Garota Mimada
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Pov's Freddie
F: Acho que eu aguento. — Respondi. Ela sorriu e me deu um selinho. — E você não tem gosto de pimenta. — Ela gargalhou.
S: Acho melhor sairmos da chuva, se não vamos pegar um resfriado. — Concordei, peguei sua mão e a levei para a cobertura de um dos prédios.
Encostei na parede e a abracei por trás. A chuva só piorava. Achamos melhor esperar a chuva melhorar, dai iriamos para o Vitamina Da Hora. Ficamos, acho que uma meia hora, só nos beijos e caricias ali na frente do prédio.
Era tão bom ficar com ela, só com ela. Quando estávamos a sós nada importava, não havia o mundo apenas nós. Estávamos nos beijamos, acho que pela décima vez. Até que a chuva parou um pouco, achamos melhor correr pra comprar as vitaminas e voltar logo, antes que a chuva engrossa-se novamente.
S: Chegamos. — Gritou Sam quando entramos, ensopados, no apartamento de Carly.
C: Nossa vocês demoraram muito. — Falou descendo as escadas. — Já ia chamar a polícia.
F: A chuva ficou muito forte, então resolvemos esperar um pouco.
C: E vocês esperaram a onde?
S: No vitamina da hora. — Concordei com ela. Havíamos bolado esse plano antes de entrar no prédio, para que ninguém desconfiasse. Péssimo plano, já que estavamos pingando e a Carly, boba nem nada, percebeu. — É que no caminho... a gente...
F: Pegamos um pouco de chuva... ai... ficamos molhado. — Sam concordou.
C: Ata, até parece. — Ela pegou sua vitamina e tomou um gole. — Por que eu não posso saber onde vocês estavam? Vão ficar de segredinhos comigo? Eu não sou confiante? — Ela como sempre dramática.
S: Claro que você pode saber. — Ela virou pra mim como se perguntasse se poderia contar e eu assenti. — Estavamos indo e a chuva começou a ficar muito forte, então decidimos ficar de baixo de uma arvore, eu sei que isso é errado, de um prédio qualquer na rua. Foi isso, ai quando a chuva parou um pouco, compramos as vitaminas e voltamos.
C: Que prédio?
F: Ai Carly quer saber também quantas gotas caiu sobre nós?
C: Não precisa, chato. — Ela me mostrou a língua e sorriu. — E o que vocês ficaram fazendo lá todo esse tempo?
Sam virou pra mim na mesma hora que ela acabou a pergunta, coramos juntos. Carly percebeu e logo começou a falar pra contarmos logo tudo o que rolou. Gibby chegou e Carly contou tudo pra ele. Ele virou pra mim com um sorriso de lado, é ele já sacou, e tentou mudar de assunto. Sem sucesso.
F: Carly não aconteceu nada, dá pra parar. — Eu já comecei a ficar irritado. — Eu e a Sam somos apenas amigos, não nos conhecemos nem a uma semana. Você acha o que? Que estamos namorando?
C: Ei calma, não é pra tanto. Desculpa por ser curiosa, sei que não rolou nada, pois se tivesse rolado vocês já teriam me contado faz tempo.
F: Ok, desculpa também por ser grosso.
Ficamos o resto da tarde assistindo filmes e conversando. Spencer saiu pra ver a noiva, então ficamos sozinhos. Eu queria conversar com a Sam, não queria mais ficar longe dela. As vezes da vontade de agarrar ela na frente de todo mundo, mas sei que isso só faria com que ela se afastasse. Lewbert havia ligado pois tinha chegado uma encomenda para a Carly, não entendi muito bem. Ela desceu até o hall no prédio e deixou eu, Sam e Gibby sozinhos no apartamento dela.
G: Então como foram os beijos? — Como sempre discreto.
S: Oi?
F: Não tem como enganar o Gibby.
G: Ainda bem que você sabe, então me contem logo antes da Carly voltar. — Ele sentou na mesa que tinha no meio da sala, ficando de frente pra nós. — Vocês já estão namorando?
S: O que?
F: Não Gibby, não estamos namorando.
G: Por que não? Sei que já rolou outros beijos. — Sam vira pra mim com a sobrancelha erguida.
F: Ele é o meu melhor amigo, não consigo esconder as coisas dele.
S: Gibby se isso é estranho conversar com o Freddie imagina com você.
