Garota Valente 2: Era de Ultron

17 Há formas e formas de mudança...


Notas iniciais
Olá amores! Capitulo novo! E estou muito feliz em contar à vocês que a capa de Garota Valente 3: Guerra Civil já está pronta! E é linda pra valer! E isso só para não falar no novo uniforme da Valente, que está pronto dês do ano passado! O próximo capítulo será o último da temporada.

Há formas e formas de mudança.

Essa foi uma lição que aprendi aqui, com meus pais e meus amigos. Você pode mudar sua postura e comportamento, também pode mudar de estilo ou forma de se vestir e falar, ou até mesmo de gostos ou casas, animais de estimação, carreiras... grandes e pequenas. Mas toda mudança tem suas vantagens, por menor que seja ela e por mais que pareça que só há contras.

Em dois meses, chegou o outono.

Dois meses me mostraram que ser altruísta não é ruim, que Pepper e Tony devem ter um casamento bem sólido para depois de uma briga tão sinistra quando ela voltou eles ainda estarem juntos, que um cachorro pode alegrar muito o seu dia, que sua mãe fica bonita com barriga de gestante, que uma casa maior te faz sentir que é normal, que hoje em dia há formas mais fáceis de se tornar detetive e que ir à igreja todo domingo até que não é tão ruim como pensei.

O que foi? Sou uma garota de palavra!

— Vocês duas podiam pelo menos me ajudar! — reclamou meu pai debruçado no sofá da sala que ele arrumava.

— Eu estou grávida. — declarou minha mãe.

— Isso não era desculpa em Sokovia. — ele afirmou.

— E eu estou esperando uma amiga para resolver a decoração do meu quarto. — me defendi.

— Que amiga? — questionou meu pai.

— Isso não é muito importante.

— Merida, eu achei que nós...

A campainha tocou interrompendo minha mãe. Elora, nossa filhote de akita branca que o Stark ME deu, correu para a porta e começou a latir. Ah, o dia em que o tio Tony nos deu ela... três dias antes e meus pais não ficaram muito felizes com isso. Eu me apeguei à ela de cara.

— Eu atendo! — falei empolgada.

Saí saltitando e solfejando qualquer música que viesse à mente. Abri a porta e vi, não uma, mas duas pessoas. Uma tinha uma mulher morena e jovem que eu ainda não conhecia. Atrás dela, estava Thor. Ambos se vestiam como humanos.

— Merida! Bom dia. — falou Thor me abraçando feliz.

— Oi, Thor! O que faz aqui? Quem é sua amiga? — perguntei me afastando.

— Ah, essa é Sif. Uma amiga de Asgard. Companheira de guerras à muito tempo. — explicou – E viemos só fazer uma...

— Espere: você é a Lady Sif?! A deusa da habilidade em combate?! — questionei surpresa interrompendo Thor, e ela pareceu surpresa também.

— Você é Merida Barton, certo? — perguntou, segurando minha mão — Thor fala tanto de você! E o tempo todo! Dês de quando você tinha quinze anos! Está com dezoito agora, certa?

— Sim, e essa blusa é da Pepper, certa? — perguntei.

— E de quem você acha que foi aquele vestido verde que o Thor te deu?

"O vestido que usei em Asgard" me lembrei. Eu nem imaginava onde ele tinha conseguido aquilo e nem quis saber. Ignorei seu comentário.

— Vamos! Entrem! — pedi.

— Oi, Thor! — falou minha mãe, acenando para ele — Não esperava por você hoje!

— Agora resolveu ajudar ele, é? — brinquei.

Observo minha mãe ajudando a alinhar o sofá corretamente na sala. Ela esticou a coluna e acariciou a barriga, ainda pequena, mas que já podia ser vista nitidamente.

— Natasha! Achei que estava com dois meses! — ele segurou as mãos de minha mãe e sorriu.

— Mas eu estou com dois meses! — ela afirmou – Sim, está meio grande para dois meses, mas é porque vai ser um garoto bem grande e forte.

— Ou uma garota bem grande e forte. — afirmei.

