Garota de Maresia

1 Happy - Pharell Williams


Notas iniciais
Primeiro capítulooooo! Super animada com a nova fic, desafio aceito! Link da música: https://www.youtube.com/watch?v=y6Sxv-sUYtM&list=PLLCufZnCiU1Gf7ZY2u0mt66WaFi_EMX4s&index=1

— Alice, por que ainda não está dentro do carro? – gritou Ellis Lane, batendo os pés próxima da porta.

Com um gritinho entusiasmado, Alice deu comida para seu peixe dourado pela última vez antes de sair de casa durante um mês. Apanhou os fones, conectados ao celular por um fio fino e não se esqueceu dos óculos de sol.

Estava indo para um lugar ensolarado.

Desceu as escadas saltitando, a playlist mais animada já feita fora planejada por dias e estava em execução, explodindo em seus ouvidos.

A garota passou por sua mãe na porta e sorriu, sem esconder sua felicidade ou assustar-se com a careta severa. Ao entrar no banco traseiro do carro, Jack teve que recolher os pés antes esparramados sobre o estofado. Não disfarçou seu desagrado.

Alice observou a figura gorducha de sua mãe trancando a porta de casa e sentando-se no banco do passageiro. Seu pai ligou o carro, mas ela não ouviu o barulho do motor por estar tudo abafado pelos fones.

Estavam indo para Onset, Massachusetts, onde Ellis e Nicholas Lane possuíam uma casa há muito tempo. Também fazia muito tempo que não a visitavam, já que a casa passara por reformas alguns anos atrás e a família fizera uma viagem à Europa.

— Estava com saudades da praia! – falou Alice, mas não teve a reação que esperava.

Sua mãe e Jack reclamaram de algo, tendo em vista as caras que faziam. Alice só pode rir, já que tudo o que via eram as bocas movendo-se sem produzir nenhum som audível para ela.

Depois de um tempo, resolveu dormir. E, ao acordar, delirou ao ver que estava sozinha no carro, o qual estava estacionado em frente a uma velha casa conhecida.

Correu pelo gramado e chegou à curta escada de madeira, andando até a varanda. As tábuas, recentemente pintadas com verniz, rangiam sob seus passos. Ela passou a mão de leve pelo guarda-corpo velho, sentido as farpas roçarem seus dedos.

Alice adentrou a casa, observando que Jack já encontrara um lugar para mofar durante o verão. Ergueu as sobrancelhas enquanto instalava o videogame na televisão da sala, questionando o tempo que Alice passava sorrindo e encarando-o.

Dando de ombros, ela foi procurar os quartos. Constatou, feliz, que Jack ainda não escolhera o seu e sua bagagem estava ainda toda na sala. Alice andou até o fim do corredor, opinando sobre qual dos quartos ela preferia.

Acabou por escolher o último, e correu logo para o carro para buscar suas malas antes que Jack resolvesse sacaneá-la.

Depois de estar devidamente instalada, abriu as janelas e ajeitou os cobertores da cama já arrumada. Com um suspiro, deixou-se cair sobre a cama.

— Esse vai ser o melhor verão de todos – Alice sussurrou para si mesma com um sorriso no rosto.

— Começou a falar sozinha, é?

Ela virou a cabeça rápido em direção à porta para ver que seu irmão já não estava mais parado lá, e imaginou que entrara no quarto ao lado, o quarto que sobrara.

Alice andou até lá.

— Quer dar um passeio para conhecer a praia? – sugeriu, recostando-se no batente da porta.

— Ah, Alice – reclamou Jack, fazendo uma careta. – Você já veio para cá muitas vezes quando era pequena, já conhece tudo.

— Não conta! – exclamou, insistindo. – Agora nós somos crescidos! Antes a gente não tinha consciência, agora tem! Vamos ver o que tem para fazer!

— Tá – Jack cedeu, colocando-se de pé. – Espera lá fora, já estou indo.

Ele chacoalhou a cabeça para tirar as mechas de cabelo castanho que lhe caíam sobre os olhos e fechou a porta na cara de Alice.

Ela não se surpreendeu com o comportamento do irmão, mas ficou satisfeita por ele aceitar acompanhá-la. Alice sentou-se no sofá, esperando por Jack.

— Vocês vão sair? – perguntou Ellis.

— Sim! – Alice respondeu, um pouco alto para que a mãe escutasse de onde estava. O som parecia vir da cozinha.

— Voltem antes do jantar! – exclamou Nicholas, provavelmente ajudando a esposa com o jantar.

— Pode deixar – murmurou Jack ao passar pela cozinha, surgindo no corredor. – Levanta daí, pirralha. Não quero demorar.

Notas finais
E aí, gostaram?