G: Ah gente, eu já falei que eu quero ser psicologo?
F e S: Não.
G: Ainda bem, pois eu não tenho paciência não. — Rimos. — Vai, resolvem isso logo.
S: Resolver o que? — Percebi que ela estava impaciente. — Só por que ficamos uma... não, foram três... não... enfim, algumas vezes que é por que a gente vai namorar, se casar e ter filhos.
F: Ela tem razão. — Não precisava casar e ter filhos, ainda. Mas namorar eu bem que queria.
G: Aham e eu sou o papai noel.
S: Que você é o papai noel eu não sei, mas não está na época de você estar aqui.
F: Ela tem razão, de novo.
G: Da para pararem, isso já está ficando chato. Por favor, me contem se vocês gostaram pelo menos.
S: E por que você quer saber isso? Vai mudar alguma coisa da sua vida?
F: E de novo, ela tem razão.
G: Bajulador. — Ele revirou os olhos e riu. — Não, não vai mudar em nada. Mas gostaria de saber.
F: Ok, eu respondo por mim. — Ela me encarou, nossa estou com vontade de beija-la agora. — Eu gostei, todas as vezes que eu beijei ela. Foi melhor do que imaginava, sim eu imaginava. Foi bem melhor que qualquer beijo que eu já dei na vida. Ela realmente me faz sentir diferente, e quando estou com ela é como se o mundo inteiro não existisse. Então sim, eu não só gostei como amei o beijo dela. E se a vida desse replay com certeza usaria para aquele dia na sua casa, quando foi nosso primeiro beijo.
Ela ficou parada me olhando, Gibby se levantou e saiu, nos deixando a sós. Já estava me arrependendo de falar essas coisas, com certeza ela não gostava de mim e só ficou comigo por que, nem sei. Se abrisse um buraco no chão eu me jogaria. Mas logo mudei de ideia vendo seu sorriso, esse sorriso que me faz perder o chão. Será mesmo que estou apaixonado nela? Acho que não, só gostando. Impossível eu me apaixonar tão rapidamente por alguém, não sou assim. Mas existe aquele negócio de amor à primeira vista, será que isso existe mesmo? Ela iria falar alguma coisa, mas Carly entrou no mesmo momento com uma caixa na mão, falando alguma coisa. Gibby entrou logo atrás dizendo que havia estragado tudo, ela perguntou o por que e ele deu um jeito de enrolar ela. Eu e Sam só estávamos olhando um para o outro, sem falar nada só sorrindo.
C: Ei, vocês dois estão estranhos. — Carly nos tirou do tranze, viramos pra ela que estava atrás no balcão.
S: Estamos não. — Ela olhou no relógio e viu que era 18:47. — Bom gente eu já vou, quero jantar com a minha mãe, beijocas.
Ela olhou pra mim e eu entendi perfeitamente que ela estaria me esperando do lado de fora. Eu assenti e já fui falando que tinha que ir embora.
C: Até você?
F: Foi mal, mas amanhã acho que vai ter aula e eu falei pra minha mãe que iria embora cedo. — Mentira, não falei nada.
C: Ok, espera como assim você acha que vai ter aula?
F: Ah, parece que teve um vazamento de gás. Mas não sei se não vai ter aula, depois eu perguntou pra minha mãe e eu te aviso.
C: Ok né, vai embora também Gibby?
G: Vou jaja, ah Freddie eu vou dormir na sua casa hoje, viu?
F: Ok, vou deixar a porta aberta. — Sai do apartamento de Carly e fui em direção ao elevador, encontrei Sam encostada na parede mexendo no celular.
S: Oi.
F: Oi.
S: Então...
F: Então...
S: Vai ficar repetindo tudo o que eu falo?
F: Depende.
S: Como assim depende?
F: Nada não. — O silêncio reinou no corredor.
S e F: Então... — Rimos.
S: Olha Freddie eu nem sei o que dizer, depois de tudo o que você falou na sala, me deixou sem palavras e eu nunca fiquei sem palavras antes. Posso te fazer uma pergunta? E se você responder já fez eu te jogo esse celular. — Ri e assenti. — Você está gostando de mim?
F: Olha...
S: Lá vem.