Sif e Thor riram.

— Clint! — chamou minha mãe.

— Nem vem, amor! Pra mim tanto faz! — ele afirmou, fugindo de encrenca que sabia que iria começar.

— Melhor nos afastarmos um pouco...

— Relaxa, Thor. — falei – Isso é normal.

Sif ficou por lá ajudando e conversando com meus pais enquanto eu e Thor seguimos até meu quarto parcialmente arrumado. Bom, o criado-mudo verde e a cama, mesmo apenas armada e com o colchão, estavam lá. Imaginei que seria melhor se Thor ajudasse meus pais, pois possivelmente Sif era melhor pata o serviço, já que ela era mulher. Eu não queria um quarto viking, e sim com um estilo de deusa ou coisa do tipo.

— Algo planejado para seus aposentos? — ele perguntou.

— Bom, estou esperando uma amiga. Mas é, eu já tenho coisa em mente.

— Quando sua amiga irá chegar?

— Já deveria ter chegado. Mas avisou que poderia se atrasar. É sábado, mas semana que vem é semana de provas.

— Então também deveria estar estudando.

— Sim, mas estou me mudando. — houve uma pausa – Achei que Jane Foster fosse sua namorada, não ela.

— Jane não foi apenas minha esposa, mas também madrinha de casamento de seus pais.

— Então por que não a conheci? — indaguei confusa.

— Ah, a conheceu sim! Na sua festa de dezesseis anos. Mas ela se foi pouco depois. Por causa de uma doença... acho que se chamava... câncer.

— Uau, deve ser horrível perder alguém assim. — comentei – Principalmente se você a amava.

— Eu a amava demais. Agora estou achando que lady Sif sente o mesmo. E há muito tempo.

— Isso é nítido nos olhos dela. — comentei, indo até uma das caixas e pegando uma colcha com um verso vermelho e o outro dourado.

— Bom... eu queria sua opinião. Sobre isso. — ele comentou, caminhando até o canto do quarto e pegando uma penteadeira como se pegava um pedaço de papel e colocando ao lado do criado-mudo verde musgo, entre ele e a janela ampla de cortinas brancas — Sobre recomeçar.

— Por mim, tudo bem! Eu apoio! — afirmei, cobrindo a cama com a colcha, deixando o vermelho por cima e dobrando a barra perto dos travesseiros, deixando uma listra dourada – Isto é, se você realmente gosta dela.

— E eu perguntaria se eu não gostasse? — respondeu.

— Bom, por que pergunta? — questionei, ajeitando meus travesseiros e me sentando na cama — Sério, você podia simplesmente...

Interrompida por meu próprio celular.

"Desculpe o atraso. Estou chegando!"

E eu esperava que ela realmente estivesse chegando.

— Algum problema? — ele perguntou.

— Não. Minha amiga está chegando.

— Quer que eu saia ou...

— Ela vai desmaiar igual a mim quando te ver. Então fique.

— Então por que você...?

A pergunta de Thor foi interrompida pela porta se abrindo e Lindsay, minha colega negra de roupa rosa, entrando e tagarelando:

— Gente, sua mãe fica muito fofa com aquela barriguinha! E a sua cachorrinha é tão bonitinha! Helena, não é? — ela comenta e encara Thor sorrindo — É um de seus amigos bonitões?

— Anh, na verdade se chama "Elora". E sim, ele é...

— Tá, direto ao ponto: se desfaça dessa colcha e procure algo rosa. Isso não tem nada a ver com você.

— Rosa também não! — afirmei.

— Meri, quem é ela? — perguntou Thor.

— Thor, essa é minha amiga Lindsay, minha colega de faculdade e filha da minha professora. Lindy, esse é Thor, um amigo meu e também Vingador.

Seu olhar descontraído e seu sorriso se perdem repentinamente ao encarar Thor com a boca aberta e os olhos arregalados.

— Vo... você... é o... Thor?!

— É, mas isso não é muito importante ago...

