Garota Valente 2: Era de Ultron
18 Epilogo: Vingadores, unidos!
Notas iniciais
Que bom que a Base era climatizada!
Estava frio e eu estava de vestido, mas o que importa é que estava quente lá dentro e que a festa estava bombando. Passou-se quatro meses, eu e Lion nos encontrávamos apenas em público e Thor havia finalmente estabelecido um relacionamento com Lady Sif, superando a morte de Jane. Eu achava a música particularmente chata, mas tinha muita gente interessante por lá. Peguei um coquetel de manga não alcoólico e percebi a aproximação de alguém. Fechei os olhos e esperei ele me elogiar.
— Amei o vestido.
Me virei para Lion.
— Eu não tinha muita opção. Encima da hora, decidiram usar as cores dos nossos uniformes.
— Mas seu uniforme é preto, não verde! — ele afirmou.
— Não o novo. — afirmei.
Ah, meu novo uniforme... Lindo como só ele mesmo!
— Mal posso esperar para vê-lo. — ele afirmou.
— Vai ver. — respondi, lhe dando um rapito beijo nos lábios — Amanhã o time vai se reunir aqui, Thor vai voltar para Asgard, minha mãe vai entrar de "licença maternidade" ou coisa assim, Stark e Pepper vão tirar uma folga assim como o Banner e eu vou ficar com meu pai e Steve para treinar os novatos. Só não vai poder ficar muito tempo, já que é uma coisa meio...
— Mas ainda vai me ensinar a lutar, não vai?
— Claro! Eu prometo.
— Achei que a Krys estava no time.
— Ela é muito leal à S.H.I.E.L.D., não sei se pretende os abandonar. Mas ela vaio hoje. Falando nisso, vou falar com ela. Volto logo.
Dei-lhe um beijinho e caminhei até uma rodinha de amigas. Minha mãe usava um vestido preto com o peito azul, que era como um tecido franzido enrolado e amarrado na cintura. Era curto e leve, realçando sua barriga, que parecia maior do que uma barriga normal de seis meses. Wanda estava ao seu lado, com uma blusa preta estilo cigana e uma saia longa e vermelha, com duas fendas até o meio da cocha, uma de cada lado, completando com saltos pretos finos. Pepper não era Vingadora, mas usava um vestido branco e elegante, de gola alta.
Mas o que me chamou a atenção foi a figura entre elas. Loira, cabelos longos e usando um vestido longo e solto, que lembrava o jeans, a não ser que tocasse no leve e liso vestido de alça. Ainda não tinha visto ela aquela noite, mas sabia que ela estaria por lá. Sua presença era um tanto óbvia. Aliás, era quem eu procurava!
— Krys! — falei, a abraçando.
— Meri, senti tanto a sua falta!
— Nem me fale! — comentei.
Ela se soltou do abraço e olhou para mim.
— Garota, eu tomei um susto quando vi a sua mãe.
— Ah, lá vai. — minha mãe revirou os olhos — Não é a coisa mais estranha do universo me ver grávida!
— É sim. — respondemos eu e Krys juntas.
Todas rimos. Matei saudades de Krystal e fui procurar alguém para resolver o pequeno probleminha da música. Achei o DJ e pedi que ele colocasse algo mais animado. O mesmo o fez. Todos resolveram dançar. Fiz uma boa ação! Então saí para procurar Lion e voltar a conversar com ele, mas Tony Stark apareceu e perguntou se eu havia pedido para mudar de música. Eu disse que sim e ele deu dois tapas nas minhas costas e agradeceu.
Observei a forma como os Vingadores estavam trajados. O amigo de Steve, Sam Wilson, havia entrado para o time, estava com uma calça social preta, o paletó branco e a camisa vermelha por baixo, e James Rhodes também tinha entrado e estava todo de cinza. Steve estava de terno azul marinho, camisa branca e gravata vermelha, sendo zoado por Tony, que terno vinho e camisa dourada. Francamente, o Stark já se vestiu melhor. Bruce usava uma calça preta e uma camisa social verde musgo, e quem também quis ir mais simples foram meu pai, de calça preta e camisa roxa como o novo uniforme, e Pietro, que só mudou a camisa azul clara. Thor estava com a roupa muito parecida com a da minha festa de dezoito anos e Visão... bom, ele não precisava de roupas. Um vilto azul passou por mim.
— Merida.
— Oi, Pietro! Viu o Lion?
— Não e... é mais ou menos sobre isso que eu quero falar.
Dei um passo para trás.
— Só não se aproxime. — pedi.
