Garoto inalcançável.

2 Capítulo 1 — Viagem no cruzeiro.


Notas iniciais
Olá queridos leitores. Quero agradecer a Ozzy pelo maravilhoso review, foi inspirador e me ajudou bastante. Obrigada Ozzy. Eu espero que gostem do capítulo de hoje. Só estou fazendo isso — Postar outro capítulo no mesmo dia — pois, eu comecei com o prólogo e aproveitando que estou com o tempo vago — Mentira, deveria estar fazendo um trabalho — além de estar animada para escrever. Uma boa leitura!

Um belo dia para se viajar. Juvia, que conseguiu convencer Nana a ir junto, está bastante animada já que sua mãe não irá pegar tanto no seu pé. No entanto, Nana está encolhida embaixo de sua coberta, na cabine. Desde que entrou ali, não saiu. Isso faz cerca de quinze minutos. Por dez minutos ela estava bem tranquila mas, assim que o navio começou a se mexer, Nana começou a se apavorar.

— Nana! Saia daí! Não estamos em um carro, nada de mal irá acontecer. — Insistia Juvia, que puxava a coberta tentando tirar sua amiga — Uma vez na vida, trate de esquecer o maldito acidente! — Brandou.

Juvia puxou tanto, que assim que conseguiu tirar a coberta de cima de Nana, acabou batendo suas costas na parede do navio.

— Ai... — Resmungou, passando a mão nas costas.

Nana começou a se encolher em um canto e Juvia estava cansada daquilo. Aproximou-se da garota, puxou-a até o banheiro e a fez vestir uma roupa fresca.

— Eu estou aqui com você, minha mãe está aqui com você. Nada irá acontecer, entendeu?

Nana abraçou Juvia fortemente. Trêmula e ofegante.

— Estamos aqui para nos divertir e também, para esquecer aquele incidente na escola. Além da ausência do Rogue, nos dois dias seguintes. — Juvia suspirou — O professor disse que ele pegou um resfriado, não pense que foi por sua causa que Rogue deixou de vir. Além do mais, você o ajudou, certo?

Nana ergueu o rosto para encarar Juvia.

— Não foi minha culpa?

— Claro que não, sua estúpida. — A azulada deu um peteleco em sua testa — Agora se vista, estarei esperando no lado de fora da cabine.

✦✦✦

Nana terminou de se vestir, usava um short-jeans, uma regata branca mostrando a parte de cima do seu biquíni e um simples chinelo de do. Assim que Nana saiu da cabine, avistou Juvia usando um vestido simples e um tom azul claro, com uma sapatilha da mesma cor. Seus cabelos estavam presos em duas chiquinhas abaixo da orelha.

— Amarre esse cabelo! Está o maior calor! — Exclamou Juvia, retirando um de seus elásticos para fazer um rabo-de-cavalo em Nana, que protestou até o momento em que foi obrigada.

— Pronto, bem melhor.

Assim que terminou, Juvia levou Nana para almoçar. Havia bastante pessoas de vários lugares andando pelo cruzeiro. A ruiva tentou manter-se atrás de sua amiga, segurando levemente o tecido do vestido de Juvia.

Assim que pararam no restaurante, fizeram seus pedidos e logo estavam almoçando.

— Sua mãe está bem ficando sozinha? — Perguntou Juvia, enquanto se deliciava com seu espaguete.

— Bom, ela ficou animada, já que não costumo muito de sair de casa, mas... — Nana suspirou e ficou encarando por alguns segundos seu filé, enquanto brincava com o purê de batata misturando com a salada e o arroz — Ela parecia querer me impedir ou algo assim.

— Ah, depois do que houve, qualquer mãe ficaria preocupada. Deixando esse assunto de lado... enquanto estava do lado de fora da nossa cabine, eu vi um certo rapaz de cabelos negros passando... admito, ele é muito bonito.

— Lá vai você e suas paixonites.

— Mas você ainda não ouviu a melhor parte! O garoto que eu vi, era nada mais e nada menos que o Gray Fullbuster!

Nana acabou engasgando com o filé que havia acabado de engolir.

— O-o que? — Gaguejou, tomando imediatamente um copo de água — Ele aqui?

