Garota Mimada
12 Dedicado a seddie spy
Notas iniciais
Pov's Sam
Chegamos em casa, na verdade cada um foi pra sua, tomei um banho e cai na minha cama. Como eu estava com saudades de deitar ali, não que dormir ao redor dos braços fortes de Freddie fosse ruim, mas dormir em um colchão no chão com o Gibby quase subindo em cima de mim, eu toda melada, pois não tinha tomado banho, em cima de um menino também melado, já que ele também não havia tomado banho, foi difícil. Mas eu dormi com o Freddie, então não tem o por que reclamar, mas que eu estou com um pouco de dor nas costas estou.
Estava de blusa e um micro short, parecia uma calcinha, ele é pra dormir. Liguei o ar condicionado e decidi dormir um pouco, já que minha mãe, pra variar, não estava em casa. Pensei que iria dormir, mas Cat entra no meu quarto com uma bandeja na mão, quando me sentei percebi que era um sanduíche e um suco. Ela se sentou ao meu lado da cama e ordenou que eu comesse pois não queria ser demitida por mandar a filha de sua patroa para o hospital com falta de sal no organismo. Ri do seu exagero e decidi comer um pouco. Agradeço por ter a Cat, apesar de nos conhecemos não faz nenhum dia, ela é quem me fez companhia enquanto estava em casa e se preocupava com a minha saúde, sei que ela não estava falando da parte do demitida de verdade, ela parecia se importar. Não que minha mãe não importe, é que eu só queria uma mãe mais presente. Eu sei que há muitos doentes que precisam dela, principalmente as crianças, que é com quem ela trabalha mais. Só que desde que eu cheguei ela não parou em casa, não se importou de perguntar como era minha vida lá, se eu estava gostando daqui. Mas fazer o que, já estava acostumada com a falta de atenção dos meus pais.
Ct: Está triste pequena?
S: Não. — Ela me encarou como se já soubesse que sim. — Na verdade, um pouco. É que desde que eu cheguei não fiquei mais de uma hora com a minha mãe, eu sei que ela trabalha muito, só que eu queria que pelo menos ela parasse em casa um dia na hora do almoço ou do jantar.
Ct: Eu sei que é difícil. Mas com o tempo tudo vai se ajeitando, ela também está sofrendo com isso, ela está fazendo de todos os jeitos para diminuir o trabalho no hospital pra ficar em casa com você, poder te curti mais.
S: Sabe, as vezes sinto vontade de pedir pra voltar a morar com o meu pai, mesmo que eu ame ela e goste de ficar aqui.
Ct: Own minha flor, eu sei que é chato esse negócio de mãe ou pai ausente. Gostaria de pedir pra você não pensar nisso e ficar aqui, pois te conheço não faz nem um dia mas já adoro você, mas não posso falar isso então apenas siga seu coração. Se você estiver triste aqui e achar melhor voltar para sua casa, vai com a consciência limpa pois tenho certeza que sua mãe não ira mandar você ficar, além de ficar triste ela vai ter que concordar com a sua escolha.
S: Obrigada Cat, mal te conheço mas também já te adoro. E eu acho melhor eu ficar mais um pouco aqui e se eu não me acostumar eu peço pra voltar.
Ct: Tudo bem querida, pense bem pois depois da decisão tomada não tem jeito de voltar atras. — Concordei com a cabeça, ela me deu um beijo na testa e saiu do quarto.
Continuei comendo meu sanduíche pois estava morrendo de fome, peguei meu notebook e entrei no skype, logo vi Mel me chamando pedindo para ligar a webcam.
Skype On
M: Sammyzinha.
S: Melzinha. — Imitei sua voz e voltei a comer meu sanduíche. Ela me mostrou a língua.
M: Estou morrendo de saudades, nossa parece que final de semana não chega nunca.
S: Também estou morrendo de saudades sua, exagerada. Acabamos de sair do final de semana, vai sair esse final de semana?
M: Talvez eu vou viajar com o David. — Perguntei pra onde ela ia. — Ainda não sei se vou quando eu ter certeza eu te conto.