— Você é uma garota muito legal e tem ajudado muito a minha irmã, além de ter salvo minha vida. E eu só queria dizer que estou superando o fato de ter... me interessado por você, digamos assim. Mas eu ainda não sei como pagar o que você me fez.
— Quer quitar essa dívida? Está vendo aquela garota loira? — apontei para Krystal – Ela se chama...
— Krystal Walker Rogers, agente da S.H.I.E.L.D. e filha do Capitão América. Eu salvei a vida dela no Japão, quando você foi levada pelo Ultron. Pude conhece-la. É legal.
— Se a salvou, já quitou a dívida, mas se preferir, pode tira-la para dançar. Ao contrário de mim, ela está solteira.
— Tem certeza de que ela vai aceitar?
— Eu não disse que ela ia aceitar.
Pietro engoliu ceco e foi até ela. Senti os braços de Lion me abraçarem por trás e então me virei ao encontro de seus olhos. Estávamos ficando um pouquinho melosos, mas pelo menos eu estava dando aulas de luta à ele, e isso deixava nossa relação um pouco mais emocionante.
— Então... você disse que ia voltar.
— Sim, mas você me achou primeiro.
— Você estava demorando muito.
— A gente vai dançar ou não? — perguntei.
Caminhamos de mãos dadas até o centro da ampla sala onde estava havendo a festa. Olhei para um lado e vi meus pais dançando e sorrindo. A música agitada tinha mudado para uma mais lenta e era um momento romântico para a maior parte de nós. Uma hora, meu pai acariciava o rosto de minha mãe, a outra na barriga e voltava ao rosou ou à cintura. Olhei para o outro lado e vi Tony e Pepper abraçados e ele sussurrava alguma coisa engraçada para ela. Steve estava apoiado em uma parede conversando com Sam. Parecia preocupado, mas nem imaginei porquê. Então, um pouco mais longe deles, perto de Hill e Rhodes (pobre Hill, já que parecia irritada com a forma como ele se exaltava), estavam Pietro e Krystal, dançando, conversando, rindo, trocando olhares bem suspeitos...
— Lion, acho que eu juntei um casal.
Ele riu. O resto da festa foi divertido. Pietro e Krys conversaram o tempo inteiro e eu fiquei observando eles. Fofoqueira? Eu? Talvez um pouco. O que importa é que eu acordei cedo, alimentei a filhote, preparei o café dos meus pais, então fomos para a Base e eu vesti e me preparei para realmente usar meu novo uniforme. Os outros também estavam se preparando e Krystal, de malas prontas, se despedindo e voltando para a Base da S.H.I.E.L.D., que quisera eu que fosse perto. Disse Steve que a despedida do Maxmorff foi mais longa que a dele.
Minha mãe estava em uma sala quieta. Parecia pensativa. Usava um macacão de tecido preto que parecia bem quente. E de fato era. Eu já o usei escondido dela por suspeitar de seu conforto. Me aproximei e ela percebeu minha presença. No dia anterior, ela havia feito um exame relacionado ao bebê, algo chamado "ultrassonografia". Bom, na época eu não sabia nem como se falava isso. Então, caminhei até ela.
— Sabe, a gente nem apostou sobre o bebê. — ela falou – Se fosse menina ou menino. Mas agora é tarde e eu já sei o que é.
— Você nem teve tempo de falar com a gente ontem. — comentei.
— Eu falei com o seu pai. E ele gostou do que ouviu.
Pousei minha mão sobre a barriga dela e pude sentir mexer.
— Oi, Elinor! — falei com a barriga — Está tudo bem aí?
— Meri, você está falando com o Gale. — minha mãe alertou.
Olhei para ela surpresa, depois olhei de volta para meu irmão.
— Traidor.
Minha mãe riu.
— Não é isso, filha. A Elinor está desse lado. — falou ela acariciando o outro lado da barriga.
"Mais heim?! O que?! Ela acabou de dizer o que eu acho que acabou de dizer?! Que eles... quer dizer que são...?"
Foi assim que minha cabeça ficou: caótica. Olhei para minha mãe, que sorria divertida, e ergui os dois dedos ainda com expressão interrogativa. Ela confirma com a cabeça. Voltei minha atenção aos meus irmãos.
— Nunca terei um irmão que não vai ter um colega de útero? — perguntei e fiz minha mãe gargalhar.
Gargalhei junto. Gêmeos?! De novo?! Era só o que faltava! Minha mãe me abraçou e disse:
— Estou tão orgulhosa do que você se tornou.