Antes que eu terminasse de falar, ela desmaiou em meus braços. Fiz o mesmo que fizeram comigo quando me aconteceu o mesmo: a deitei na minha cama e a esperei acordar. Mas acho que ela só fingiu desmaiar...

— Quando eu abrir os olhos, quero que essa colcha seja guardada e usada na sua lua de mel com o Leony.

— É Lion. — corrigi – E não dá para trocar a colcha com você encima dela.

Lindsay se levantou e puxou a colcha que eu tinha acabado de arrumar, Então simplesmente se virou para Thor e disse:

— Assunto nosso. Foi ótimo te conhecer, mas estamos ocupadas.

— Sim, claro! — ele sorriu – Foi um prazer conhece-la, Lindsay. — e saiu fechando a porta.

Lindy olhou para mim e disse: — Não conta pra ninguém.

— O que? Que você desmaiou?

— Exato.

Ri e segui sua dica de procurar outra colcha. Eu tinha uma rosa pink com preto (lado negativo de ter um armário comprado pela Pepper), mas definitivamente eu amo verde e laranja. Então, optamos por uma verde médio com estampa de gramado e os travesseiros combinando. Pepper é tão exagerada que comprou uma multidão de roupas na qual, mesmo morando em NY há um ano, eu tinha peças que nunca havia usado, roupas de cama na qual a maioria não cabia para o meu gosto e uma cama de casal. Para eu dormir sozinha.

A madeira da cama era alaranjada, o que eu achava legal, então combinava bem com a roupa de cama. Eu havia ganhado de uma antiga professora um desenho meu que eu considerava lindo, como várias manchas azuis e laranjas que formam minha imagem trajando um vestido azul longo e segurando o meu arco. Encima do criado mudo, foi colocado uma lanterna pequena para que eu pudesse ler meus livros no escuro. Também foi colocado nas gavetas algumas joias e encima, uma pequena bailarina ruiva de olhos verdes que ganhei de minha mãe.

A bailarina usava um vestido branco com detalhes vermelhos e olhava para o chão triste, com as mãos para trás. Ela contou que meu pai mandou fazer e a deu antes deles namorarem, pouco depois que ela entrou para a S.H.I.E.L.D., e que a bailarina era ela. Detalhes dela mostram que é uma adolescente e seu cabelo era um rabo-de-cavalo alaranjado com uma franja. É como minha mãe disse que era em sua época. Também me explicou que era o único presente que ganhou de meu pai que ela podia me dar, mesmo que eu paquere seu colar de flecha pelo resto da minha vida. A bailarina era trinte, pois a época que minha mãe fez balé não foi a melhor época dela.

O quarto também tinha um closet, só que menor. Está aí uma coisa na qual eu nunca fiz questão. Então, arrumei minhas roupas de qualquer forma e Lindsay me repreendeu por não estar organizando corretamente. Como minha mãe (Elinor) nos dias sombrios que vivi. E só para constar, minha mãe (Natasha) deixa suas armas na mesa de vez em quando, não há razão para ela reclamar comigo. Minha cama ficava em um canto, com a cabeceira na parede onde ficava a janela e encostada na parede à direita. Na mesma, coloquei estendida como um quadro uma obra não linda que não pude usar como tapete de forma alguma: uma enorme imagem minha de lado, segurando as patas de um urso marrom bordada em um tapete. Lindy reclamou, mas eu não liguei para o que ela dizia.

E de pouco a pouco, o quarto ganhou vida e Lindsay foi para casa. Acho que sempre tive medo de contar a ela que Krystal era minha melhor amiga, mas também não sei se ela me vê assim. Melhor que não veja e que Krys não pense que estou a substituindo. Quando voltei para ajudar meus pais, eles já haviam terminado, então eles saíram um pouco e eu deitei no sofá e acabei caindo em um cochilo. Acordei com Lion no telefone, me chamando para sair. Neguei, e o mesmo foi até minha casa de carro (agora que eu não morava mais na Torre, ficou mais longe) só para conversar comigo.

— Quando você me mandou as fotos dela, eu não acreditei. — ele falou, acariciando as orelhas da minha filhote.

