de infância. Esse amor dura desde seus sete anos. Agora que está no primeiro ano do ensino médio, continua o observando em silêncio.

Nunca conseguira falar com Rogue, quando não era cercado por muitas pessoas, a timidez da garota a impedia. Diferente de sua irmã, Erza Scarlet, que sempre participou do mesmo grupo de Rogue, Nana se via como a irmã mais nova da Titânia — Um ano de diferença. Entretanto, isso não a tornava especial. Mesmo tendo uma aparência quase idêntica à de Erza — exceto pelos olhos vermelhos.

— Ei, Nana, está me ouvindo? — Sua amiga Juvia sentada ao seu lado, cutucou seu ombro algumas vezes para que a ruiva pudesse lhe dar atenção.

Ambas estavam no pátio, na hora do intervalo.

— Ah, desculpe... o que falava? — Nana havia se distraído assim que viu Rogue passar com seus colegas do clube de futebol, não muito longe.

— Eu estava dizendo que nesse final de semana, irei viajar.

Juvia Loxar, amiga de infância de Nana, única. Cabelos azuis e encaracolados nas pontas, pele alva dando contraste ao seus olhos azuis.

— O que? — Exclamou Nana, surpresa.

— Calma, deixe-me terminar. — Juvia suspirou — Irei viajar, mas é apenas com a minha mãe e ela perguntou se você não queria ir junto.

— Juvia... você sabe que eu tenho pavor de viajar... — Murmurou a ruiva, encolhendo os ombros.

— Por isso mesmo que viajar em um cruzeiro! Veja, não terá perigo.

Nana mordeu o lábio inferior, olhando seus pés com um certo receio.

— Não sei não, Juvia...

— Por favor! Minha mãe vai ficar me puxando para ir naquele karaokê para idosos! Por favor Nanaaaaaa!

Juvia implorou, ajoelhou-se nos pés da amiga e fez o olhar de cachorrinho pidão, o qual Nana não soube dizer não.

— Está bem... eu vou...

— VIVA!

Juvia pulou de alegria, abraçando-a alegremente.

Assim o intervalo chegou ao fim e ambas foram para suas salas. Infelizmente, para Nana era extremamente desconfortável estar numa sala separada ao de sua amiga. Porém, era incrível estar sentada logo atrás de Rogue Cheney, mesmo que ele não note-a.

✦✦✦

Assim que as aulas acabaram, Nana recebeu uma mensagem no seu celular.

De: Er

Assunto: –--

Hey, Nana, não irei voltar para casa a tempo da janta, avise a mamãe. Irei sair com meus amigos para uma festa na casa do Gray. Não me esperem acordada.

Nana suspirou... por mais que Erza fosse sua irmã e ela tivesse sua própria vida, ela ainda queria voltar a ter a mesma Erza que não desgrudava-se dela e nem de sua mãe. Sentia-se uma família. No entanto, assim que entrou no ensino médio, a mesma começou a sair mais e se demonstrar uma irmã/filha ausente e isso não só preocupava Nana, mas principalmente sua mãe.

— Ei, vamos Nana?

Juvia apareceu na porta de sua turma, abriu um largo sorriso e chamou-a para ir embora.

Estava tranquila e até um pouco ansiosa com a viagem que iria fazer dali dois dias.

Enquanto descia as escadarias e conversava com Juvia, notou que Rogue andava sozinho e isso é extremamente raro! Foi então, que o mesmo estava distraído escutando música em alto volume em seu fone-de-ouvido, enquanto pegava seu material de seu armário.

Rogue começou a mexer em seu celular e não viu o que vinha na sua frente.

— Cuidado!!

Ela gritou. Porém, o mesmo não a ouviu e continuou parado em seu lugar, mexendo no celular enquanto colocava seu material de qualquer jeito na mochila. Então, Nana sem pensar muito, correu em sua direção, contornou seu braço em sua cintura e o empurrou para baixo.

— Ai... — Caídos no chão, Rogue ergueu a cabeça um pouco atordoado e só pode ver uma cabeleira ruiva — E-ei, o que diabos você fez? — Perguntou em um tom irritado.

Nana levantou a cabeça rapidamente, ficou com o rosto completamente vermelho e se distanciou do rapaz.

— D-desculpe, tentei avi... avisa-lo sobre a bola que ia a-a-atingi-lo... — Murmurou gaguejando, então aponta para a bola de futebol que havia atingido a parede e deixado uma marca suja.

— R-Rogue! Você está bem? — Um dos seus companheiros do clube apareceu ofegante — Desculpe, não foi nossa intenção, dois dos nossos colegas acabou brincando com a bola então o outro resolveu bancar o goleiro.

Nana olhou para o garoto de cabelos verdes irritada e serrou os punhos.

— Você é idiota? Sabe-se muito bem que não se deve fazer esse tipo de coisa, ainda mais no corredor da escola! Os impedisse para que isso não acontecesse! Alguém poderia ter se machucado! — Esbraveja, cutucando seu peito várias vezes com um pouco de força.

Juvia correu na direção de Nana e tampou sua boca.

— Desculpe pela minha amiga, já estamos de saída. — E a puxou para fora da escola rapidamente, parando somente assim que chegaram no ponto de ônibus — O que foi aquilo, Nana? — Perguntou Juvia, um pouco espantada com o que sua amiga fizera.

A ruiva relembrou o que havia acontecido e ficou vermelha de orelha à orelha.

— A-apenas... tentei ajudar... — Murmurou, brincando com os dedos.

Juvia sorriu e afagou os cabelos da amiga, acalmando-a.

— Eu estou indo, se cuide. Me ligue de noite para confirmar se vai na viagem. — Diz Juvia subindo no ônibus e dando um aceno de despedida para Nana.

— Ok, até.

A garota correu até a sua casa tentando apagar inutilmente a situação constrangedora.