— Siim! Eu também reagi dessa forma... mas pelo que sabemos, Gray é primo do Rogue, certo? Talvez os dois estejam nesse cruzeiro.

— Não diga bobagens, Juvia! Você deve ter visto errado.

— Claro que não, por isso nós vamos procura-los. — Exclamou animada, unindo as duas mãos.

Nana não teve como discordar, de forma ou de outra ela acabaria sendo arrastada por Juvia.

Primeiro, foram na área da piscina. Onde encontraram a mãe de Juvia flertando alguns rapazes, que por sinal pareciam encantados.

— Que vergonha...

Juvia saiu dali o mais rápido que pôde. Nana riu baixo, acompanhando a amiga.

Depois, foram na área de lazer, onde havia mais idosos jogando poker, cantando no karaokê, entre outros. Fora as babás.

Andaram mais um pouco... nada de encontra-los.

— Eu disse... que era outra pessoa.

— Não acredito...! Tinha certeza que era ele.

Resolveram voltar para a cabine e descansar.

Juvia ficou um tanto chateada e Nana tentou anima-la.

— Bom, ainda pode vê-lo na escola.

Assim que chegaram na porta da cabine, a porta ao lado abriu e dois garotos de cabelos negros saíram. Conversavam animadamente, até que Gray e Rogue olharam para as duas.

— Vamos Juvia. — Nana cutucou seu ombro, tirando-a de seu devaneio.

— C-certo...

Entraram rapidamente e os dois garotos se entreolharam.

✦✦✦

— Não acredito! Eles estão na cabine ao lado! — Juvia andava para lá e para cá, mais feliz do que constrangida, diferente de Nana.

— Será que eles ouviram o que aconteceu aqui dentro? — Nana encolhida debaixo da coberta com o rosto completamente vermelho — E agora? Eu já havia pulado em cima dele e agora... Quero sumir. — Disse cobrindo o rosto com a coberta.

— De uma coisa eu sei, Gray e Rogue estão aqui e vejo uma oportunidade de ficarmos próximas deles.

Juvia sorriu, dando pulinhos em comemoração.

— Seja lá o que for, não me meta nisso.

— Nananinanão, você irá sim. Além disso, você tem que conversar com o Rogue. Você é apaixonada por ele desde o seus sete anos, agora que está no ensino médio tem de aproveitar o máximo ou então, chega a hora de nos graduarmos e aí? O que você fez? Nada. E eu não quero que você fique igual a essas senhoras que acabam perdendo o amor da vida delas e ficam em uma casa de repouso.

— Mas...

— Mas nada, coloque um biquíni, iremos nadar.

— O QUE? NUNCA! — Grita Nana, correndo para o banheiro e trancando a porta.

— Saia já daí! — Juvia começa a bater na porta — É uma oportunidade!

Então, a porta do quarto se abre e a mãe de Juvia aparece.

— Meninas!! — Exclama com um enorme sorriso — Se vistam, a noite iremos a uma festa.

Então a mesma olhou para sua filha, que parou de bater na porta rapidamente, abaixando a cabeça constrangida.

— Não posso deixa-las um momento sozinhas e olha só como as encontro? Enfim... a festa é daqui quatro horas, mamãe vai dar uma olhada na loja de roupas que tem aqui, não acha incrível? — Enquanto a Sra. Loxar colocava uma roupa, dizia: — Achei incrível também que eu tenha encontrado dois velhos amigos da faculdade. Então, eles nos convidaram, ah... se comporte Juvia.

— Sim, mamãe... mas, por que só eu?!

— Nana é tímida demais, não acho que ela faria um escândalo por ter visto algo novo. Mas não se preocupe, eu te amo.

— Certo, certo, também te amo, agora vai na sua loja.

Logo a Sra. Loxar pegou sua bolsa e saiu do quarto, dando um "até logo e cuidem-se".

— Ei, Nana. — Chamou Juvia do outro lado — Iremos numa festa.

Nana abriu a porta relutante.

— Que horas?

— Bom... mamãe disse que será daqui a quatro horas.

As duas suspiraram. Será um longa noite.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.