F: Calma você não deixou eu terminar. — Ela riu. — Eu na verdade não sei, eu acho que sim. Isso me confunde muito, nunca senti isso por ninguém, é estranho e ao mesmo tempo bom. Não nos conhecemos nem uma semana e eu já estou assim, imagine em um mês. Por isso que eu contei pro Gibby, pra ver se ele sabe me dizer o que eu estou sentindo e ele me respondeu que eu gostava de você, isso até pode ser verdade, mas e você? Eu posso até estar gostando de você, mas e você, e se você não estiver gostando de mim? Olha Sam, desculpa eu estou me confundindo com as palavras, mas nunca falei isso pra nenhuma menina. Apesar de já ter namorado, antes eu nunca tive essa conversa com ninguém.
S: Uau, me deixou sem fala de novo. — Ela sorriu e eu suspirei. — Realmente você se embaraçou nas palavras, mas deu pra entender. Eu confesso que nem com o Logan...
F: Ah claro, o Logan. — Virei o rosto.
S: Ei, nem terminei de falar. — Ela virou meu rosto novamente. — Eu iria dizer que nem com o Logan eu havia me sentido assim, é estranho mesmo. Principalmente por não nos conhecermos direito. Mas sabe o que é mais estranho? — Neguei. — O fato de não nos conhecermos e eu já ter considerado você, a Carly e o Gibby meus melhores amigos, vocês terem já dormido na minha casa, e você ter dormido comigo. — Nesse momento uma velhinha passou e ficou nos encarando com um olhar negativo. Rimos e ela continuou. — Enfim, já termos nos beijado várias vezes, em um dia e...
F: Já entendi que é estranho. — Ela riu. — Mas é estranhamente bom isso.
S: Muito bom. — Baixou a cabeça.
F: Sam? — Ela me olhou. — Posso fazer uma coisa que estou morrendo de vontade de fazer? — Ela assentiu.
Então, sem mais delongas eu a beijei. Como sempre um beijo bom, bom não, maravilhoso. Perfeito diria, nossa estou parecendo uma garota. Meu Deus como eu quero essa garota, foda-se que não nos conhecemos há muito tempo. Conheço ela tempo suficiente para gostar dela. O beijo foi se cessando com selinhos. Ela me olhou e sorriu.
F: Quando estou com você, não penso em outra coisa a não ser te beijar. — Confessei, ela sorriu e me deu um selinho.
S: Confesso que eu também penso nisso. — Agora eu que dei um selinho nela. — Freddie o que esta acontecendo com a gente? — Ela perguntou, eu estava abraçando ela de frente.
F: Não sei, mas isso é bom. — Ela levantou a cabeça e me beijou de novo. Novamente a velhinha passou, mas dessa vez ela parou e nos deu uma pequena bronca.
X: Que pouca vergonha é essa? Deixa sua mãe saber disso Freddie, fica beijando a namorada no meio do corredor pra quem quiser ver. E se passar alguma criança aqui? Meu Deus que vergonha! Dormiram juntos e ainda ficam com essa melação toda no meio do corredor. Eu teria vergonha de ser sua mãe?
S: Posso te fazer uma pergunta? — Ela assentiu. — A senhora não beija não? Nunca teve filhos?
X: Claro que sim, mas nem por isso ficava me atracando, como vocês falam, na frente de todo mundo.
F: Os tempos mudaram e não tem ninguém aqui, além de nós três. — Ela já ia começar a falar alguma coisa, mas fui mais rápido. — Vem Sam, vamos pra dentro. — Ela sorriu com a minha provocação e me acompanhou. A senhora só ficou indignada, parada olhando para os lados.
Entramos no meu apartamento, rindo feito dois loucos. Minha mãe não estava em casa, ela estava desde depois do almoço na escola resolvendo o problema com o gás. Depois que paramos de rir, sentamos no sofá e novamente uma sessão de beijos começou. Mas dessa vez o beijo ficava mais e mais quente, eu estava por cima dela. Ela me puxava os cabelos e eu apertava sua cintura. Nessa hora Gibby entra e bate a porta com tudo.
F: Ai Gibby quer me matar de susto? — Eu sai de cima da Sam.
S: Que susto! — Ela estava com a mão nos peitos, e que peitos, ok foco. — Achei que era sua mãe.
F: Eu também. — Gibby estava quase roxo de tanto rir.
G: Sabia que os pompinhos iriam se acertar. E aí, já estão namorando?
