Notas iniciais
Bem,como eu disse ela vai ser bem curta, então... Não esperem muito xD

MORTE

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Todas as pessoas desejam viver.

Isso é comum para os seres humanos.

Mesmo que ela esteja a beira da morte,

no fundo de seu coração, em algum lugar,

ela deseja viver.

E para isso, entregamos um sacrifício aos Deuses,

para que outra pessoa morra em seu lugar.

Mas essa pessoa que morrerá no seu lugar...

...Não deseja morrer.

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- Hmm? Aonde estou?

Uma garota de cabelos presos, bem nova, estava parada definitivamente no meio do nada. Estava escuro, muito escuro, ela apenas era iluminada por pequenas faíscas que caiam de cima, mas também pareciam vir de lugar nenhum.

- Aqui é um mundo desconhecido... — Diz uma voz grossa, mas não havia ninguém ali. — Um mundo onde os vivos não podem entrar.

Do meio da penumbra surge um homem, um homem alto e magro, usando uma capa vermelha. Ele andava em direção a garota, com passos largos e fortes, mas não parecia ter pressa.

- Eu sou a Morte, eu vim te buscar, Hitome.

A garota, Hitome, já assustada, dá alguns passos para trás.

- H-Hm?

- Veja bem... — Disse a Morte. — Você morreu no lugar de outra pessoa. Essa outra pessoa devia estar no seu lugar agora...

Hitome parecia não entender nada, mas também não chorava, apesar de ser apenas uma criança pequena.

- ... E-Eu vou morrer? — Ela abaixava sua cabeça.

- Sua alma é muito limpa e pura... Não há nada de sujo nela. — A Morte estava com a mesma expressão, mas não demonstrava medo para a pequena Hitome. É até um disperdício você estar em um lugar como esse. — Ele elevou sua mão um pouco. — Os Deuses dão um teste para essas pessoas, as pessoas que passam por esse teste ganham uma recompensa. Mesmo que eu seja a Morte, eu também sou um Deus, então eu irei dar um teste para você.

Hitome ainda estava confusa, ela tremia um pouco, apesar de se demonstrar confiante.

- T-Teste...?

- A pessoa na qual você morreu no lugar é alguém muito próximo de você. — Disse a Morte. — Então... A partir de agora eu irei apagar sua memória e você terá que encontrar a pessoa que teria que estar morta no seu lugar. Mas me parece que a pessoa que lhe matou não tem muito tempo de vida... Então se você conseguir lembrar antes que ela morra eu te devolverei sua alma. Entendeu?

- Hey... Morte. — Disse Hitome, já mais calma. — Se eu me lembrar, essa pessoa irá morrer?

- Se você quiser continuar viva, melhor desistir dessa pessoa...

- ...

Hitome havia ficado fechada novamente, ela não desejava ver a morte de alguém. Muito menos alguém que seja próximo dela.

- Então agora... Irei apagar sua memória.

De repente, tudo ali havia ficado claro, um claro bem forte que obrigou Hitome a fechar seus olhos, mas ela ainda podia ouvir a Morte.

- Boa Sorte, Hitome...

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- Onde eu estou...?

Hitome parecia estar na entrada de uma residência tradicional, não havia nada de mais nessa casa de primeira vista, mas Hitome parecia um tanto confusa quanto a isso.

- Acho que eu conheço esse lugar... Ah! — Hitome agora estava sorridente. — Aqui é minha casa!

Hitome andou até a porta ao lado, que era a saída da casa, mas estava trancada e parecia que não iria se abrir nem com uma chave.

- Estranho...

Então ela adentrou na casa, que havia um grande corredor com várias portas. Ela abriu a primeira porta do corredor, mas estava trancada.

"Parece que tudo está fechado aqui..." Pensou Hitome.

Ela andou até a segunda porta, que também não abria de jeito nenhum, do mesmo jeito que a terceira.

"Mas que droga!"

Então ela foi para o outro lado do corredor e abriu uma das portas, era a porta do sanitário. Lá não havia nada de mais, somente uma pia, um vaso sanitário, um chuveiro elétrico e uma janela.

- Hmm... Acho que não tem nada aqui...

De repente, uma figura apareceu na janela. Ela era preta e tinha olhinhos brancos. Era realmente de dar medo. E Hitome, como havia apenas cinco anos, ficou apavorada e soltou um grito, não muito alto.

- K-Kyaah!

Logo após ela correu para fora do banheiro, correu o mais rápido que podia e bateu a porta com um tanto de força.