— Também não acreditei quando você disse que ia ser policial. — afirmei.

— Depois que eu me formar. Cerca que um ou dos anos depois de entrar para a polícia, eu vou poder fazer um curso e ser detetive.

— Você podia ser detetive particular! — afirmei.

— Quero investigar crimes, não traições! — ele afirmou.

— Lion, quando eu mencionei você como detetive, você simplesmente gostou da ideia! Mal queria! E agora faz questão de se arriscar?!

— Quando nos casarmos e tivermos filhos, não quero que você seja a única heroína da família. — ele afirmou.

Eu pouco pensava nisso. Pensava na formatura, no bebê da minha mãe, nos meus irmãos sendo reis ou um deles sendo (não sei qual opção será a correta), na Wanda e no Pietro como novos Vingadores, na próxima vez que eu veria Krystal... mas nunca fui tão além nos meus pensamentos para o futuro a ponto de imaginar o meu casamento. Nunca me vi como mãe ou esposa. Se quer noiva eu já consegui me imaginar.

Mas as coisas mudam...

— Você é um herói para mim. — segurei sua mão — Eu tinha medo de me prender a alguém, de me casar, de ter esse tipo de relacionamento com qualquer um, mas você mudou. Um dia construir uma família era algo que não fazia parte da minha sina, mas agora... acho que não apenas faz, mas é você. Você estava no meu destino o tempo todo. Você é um herói por me mostrar isso.

— O que eu acredito é que se você está aqui e me conheceu, é porque há um motivo muito grande para isso.

Lion acariciou meus cabelos e me beijou de forma suave. Não sei se eu deveria, mas eu deixei mais forte. Lion fez algo diferente na qual eu achei estranho: foi se inclinando na minha direção. Quando eu estava praticamente deitada no sofá, ele se levantou rápido e disse:

— Eu tenho que ir, Meri.

— O que foi? — perguntei confusa.

Ele não respondeu, pois foi interrompido pela porta se abriu e meus pais entraram, mas encaravam Lion, não a mim. E suas expressões não eram muito positivas.

— Merida, ele está fazendo o que aqui? — perguntou meu pai.

— Se retirando. — Lion respirou por mim – Boa tarde, Clint.

E logo que ele saiu, minha mãe perguntou:

— Aconteceu alguma coisa?

— Nada. Já disse que pode confiar em mim. — afirmei – Onde foram?

— Fomos dar uma olhada na Base dos Vingadores. — disse minha mãe, se sentando ao meu lado – Vai ficar pronta em alguns meses e vai haver uma festa de inauguração.

— O Stark sempre arruma um motivo para uma festa. — comentei e meu pai riu.

— Fato. — afirmou – Mas agora eu estou com fome.

Dei de ombros. Também estava. Mas não parava de pensar em Lion, na forma como fugiu de mim. Ele sabia seus limites e não queria ir longe demais. E eu demorei a entender isso. Eu e minha família lanchamos e conversamos sobre o dia. Foi nossa primeira noite. Dormi muito bem no meu quarto à noite. Jantar só com meus pais era algo novo. Gostei e seria bom me acostumar com isso. Só nós três. Pai, mãe, eu e minha irmã. As coisas estavam ficando parecidas com DunBroch.

No dia seguinte, mudei minha rota para a faculdade. Mudei minha rotina, tendo que passear com Elora as vezes. Mudei muita coisa. Todos precisam mudar de vez em quando. Nossa vida nunca é perfeita, assim como nunca será perfeita, mas mesmo assim temos que tentar! Mudar é bom as vezes. Talvez você tenha algo para mudar. Já mudei de escola, de casa, de país, de destino... já mudei tanto! Vocês me acompanharam até aqui. Mas você sabe como é, não?

Há formas e formas de mudança...

Notas finais
Eu sei que ficou chato e eu sei que colocar a Lindy assim, de última hora, não foi uma boa, mas ela terá importância. Eu precisava de um capitulo para a mudança e para explicar algumas coisas. O que acharam da história da bailarina? O próximo é o último da temporada! Comentem!