S: Ok né.
M: Mas me conta como foi a escola nova? E os gatinhos, tem muito? E as meninas, a maioria são vadias? Tem líderes de torcida? Se tiver, você já fez o teste né?
S: Opa uma pergunta de cada vez, mas sobre líderes de torcida, tem e eu não vou fazer nenhum teste.
M: Mas você manda bem nessas coisas, lembro que quando eu ficava doente ou tinha outros compromissos você se apresentava por mim e ninguém, além da gente e dos nossos namorados, na época, nunca soube disso.
S: Mel eu só te ajudava, não inventa que eu nunca vou virar líder de torcida, não levo jeito apenas dei sorte de conseguir não cair enquanto era girada no ar ou dava cambalhotas. — Falei com a boca cheia, ela revirou os olhos.
M: Responde logo senhorita nojenta. — Mostrei a língua pra ela, que estava com sanduíche. Eu sei que isso foi muito nojento, mas valeu a pena vendo ela com cara de nojo e com a mão na boca.
S: A escola é normal, foi bem, tem moleques lindos e meninas vadias, esqueci de alguma? — Respondi com a boca já vazia.
M: Apenas uma, e o tal Freddie?
S: Não me lembro de você ter peguntado isso. — Ela mandou eu responder logo. — Ok senhorita apressada, ele esta bem.
M: Sam para de ser chata e me conta logo se rolou alguma coisa na festa, se rolou, o que aconteceu depois, conta tudo. — Ela falou tão rápido que fiquei até ofegante. — E alias cadê ele, Carly e o Dippy?
S: É Gibby e eles estão nas suas respectivas casas. — Resolvi abrir o jogo, alias ela é minha irmã. — E na festa não rolou nada.
M: Como assim "E na festa..." então quer dizer que rolou depois da festa?
S: Não tire palavras da minha boca. — Ela me olhou decepcionada. — Mas sim, rolou um beijo depois da festa, na hora em que fomos dormir.
M: Sério? — Concordei com a cabeça e ela deu um grito me mandando contar mais, só que logo se interrompeu. — Espera você disse "...fomos dormir." como assim? Vocês já dormiram juntos? Me conta?
S: Dormimos juntos e relaxa que não foi nada do que você esteja pensando. — Ela fez um biquinho triste. Contei tudo pra ela, tudo que havia acontecido, em detalhes, desde o dia em que cheguei.
M: Awn ele ficou com ciumes.
S: Acho que não, ele só ficou preocupado do Logan me magoar.
M: Mas você tem um azar com caras que se chamam Logan em.
S: Nem me fale. — Ela perguntou se eu gostei do beijo. — Eu, sinceramente, amei. Parecia que eu queria mais do que tudo aquele beijo e quando nossos lábios se encontraram quase morri. Foi perfeito, ai depois eu dormi em seus braços.
M: Awn que lindo, a Sam está apaixonada. — Eu que estava com uma cara de boba alegre a fechei no mesmo instante que ela falou a palavra apaixonada. — Ah qual é Sam, ele é tão meigo com você, beija bem, pelo o que eu entendi, é lindo, fora que...
S: O problema não é com ele e sim comigo. Sei que essa frase é bastante clichê, mas só agora fui perceber que isso realmente acontece. Não que eu esteja apaixonada por ele nem nada, mas só de pensar na palavra apaixonada me lembra tudo o que eu passei com o Logan e vai por mim, não quero passar de novo nunca mais.
M: Mas Sam o Logan é um babaca, o Freddie parece ser diferente. — Disse que ele era e então ela prosseguiu. — Viu até você concorda, e o que você passou com o Logan não foi amor e sim uma paixão, uma paixão passageira. Que pelo o que eu entendi você não sente mais nada por ele né? — Neguei. — Então, deixa rolar o que é pra ser será, não adianta você não querer, então aceita pra facilitar o destino.