— Posso concordar? Eu também estou sentindo muita autossatisfação pelo que eu me tornei. — gargalhamos de novo.
— Vai continuar rindo como uma maluca ou vai trabalhar? — perguntou Steve, se aproximando. Nos afastamos uma da outra – Desculpe se cortei o momento mãe e filha.
— É, cortou. — falei.
— Pensei você e o Tony ainda estavam se paquerando.
— Mãe, credo! — mas acabei rindo. Me virei para Steve e perguntei – Como estamos?
— Não somos a seleção brasileira em 2026.
— Ah, mas agente mantem o curso e chega lá.
Então, vi meu pai vindo na nossa direção. Ele me abraçou e depois foi até minha mãe, lhe dando um beijo. A mesma se despediu e se retirou. Não tinha muito o que fazer por lá, já que a fizemos ficar em casa até o nascimento dos meus irmãos. Com a volta do nosso curso, a volta de nossa conversa.
— Prontos para transformar esses calouros em uma equipe? — perguntou meu pai, que estava do outro lado do Capitão.
— Bom, vai ter que ser feito. — afirmei.
Ao fim do corredor havia uma porta branca e cinza clara, que abria no meio. A mesma se abriu, dando passagem à nós três. O lugar era claro e amplo, quase tudo da cor branca e lá estavam os novatos: Maquina de Combate, Visão, Falcão, Feiticeira Escarlate e Mercúrio. Lá também haviam quinjents e um "A" enorme ao fundo. Admito, era lindo.
— Vingadores...
Capitão pronunciou alto, para que todos ousam. Pensou no que falar, mas pareceu se esquecer ou simplesmente não saber.
— Unidos?
É, completar não foi a melhor ideia que eu tive na vida. Meu pai e Steve me olharam estranho. Acho que devia ter ficado quieta.
— Eu ia dizer "Avante" — falou Steve.
— Olha, eu acho que "Avante" não tem muito a ver com esse momento. Você podia dizer isso se estivéssemos prestes a lutar...
— Merida, por favor! — falou meu pai.
Suspirei e voltei minha atenção ao trabalho. Treinamos quase a tarde toda, mas achei um tempinho para treinar o Lion. Ficamos até anoitecer na base, então jantamos na minha casa e ele foi para a dele. Isso meio que virou uma rotina. Foi no meio de um desses jantares que minha mãe passou mal e teve meus irmãos. Voltou à ativa meses depois.
A S.H.I.E.L.D. deixou de ser segredo... de novo. Eles estão até reformaram o Triskelion. Isso mesmo! O prédio onde eu lutei contra a Lady Blood! E agora, Krys vai poder ficar no apartamento dela e do pai. Estou muito feliz por isso, já que ela vai estar perto de mim também. E do Pietro, que ela começou a namorar recentemente. Pode falar: eu sou o melhor cupido do mundo, e olha que foi sem querer!
Bom... no ano seguinte, apareceu um tal de Quarteto Fantástico, entre outros heróis solo. Meu pai começou a treinar, separadamente, uma garota da minha idade que eu conheci e logo me identifiquei. Kate é uma garota legal. Lion continua na faculdade e está se tornando um ótimo lutador. Também apareceram uns vigilantes. Um deles, o Matt, é um cara muito legal e um grande amigo da minha mãe... só não do meu pai. O mais maneiro é que ele é um vigilante... cego. Aliás, só minha família sabe que ele é o Demolidor. O segredo está guardado à sete chaves.
Pepper ficou grávida logo depois que minha mãe teve os gêmeos e, adivinhe, minha mãe (Elinor) também. E eu vou dar um nome para ele. Ou ela! Vai que... Meus irmãos estão sendo treinados para serem reis, mas me parece que só um vai ser coroado. Fazer o que? Vamos esperar para ver! Ah! O bebê da Pepper é um menino. E estamos suspeitando de um possível relacionamento entre o Visão e a Wanda. Aliás, você pode ter estranhado, mas os nomes Mercúrio e Feiticeira Escarlate são os codinomes de Pietro e Wanda!
Minha vida anda muito boa ultimamente. Muito bem nos estudos, nos Vingadores, na vida social, na família... até na igreja! As vezes, me esqueço de que eu prometi que iria se saísse daquela prisão. Vou por prazer mesmo. Bom, de qualquer forma, é bom fazer algo que Lion gosta. E se eu continuar tão dedicada, um dia posso liderar os Vingadores! Quem sabe, em um futuro não muito distante...
A final, o que mais poderia dar errado?
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