S: Da pra parar, isso já esta ficando chato.
G: Desculpas, bom vou pro quarto do Freddie. Vocês se resolvem ai, só não beijem mais assim, pois se a mãe do Freddie chegar eu nem quero ver o que vai acontecer com ele.
F: Vai lá. — Ele subiu as escadas rindo. — Nossa, quase morri agora.
S: Nem me fale, quase tive um avc aqui. — Ela se sentou o sofá e eu sentei ao seu lado. — Então... como a gente fica?
F: Você que decide. — Coloquei meu braços ao redor do seu ombro e ela deitou sobre meu peito, me abraçando pela cintura. — Amizade colorida ou...
S: Ou?
F: Ou namoro. — Falei por fim. Consegui ver que ela estava sorrindo e sorri também.
S: Está me pedindo em namoro? — Ela se sentou e me encarou.
F: É, acho que sim.
S: Acha?
F: Não, quer dizer, sim. — Me confundi. — Quer dizer, não eu não acho que estou pedindo, pois eu estou pedindo, então é sim eu estou pedindo e... Só fala se aceita ou não.
S: Nunca vi alguém embaralhar tanto nas palavras para pedir alguém em namoro. — Eu sorri, isso apenas me deixou mais impaciente. — Mas sobre a sua pergunta...
F: Calma, não me responde agora. — Ela franziu a testa. — Me responde amanhã.
S: Por quê não posso responder agora?
F: Pois parece que você esta em duvida e é melhor...
S: Ok.
F: Ok o que?
S: Ok, eu topo namorar com você.
F: Então isso foi um sim? — Nossa perto dela eu me sinto tão bobo.
S: Freddie?
F: Oi?
S: Faz um favor? — Perguntei o que era. — Cala boca e me beija, você funciona melhor assim.
Ela nem precisava falar duas vezes. Me levantei já beijando ela, fiz igual aquelas cenas de final de filme, quando o mocinho levanta a mocinha no ar, roda ela e a beija. Seria tão perfeito assim, se eu não tropeçasse no tapete e cai-se em cima dela no sofá. Ela riu e me beijou novamente. Ouvi a porta sendo aberta, apenas sai de cima dela e me sentei ao seu lado. Logo Gibby entra por ela. Mas como? Ele não tinha ido pro meu quarto?
G: Oi casal, desculpa interromper de novo, mas tinha esquecido meu celular na casa da Carly.
F: E como você passou por nós?
G: Não passei.
S: Então se teletransportou? — Ele negou. — Não sei como você fez, mas bem que você poderia parar né? Uma hora você me mata. — Ela se sentou no sofá com a mão sobre os peitos.
G: Fui pelo elevador, ai eu sai lá no térreo. Dai, subi novamente e fui no apartamento da Carly, dei a desculpa que você estava tomando banho e fiquei conversando lá com ela.
F: Entendi.
S: Coitada da Carly, ela é a única que não sabe.
G: Espera! Então vocês estão mesmo namorando? — Concordamos e eu a abracei por trás. — Até que enfim, mas isso é meio estranho.
S: Sabemos.
G: Vocês se conhecem há muito pouco tempo pra se amar.
F: Por isso gostamos um do outro.
S: Isso, e com o tempo aprendemos a amar. — Não resisti, dei um selinho nela.
G: Awn, que gay. — Ele brincou. — Vocês são fofos, e estão super certos. Foda-se se vocês não se conhecem há muito tempo, isso comprova minha teoria de que existe amor à primeira vista.
F: Isso foi gay.
S: Muito. — Concordou comigo. — Bom, tenho que ir. Minha mãe jaja aparece aqui, beijos e até amanhã na escola.
F: Se tiver aula.
S: Como assim? — Ela já estava na porta.
F: Teve um vazamento de gás, ai não sei se vai ter aula amanhã.
S: Tomara que não, por que ai podemos ficar juntos.
G: Ah não, se forem ficar na melação avisem que eu mato vocês dois.
S: Relaxa, se eu começar a ficar melosa. Eu mesma te dou uma arma. — Ele riu e eu também. Ela me deu um selinho, acenou pro Gibby e foi embora.
G: Pronto garanhão, conseguiu o que queria. Está feliz?
F: Muito. — Respondi e subi as escadas, precisava de um banho. Quer dizer, outro já que estava ainda molhado.
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