S: Ai Mel tem certeza que você quer ser estilista? Pois eu acho que você daria bem como psicologa. — Ela riu e disse que tinha certeza, já que era apaixonada por moda. — Mel eu só fiquei com ele uma vez, daqui a pouco você está falando de casamento.
M: Mas vai dizer que você não queria se casar com aquele deus grego? — Dei risada e mandei ela ir se catar. — Só não te peço pra você enviar ele pra mim pois não trocaria meu David por nada.
S: Ah e você e o David? Como foi a festa? — Ela sorriu. — Não me lembro de você ter em contado sobre ela.
M: Ah! — Ela suspirou. — Foi muito boa, ótima, maravilhosa, perfeita.
S: Nossa nossa, o que aconteceu descobriu uma fonte de petróleo lá e ficou mais rica que a rainha da Inglaterra?
M: Não melhor.
S: Virou a próxima rainha da Inglaterra? — Ela negou. — Achou um testamento perdido na casa deixando país inteiro pra você? — Ela negou mais uma vez. — Assim fica dificil.
M: Foi muito melhor. — Vish o que será. — O David dormiu aqui. — Aff era só isso? Jura? Acho que a fonte de petróleo é melhor que isso.
S: Ah Mel é só isso? Mas ele quase sempre dorme ai escondido do papai e só agora você foi... Ah entendi. — Agora entendi a palavra dormir. — Jura? — Ela concordou sorrindo. — E como foi?
M: Foi...
P: Filha. — Ouço mamãe gritar.
M: É a mamãe? — Assenti.
S: Parece que ela chegou. — Ouvi um "Jura?" da Mel. — ESTOU AQUI NO QUARTO.
M: Ai Sam estou com o fone de ouvido sua louca. — Ela colocou a mão na orelha, como eu também estava de fone de ouvido deve ter ido mais alto.
S: Foi mal. — Ouvi mamãe gritar pra eu ir na cozinha. — AH NÃO VEM VOCÊ AQUI.
M: Sam! — Repreendeu e eu me desculpei. Então mamãe gritou pra eu ir lá pois ela estava mandando.
S: VEM AQUI PRA VOCÊ VÊ UMA COISA. — Olhei pra tela e Mel tinha tirado o fone de ouvido e estava me olhando brava. — Foi mal tinha esquecido.
P: O que foi filha? — Ela entrou no quarto e eu chamei pra sentar ao meu lado, tirei o fone de ouvido e assim que viu Mel... — Filha, que saudades sua, como você está? Está se alimentando direito? Está indo pra escola? E suas notas? Falando em escola seu pai avisou que você tinha faltado hoje, posso saber o motivo?
M: Calma mãe estou ótima. Estou me alimentando e minha notas, como sempre — Adora se gabar. — Estão ótimas. E eu faltei pois fui em uma festa onde quase todo mundo ia e depois com certeza eles iriam faltar.
P: Você não é todo mundo. — Tipica frase de mãe. — E você Samantha você acha que eu não sei, que ontem a senhorita saiu também?
S: Mãe eu posso explicar.
M: Eu também.
P: Não gastem saliva não irei brigar com vocês, não dessa vez, porque da próxima vez senhorita Melanie que você faltar da escola pra ir em uma festa, ficara de castigo até o resto da eternidade.
M: Tudo bem, desculpa mamãe.
P: Tudo bem querida, e a senhorita Samantha, da próxima vez que ir para uma festa e ainda chamar seus amigos para dormi aqui depois sem a minha permissão, ficara fazendo companhia para sua irmã.
S: Ok, foi mal mãe. Mas é que a gente voltou da festa cedo e decidimos ver um filme, daí todo mundo dormiu pode perguntar para a Cat ela viu a gente acordando.
P: Não precisa confio em você, que horas vocês voltaram das suas festinhas?
S: Não me lembro direito, acho que foi umas onze e pouco.
M: 22:00 horas.
P: A verdade.
M: 4:00 horas. — Respondeu de cabeça baixa.