Ela estava ofegando um pouco e voltou a andar, agora na direção da última porta dali, que incrívelmente estava aberta. Essa porta dava em uma escada para o segundo andar. Hitome começou a subir com um pouco de dificuldade, pois tinha estrutura baixa e os degraus eram grandes demais para ela, mas depois de um certo esforço ela conseguiu subir a escada.

Ela saiu no segundo andar, onde ecoava o som de um relógio. Esse andar parecia ser menor do que o de baixo, com menos portas.

Ela andou calmamente pelos corredores, olhando os quadros com paisagens, eram realmente muito belos. Mas nesse andar a maioria das portas também estavam fechadas.

"O que será que tem nessas portas trancadas...?"

Então ela entrou em um das portas abertas. Um quarto bem grande, com uma mesa, uma cama de casal, duas estantes de livros... É, um quarto bem grande.

Hitome começou a olhar tudo, mas não encontrava nada naquele quarto enorme. Só a restou olhar a estante com livros e... Bingo! Ela encontrou um diário entitulado como "O Diário da Hitome".

- Eu achei alguma coisa aqui! — Hitome estava sorridente novamente. — Está escrito alguma coisa... Hm? Tem escrito alguma coisa antes também... Tem uma senha pra abrir isso... Mas eu não sei a senha. Então se eu colocar a palavra certa eu posso ler o diário?

Hitome ficou olhando aquele diário, muito confusa. Não se recordava da senha desse diário. Até que ela encontrou algo.

- Espera... Tem um papel aqui, pode ser uma dica? Mas... Eu não consigo ler. Hey, tem duas chaves perto!

Hitome pegou as chaves e as colocou no bolso da saia e colocou o diário de volta no lugar.

"Quando eu souber a senha, eu venho ler esse diário!"

Hitome não havia percebido, mas ao lado da cama havia uma outra porta.

"Será que alguma dessas chaves abre aquela porta ali?"

Então ela foi até aquela porta e, com muita dificuldade, colocou a chave na maçaneta e a girou, mas a porta não abriu.

"Estava errada..."

Então ela saiu do quarto, procurando a porta que as chaves abriam.

Saindo do quarto, havia um homem encostado na parede, sem nenhum pingo de dúvidas, era a Morte. Hitome se assustou ao ver aquilo.

- Q-Quem é...?

- Se você não consegue ler... Isso não é um teste. — Disse a Morte. — Hm... Então vamos fazer assim, eu irei pegar as suas memórias, a primeira pessoa que você pensar irei transformar em uma sombra. E essa sombra irá ajudá-la a ler. Mas você não pode pensar em alguém que está morto, porque não dá para fazer a sombra de alguém que já morreu, ok?

- É só lembrar né? — Disse Hitome.

- Exato, agora vamos fazer a sombra.

A Morte se virou e começou a andar, mas desapareceu do nada, de cima para baixo, como se fosse um fantasma.

Hitome não entendeu nada, então continuou a tentar abrir as portas. Viu que não era nenhuma porta do segundo andar, então desceu as escadas, para ver se as chaver eram de alguma porta do primeiro andar.

Logo quando chegou, um vaso de plantas caiu do nada. Hitome se assustou um pouco.

- Porque será que caiu...?

Então ela continuou sua procura, foi na primeira porta da casa e colocou a chave e a girou, fazendo um som de destranque, a porta havia aberto. Ela entrou por essa porta que dava para uma espécie de "Sala de Banho" não muito grande.

Ela foi para frente do espelho, tentando apoiar suas mãos na bancada de marmore. Ela olhou para os itens de higiene pessoal e percebeu uma coisa.

- Hmm... O que é aquilo? — Ela olhou para o lugar onde guardavam a escova de dentes. — Uma, Duas, Três, Quatro... Cinco? Cinco escovas de dentes? Será que além de mim nessa casa há mais quatro pessoas?

Então Hitome olhou para o cesto de roupas, onde parecia não haver nada, mas ela desconfiou e foi olhar mais de perto.

- Parece não haver nada na cesta... Mas tem alguma coisa no canto...

Ela enfiou a mão no canto da cesta e pegou um azuleijo de parede com alguma coisa laranja na ponta. Pareciam folhas velhas.

- É uma peça de folhar secas, né? Eu já vi isso em algum lugar...

Então ela foi pro lugar onde estava a banheira e o chuveiro, ela viu que havia um pequeno vaso cheio d'água, então ela foi checá-lo.

- Parece que aqui dentro tem alguma coisa... Mas o vaso é muito pesado para mim conseguir virar.

Então ela deixou aquilo de lado e saiu da sala de banho, indo novamente para aquele corredor de portas.

Notas finais
Bem pessoal, esse foi o 1 Capitulo... Espero que tenham gostado u-u
Vlw, flw o/