Garota Big Bang
1 Prólogo
Notas iniciais
Estávamos a caminho da estrada para casa. O fim de semana com Alice havia sido divertido, e nós finalmente transamos. Eu estava tão feliz por isso, Ali e eu ríamos enquanto ouvíamos um pouco de Nirvana com o volume alto. Eu tentava cantar, mas desafinava demais, enquanto sua voz perfeita tornava a música mais gostosa de escutar.
– Ei, Lucas. – virei-me para ver o flash em meu rosto quando ela me chamou. O celular de capa rosa em suas mãos tinha agora no visor uma foto minha com o cabelo totalmente despenteado e bagunçado. – Lindo. Totalmente perfeito.
Ela sorria, e seu sorriso transmitia calor. Seus olhos verdes eram divertidos e o cabelo loiro curto repicado e liso. Ela usava uma blusa escrita Fearless e uma calça jeans.
– Ei, para aqui! Vamos tirar uma foto. – ela disse.
– Não, temos que estar em São Paulo até de noite, senão meus pais não nos deixam mais sair da cidade. – respondi.
– Por favor, Lucas. Por favorzinho, vai, eu sou sua namorada, vamos. Estamos numa cidade com praia, em Sampa não vamos tirar fotos na frente de um mar tão bonito. – ela disse com um sorriso suplicante – O pôr-do-sol tá tão lindo.
Olhei para ela por mais uns minutos até decidir que tudo bem.
– Você venceu. – estacionei e saí do carro, andamos por umas duas quadras até o píer de Santos.
– Oi, você, menina! – disse Alice chamando atenção de uma garota ruiva de biquíni. – Qual seu nome?
– Thaisa, por quê? – a menina respondeu.
– Thaisa, você pode, por favor, tirar uma foto minha com meu namorado? – Alice perguntou e a garota assentiu sorrindo.
Eu e Alice fizemos pelo menos cinco caretas diferentes e por fim, uma foto minha a abraçando.
– Thaisa, valeu mesmo. – Alice disse e a garota respondeu um “De nada” bem baixinho.
Voltamos para o carro e seguimos em direção à estrada.
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Estávamos na estrada rindo sobre algumas bobagens e fofocas maldosas que as amigas de Alice haviam contado para ela. Ambos estávamos cursando direito, então eu sabia exatamente de quem ela estava falando. Agora ouvíamos Green Day, e já havia escurecido. Chovia bastante, mas apesar disso o trânsito não estava ruim.
– A Mariana só fala essas besteiras mesmo. Ela me disse semana passada, que a Nathalia tá imitando ela demais, mas nisso eu concordo.
– Uhum.
– Amor, você não tá entendendo nada né?
– Não. – respondi e ambos rimos.
– Ok, me dá um beijinho que eu vou dormir um pouco. – ela disse e desviei o olhar por alguns segundos da estrada, o que não era muito problema, já que nenhum carro estava muito perto do nosso.
Dei um beijo rápido nela e ela sorriu para mim.
– Lucas! Desvia! – ela disse e quando virei para olhar novamente para a estrada, um carro vinha em nossa direção, o motorista estava provavelmente muito bêbado, tentei desviar o carro, o que fez com que o carro escorregasse na pista molhada, o carro do motorista bêbado estava praticamente colado com o nosso, mas mesmo assim tentei desviar.
Quando desviei, um caminhão vinha em nossa direção, tentei desviar novamente, mas dessa vez meu carro capotou algumas vezes. Estávamos de cabeça para baixo. Olhei para Alice.
– Lucas – ela chorava, um pedaço grande de vidro tinha voado até sua barriga. Ela já cuspia sangue demais. -, eu te amo.
– Nós vamos ficar bem. Eu prometo. – eu disse e olhei para ela. Sabia que não ficaríamos. – Eu também te amo.
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