M: É, mas mãe eu voltei com o meu namorado, ele me deixou aqui e depois... — Ela se calou e ficou assim por alguns segundos até mamãe quebrar o silêncio.
P: Pode contar, não vou brigar com você, já tem 17 anos, sabe o que faz.
M: Ele dormiu em casa.
P: Só dormiu? Filha pode contar, pois alem de mãe sou sua melhor amiga.
S: Ta bom que tal conversarem um pouco a sós, depois eu volto.
P: Tudo bem filha.
M: Ai mãe foi perfeito, a melhor noite de todas sem duvida...
Skype off
Preferi deixar as duas conversando um pouco, seria melhor. Nossa como minha mãe sabe que eles dormiram aqui e como ela sabe da festa, será que foi a Cat, impossível ela prometeu que não contaria. Mas se não foi ela quem foi...
Ct: Oi Sam. — Ela estava arrumando a cozinha.
S: Oi Cat. Quem falou para minha mãe da festa e dos meu amigos terem dormido aqui?
Ct: Pode ter certeza que não foi eu.
S: Quem será que falou então?
Ct: Será que não foi os porteiros?
S: Será? Que enxeridos, fofoqueiros vou esganar eles. Por causa disso levei um pequeno sermão da Senhorita Pamella.
Ct: Calma Sammy, eles pelo menos não contaram como vocês estavam dormindo. — Ela disse rindo e eu corei.
S: Ainda bem, senão iria ser jogada da janela.
Ct: Sua mãe não é tão mal assim.
S: Mas não sei se ficaria feliz em saber que a filha dormiu com um vestido que no meio da noite subiu até nos peitos, no meio de dois homens, sem camisa, por sinal e com uma menina na ponta do colchão desmaiada bêbada, fora que um dos meninos também estava bêbado. — Ela riu da minha ironia. Ouvi passos da minha mãe se aproximando. — Cat, qualquer coisa, a gente estava assistindo um filme e acabamos dormindo, não fala nada que o que viu ontem ok? — Ela assentiu. — Oi mãe...
P: Oi filha. — Ela estava desconfiada. — Do que estavam falando? — Perguntou pegando uma maça na fruteira.
S e Ct: Nada.
P: Isso está estranho. Mas vou ignorar, Sam sua irmã te mandou um beijo e disse que iria sair com o David. E ela vai vim passar o final de semana aqui com você e claro vai trazer o namorado dela junto.
S: Sério? — Perguntei entusiasmada. Ela assentiu. — Ah não vejo a hora, Cat você vai amar a Melanie, ela é metida mas tem um bom coração. — Minha mãe riu e Cat também. — Nossa não estou acreditando, nunca fiquei tanto tempo assim longe da minha irmã.
P: Imagina eu sem minha filhas.
Eu e minha mãe fomos ver tv enquanto a coitada da Cat arrumava a cozinha, acho que nunca vi tanta panela em cima de uma mesa antes. Quando deu 15:30 minha mãe disse que precisava resolver algumas coisas no banco e no trabalho. Então mandei uma mensagem pra Carly perguntando se podia ir lá e logo respondeu que eu não precisava nem pedir e que era pra ir logo. Coloquei uma roupa decente, avisei Cat e fui.
Pov's Freddie
Depois de voltar da escola, fui tomar um banho e vê o que tinha para comer. Que beleza nada. Será que minha mãe vai vim para o almoço? Fiquei a esperando sentado no sofá, enquanto isso meditei um pouco e fiquei lembrando da minha conversa com a Sam hoje, eu parecia ser sinceramente, um namorado. Nunca havia feito isso nem com a Carly, e isso que eu a conheço desde que eu nasci praticamente. Mas, sei lá, achei que não estava fazendo mais que minha obrigação. Sinto que cuidar dela seja uma obrigação, nossa nunca fui assim com garota nenhuma. Olha o que essa loura fez, agora ela toma minha mente totalmente pra ela. Ouvi um barulho na porta e vi minha mãe entrando com algumas sacola na mão e conversando no celular.
Ms: Oi filho, espera um minuto que eu já vou arrumar o almoço. — Ela tampou o celular para que a pessoa do outro lado da linha não ouvisse.
F: Ok, cadê a empregada? – Perguntei sentando na cadeira do balcão.
Ms: Filho, empregada é uma palavra um tanto como desagradável. Conhecemos ela há anos, então prefiro que a chame pelo nome. “Não, eu não estou falando com você”. – Falou para a pessoa e subiu as escadas.
F: Tudo bem, né. — Me sentei no sofá esperando ela descer, e assim que vi ela com um celular a mais na mão voltei a perguntar sobre a emprega... digo Carmen, ela respondeu que hoje havia dado o dia de folga e voltou a falar no celular e estava com outro telefone na mão e com o notebook aberto em um site. — Nossa, por que essa loucura toda?
Ms: Desculpe filho, não te dar muita atenção, mas estou com muito problema. — Ela já havia desligado o celular e já ligava para um outro numero pelo telefone. — Teve um pequeno vazamento de gás na escola, isso é um grande problema, e talvez vocês vão ficar dois ou três dias em casa.
F: Sério? Pra que tudo isso?
Ms: Precisa sair todo o gás e eu mandei trocar algumas coisas que já estavam velhas. E antes que você pergunte por que não fazer isso no final de semana... — Na verdade eu não iria perguntar, tinha medo dela mudar pro final de semana e eu teria que ir na escola. — Pois a prefeitura nunca liberaria a escola com alguma coisa errada, isso pode colocar a minha e a dos alunos em risco, ainda bem que o vazamento começou na hora do almoço quando não tinha ninguém, de estudantes, na escola. E mesmo que agora não seja perigoso, com o tempo qualquer faísca pode fazer um estrago.
F: Entendi, isso sim é um problema. — Peguei uma maçã e ela brigou falando que eu iria perder o apetite. Até parece, estou quase comendo essa parede.
Ela começou a fazer um macarrão. Rápido, simples e maravilhoso. Ela só pode estar mesmo com problemas pois esta quase maluca a procura do açúcar para temperar a comida. Eca! Se eu não estivesse aqui eu teria comido macarrão doce. Ela colocou a culpa no vazamento e disse que teria que estar na escola uma e pouco. Agora era 12:45, ela teria que correr pra terminar e comer a tempo.
F: Mão você está ficando maluca.
Ms: Pior que sim filho. Será que eu estou igual a vovó?
F: Relaxa mãe, igual não. — Ela suspirou aliviada. — Pior, com certeza.
M: Me respeita eu sou sua mãe. — Ela se virou com uma cara de brava, que eu sabia que ela estava brincando. Só que ela estava com uma faca enorme na mão, então é melhor prevenir.
F: Com essa faca na mão te respeito, limpo até o teto.
M: Olha não seria uma má ideia, já que você não me ajuda em nada. — Ela olhou pro nada fingindo imaginar. E vai começar com aquele discurso que eu já sei de cor. "Você não me ajuda em nada, só pensa em festa, em balada e em garotas. Ao invés de estar com a cara nos livros estudando, já que é seu ultimo ano, mas não nem isso você faz." Mas ao invés disso ela sorriu e voltou a preparar o macarrão.
Pov's Sam
Quando cheguei ela me puxou pro seu quarto e ficamos lá jogando conversa fora, contei pra ela sobre Mel vir esse final de semana e ela ficou com receio de eu querer voltar com ela. A tranquilizei quando avisei que tinha que cumprir o prazo de dois meses ou um, e que estava realmente gostando de Seattle. Aproveitei e contei sobre meu beijo com Freddie e ela quase perdeu a voz de tanto gritar e falar que já sabia e que formávamos um casal perfeito e que ela super apoia, como ela mesmo disse. Era umas 16:15 e estava chovendo. Logo a porta se abre revelando um moreno lindo.
C: Freddie a gente podia estar se trocando?
F: Seria sorte demais. — Ela jogou o travesseiro nele e eu ri. — O que estão fazendo de bom?
S: Passando fome. — Eles riram. — Espera isso não é bom, então não estamos fazendo nada.
C: Vamos lá comprar uma vitamina?
S: Não obrigada, não to afim de passar mal de novo.
F: Relaxa, o Costela disse que esse dia não foi ele quem fez, e também as frutas não estavam boas, e o rapaz que fez já foi demitido.
S: Não sei não.
C: Pode confiar na gente você não vai passar mal.
S: Ta, vamos. Mas temos que passar lá em casa, estou sem dinheiro.
F: Eu pago pra você. — Já ia começar a dizer que não precisava, mas ele falou ante. — O que tem de mais nisso? Relaxa, é uma vitamina não um carro. — Ri e concordei, contanto que na próxima vez quem iria pagar era eu, ele negou e voltou a falar que era apenas uma vitamina não um carro ou uma casa de luxo.
C: Vou avisar o Spencer e já vamos. — Assentimos e fomos até o "estúdio" onde Spencer fazia suas obras malucas. — Spencer vou comprar vitamina com a Sam e o Freddie e já volto.
S: Tudo bem, traz uma pra mim de morango, pega o dinheiro em cima da me... — Antes de terminar, seu rosto se encontra com o chão. Rimos e fomos ajudar ele á levantar. — Estou bem obrigado pelo preocupação galera.
C: Machucou?
S: Não, estou bem. — Ela voltou a subir na escada.
C: Acho melhor vocês irem sozinhos, vou ficar aqui ajudando ele, já que estou vendo que não posso tirar os olhos do bebezão por um minuto que ele já faz arte. — Vi que ele estava tentando equilibrar o pote de tinta "especial", não faço a minima ideia que tinta era aquela, no pé enquanto estava na escada. Carly pegou a tinta e ficou segurando pra ele. — Pega o dinheiro em cima da mesa e traz duas de morangos? — Assentimos.
S: Espertinha você né? Desistiu de ir só por que começou a chover um pouco mais forte?
C: Eu? Claro que não! Nunca abandonaria um amigo, principalmente com essa chuva que jaja vem raios e trovões. — Ironizou. Mostrei a língua pra ela e fomos em direção ao elevador.
Saímos do elevador e quando chegamos na porta do prédio um raio cortou o céu, fazendo um clarão. Juro que dessa vez tive medo. Continuamos a caminhar, já estávamos no meio da rua e o Vitamina da Hora ficava no final dela. Continuamos andar, só que como a chuva tinha piorado, estávamos muito molhados, ok isso foi óbviu, estava com dificuldade pra andar já que também estava meio frio.
S: Freddie vamos parar um pouco, a chuva esta piorando cada vez mais e está difícil de andar e enxergar.
F: É de açúcar ou de sal? — Ok, agora ele provocou.
S: Nem açúcar e nem sal. — Resolvi provocar mais um pouco. Fui me aproximando dele lentamente. — Só pimenta, porque só pega quem aguenta.
F: Será que eu aguento? — Ele agarrou minha cintura e sussurrou no meu ouvido. E lá bem aquela sensação ótima que só acontece quando estou bem perto dele.
S: Experimenta. — Sussurrei no seu também.
Então ele tirou seu rosto de meu pescoço e me beijou. Caramba que beijo bom, ele pediu passagem com a língua, que abri, e foi fazendo uma dança sensual com a minha. Ele apertava minhas costas e puxava levemente meu cabelo. É, ele tem pegada, e que pegada. Eu apertava seus braços e puxava seus cabelos também. Ele me prensou na parede e desceu os beijos pro meu pescoço, por conta do ar, e depois logo voltou pra minha boca. Ficamos nesse amasso por um bom tempo, até que o ar começou realmente faltar. E por mais que eu amasse ficar beijando ele, no momento eu adorava mais o ar. Fomos parando aquele beijo selvagem com selinhos. Quando abri os olhos vi seus olhos castanhos olhando pra mim com um sorriso no rosto, automaticamente sorri.
F: Acho que eu aguento.
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